O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Champions League, jornada 3

É um estádio bonito, novo… arejado

Shakthar – Sporting

Quarta, 22 Outubro 2008
Estádio Olímpico de Donetsk, 19.45

 

Uma humidade relativa, muito superior a 100%

A julgar pelos últimos dias, à hora do jogo devem estar entre cinco e nove graus, o suficiente para o Liedson usar colants e o Rui Patrício usar luvas por baixo das oficiais (querem lá ver que é por isso que de vez em quando… bem, adiante).

 

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…

O Barcelona “passou as passinhas do Algarve” na visita a Donetsk, acabando por ganhar 2-1 de forma polémica. Serve isto para dizer que, ao fim de quatro anos no clube Lucescu é capaz de ter encontrado a fórmula para equilibrar as prestações da equipa, até aqui apontada como sendo muito mais perigosa jogando fora. A razão é simples: a legião de brasileiros – Ilsinho, Fernandinho, Jadson, William, Adriano Luiz e Brandão – adora jogar em contra-ataque, mostrando-se exímios nas trocas de bola ao primeiro toque. Secundados pelo romeno Rat e pelo croata Srna, sentem maiores dificuldades se tiverem que pegar no jogo e furar defesas compactas, optando aí por colocar bolas no gigantesco Brandão.

Assim sendo, marcar um golo primeiro poderá ser precioso, tanto mais se pensarmos que a defesa do Shakthar costuma meter água várias vezes e que o meio campo tem uma mentalidade de sambódromo, ou seja, a palavra “pressionar” não é coisa que agrade muito a esta rapaziada. 

 

Este homem é um Mister

Aos 63 anos, Mircea Lucescu é um dos treinadores mais experientes em actividade. Com passagem por clubes como Dínamo Buareste, Bescia, Inter, Galatasaray e Besictas, Lucescu é claramente uma mais valia para a equipa ucraniana.

 

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva

Ilsinho é o craque de serviço, mas felizmente está lesionado e não joga. Na sua ausência, Fernandinho deverá ser o motor da equipa e o homem a não perder de vista.

 

A vantagem de ter duas pernas!

Os centrais Ishchenko e Chygrynskyy, cujos nomes dariam uma bela dupla de artistas de circo, parecem-me o ponto fraco do Shakthar. Dá-lhes, levezinho!

 

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha

Paulo, desta vez não vou dar-te nenhum conselho táctico. Quero apenas pedir-te para não te esqueceres que uma vitória amanhã é meio caminho andado para seguirmos em frente na Champions e dizer-te que, enquanto fores treinador do Sporting, estarei ao teu lado sempre que a equipa entrar em campo. Posso criticar-te depois, podes irritar-me durante a semana, mas quando é a doer vestimos todos a mesma camisola. Só não posso é estar nas bancadas, mas prometo que não há torneio de golfe que me impeça de sofrer por vocês durante 90 minutos!  

 

Vamos jogar no Totobola

Shakthar – Sporting 1 X 2

5 Respostas para “O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Champions League, jornada 3”

  1. sunshir Diz:

    Com a parte das “danças sevilhanas”, deixaste-me de lagrimita no canto do olho. É mesmo isso: Vamos lá ganhar isto, Sporting!

  2. Dinis Diz:

    Cherba,

    http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=151019

  3. cherbakov Diz:

    Muito bem, Dinis. Desta vez descobriste antes do tempo, mas aposto que não consegues estar lá carregado com as enciclopédias :)

  4. Dinis Diz:

    É só o volume XVI! E sim, tens boa memória, além do dom da ubiquidade..!
    ;)

  5. Petinga Diz:

    Este ja esta. Foi sofrido, suado, mas os 3 pontos sao nossos. E se ganharmos daqui a 15 dias em Alvalade, ficamos automaticamente apurados para os 1/8 de final a 2 jornadas do fim… so much for criticism! :-)

    Saudacoes Leoninas!
    Petinga

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