Arquivo de Novembro, 2008

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Jornada 10

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Vit. Guimarães
Domingo, 30 Novembro 2008
Estádio José Alvalade, 20.15

 

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Nada garante que o sol que neste momento pode ver-se, vá aguentar-se ao longo do dia. O mais certo é mesmo uma molha a caminho do estádio e, uma vez mais, termos que jantar quase às onze da noite. Merda mais aos horários dos jogos!


A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Guimarães da época passada eclipsou-se e deu lugar a uma equipa com sérias dificuldades em ganhar quando joga em casa, e uma atitude estupidamente defensiva quando joga fora. Aliás, o próprio Cajuda disse, ontem, que quer os jogadores sempre atrás da linha da bola… isto promete…


Este homem é um Mister
“Todos os que vieram a seguir a mim, morreram!”. Foi esta a bonita frase utilizada por Manuel Cajuda, na conferência de imprensa que antecipou a visita a Alvalade. Basicamente, e por aquilo que percebi, “o marreco” dirigia-se aos “abutres” que, segundo ele, esperam que o lugar de treinador do Guimarães fique vago. Esta é apenas mais uma frase marcante de um treinador que ou se gosta ou se detesta e que também já disse “se um dia treinar um grande, é para derreter tudo!”. Cajuda, o tocha humana! 


Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Já não é de agora que o futebol de Desmarets se destaca lá para os lados da cidade berço. Culto tacticamente, tem um bom pé esquerdo. Nilson está entre os melhores guarda-redes da nossa Liga, Douglas é um bom avançado (mas está lesionado) e, se não for pedir muito, marquem em condições o Gregory nos lances de bola parada (sim, esse mesmo que já festejou golos em Alvalade, com as cores do Gil Vicente). 


A vantagem de ter duas pernas!
João Alves, claro, esse talento que chegou a vestir as nossas cores e até marcou um dos golos mais patéticos de que tenho memória (e que, se não estou em erro, nos deram três pontos). Entretanto, a defesa do Guimarães vai estar completamente remendada e deverá ser o lateral esquerdo a fazer de central ao lado do Gregory. Há que aproveitar.


E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Paulo, há lesionados e castigados com fartura, e por tudo isso o mais certo será o Romagnoli jogar, mas… já viste o que tem chovido? O frio que está? Se quando está bom tempo é o que é, assim o homem nem toca na bola! Epah, dá a titularidade ao Cedric na direita da defesa e deixa estar o Pereirinha na direita do meio-campo. Ah, e espero que cumpras o que disseste na conferência de imprensa: “não podemos deixar qualquer dúvida que somos melhores”.


Vamos jogar no Totobola
Sporting – Vit. Guimarães  1

Reforço de Inverno?

Segundo a Rádio Renascença,  Vukcevic “tomou a iniciativa de pedir desculpa pelas sucessivas faltas de profissionalismo, entretanto denunciadas pelo treinador, Paulo Bento. Vukcevic e o seu empresário decidiram avançar para esta solução, porque o Sporting nunca mostrou abertura para permitir a sua saída no mercado do Inverno, isto para além do facto de não jogar com regularidade, ter afastado os clubes que em dado momento perguntaram sobre a possibilidade de o contratar. Vukcevic solicitou um encontro com os responsáveis da SAD, porque quer chegar a entendimento com Paulo Bento, de forma a voltar a treinar com o plantel, o que não acontece há já quase duas semanas”.

Em declarações à RR, o empresário de Vuk, Zoran Stojadinovic, afirmou que “é uma boa notícia para pôr ponto final numa situação que não convém a ninguém. É muito importante para a tranquilidade do clube e de todos. Vukcevic disse-me que quer acabar com a actual situação e que não tem problemas em sentar-se à mesa com os responsáveis do clube para resolver o problema. E a partir dai começar do zero. Vamos ver se as coisas se resolvem e depois ver se joga bem ou não. Isso já é um problema dele. Creio que Vukcevic é um jogador importante e demonstrou isso mesmo na temporada passada. É um jogador com qualidade, pode ajudar a equipa e é uma pena estarmos neste impasse”.

Concordo plenamente. É uma pena.

Lavar de alma

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Agora, sim, devemos gritar todos juntos: “Olé! Oolé! Ooolé! Oooolé! Ooooolé!”

“UM GRANDE APLAUSO PARA OS JOGADORES DO SPORTING”

Sporting – 2 (Veloso a Liedson); Barcelona – 5 (Henry, Polga, Messi, Caneira, Bojan)

Nível de endorfinas: Nulo. Já tinha sido provado noutros bailaricos com a nata da Europa que o Sporting joga futebolinho. Um défice de competitividade que faz os jogadores bloquearem, em choque, quando respiram a mesma relva dos praticantes de futebol a sério. É normal, é humano. Um gajo quando vai na auto-estrada na faixa da direita e vê, no retrovisor, um Ferrari a encostar-se na nossa traseira mais rápido que o tempo que demora a fazer pisca, percebe que há vários níveis de qualidade na vida. Há carros bons e carros razoáveis. E depois, há carros muito, muito bons. Este Barça é um Ferrari. E jogadores como o Messi ou o Xavi são Ferraris. Quando metem um passe, de primeira, na única trajectória possível entre os pés do adversário, quando seguram a bola, colada ao pé, apesar da pressão, quando driblam os pés mais gulosos. E depois, o Guardiola vai a caminho de ser um Ferrari. Por muito que os jogadores do Sporting corram atrás da bola, há sempre uma ou duas linhas de passe. E os jogadores do Barça estão quietos… estão é sempre no sítio certo no momento certo. Isso é táctica, não é feijões numa folha A4.

Bom, o futebolinho ajuda a explicar a pobreza leonina. Mas não explica a goleada. A goleada explica-se pela incapacidade mental de superar os medos. É a diferença entre ver o Ferrari e acabar na berma com a sensação de pânico, numa auto-estrada cheia de carros por todos os lados. Ou ver o Ferrari, segurar o carro numa velocidade elevada, aguentar a pressão dos nervos e, quando for seguro, sair da frente e passar para a faixa do meio, a uma velocidade mais de acordo com a cilindrada do nosso veículo. Os jogadores do Sporting entram em pânico quando percebem que jogam futebolinho. E bloqueiam. Sem atitude, sem garra, sem orgulho.

A culpa não é só deles. É do treinador e dos passadores-de-cheques. Em aparente sintonia. Este jogo é para desfrutar? Já estamos qualificados com o orçamento cumprido? Então vamos meter mais alguns putos na montra, para ver se ainda metemos algumas comissões ao bolso antes de irmos embora… Eles que se divirtam. Pois, humilhação europeia, danificando mais o moral da malta e, mais importante, danificando a imagem do clube na Europa. No mundo. (Somos mais uns na caminhada do Messi para a lenda). E deixa-se no banco os únicos dois jogadores do plantel que souberam, na Era Mourinho, como se trava um Ferrari na auto-estrada sem acabar na berma.  

Tudo isto acontece porque o Sporting vive na Era da Impunidade. Diz o speaker, com os cabeçudos a caminho das escadas, “um grande aplauso para os jogadores do Sporting!”. Ahn?!? Está tudo louco? Não, não se aplaude uma equipa sem atitude, com medo, sem nervo. Durante o jogo, ajuda-se ou, pelo menos, não se piora as coisas. Mas no fim de um jogo destes, não se aplaude. Porque isso é dar a entender que está tudo bem, que daqui a uns jogos já ninguém se lembra e já estamos preocupados com o sr. Paixão, e o Sr. Xistra. Pois…

Momento-chave: Eu até podia escolher o auto-golo do Caneira, que matou a legítima crença do estádio, numa golfada ao estilo Lampiões-encavados-em-meia-hora. Mas o momento-chave foi a palestra do Paulo Bento no balneário, antes do jogo. Se não se explica aos jogadores que este jogo é mais importante para o clube do que para aquele grupo de jogadores, não se está a fazer o trabalho como deve ser.

Prémio Gladstone: Tantos e tão bons. O facto de todos os cinco golos terem resultado de erros próprios quer dizer que o Sporting será o Gladstone do conjunto das 16 melhores equipas da Europa?

Prémio El Dieguito: A finta curta de Messi na falta que deu origem ao livre do Xavi ao barrote. Este é real. Este é mesmo o sucessor. Que tenha saúde. E obrigado por teres vindo a Alvalade.

Prémio Zé Piqueno: Ninja continuará residente deste segmento enquanto continuar a empurrar adversários numa qualquer discussão de merda em plena goleada.

Visão Zeman: losango lento, losango morto. Ponto final. Na segunda parte, uma espécie de losango marreco, a coxear toscamente para um 4-4-2. Veloso e Moutinho no meio, com o Moutinho um pouco à frente e à direita. Djaló na esquerda mas numa linha mais à frente da de Moutinho. E Pereira na direita, perdido. Um desequilíbrio total mas muito mais fácil de meter a bola a rolar e os jogadores a correr que o maldito losango.

Uma palavra para Moutinho. Foi o único jogador do Sporting que jogou num nível já perto do futebol a sério dos outros. Passes seguros, a dois toques, controlo sem deixar fugir, bola no pé sob pressão e até dribles entre dois adversários. O resto dos artistas - até mesmo o Liedson, coitado, que dá tudo - parecia que estavam a jogar descalços…

Outra palavra para Romagnoli: medo (nosso e dele).

Vivó Sporting… até morrer!: Nós também somos culpados. O grau de ansiedade de jogadores de futebolinho aumenta com o volume dos assobios, que produz uma sensação de vergonha em qualquer ser humano. Já o apoio incondicional dá um nível de conforto que permite correr o risco, sem medo de errar. Aos cinco minutos já havia gente a insultar jogadores do próprio clube. Enfim, a burguesização do futebol dá nisto… Por outro lado, o facto de o Anorthosis ter mais gente no estádio contra a Roma que o Sporting contra o Barcelona não se explica só pela crise económica e bentiana.

Dito isto, momento bonito em que Figo foi utilizado como arma de arremesso contra a malta culé. Um “pesetero”, mas um grande “pesetero”!

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Champions League, Jornada 5

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Barcelona
Quarta, 26 Novembro 2008
Estádio José Alvalade, 19.45

 

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Casaco quente e cachecol, para assistir a um jogo que tem tudo para poder recuperar as saudosas quartas-feiras europeias.


A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Barça começou mal o campeonato, mas depois de termos ido à Catalunha fazer papel de turistas e encaixar três batatinhas, arrancou para goleadas atrás de goleadas e, apesar de ter empatado em casa com o Getafe na última jornada, lidera a Liga espanhola. Messi, Samuel Eto’o e Henry vão pisar o relvado de Alvalade, e isso dispensa grandes comentários.


Este homem é um Mister
Pep Guardiola conseguiu calar as críticas resultantes do mau início de época e pôr o Barça a praticar um futebol de ataque sem que isso signifique sofrer muitos golos. Impossível pedir mais para a estreia, mesmo tendo em conta as estrelas à disposição. 


Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Em duas mãos cheias de craques, o destaque tem mesmo que ir para Messy, o “quarto melhor jogador do mundo”. 


A vantagem de ter duas pernas!
Encontrar jogadores fracos na equipa catalã é tarefa complicada, mas não será errado afirmar que a ausência de Puyol deixa enfraquecida a defesa do Barça e a própria equipa, pois falamos de um líder e de um verdadeiro “catalizador de atitude”. O lateral Sylvinho gosta de mais de atacar do que de defender, portanto pode ser um ponto a explorar.


E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Paulo, depois da demonstração de atitude na Figueira da Foz este jogo é como uma recompensa para os putos. Penso que é isto que tens que dizer-lhes: é um jogo para entrarem para a história, tendo o prazer de defrontar uma equipa como o Barcelona. As bancadas vão estar compostas, o apoio não vai faltar e, pese a onda de lesões, todos esperamos uma noite à Sporting! 


Vamos jogar no Totobola
Sporting – Barça  1 X

Desculpa lá, Rui

Faz hoje precisamente um ano que te estreaste como titular. Nessa altura já tinhas defendido um penalti, naquele célebre jogo nos Barreiros, contra o Marítimo, onde entraste a substituir um lesionado Ricardo. Nessa altura, para mim e para milhares de Sportinguistas, tu podias representar algo há muito desejado: ter um guarda-redes formado em Alvalade a defender as nossas cores e como titular da selecção nacional.

O tempo foi passando e sobre ti surgiram dúvidas, muitas dúvidas, alimentadas pelos constantes tremeliques durante os jogos, pelos golos (mal) sofridos, pela presença de um fantasma chamado Stojkovic, um guarda-redes com maior maturidade e exibições que faziam dele o natural titular. Eu fui um dos que te criticou e questionou várias vezes o porquê de continuares a ser titular. No fundo, não fazia sentido ter um guarda-redes que em vez de nos valer pontos fazia com que os perdêssemos.

Este ano voltaste a começar a época a titular, defendeste um penalti contra o FCporto, para a Supertaça, mas os jogos que se seguiram continuaram a mostrar um guarda-redes inseguro, incapaz de transmitir confiança a adeptos e colegas de equipa. Até que… até que, sem explicação aparente, aproveitaste a viagem à Ucrânia para fazeres uma exibição segura, confiante e personalizada, com claro peso na vitória final. Seguiu-se outro bom jogo em Paços de Ferreira, em Vila do Conde, uma fotografia menos bonita contra o Leixões e uma grande exibição contra a Naval.

De um momento para o outro já não tremes nem fazes cara de puto assustado. Já não bates constantemente com as palmas das mãos nas pernas e repetes “foda-se…”, enquanto abanas a cabeça. Agora sais aos cruzamentos e seguras todas as bolas, terminado esse movimento de cabeça levantada, estilo altivo, quase em bicos dos pés como fazia o saudoso e elegante Vítor Damas. Revelas uma surpreendente frieza que, como já aqui disse o Douglas, te faz parecer um guarda-redes italiano. Uma personalidade e confiança que, a manterem-se e como escreveu o mesmo Douglas há dois dias, te levarão a ser o número um da nossa selecção.

Da minha parte, deixo-te um pedido de desculpas pela impaciência com que encarei as dores do teu crescimento e aquilo que considerava teimosia do Paulo Bento. E quero dar-te os parabéns pelo teu primeiro ano como titular da nossa baliza. Se continuares assim, espero que por lá fiques muitos e bons anos!

REGRESSO AO FUTURO

Liedson e Alcochete -1, Naval – 0

Nível de endorfinas: Fraco. “Ganhámos mas não encantámos”, o regresso. E, desta vez, sofremos. Um verbo com que as equipas de Paulo Bento, quando encostadas à parede, se dão bem. Oxigenando, assim, a carreira do seu líder. Um sobrevivente. Como o Sporting no jogo de ontem. Sobreviveu a tudo. Uma entrada péssima, um lado esquerdo da defesa esburacado, uma incapacidade genética de matar os jogos, uma penalty, uma expulsão estúpida, outra expulsão estúpida, uma lesão, um banco de “grandes figuras”, uma imaturidade normal dos “putos”. Mas sobreviveu porque do outro lado estava uma equipa fraca, unidimensional, só sabe ser coelho, nunca raposa. E sobreviveu à própria incapacidade de jogar à bola. De largar o travão de mão, de fazer mais vezes o que Derlei e Liedson fizeram no golo, Liedson e Moutinho fizeram em duas oportunidades falhadas pelo levezinho, o Izmailov fez uma só vez: arriscar, sair do guião, acelerar, pensar rápido. Em vez disso, foi sempre para trás, para o lado até ao chutão para a frente. Enfim, um regresso ao passado que, pelas evidências, será um regresso ao futuro deste Sporting 2008/2009. Servirá para ganhar o título? Só se o Sporting conseguir fazer mais algumas vezes a primeira parte contra o Porto. E nos jogos certos.

Momento-chave: Penalty defendido pelo Rui. Ah, Rui, estás a encher a baliza, rapaz! Quando deixares de ter pequenas falhas como contra o Leixões, serás o titular da selecção nacional, a cagar.

Prémio Gladstone: Ouro: Derlei… é preciso alguém ter uma conversa a sério com o ninja. Porque ele é demasiado importante no futebol da equipa para se dar ao luxo de ser um idiota de merda. Mas haverá alguém no clube para ter essa conversa? Prata: Caneira… a falta do segundo amarelo e o penalty provam que um líder também pode ser burro.

Prémio El Dieguito: Drible bicicleta de Liedson, a trazer à memória esse Figo de que tantas saudades tenho. E controlo de bola e remate, no fim do jogo, para canto. Delicioso e só possível para alguém cujo azar na carreira foi a maior sorte do Sporting nos últimos anos.

Prémio Zé Piqueno: Derlei, que lidera esta categoria com vantagem.

Visão Zeman: Um paradoxo. Uma negação do losango, com o dínamo necessário a ser um jogador que tem dificuldades em controlar a bola. Postiga só rende mais ali que o Djaló porque pressiona a saída do adversário. Resultado: Nulidade futebolística excepto nas subidas de Abel. Ainda assim, dada a fragilidade do adversário, o losango de pedra deu quatro bolas de golo: em contra-ataque, em rendilhado pela direita, após recuperação de bola na sequência de um canto a favor e com um chutão. Uma heterogeneidade com um jogador sempre presente: Liedson. Sem ele, o Paulo Bento já estava na rua. Sem ele, o Paulo Bento pode não chegar ao fim da época. Com ele, pode ser campeão (proponho que as quotas sejam pagas directamente aos jogadores. A minha vai toda para o salário do levezinho).

A defender, o lado esquerdo mostrou que Caneira é um central… E, a sofrer, o único gozo foi a organização posicional da equipa.

Vivó Sporting… até morrer!: a Academia de Alcochete da última meia-hora. É isto (sete jogadores a darem de volta aquilo que receberam desde que são gente) que eu quero da aposta na formação. Não são os milhões.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Jornada 9

É um estádio bonito, novo… arejado
Naval - Sporting
Sábado, 22 Novembro 2008
Estádio José Bento Pessoa, 20.30

 

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Excelente tempo para a prática de futebol. Quem quiser aproveitar a ida à Figueira da Foz, tem uma tarde de sol à sua espera numa das muitas esplanadas junto à praia. À noite, nada garante que a exibição do nosso Sporting consiga aquecer o que quer que seja…


A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
A Naval já ganhou ao FCPorto e esteve quase a empatar na Luz. É este o cartão de visita de uma equipa que, veja-se bem, está apenas a dois pontos do Sporting. Quer isto dizer que os homens da Figueira da Foz, se nos apanharem tão inspirados como tem sido hábito, podem mandar-nos para um espectacular 9º lugar. Estou curioso para ver se vão arriscar manter o 4-3-3, sistema em que mais apostaram esta época.


Este homem é um Mister
Costuma dizer-que o bom filho à casa torna, provérbio que assenta em Ulisses Morais, que deu os primeiros passos como treinador precisamente na Naval. Os bons trabalhos realizados no Estoril e no Gil Vicente levaram-no a um desafio maior, o Marítimo, mas as coisas não correram como o esperado e regressou à Figueira para pegar na equipa onde tinha começado. Tem um discurso frontal, algo que é sempre positivo. 


Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Marcelinho é o avançado e craque da equipa. Jorge Baptista é daqueles guarda-redes que adoram defender tudo quando jogam contra o Sporting. Marinho, formado no Sporting, um ala que corre como se estivesse a fugir de uma enrabadela do Reinaldo. 


A vantagem de ter duas pernas!
A Naval é de uma região do país que eu até gosto, e considero importante a sua presença na primeira divisão, mas acho indecente a quantidade de estrangeiros medianos que fazem parte do plantel: do guarda-redes Peiser ao avançado Bolivia, passando pelos médios Godemeche, Baradji e o pigmeu Dudu, e pelos defesas Tiago e Lopes, entre muitos. Horroroso…


E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Paulo, já nem sei o que dizer-te. A intenção de recuperar o Vukcevic não passou disso mesmo, a exibição com o fcp foi um oásis, o Romagnoli e o Abel continuam a ser titulares, a equipa joga lenta e lentamente. No fundo, é um desespero para o comum dos adeptos (menos para o idiota do Dias da Cunha, que ainda ontem disse que gostava do futebol que a equipa pratica). Se não for pedir muito, aproveita o moral que o Pereirinha trouxe da selecção e deixa-o jogar de início. Ele na direita, o Izma na esquerda e liberdade para o Moutinho. Atenção nas bolas paradas, pois os centrais adversários são a dar para o grande. Ah, e vejam se ganham a merda do jogo, sff.


Vamos jogar no Totobola
Naval - Sporting  1 X 2

É de homem!

Adrien e Pereirinha estiveram a responder aos alunos de uma escola de Oeiras e o primeiro, quando questionado sobre o que sentiam os jogadores com o assobios dos adeptos, foi curto e grosso: “Ficamos tristes porque gostamos que nos apoiem, mas por vezes, quando não fazemos boas exibições, são merecidos. Há alturas em que temos de ser nós a puxar pelo público”.

Já agora, também era de homem os turistas portugueses que levaram seis batatas do Brasil e me fizeram deitar com uma cabeça maior que a almofada, marcarem uma conferência de imprensa só para pedirem desculpa pela vergonha que nos fizeram passar!

Tenho saudades…

Tenho saudades das sras dos autocolantes.
E dos srs a venderem almofadinhas para a bola.
De ver o Paulinho carregar bolas para o campo de treinos.
E de ficar a ver os craques prepararem o jogo seguinte.
De entrar e sair da “nave” as vezes que queria.
De espreitar a porta 10A.
E de esperar a chegada do nosso autocarro, para só depois entrar para o Estádio.
De passar o Tejo para ir ao Estádio, mesmo quando chovia a potes.
E de obrigar o meu pai a levar-me a Campo Maior para ver um jogo numa noite gelada.
De chegar uma hora antes do apito inicial e já só ter lugar sentado nas escadas.
De ver o Estádio de Alvalade cheio de adeptos certos de ver a equipa resolver jogos nos primeiros vinte minutos.
E de sentir os adversários todos borrados por irem jogar a casa do Sporting.
De festejar mais do que três golos no mesmo jogo.
E de não ter que levar com animadores histéricos nem passatempos estúpidos com remates estúpidos para uma baliza ainda mais estúpida.
Das camisolas com riscas verdes mais largas.
E de ver jogos à luz do dia.
Do cartão de sócio tipo passe, com as quotas em papel.
E de fazer colecção de bilhetes.
De ter um verdadeiro número 10.
E de jogar com extremos.
De ter um louco qualquer com nome acabado em ic ou ov, capaz de fazer-me comprar camisolas.
De gostar de todos os nossos jogadores, simplesmente por serem do Sporting.
E de ser capaz de achar que um qualquer João Luís II podia decidir jogos, fosse quem fosse o adversário.
De nunca admitir que o Sporting joga mal.
De ter um presidente que goste de futebol.
E que não queira ser amigo de tripeiros ou lampiões.
De ter uma estrutura para o futebol profissional que proteja o treinador e os jogadores.
E um treinador que arrisque e invente.
De ter as claques a uma só voz na curva sul.
E de identificar-me com a forma de estar de quem gere o clube pelo qual nunca hei-de deixar de sofrer.
Tenho saudades… do meu Sporting!

O NOJO FOI DE MOTA…

Nível de endorfinas: Muito baixo. De repente, já ninguém está preocupado com as arbitragens. Porque meter, sucessivamente, as responsabilidades às costas de terceiros, normalmente distrai dos verdadeiros problemas dos primeiros. O Sporting entrou com confiança, mas menos velocidade. E, ao fim do balão de 25 minutos, com um fantástico ambiente, o Sporting percebeu que, afinal, os problemas que estão a marcar esta época, continuam lá. E porquê? Porque do outro lado estava uma equipa e um treinador decentes. Que se assustaram, mas rapidamente perceberam vários coisas que, de perdurarem, já metem, de facto, nojo: nomeadamente, Romagnoli dura meia-hora no máximo e esse máximo não chega para o Sporting, Postiga precisa de 5 ou 6 oportunidades para fazer um golo, Izmailov quebra fisicamente a cada três jogos, Veloso sozinho a trinco é um buraco, o Abel é fraquinho, o Caneira é o jogador mais importante do plantel, o Moutinho está subdimensionado. E continua sem haver plano B, quando o losango emperra. E o losango emperra sempre que estes factores coincidem no mesmo jogo. “Isto já começa a meter nojo”, disse-nos Paulo Bento. “Já, sim senhor”, digo eu, com ajuda do sr. Mota.

Momento do jogo: Falhanço, isolado, do Romagnoli, aos 15 minutos. Se entrasse, o estado de graça durava (bastava contornar o guarda-redes, como todos percebemos). Ou falhanços de Postiga na primeira meia-hora.

Prémio El Dieguito: Cueca de Abel na saída para o ataque. Uma cueca é sempre uma cueca, mesmo feita por um jogador mediano.

Prémio Zé Piqueno: Não me lembro de nenhum lance verdadeiramente feio e mau. O que diz muito deste Leixões.

Prémio Gladstone: Perda de bola de Izmailov no golo do Leixões. Ali não se pode perder a bola.

Visão Zeman: Embora menos veloz, o losango fluiu durante 25 minutos. E, de repente, encravou. Claro que a saída do Roca e, principalmente, a sua substituição na posição pelo Veloso, não é um acaso. A equipa deixou de ter alguém a quem confiar a bola na saída e que arrisque passes longos com razoável eficácia. Começaram a sair passes afiambrados dos pés dos centrais. O 4x3x3 do Leixões começou a jogar mais perto e a encaixar nos médios leoninos. O Romagnoli? Desparecido em combate.

Na segunda parte, prolongou-se a agonia do losango, com uma diferença: o Leixões começou a sair para o contra-ataque pelas alas. Marcou. E do banco do Paulo Bento, nada. Só tinha uma substituição, é verdade. Utilizou-a como contra o Porto: Djaló na direita e “embora por ali que do outro lado já está tudo roto”. É o Futebol Parcial deste Sporting.

Chave de toda a questão: como é que o único jogador do Sporting que marca golos não teve uma bolinha de jeito? Salvo erro, nem rematou. O Postiga teve as oportunidades que devia ter tido o Liedson. E isso não é por acaso. Talvez seja hora de abancar o rapaz do Porto. E talvez seja hora de voltar a meter o avançado-em-melhor-forma-no-início-da-época a jogar… a avançado.

Vivó Sporting… até morrer!: Grande dia para o sportinguismo, pena foi terem decidido começar o jogo entretanto. O dia dos núcleos é sempre um dos melhores em Alvalade e, quase sempre, acaba assim. Esta gente merecia melhor… desde os porta-estandartes de todo o país até ao “impersonator” do Camões (lindo! um gajo todo vestido e pintado a imitar o poeta zarolho), passando pelos arrotos a cheirar a chouriço e vinho ou os pontapés na cadeira por causa dos “nervos”. Só é pena que se use estas pessoas como meio para os fins pessoais dos tipos que passam pelo Sporting, desde o choradinho do “mete nojo” até às amizades com o Vaticano do futebol.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Jornada 8

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Leixões
Sábado, 15 Novembro 2008
Estádio José de Alvalade, 20.30

 

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Está tudo pronto para uma noite de futebol entretida. Bom tempo, bilhetes baratinhos, os núcleos em peso e um adversário que deve trazer umas boas centenas de apoiantes prontos a adaptarem as músicas leoninas às suas cores.


A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Leixões é a sensação quando está jogado o primeiro quarto da Liga. Ganhou no Dragão, está em primeiro e respira confiança, sendo uma equipa que apesar de dar preferência ao contra-ataque não se encolhe no seu meio campo. No fundo, é uma equipa que não perdeu os princípios da época passada, mas que este ano tem conseguido conquistar muito mais pontos. Até quando vai manter o registo não se sabe, mas a jornada passada (vitória 2-1 em casa sobre o Paços) mostrou que os “pescadores” tremem quando são apertados.


Este homem é um Mister
Pode ser uma falha de memória, mas não me recordo de ver José Mota dizer que o adversário foi um justo vencedor. A sua equipa é sempre a maior e ponto final, ou seja, é um homem de ideias fixas no que toca à análise das partidas. O mesmo não se pode dizer relativamente ao guarda-roupa. Depois de nos ter conquistado a todos com aqueles seus bonés que usava quando treinava os “castores”, o mister Mota passou a usar fato e gravata. Mas, acreditem ou não, para mim o boné do tamanho de duas cabeças continua lá. 


Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Wesley é o craque de serviço e um dos melhores avançados da nossa principal Liga. Beto, um guarda-redes formado nas escolinhas do Sporting, tem sido um dos melhores na sua posição no arranque da temporada (e na época passada, defendeu tudo contra nós). China, o trinco, é o jogador mais velho e a referência da equipa. 


A vantagem de ter duas pernas!
O gajo até podia ser o melhor do Mundo, mas um central chamado Elvis tem tudo para ser o “enterra” da equipa.


E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Paulo, o futebol é muito irónico, não é? Jogamos mal e ganhamos, o pessoal critica. Jogamos bem e perdemos, o pessoal aplaude. Mais, o pessoal coloca-se totalmente a teu lado no ataque à arbitragem. No fundo, Paulo, bastou jogarmos bem para a nação verde e branca voltar a sentir o sangue ferver nas veias. Dá para repetir?


Vamos jogar no Totobola
Sporting - Leixões  1

Também é um objectivo

 

Decorreu hoje o sorteio da Taça da Liga, já com os três grandes envolvidos.
O Sporting ficou no Grupo B, com Marítimo, P. Ferreira e Rio Ave, estando o calendário assim alinhado:

1ª jornada (7 de Janeiro)
Sporting-Marítimo
P. Ferreira-Rio Ave

2ª jornada (14 Janeiro)
Marítimo-P. Ferreira
Rio Ave-Sporting

3ª jornada (18 Janeiro)
Sporting-P. Ferreira
Marítimo-Rio Ave

Os mete nojo armados em vítimas

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) decidiu apresentar queixa no Conselho de Disciplina da Federação contra Paulo Bento. O presidente do organismo já tinha levantado essa hipótese e confirmou-a esta terça-feira à agência Lusa, explicando que a decisão pretende reagir a declarações do treinador do Sporting, após o clássico com o F.C. Porto, consideradas “ofensivas para toda a arbitragem. Este não é um problema do senhor Bruno Paixão. Nós estamos a tratar de um assunto em nome dos árbitros portugueses, toda uma classe que não pode ser aviltada”, afirmou António Sérgio, que pretende apresentar a queixa até quinta-feira

O dirigente defende que não estão em causa as críticas à arbitragem do clássico, mas palavras que a APAF considera que podem ter criado um ambiente hostil em Alvalade para com os árbitros. “A crítica ao trabalho no jogo é legítima, porque cada jogo tem as suas incidências e o de domingo teve muitas”, afirma, acrescentando no entanto que as declarações de Paulo Bento atingiram “a infâmia e a má educação”.  António Sérgio revelou ainda que só hoje conseguiu falar com Bruno Paixão, e garante que o árbitro “concorda inteiramente com a denúncia contra o treinador do Sporting”.

 

Eu acho realmente inacreditável que estes montes de merda, ainda por cima depois do jogo de domingo, venham armar-se em vítimas! Peço desculpa pelo vocabulário, mas… foda-se! Concordo totalmente com o Paulo Bento: a arbitragem em Portugal mete nojo e nós temos sido uns simpáticos do caralho para com os árbitros que, ano após ano, 15 dias após 15 dias, vão a Alvalade gozar com a cara de todos os sportinguistas! Sim, há que criar um ambiente hostil para estes incompetentes, tal como devíamos criar um ambiente hostil de cada vez que o Filipe Soares Franco aceitasse sentar-se ao lado daquele asco do Jorge Nuno que deve ter-se rido bastante com o que se passava no relvado. 

Isso, pelo menos a mim, também mete nojo!

LEVEM LÁ A TAÇA…

Nível de endorfinas: Razoável. Grande primeira parte! O melhor futebol que se viu o Sporting jogar desde o empate do ano passado, em casa, contra a Roma (o festival de meia-hora contra os lampiões foi em condições muito especiais). Rapidez na troca de bola, acutilância, confiança, pressão alta, agressividade com inteligência. Futebol de uma equipa que está entre as melhores 16 da Europa. Faltaram os golos, contra um Porto muito fraco, agonizado, com os jogadores a parecerem querer despedir o treinador.

Entrada lenta na segunda parte, mas a crescer gradualmente depois da oportunidade do Moutinho de cabeça. Depois, acabou o jogo. Ou melhor, acabou o futebol. E começou outra coisa. Não gosto de falar de árbitros. Não é para isso que eu dou um tempo importante da minha vida ao futebol. E não entro pelo discurso paranóico da cabala por uma e só uma razão: mostrem-me as provas e eu compro a conspiração. Sem provas, todos temos direito à presunção de inocência. No entanto, reconheço que a pressão deste jogo para o Porto era enorme. Uma pressão que chegou, claramente, ao relvado.

Dito isto, o que se passou foi um caso gravíssimo de incompetência. Porque se eu me distrair e atropelar alguém numa passadeira, vou preso. Se fosse polícia e disparasse contra um suspeito em fuga e o matasse, ia preso. Se fosse médico e rebentasse um figado para tirar o apêndice, ia preso. Se sou incompetente, tenho de pagar pelos meus erros. O sr. Bruno Paixão devia sair da arbitragem e ser castigado, pagando uma indemnização a quem pagou para assistir a este jogo. O erro é aceitável em qualquer profissão. O erro sistemático tem de ser punido.

Momento do jogo: Defesa do Helton ao cabeceamento do Moutinho. Acabava-se o jogo e começava o fim de um ciclo para o Porto.

Prémio Gladstone: Abel. Pelo penalty tão mal marcado (alguém acreditou mesmo que ele ia marcar… e, a propósito, onde estava o Liedson?)… mas sobretudo pela falta de inteligência no golo do Porto: a hesitação na dobra ao Roca (alguém acreditou mesmo que ele apanhava o Hulk depois do meio campo?) foi digna de um juvenil das distritais. E um exemplo de incompetência ao nível da do árbitro.

Prémio Zé Piqueno: A falta do Pedro Emanuel sobre o Moutinho. Aquilo não é burrice, é o sangue a ferver nas veias dos olhos.

Prémio El Dieguito: A primeira parte do Izmailov é um hino ao futebol! Uma lição do que é um grande jogador de futebol. O jogo do Moutinho a seguir ao empate é do mesmo calibre.

Visão Zeman: O losango funcionou muito bem enquanto houve superioridade no meio campo (até à entrada do Tomás Costa) e enquanto o Romagnoli durou. Depois acabou-se, sobretudo por causa da expulsão do Caneira. Com a entrada do Djaló, o Paulo Bento fez bem ao metê-lo a fechar o lado direito, quando a defender, para libertar mais o Moutinho para o meio. Tacticamente, um jogo perto da perfeição. Com confiança e velocidade, o losango funciona. Faltou matar o jogo. E uma equipa competitiva tem de matar o jogo, para não ficar à mercê da (in)competência alheia.

Algumas análises individuais: Grande jogo de Veloso, o melhor dos últimos 24 meses; excelente jogo do Caneira, que tem de jogar sempre a central porque é o líder da defesa (impressionante a descida de rendimento do Polga quando jogou com o Veloso ao lado); Rui Patrício parece um guarda-redes a sério, daqueles italianos; Liedson menos em jogo com o Postiga ao lado (com o Derlei, é o contrário… vale a pena ler, a este propósito, a análise do sr. Lobo no Expresso); Djaló regrediu uns meses na confiança (porque será?). Rodrigo Bonifácio marcou o melhor penalty da noite (a seguir com atenção…).

Vivó Sporting… até morrer!: Grande ambiente, com a equipa a beber do estádio e o estádio da equipa. Quando jogamos bem, somos os melhores adeptos do mundo!

Racionalmente, a eliminação da Taça pode trazer, quando tudo acalmar, dividendos: 1) já chega de Taças, que as levem os tripeiros ou os lampiões. Agora, não há desculpas: a equipa tem de se concentrar, exclusivamente, no título. E, se jogar muitas vezes assim, fica bem mais fácil; b) o Jesualdo vai ficar no Porto mais umas semanas, numa equipa que parece um cadáver em decomposição. Quanto mais tarde for feita a renovação do ciclo tripeiro, menos tempo haverá para recuperar este ano;  c) o sentimento de injustiça pela arbitragem e pela eliminação depois de um jogo tão bom, pode contrabalançar a perda de confiança que surja com a derrota (embora nada justifique o nível das declarações de Paulo Bento na conferência de imprensa: para se ser contudente e eficaz nas critícas, não é preciso ser taberneiro – eu não gosto que o treinador do Sporting se comporte como um bêbado descontrolado… chamem-me exigente).

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