Arquivo de Março, 2008

O futuro é nosso

Depois de uma viagem pela Europa, ofereço um pack de DVD de lombada fina, por ser mais barato. Para o Telles ou quem raio esteja a preparar a nova época (estará alguém na proa a olhar para o horizonte ou estão todos no convés, a tirar a água aos baldes e a agarrarem-se aos bancos, literalmente).

Smolarek: não há dúvidas, o Eusebius seria o ideal para pôr ao lado do Simon. Ficava a faltar um Rudi Costas qualquer para a versão gralhada dos heróis avícolas…
Duscher: quando se fala do regresso de um antigo médio centro, que tal um que é muito melhor e até já foi campeão…
Conguito do Levante (o nome é irrelevante, é aquele de rastas e calções dos anos 80): em Portugal, no losango bentiano, faria miséria…
Baiano: um peso-pesado para substituir o levezinho. Até marcava mais. E podia jogar sozinho na frente. Está no Múrcia, senhores…
Saviola: ai que bom seria se houvesse alguém com tomates e arrojo naquela SAD. E dinheiro, claro, eheh…
Guardado: mais um long shot, mas muito bem sacado…
Um qualquer central italiano de uma equipa de meio da tabela: perguntem ao Paredes ou ao herói de Alkmaar… eles são muito bons, na generalidade. Veio de lá o Grimi…
Obina: o Inter compra e empresta. Para voltar a ter extremos…
Pedro Mendes: não me lixem, dominava um raio de 20 metros à volta dele em Portugal. Ó Scolari, nem uma chamadinha contra uma merda qualquer. Até o João Alves foi chamado, chefão!…

Dediquem-se um bocadinho, ó gente da linha… Mandem gente com olhinhos lá para fora e façam mini-project finances para cada jogador.

Obrigado Naval

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Já era hora. Um joguinho de dia, com uma temperatura morninha, uma equipa macia pela frente e um enfermeiro como António João no banco. Uma conjugação de factores para nos dar alegrias e, no caso de António João e dos cortes de Gladstone, para nos permitir rir à gargalhada. No futebol de Primavera, o Romagnoli até levanta a cabeça, o russo dá o litro e o Miguel regressa ao activo. Espero que seja para ficar. O problema é que em Glasgow chove e faz frio. E os gajos são rijos. Ai o losango outra vez… que maçada esta de não poder jogar sempre contra equipas da parte de baixo da Superliga, pensarão os nossos líderes, com uma cigarrilha nas mãos, entre um copo de scotch velho. É que a equipa precisa de convalescer durante mais um bocadinho, em paz e sossego. E os cabrões dos escoceses não nos vão deixar em paz. E o pior é que não têm o António João, para ao menos podermos rir.

PS: Ah, grande Tiuí. O Djaló jogou meia hora este ano e já marcou dois. O Djaló! E tu, Tiuí, estiveste quase a marcar. Estiveste mais uma vez isolado, Tiuí, mas foi tudo demais para ti. Ao menos partiste, literalmente, a boca ao redes dos gajos. E deste a conhecer ao país António João, o enfermeiro from hell…

A Masturbação

A premissa é simples. Como quase tudo no futebol, aliás. Simples e belo. Bater a bola com jeito e força suficientes para contornar a barreira e escolher o ângulo para morrer. 

Há muito, muito tempo que isso não acontecia no Sporting. Pelo menos, não da maneira como se imaginam os melhores pontapés. Os verdadeiramente merecedores da confiança do marcador. Onde a relação entre a bola e o jogador é um poema. Finalmente, aconteceu. E foi na Figueira da Foz.

Muita teimosia depois, e todo o tipo de absurdos e crime lesa futebol cometidos, o Paulo Bento lá decidiu dar a bola a quem a trata e acaricia como ninguém. Ao Miguel. Que por ser algo lento, canhoto e tecnicamente mais evoluído que os outros se assemelha ao André. Aquele “gentleman” brasileiro que, de tão gentil até quando roubava uma bola, pedia por favor ao adversário. Ora, o que é o Veloso senão a reencarnação divina do Cruz. Com menos quilos e mais vontade pode ser o que ele quiser. Até o Redondo. Só precisa de responsabilidade dentro e fora da equipa. O que fez e bem, mas tardiamente, o nosso treinador ao conferir-lhe a possibilidade de marcar um livre. E vejam como ele fez. E o que ele fez à bola. Alguém se lembrou do pontapé canhão do Ronny? Ou do famoso livre do João Moutinho em Munique na Champions? Porquê insistir no erro quando todos já tinham visto o essencial. A bola precisa de carinho para fazer o que lhe pedem. Até o Roberto Carlos quando a chutava, apesar de ser um brutamontes, falava directamente ao coração da bola. Porque como vocês sabem, força e tamanho não contam para nada. O que conta é a intenção.

P.S. – Confesso que estava desejoso que o Miguel Veloso me desse uma só oportunidade para falar bem dele. Porque gosto da forma como joga e do estilo “blazé” que tem em campo. Pena que ele não tenha entendido que poderia ser o que ele quisesse em Alvalade. Sorte que a sua estrela não se apague e a possamos continuar a seguir de longe.

Disparates…

“É perfeitamente normal que as pessoas sintam alguma frustração por o Sporting não ter ganho a final da Taça da Liga. Podem criticar, mas nem o sportinguista mais fanático sente maior tristeza ou frustração do que os próprios jogadores, quando não conseguem atingir os objectivos a que se propõem. Dói e dói muito! (…)  Tenho pena que não tenhamos uma cultura associativa como têm os escoceses. Em Portugal, ganhando somos os maiores, perdendo tudo se questiona. É o treinador que era fantástico e agora já não é, os jogadores que eram os melhores e tornaram-se nos piores, os dirigentes que faziam escolhas acertadas e já não as sabem fazer… Se houvesse um pouco mais de tranquilidade e paciência… Mas é o futebol que temos e é com ele que temos de viver”

 Digam-me vocês, como é possível o idiota do Abel, que durante a entrevista ao Paulo Bento esteve o tempo todo a espreitar com cara de parvo atrás do Freitas Lobo e do Paulo Sousa (num daqueles cartazes para promover a Gamebox), vir-se queixar dos adeptos do Sporting? Se calhar ele queria ouvir palmas depois de enterrar o jogo no Oímpico de Roma ou, mais recentemente, ser comido da forma patética como foi no golo do Nacional, em Alvalade.

p.s. – e a rábula em redor das declarações do Stojkovic?
p.s.2 – e se o Van Gaal viesse treinar o Sporting?

“Sou uma pessoa que diz o que pensa…

… e o que não penso, não digo”.

Pegando na forma de estar do Paulo Bento, expressa durante a entrevista de ontem, aproveito então para dizer o que penso sobre aqueles 90 minutos de troca de palavras.
Não querendo alongar-me muito, até porque o Sousa Cintra e o Douglas já analisaram de forma extremamente válida o que ontem se passou,  passo a apontar o seguinte:

- basicamente, não temos um modelo de jogo alternativo. Parece que não houve tempo para trabalhá-lo na pré-época. Mas o Paulo Bento diz que sim, que há. E até diz que a culpa de levarmos três batatas em Braga não foi culpa do modelo alternativo, implementado ao intervalo. O que eu vi foi que, realmente, entrámos na segunda parte com mais atitute, deu a sensação que podíamos empatar, mas depois o nosso lado esquerdo da defesa virou um passador, onde o Polga tinha a estranha tarefa de jogar como um meio central/meio lateral (será que o Paulo Bento não se lembra que o Peseiro, numa traumatizante deslocação a Paços de Ferreira, decidiu utilizar o Polga a defesa esquerdo e levou uma quase mão cheia?).
No fundo, acho que o modelo alternativo não existe e que não passa de uma espécie de grito de revolta, um “bora lá, caralho!”, que até pode resultar se os jogadores estiverem num dia Bueno;

- Se um dia fosse convidado para almoçar em casa do Paulo Bento, um almocinho domingueiro, aposto que a mesa ia ser posta com os pratos dispostos em losango. E que, em seu redor, o Miguel Veloso ia ser um guardanapo, o Moutinho um garfo, o Izmailov uma faca e o Romagnoli a faquinha para barrar o pão com manteiga.
O Paulo meteu na cabeça que esse sistema é o melhor do mundo, e não abdica dele. Logo, para o ano, caso ele fique, será mais do mesmo.

- perguntaram-lhe porque razão não se pensou num jogador que pudesse dar outra elasticidade ao maldito losango. No fundo, um substituto directo do Nani. Ele não respondeu. Perguntaram-lhe porque razão o Sporting não dá continuidade à tradição de ter extremos de qualidade. Ele diz que o Liedson não se sente confortável a jogar em 4-3-3.
Caro Paulo, no tempo do Boloni, vi o Sporting jogar com o Jardel e o Niculae na frente e o Quaresma à direita. Digo mais, caro Paulo, neste momento até tem dois avançados, Liedson e Vukcevic, que não se importam de pressionar os defesas e, mais importante ainda, tem um Vukcevic que pode jogar descaído para qualquer das alas e que nunca lhe dirá não se lhe pedir para pressionar um dos laterais adversários, quando não tivermos a bola. Portanto, caro Paulo, a equipa poderia ter um extremo, esquerdo ou direito.
Mais curioso ainda, caro Paulo, é ouvi-lo dizer que o Moutinho fez toda a sua formação jogando numa táctica de 4-3-3, ou seja, como um dos dois médios que jogam à frente do trinco. Engraçado… é que eu também me recordo de ver o Izmailov, na selecção da Rússia, fazer uma posição semelhante, ou seja, o Paulo tem o Veloso para a posição mais recuada, o Moutinho e o Izmailov para jogarem à sua frente. Depois o Vukcevic, o Liedson e, ora lá está, vinha mesmo a calhar um extremo. Não há dinheiro? Há o David Caiado, no Estoril.

- “se me perguntassem por um médio, eu respondia João Moutinho (…) temos um jogador que só sabe jogar a 10, o Romagnoli (…) Não considero fundamental para a evolução do Moutinho, fixá-lo numa posição”.
Porra, Paulo!

- eu enviei um e-mail para o programa. Não o leram, claro. Apenas leram mails patéticos, cheios de palmadinhas nas costas. E o meu mail até era giro. Falava do Moutinho e do Romagnoli. Falava do Stojkovic. Falava do Vukcevic e do tempo que se demorou a subi-lo no terreno, insistindo semanas a fio num Purovic (que até poderia marcar muitos golos nos júniores do Sporting, porque se joga com extremos). Até dizia que esta teimosia fazia lembrar a demora em colocar o Veloso no lugar do Custódio, e pedia uma explicação breve para a falta de alma com que a equipa jogou a final da Taça.
Fiquei triste por não ter respostas. No fundo, como se tivesse acabado de ver o Sporting jogar, e continuasse sem ter uma resposta para as primeiras partes a ver navios ou as quase inexistentes oportunidades de golo que se criam.

 p.s. – a não ser que haja um levantamento popular em tons de verde e branco, basta ganharmos ao Benfica na meia-final da Taça e ficarmos em segundo lugar, para o Paulo Bento cumprir o contrato até ao fim, ou seja, mais uma época. Depois da entrevista de ontem, fiquei com essa certeza.

“O Sporting fez mais pela minha carreira…”

“…do que eu fiz pelo Sporting. Seguramente”. Está tudo aqui. As respostas que queria de Paulo Bento foram dadas pelos outros dois senhores que – e não digo isto ironicamente – nunca conseguiriam ser o treinador que o Paulo Bento é. Porque treinar não é só conversa. Mas o problema do Paulo Bento é que não percebe onde está a errar. É preciso um olho externo mais analítico e menos envolvido no problema.
É preciso jogar com extremos, até pela tradição do Sporting… o que diz Paulo Bento: se calhar o melhor é passar a formar avançados. De facto, com 10 Djalós, ninguém se vai lembrar de extremos quando estiver a premir o gatilho da pistola enfiada na orelha.
Arranjar uma alternativa, treiná-la para surpreender os adversários… Paulo Bento: não houve tempo, os reforços vieram para esta táctica.
Moutinho no meio do campo… Bento: para mim, é uma vantagem para ele a polivalência, ele é bom em qualquer lado. Claro que é, então vamos pô-lo na baliza. O problema não é ele, é a equipa, caralho. E a equipa precisa dele a 10.
Não seria bom começar a pensar em ir buscar jogadores diferentes, para ter mais soluções tácticas… Paulo: a táctica vai depender do que vier e do que sair. Não, não, não, não, não… por favor, Paulo! Já chega de Tíuis, Purovics, Farneruds. E de pôr Vukcevic em posições que não puxam pelo homem. É fazer os buracos com a forma que mais nos interesse e depois ir buscar as peças que encaixem. Mesmo que não sejam topo de gama.

Faltaram duas perguntas que, por não terem sido feitas, só provam que o homem mete medo a qualquer jornalista do canal que mais fornece directores de comunicação ao futebol. Porque é que encostou o sérvio? E o que falhou? Sim, Paulo, o que raio falhou? Porque tu só nos disseste o que se passou. Mas isso já sabíamos. Queriamos era que nos dissesses o que, para ti, falhou. Dizes que defines quem constrói na primeira fase e na segunda fase do ataque. Mas, quando nada se constrói, o que falhou?

Quando saíres do Sporting – e espero que saias em grande, embora tenha dúvidas -, vais para casa e vais rever os jogos todos. E vais começar a ver o que é que falhou. E aí vais perceber. E vais evoluir. E nunca como então a frase “o Sporting fez mais pela minha carreira…” será tão verdadeira. O problema é que a malta continuará por aqui, a levar no lombo como gente grande. E quando chegares ao Benfica ou ao Porto, já sabes o que pode falhar e, inteligente como és, não cometerás os mesmos erros. Nessa altura, por este andar, estarão cá outros a errar e a não perceber o que falhou.

Momento arrepiante

O grande Cherba deu a informação de forma sorrateira, num comentário ao texto da padaria, mas a presença de Paulo Bento numa entrevista (que esperemos seja longa) para explicar a crise promete ser o ponto alto desta época. Hoje, às 22h30, no Pontapé de Saída da RTPN. Quem não puder ver em directo, grave. Para quem precisar, eu posso alugar o DVD. Porque é hoje que se vai ver o futuro do Sporting…

Só a possibilidade do padeiro ser questionado pelo Luís Freitas Lobo põe-me nervoso!

Afinal o sistema está cá dentro

E é o sistema financeiro! Os contratos estão assinados. Estão a definhar o Sporting, mas ninguém pode rasgá-los. Há que negociar… negoceie-se, então. Liberte-se dinheiro. E vá-se recuperando o clube, que só não fechou ainda por falência porque isto é futebol e nós ainda somos muitos. A culpa não é do Rocket man e do seu projecto, a culpa é da ganância da gente que o implementou. Para comprar uns pólos e umas raquetas mais modernas lá para o club.
Por isso, estou com o Cintra. Ou se arranja um russo qualquer que queira lavar biliões de rublos, ou é aguentar com o sistema financeiro. Como em todas as actividades económicas, se o pão sair quentinho, a dívida ao homem da farinha acaba por pagar-se. O meu problema é com o padeiro, não é tanto com a panificadora (que é amadora, admito). Mas se o pão sair quentinho e estaladiço… A farinha até pode ser má, o fermento fraquinho e a água turva, mas se o padeiro souber amassar… ai, se o padeiro souber amassar… o pão sai quentinho e estaladiço… e pode chegar para dar alegrias aos desgraçados esfomeados que vão à padaria todos os quinze dias, à procura de qualquer coisa que mate o bicho. Com sorte, o pão estaladiço até ganha o concurso do melhor pão lá da rua, se o padeiro dos outros não souber amassar tão bem. Já não chegará para ombrear com os melhores pães de Paris, Roma ou aqueles cheios de cenaças na crosta que se vendem em Londres. Mas, calma, o fornecedor de pão do Eliseu acabou por ser um padeiro português… E começou, com certeza numa qualquer panificadora local gerida com os pés e cheia de dívidas…

Arranje-se um padeiro que saiba amassar. É difícil? É! É preciso alguma sorte? Claro. A panificadora do Norte, com melhor farinha, a mesma dívida – mas menos pesada porque soube negociar bem com o fornecedor de farinha – e uma água fresquinha, fartou-se de contratar e despedir padeiros até encontrar um que amassa com critério, embora sem ser um artista dos farinácios.
Também não precisamos de um artista. Isso é para os Eliseus e Inters de Milão desta vida. Só precisamos de alguém que faça uns pãezinhos jeitosos, quentinhos para os pobres esfomeados que estão à porta da padaria. E quanto aos amadores da panificadora, é bom que comecem a procurar soluções mais razoáveis com os homens dos moinhos, porque se não os cadáveres dos esfomeados vão começar a impestar a rua da padaria. E os pólos vão começar a ficar com “cheiro a pobre”…

Alegremo-nos…

… ao menos não temos o Scolari no Sporting!

O filme do horror:
Quim no banco e Ricardo na baliza (finalmente toda a gente notou: o Ricardo não sabe defender livres, escolhe mal o lado da barreira e vai encostar-se ao outro poste… em Espanha é à grande… basta que alguém saiba fazer a bola passar calmamente por cima da barreira… nunca mais acaba este pesadelo…).
Pepe e Paulo Ferreira a titulares. Miguel no banco!
Meira a trinco: fico mudo perante isto. Não sei como é que um treinador da selecção nacional não é despedido mal mete o boneco do Meira na posição 6 no quadro do balneário… devia estar no contrato!
Carlos Martins a titular (Raul Meireles, o único português do melhor meio-campo de Portugal, a descansar…)
Miguel Veloso a médio box-to-box: esta é de chorar. Nem devia ter sido convocado (o poder dos patrocinadores nas escolhas do Sargentão continua imutável) e ainda vai fazer sprints de 20 metros a pressionar a bola. ahahahah. Rebentou aos 10 minutos…
Nuno Gomes sozinho na frente… em mais uma personificação da inutilidade futebolística.

E podia continuar… mas não quero. Em tanta saraivada de tiros, acertou um, ao calhas. E levou a equipa calmamente até à táctica ideal para a dolorosa caminhada do Euro… se o Deco não estiver bem (e se houvesse tomates para abancá-lo), ei-la:

4x4x2 à Man.Utd ou Real Madrid ou Atl. Madrid ou Sevilha
Quim, Miguel, Bruno Alves e Carvalho, Caneira; Petit (se estiver acabado, Meireles) e Moutinho; Simão (só em super-forma, se não, Nani) de um lado, Ronaldo do outro; Nuno Gomes e Hugo Almeida… treinem isto em Viseu e se calhar até corre bem. Com o Deco, um 4x4x2 mais flexível, mas com o Deco junto ao Hugo Almeida e os extremos bem abertos na mesma.

Como vai ficar tudo na mesma, temo que o Inverno leonino vá estender-se pela Primavera e Verão adentro…

Lado B, precisa-se

O que mais me incomoda hoje no meu clube é a total banalização do fracasso.Isso, infelizmente, já ninguém nos tira. Perdemos, mas paciência. Levamos para encher mas pronto, a mais não somos obrigados. Isto tem que acabar. Porque os putos que agora são putos e que começam a ir à bola, não estão para ouvir conversinhas destas. Os putos querem ganhar. É por isso que temos que rebentar com o clássico “agora, há que levantar a cabeça e pensar no próximo jogo”. Durante esta época, quase sempre que saímos de casa, regressámos a tentar levantar a cabeça.  Neste aspecto, parece que o Paulo Bento ainda é jogador demais para ser treinador. Ainda não mudou a cassete do nós-fazemos-o-que-podemos-mas-é-assim-a-vida.Acho que já chega de “demos o nosso melhor, mas o adversário foi superior, não concretizámos, estivemos mal na transição ofensiva” e coisas que tais. Quando esse adversário tanto pode ser o Porto ou o Manchester como a merda do Leiria ou do Bolton (já agora, como é que estes gajos não mamaram 4 ou 5?). Eu até concordo que isto tudo pode ser discurso para moralizar a equipa, mas cá para fora não faz sentido. Esse discurso faz sentido quando a equipa joga bem e perde ou empata mal. Esse blá, blá, blá caíu-me bem em Coimbra, por exemplo. Se não me engano, no jogo de Coimbra a equipa estava de rastos porque vinha de mais um daqueles resultados sádicos. Em Coimbra, deixou-se empatar mesmo no fim mas teve a atitude mínima requerida. Aí, gostei. A cassete amainou-me o cabeção.Em quase todos os outros jogos, o discurso caíu-me estupidamente mal. Por ser tão enjoativo.

O campeonato está cada vez mais competitivo? Os jogadores estão em sobre-esforço físico? Poupem-me.

O amanhã é uma coisa que existe e há contas a fazer.

 

Nunca como hoje vi uma equipa do Sporting tão fragilizada e tão frágil cá para fora. Nós este ano somos um incentivo especial para os Cajudas e os Jesus e os Carvalhais e os Pachecos da vida. Servimos de aposta.

Eu quando perco por ter jogado mal, fico com uns tremendos cornos. Tão grandes, tão grandes que nem me apetece abrir a boca. Quanto mais abri-la para desculpar o indesculpável.Por ainda sermos grandes, somos também os gajos mais enfadonhos e previsíveis da miséria de campeonato que temos. Pelo menos no discurso, podíamos variar um bocadinho.

Pés assentes no chão

Sejamos honestos. Se não fossemos sportinguistas já teríamos deixado de acreditar. Mas a triste verdade é esta e é com ela que nos temos de confrontar. Este clube, tal como está, não tem classe. E a equipa também não. Podemos mudar o treinador, podemos mudar o presidente, mas enquanto não pudermos melhorar a equipa não há muito a fazer.

 

Bastam algumas comparações. O Cláudio Pitbul [que chegou a ser dado como estando a caminho do Sporting e depois foi para o Porto] não tinha lugar neste Sporting? Quantos titulares do Sporting é que seriam titulares no Porto? Dois, três… O Jesualdo Ferreira seria campeão no Sporting com esta equipa? O Paulo Bento seria campeão no Porto com aquele plantel?

 

O actual Sporting tem jogadores de classe. Tem o Moutinho, tem o Polga e tem pouco mais. Tem bons futuros valores, mas não tem mais nada.

 

Queremos ganhar títulos, mas não conheço nenhuma equipa que o consiga quando obriga um João Moutinho a jogar todos os jogos; quando obriga o Liedson que está em campo para finalizar, a correr mais do que um trinco; quando obriga os miúdos a serem os patrões da equipa.

E não seremos campeões ou não ganharemos títulos de forma regular enquanto cometermos erros como os do final da época passada. O Nani ter ido embora não constitui problema. O problema é que os líderes do plantel foram todos embora. Goste-se, ou não (e eu não gostava) o Ricardo era um líder dentro do plantel. Goste-se ou não (e eu gostava) o Caneira era um líder dentro do balneário. Goste-se, ou não, o Tello tinha lugar a brincar nesta equipa. Saíram porquê? Não havia cinco milhões de euros para ficar com o Caneira; esqueceram-se de renovar a tempo e horas com o Tello e venderam o Ricardo por uns tostões.

 

O que faz falta ao Sporting não é um presidente que compre jogadores ou que esteja sempre a despedir treinadores. Falta um presidente que, tal como José Roquette fez, tenha a coragem de assumir que só estaremos em condições de investir no futebol quando apagarmos o desastre financeiro que foi construir um novo estádio.

 

Até lá, fiquemos com o Paulo Bento porque não vejo nenhum treinador de topo a querer treinar uma equipa que não investe. A menos que alguém ache que o Carvalhal ou o Cajuda são melhores.

 

As aulas que o Paulo falhou

Eu também gosto do Paulo Bento. Gosto do gajo, é um dos nossos, um gajo que comia caracóis no café perto do estádio antes do jogo. Um tipo que nos fazia esquecer as tristes figuras dos antigos treinadores, quando admitiam em conferência de imprensa que o Benfica era melhor ou quando apareciam com cara de choro porque não percebiam como é que a equipa tinha levado três golos do Paços.

Mas cada vez gosto menos do Paulo. Não tanto por ele estar agarrado ao lugar - o risco de acabar uma carreira tão cedo é grande -, mas pela falta de aptidões para treinar uma equipa. O que aconteceu, Paulo? Tudo o que conseguiste foi pouco. E só faria sentido se este ano finalmente conseguisses fazer uma época sem os erros do passado, desculpáveis à luz da tua pouca experiência. Mas, no teste final, falhaste. E, quando se falham testes, é porque se calhar faltou-se a algumas aulas.

Se calhar faltaste às aulas em que ensinam os treinadores a preparar mentalmente uma equipa para o jogo da época. E perdemos o título contra o Porto em Alvalade com um golo do Jorginho! E ainda tivemos de gramar com os gajos a festejar! E foste àquelas aulas onde dizem para não insistir no mesmo erro depois de ter ficado provado que era um erro? E levámos com o Custódio a trinco em Janeiro e Fevereiro durante cinco empates consecutivos que nos custaram a aproximação ao primeiro lugar, quando já todos tínhamos percebido, em Dezembro, que havia um puto louro de rabo de cavalo que varria o meio-campo com pés de veludo. Ainda deu para recuperar, mas tinhas de falhar a aula sobre como ganhar um campeonato na casa de um rival fragilizado, depois de estar a ganhar 1-0 no primeiro minuto. E não quiseste arriscar na segunda parte, porque querias garantir a Champions. Para quê, Paulo, para dizer que quase não perdeste contra a Roma e o Man Utd?

E este ano, Paulo? É verdade que perdeste metade da defesa rotinada que te permitia entrar nos jogos a matar. E que ficaste sem o melhor desequilibrador da equipa. E que tiraram-te um tipo que até marcava alguns golos. Mas, no primeiro ano, quando nasceu o losango, tu conseguiste fazer o teu trabalho com jogadores piores. Então, que aula falhaste? A aula sobre a regra de que são os jogadores de determinam as tácticas e não o inverso?

Pois, não tens jogadores para o losango. E como tal deves adaptar a coisa. Mudar os amendoins de sítio. Porque já todos perceberam como é que se anula o losango. Devias ter ido à aula onde explicam aos treinadores que é preciso surpreender os adversários. E não chega trocar o Moutinho com o Pipi durante cinco minutos. Dou-te um exemplo ou dois. Estamos a falar de outro nível, mas se queres ser o melhor treinador português desde o Mourinho – surreal, o jornalismo desportivo que temos -, tens de te medir com os melhores. O Setúbal é, à sua escala obviamente, o Liverpool cá do burgo. Contra o Sporting, defende à zona com tanto rigor, que todos os metros do terreno estão controlados por alguém. Ninguém falha um centímetro naquele meio-campo. Foi assim que o Liverpool limpou o Inter no segundo jogo da Champions. O que é que o Ferguson – ou se calhar o Queiroz – fez, Paulo? Decidiu rasgar aquela muralha com lançamentos longos para trás dos centrais, onde o Rooney apareceu três vezes isolado (e falhou as três). Quando marcaram, já a teia do Liverpool andava tonta a tentar impedir os passes longos. Outro exemplo, o desgraçado do israelita do Chelsea decidiu meter a equipa com dois extremos num clássico 4-4-2 para virar o jogo contra o Arsenal que controlava o meio campo. E meteu um defesa direito para ganhar o jogo. E ganhou com dois avançados contra dois centrais e várias bolas a saírem das laterais. Onde estava o tal defesa direito.

Pois, Paulo. Um treinador é mais do que um discurso, uma táctica (e só uma táctica) e um tipo que se dá bem com os jogadores (pelo menos com os que não te enfrentam). Vai ter as aulas que te faltam. E quando estiveres preparado, serás bem vindo. Entretanto, diz ao Telles para ir buscar um estrangeiro. Não precisa de ser genial. Só precisa de fazer o básico, ter ido às aulas todas. Olha, arranja um Materazzi, que depois qualquer Inácio consegue ser campeão.

 PS: Ó Paulo, não te faz confusão que o melhor clube do mundo na formação de extremos de elite não jogue com extremos? A mim faz. Não só por ser estúpido não aproveitar os míudos que querem ser o novo Figo, Simão, Ronaldo, Quaresma, Nani, mas porque assim nunca mais vai aparecer um novo Figo, Simão, Ronaldo, Quaresma ou Nani…

Clube ou Pastelaria?

 

Onde estão os Sportinguistas? Adormecidos? Envergonhados? Desaparecidos em parte incerta? Qualquer uma das respostas serve.

Somos um clube que ensinou as pessoas a darem valor às vitórias através da derrota sistemática. A essência do Sportinguismo é isso mesmo. Sofrer até ao fim. E ao contrário dos outros, ganhar de vez em quando. Mas acreditar sempre. Durante o período mais negro da nossa história. Os tais 18 anos correspondentes à mais longa angústia leonina, ninguém duvidou. Fomos Sportinguistas dos pés à cabeça. Frustrados mas felizes.

O velhinho Alvalade enchia. O ambiente era de festa ou de terror. Mas era vivo e animado. As pessoas cantavam, pulavam e vibravam. A maior parte das vezes talvez chorassem. Mas emocionavam-se. Os jogadores eram diferentes. Os bons eram especiais. E até os Marretas que deram à costa tinham estilo. Não eram simplesmente jogadores sem personalidade. Apareciam por algum motivo. A sua incapacidade tinha uma razão. Nem que fosse para provar como os outros eram melhores. Não é diferente ter um Valtinho do que um Farnerud?

A Publicidade era Leonina. Não havia os plasmas gigantes com imagens sem sentido nenhum e uns bonecos deficientes a gesticular. Eram os tempos onde a malta ia à Leo Burguer “onde o Hamburguer é mais hamburguer e basta ser do Sporting”. E só porque ouvíamos aquele slogan nos altifalantes.

Era a altura onde o prémio extra não tinha nada a ver com o ordenado. Nem entrava no relatório de contas de uma SAD cotada em bolsa. Havia apenas um jantar no restaurante ” O Madeirense” para o marcador do primeiro golo. Haverá motivação maior para um homem do que lhe falar directamente ao estômago? E como eles se desunhavam pela espetada e o bolo do caco!

Não havia penalty Fidelidade, nem intervalos mortos, nem gajos controlados pela Olivedesportos a gritarem coisas sem sentido, apelando a uma vontade louca de nos pirarmos para os bares do José Eduardo (é mesmo desespero). Não havia nada disso. A “nossa” Maria José Valério entrava num carro com “A Marcha” no coração e o Jorge Fernando (o do “Umbadá” ) cantava ao intervalo!

Fora do Estádio as pessoas acumulavam-se na fila para pagar a última quota no cobrador. E depois do jogo lá íamos todos para a nave ver um outro jogo de outra qualquer modalidade. Pois é, ainda tínhamos Pavilhão! Era o conceito futebol-família sem estratégia, nem plano de Marketing. Sofríamos no estádio com as derrotas dos infantis e as performances estratosféricas no Ténis de Mesa. Na altura ainda se dizia Ténis.

Vivíamos assim. Éramos assumidamente amadores. Mas ainda éramos o segundo clube de Portugal. Sim, porque nós só sabíamos viver na dependência do primeiro. Éramos orgulhosamente do Sporting! Não tínhamos Academia, nem Alvaláxia, nem uma Casa-de-Banho com capacidade para 50000 pessoas. Mas éramos mais felizes. E éramos 3 milhões. Ou coisa que o valha.

Depois vieram as SAD, o futebol moderno e competitivo, os planos de marketing, o business core, os briefings, os relatórios de contas, os Gestores Desportivos. E agora? Quantos somos? Quem somos? Ainda somos um clube? Alguém pode jurar isto a pés juntos?

A mim mais parece uma pastelaria com muitos “Queques”. “Queques” que nunca vibraram com o Mamede, o Lopes, o Agostinho e o Livramento.”Queques” que desconhecem que o Sporting é o segundo clube do mundo com mais títulos em todas as modalidades. E só levam com o Moniz Pereira porque o gajo é rijo que nem um pêro. “Queques” que sonham com o Rugby, e vibram com o Gólfe e o Tenniz!

Meus amigos, com estes “Queques” que já controlam o Sporting há quase 15 anos, arriscamo-nos a não ser mais do que uma empresa. Uma empresa-pastelaria. Daquelas onde os “Queques” são quase tantos como os “Pastéis”. Será que um dia ainda vamos gritar O terceiro grande éramos nós!?

Não vai a bem, vai a mal



Ainda a propósito do emocionante e bem conseguido jogo de sábado à noite, fico-me pelos penalties, esse horrível monstro que tanto nos atormenta. Também.

Tenho cá para mim que não há penalties defendidos por guarda-redes. penalties falhados por jogadores. Nós, este ano, temos estado tristemente coladinhos a esta última afirmação.  Um penalty é simplesmente uma questão de a+b=c.  Exemplo 1: Uma bola (a) bem colocada num dos ângulos superiores da baliza (b) é totalmente impossível de defender (c). Exemplo 2: Uma bola rasteira (a), atirada a um dos ângulos inferiores de uma baliza, bem juntinha a qualquer um dos postes (b), é muito difícil de defender (c).  Nada mais simples: a dado momento, a encontra-se com b e isso dá c. Chamemos-lhe fecundação, para que não pareça muito aritmético.Eu gastei imenso tempo para chegar a esta conclusão do a+b=c. Lá na academia ainda não devem ter conseguido, porque estas coisas demoram a analisar e as equipas técnicas especializadíssimas têm muito mais que fazer do que perder minutos preciosos com pormenores parvos. Penalties, who the fuck cares? Queremos portanto chegar a c e fecundá-los bem. Proponho uma terceira alternativa. É uma solução de recurso, talvez desesperada até,  mas não estamos cá em fase de rodriguinhos:

Façamos uma adaptação aos penalties do chamado estilo Ronny de bater livres directos, tão insistentemente adoptado pelo treinador e que tantas alegrias nos tem dado.

Temos que ser pioneiros mais uma vez e introduzir algo que faça escola.Aqui, não há barreira. Bola na marca, oito passos para trás (dez, se o guarda-redes for reconhecidamente bom – e essas coisas também se descobrem), sprint desgovernado, peitinho do pé bem colocado e toma lá. Vai rede, vai tudo. E se o guarda-redes ficar parado no meio da baliza, vai também. Temos que ser efectivos e consequentes. Afinal, um penalty é uma demonstração de força. E este ano, isso é coisa que nos tem faltado um bocadito. Parece-me. Além do mais, não há nada como surpreender um adversário desprevenido. E nós, de uma vez por todas, temos que começar por algum lado. 

 

Nota: em homenagem ao nosso presidente, decidi escrever penalty e não grande penalidade ou penálti ou penalte.

 

O fim da tranquilidade

Quando o Peseiro foi corrido, fui dos que apontou o nome do Paulo Bento como o sucessor ideal.
Apesar de várias vezes não concordar com as suas escolhas, a verdade é que durante meia época mais uma inteira, a passada, o Paulo Bento deu-me motivos para continuar a acreditar que ele era o homem certo para transformar o Sporting numa equipa constantemente ganhadora, com uma mentalidade forte o suficiente para deixarmos de fazer figuras de bombos da festa de cada vez que marcamos presença na Liga dos Campeões.

A verdade é que esta época tem sido uma autêntica miséria, tanto em termos de resultados como em termos exibicionais. Eu sei que há limitações. Eu sei que não existe banco. Eu sei que temos um presidente patético, para quem um penalti representa um copo de whisky. Eu sei montes de merdas, e outras acho que prefiro nem saber. Mas também sei que o Sporting não é isto! Ou melhor, é mas não pode continuar a sê-lo!

Eu gosto do Paulo Bento. Identifico-me com a sua forma de estar. Com a frontalidade com que diz e assume as coisas, mas a verdade é que essa forma de estar tantas vezes expressa na palavra “tranquilidade”, parece ter-me toldado o raciocínio. A mim e a milhares de sportinguistas. Mas o jogo da final da Taça da Liga foi a gota d’água.
 
Não posso admitir que nos apresentemos numa final mais preocupados em não deixar o Setúbal utilizar o contra-ataque, do que em meter aquela equipa mediana na área e bombardeá-los até a bola entrar.
Não posso admitir que não exista fio de jogo, nem uma real oportunidade de golo.
Não posso admitir que, sem justificação, o Pereirinha se sente no banco passado uma borracha sobre a evolução que vinha mostrando e, pior, para ter em campo um Abel para o qual não tenho paciência e um Izmailov doente e que não treina decentemente há mais de um mês.
Não posso admitir que se façam apenas duas substituições, nenhuma delas capaz de passar a mensagem de que se queria ganhar o jogo (será que não sabiam que não havia prolongamento?).
Não posso admitir que se insista em colocar o Polga a marcar penaltis, quando todos sabemos que o Polga é geneticamente averso a marcar golos e tem menos jeito para chutar à baliza que o Paulinho, e depois se venha dizer que os penaltis são uma questão de força psicológica. Porra, que força mental pode ter um gajo que sabe que o mais certo é falhar?!? (porque será que o Vukcevic nunca marca? será que o Liedson tem treinado penaltis?)
Não posso admitir que o nosso treinador perca uma Taça, sem jogar nada frente a uma equipa que nada joga, e dê uma conferência de imprensa cheia de tranquilidade tendo o desplante de, entre outras coisas, dizer que agoram iriam gozar os dias de folga agendados e depois começariam a preparar o jogo com a Naval (importante para atingir um objectivo que não era o principal, mas que mesmo sendo secundário é muito importante e faz parte de quatro objectivos pelos quais lutávamos, mas que agora já são três…)
Não posso admitir que ninguém da direcção tenha dado, ou tentado dar, uma explicação para o que se passou.

Nas próximas semanas, depois de irmos à Figueira da Foz e a Glasgow, temos quatro jogos em Alvalade: Braga, Rangers, Leixões e Benfica.
Por muito menos do que aquilo que actualmente se passa, corremos treinadores (Bobby Robson, por exemplo), e estou curioso para ver o que se irá passar.
Estranhei a resignação com que se aceitou o desfecho do jogo de sábado, mas temo o que se poderá passar nessa sequência de desafios caseiros que poderiam ser parte de um final de época vibrante.
Espero que o Paulo Bento e os jogadores tenham respeito por quem vai lá estar a apoiá-los, e lutem por conseguir o mínimo dos mínimos. Depois, é capaz de não ser má ideia deixarmos o Paulo Bento aprender a ser treinador noutro lado. Com tranquilidade.

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