Nível de endorfinas: Moderadamente baixo. Não está mais profundo, porque sempre foram três pontos. Mas o mais interessante deste jogo foi o post-match. A revolta dos jogadores em relação aos assobios. Têm razão os jogadores. Serem assobiados poucos dias depois de perceberem que não são tão bons como pensavam, não ajuda. Prejudica. Havia ali muito atleta que só queria “pedir para cagar e sair”. Mas também têm razão os adeptos. Não é fácil engolir aqueles 45 minutos depois da dorida derrota dias antes. Também os adeptos perceberam que não são tão bons como pensavam… e o estilo “soro fisiológico” da equipa não ajuda. Próxima dança, domingo contra o Porto… O treinador do Basileia diz que o que mudou, na 2ª parte, foi a velocidade do jogo do Sporting. Esta modesta opinião resume tudo… é a diferença entre demorar um/dois ou longos cinco segundos a tomar uma decisão com a bola nos pés…
Momento-chave: A carambola do Romagnoli que acabou dentro da baliza. Os químicos no cérebro dos adeptos mudaram de lóbulo… e isso descontrolou a equipa, para o bem e para o mal.
Prémio El Dieguito: As bicicletas do Vuk, na direita, perto do final do jogo. Não serviram para nada, até atrasaram os timings da jogada. Mas é coisa de que se gosta, por comparação ao vazio de técnica individual que foi o resto do jogo.
Prémio Zé Piqueno: Cartão amarelo do Grimi por falta sobre Carlitos… o derby ainda andou por ali.
Prémio Gladstone: Miguel Veloso. Outra vez. Em que posição deve jogar um jogador que não recupera uma bola no chão durante 90 minutos? E que é constantemente contornado pelos adversários em velocidade moderada? Não sei… mas não é, seguramente, a trinco…
Visão Zeman: Um pequeno passo para este jogo, um grande passo para o Sporting: o 4-4-2, com duplo pivot, foi avistado, mesmo quando o sol da partida já estava a pôr-se… Pode ser que um dia, um bendito dia, volte a ser visto logo quando o sol nascer num jogo do Sporting… pelo menos não desapareceu totalmente. Quanto ao losango, o trinco não pára um ataque dos outros, os médios laterais têm de fechar ao meio, abrindo espaço para os laterais contrários. A defesa recua com medo e defende muito atrás. E, no ataque, sem velocidade na posse de bola e no raciocínio dos jogadores, o losango transforma-se num x-acto a passar lentamente na paciência do adepto…
A entrada do Djaló ajudou a produzir rupturas no ritmo do jogo. Mas, sobretudo, o golo obrigou o Basileia a abrir-se, a esticar-se, criando espaço, muito espaço num jogo que, se o Sporting tivesse outra mentalidade, tinha acabado numa festa de futebol… e numa óptima oportunidade para estimular todos para o jogo de domingo…
Vivó Sporting… até morrer!: A entrada do Vuk em campo. É a magia do futebol que um jogador que faz birra, diz que quer sair do clube e que não gosta de futebol, possa ser acarinhado por 30 mil almas que passaram minutos a assobiar onze tipos que apenas cumpriam as ordens do treinador. Mas é a magia do futebol… ou como dizem alguns dos geniais comentadores desportivos do nosso pobre país, é “o sortilégio do futebol”.
Outubro 2, 2008 ás 6:53 am |
Douglas,
antes de comentar o jogo, lá mais para a hora do lanche, tenho que perguntar-te: mas que raio de embirração é a tua para com o Miguel Veloso? Sério que não percebo como podes apontar o dedo ao puto três vezes seguidas, quando tens um gajo que não corre nem para a frente nem para trás, que perde bolas por pensar que está na NBA e que, ontem, se viu obrigado a correr dez metros quando os adeptos começaram a assobiá-lo pelo facto se ser a terceira ou quarta vez que ele ia a passo ajeitar a bola, para marcar um canto. Sim, falo do Rochemback. Ou não achas miserável a forma como ele tem jogado, principalmente em Barcelona, na Luz e agora com o Basileia?
Outubro 2, 2008 ás 11:22 am |
Concordo com o cherbakov e acho que a jogar assim o rochemback não tem lugar a titular
Outubro 2, 2008 ás 11:33 am |
Amigo Cherba,
Estou totalmente de acordo com o Douglas neste caso. Indepedentemente da avaliação que se possa fazer ao desempenho do Roca (péssimo), não é uma mera coincidência termos jogado pior nos últimos jogos com o Veloso a trinco. Na segunda parte, cada jogada do Basel terminava com uma finalização. Quase sempre mal ou dando origem a um canto ou um livre. Raramente, o Sporting conseguiu ganhar bolas e estancar o ataque dos Suiços. Nenhuma equipa sobrevive a este constante sobressalto. E só não sofremos golos, porque eles são realmente maus. O Miguel Veloso passou minutos sem tocar na bola tanto na fase de construção como na de recuperação.
Outubro 2, 2008 ás 1:02 pm |
Jordão,
continuo a dizer que não considero justo apontar o dedo ao Veloso como tendo sido o pior em campo, muito menos dizer que o homem não cortou uma bola pelo chão quando, sem ter que pensar muito, me lembro de um contra-ataque que ele evitou de carrinho, no lado esquerdo do nosso meio campo (depois de ter falhado um movimento do mesmo género numa jogada anterior).
Já que falas em coincidências, terá sido coincidência o crescimento da equipa em Barcelona, depois do rapaz ter entrado? Ou, por outro lado, será coincidência jogarmos pior à medida que o Roca se vai apagando e o Pipi desaparecendo? (eu ontem, se fosse treinador, tinha-o tirado do intervalo, juntamente com o Roca).
Dizes que, na segunda parte, os contra-ataques do Basel terminavam em finalização. Havendo obviamente culpa do Veloso, não peçam ao gajo que consiga dar apoio ao Grimi (o Vuk esqueceu-se várias vezes de defender), esteja no lugar dele e ainda tenha que dar um olhinho ao médio dos gajos, normalmente o 8, que surgia solto porque o cabrão do Romagnoli não o acompanhou uma única vez. Mais, e já que falo em Romagnoli, por acaso não reparaste que maioria dos contra-ataques deles resultavam precisamente do facto do Romagnoli nunca estar à saída da área para ganhar, ou pelo menos tentar ganhar, as segundas bolas?
Veloso, Vuk, Moutinho e Izma são, em minha opinião, quem deveria actualmente jogar no meio campo. Ou o Pereirinha no lugar do Vuk se não se quiser arriscar tanto logo de início. Quando o Roca entendesse que tem que correr e comer menos maminha, fubá e moqueca, então não me importo nada de tirar o Veloso e deixar o 26 ao lado do 28.
Outubro 2, 2008 ás 1:05 pm |
Gostei tanto das declarações do Miguel Veloso como do seu excelente jogo.
Falta muito para se ir embora?
O Roca vai entrar no período de hibernação.
PS – Dinis, continuo à espera da salada de polvo ou da sanduíche de salmão fumado.
Outubro 2, 2008 ás 1:30 pm |
Vou dar uma de Freitas Lobo:
Parecem-me justificadas as criticas a Rochemback, exceptuando o facto de comer maminha(s), fubá e moqueca. Amigo Cherba a vida são 2 dias e um já vai a meio…
Quanto ao Veloso parece-me mais vitima que réu. O Romagnoli – que deixou de correr tanto e tão bem como quando tinha um contrato para fazer – não defende e na maior parte das vezes tb não ataca. O Moutinho está fora de forma e quase diria contrariado por ser consecutivamente atirado para posições onde rende menos. Do Roca já falamos. A somar a tudo isto a equipa, quando perde a posse da bola, é apanhada com as linhas demasiado distanciadas entre si, onde entram os adversários aos pares e trios, o que é sempre mais que um Veloso. Tudo isto agravado por uma linha defensiva a fugir para trás. Não é por acaso que não há ninguém que se aguente naquela posição. Assim até o Adrien será sempre uma eterna esperança.
Por vezes parece evidente que os jogadores não gostam, não servem ou não querem jogar em losango. Este sistema falha demasiadas vezes para não merecer pelo menos uma reflexão séria.
Outubro 2, 2008 ás 3:03 pm |
Sporting na família; és credor titulado de uma caixa de chocolates. Não mudes o bico ao prego. Terei todo o gosto em pagar a dívida quando: perceber o que se passa com esta equipa do Sporting, livrar-me da angústia que invade o meu espírito nas 24 horas subsequentes a um jogo do Sporting e finalmente, quando conseguir identificar cientificamente a sub-espécie humana designada de “assobiante”. O que é, de onde vem e o que pretende o “assobiante”?
Resolvidos estes problemas, haverá condições para detectar a melhor maneira de te enviar a caixa de chocolates.
Abraço
Outubro 2, 2008 ás 3:48 pm |
Epah, e que tal irem os dois ver o clássico, no Domingo, com uma caixa de bombons? Ok, o Sporting na Família não pode abusar do açúcar, mas era uma forma diferente de estar no futebol :)
já que falamos em formas diferentes de estar no futebol… Douglas, dizes que se o Sporting tivesse outra mentalidade, o jogo teria terminado numa festa de futebol. Eu concordo contigo. Aliás, acho que com outra mentalidade poderia ter sido uma festa desde o início, mas a verdade é que declarações como a que se seguem explicam o porquê de ser tão complicado ver o nosso clube fazer grandes jogatanas:
“Não concordo que a primeira parte do Sporting tenha sido pobre. Acho que esteve bem durante 30 minutos. Dominou, criou oportunidades de golo, contei quatro. O adversário não chegou com perigo à nossa baliza. Precisávamos de ter sido mais eficazes, nesse período. Depois a equipa ficou ansiosa, pelo contexto criado. Valeu a personalidade dos jogadores. O Sporting esteve longe de ter jogado mal”, Paulo Bento, na conferência de imprensa.
Outubro 2, 2008 ás 4:01 pm |
Desculpa, Sporting na família, só agora percebi que não podes abusar do açucar. Será então, uma saladinha de polvo.
Cherba: não sei se até Domingo vou conseguir decifrar o enigma do “assobiante”…
Outubro 2, 2008 ás 5:13 pm |
Cherbakov,
Essa sugestão de o Dinis e eu irmos os dois ver a joga no Domingo com uma caixa de chocolates parece-me um bocado para o abichanado. Embora nesta matéria eu respeite a liberdade de voto, tenho a certeza que não se aplica nem ao Dinis nem a mim.
Além disso tenho medo que o Veloso me dê tau-tau se porventura eu assobiar a equipa, coisa que, calcula tu, nunca fiz. Para mais, seria embaraçoso assobiar com a boca cheia de chocolate. Arriscar-me-ia a cagar as camisolas dos ilustres das filas de baixo e para embirrar já me vão chegar os foguinho-na-boca
Entretanto, há coisa de uma hora, e durante o resumo da Sport TV relativo à Premier League, ouvi um treinador dizer que “não tivemos velocidade nem atitude e por isso perdemos”. Eu desenrasco-me muito bem com o Inglês, e a tradução estava correcta, portanto foi mesmo isto que o senhor disse.
Agora, eu não percebo é que raio é que a velocidade e a atitude têm a ver com futebol.
BTW (só para não escrever PS, o que pode levar a falsas interpretações) – De tudo o que acima foi escrito, Roca nas covas, Veloso nas passerelles, Moutinho nas lonas e Pipi nas tintas, chego à conclusão que temos um meio-campo de se lhe tirar o chapéu.
Dinis,
Essas desculpas para não te baldares à salada de polvo não colhem.
Também aceito choco frito
Outubro 2, 2008 ás 5:23 pm |
Com ou sem tinta?
:)