“A Associação Juventude Leonina demarca-se oficialmente de qualquer manifestação ou actos que possam vir a ocorrer no próximo domingo, no Estádio José Alvalade, conforme já foi tornado público e noticiado por alguma comunicação social”.
É a posição oficial da mesma claque que aí há uns anos invadiu o relvado de Alvalade durante um “derby”, para expressar de forma altamente civilizada o seu descontentamento perante as incidências do jogo. A mesma claque também conhecida e respeitada pelo civismo dos seus membros nas deslocações do clube. A mesma claque que durante o Sporting-FC Porto do ano passado desatou a cantar “Stojkovic” quando o Patrício sofreu o 1-2. A mesma claque cujo presidente (?) beijou a testa de Betencourt após os desacatos provocados pela claque lampiã no jogo de juniores. A mesma claque que foi uma das pontas-de-lança no processo de demissão de Dias a Cunha e Peseiro. É essa claque, essa mesma claque, que vem agora dizer qualquer coisa como “se houver confusão no domingo, a gente já avisou que não teve nada a ver com isso [interpretação minha]“.
“É preciso muito cuidado, com as emoções ao rubro. A Associação de Adeptos do Sporting não faz manifestações de bancada. Recebemos duas mensagens de origens distintas, mas sem conseguirmos identificar a proveniência, pedindo o nosso apoio para essas acções de protesto. Discordamos dessas atitudes, porque é um cocktail que tem tudo para se entornar e até prejudicar a imagem do clube e as relações entre os próprios sócios”.
É a posição oficial da Associação de Adeptos do Sporting, organismo cuja existência continua a ser um mistério para o meu cérebro e cuja pertinência ou legitimidade para me representar é tão válida como uma moeda de 25 escudos. Who the fuck cares?! “É preciso muito cuidado com as emoções ao rubro?” E se fossem para o caralhinho, em vez de aproveitarem a desgraça do clube para centrarem os holofotes do protagonismo na vossa patética existência?
Dito isto, o Cacifo faz também um esclarecimento: neste espaço ninguém incita quem quer que seja à violência. A unica coisa que fizemos foi apelar aos adeptos para não se deslocarem ao estádio, como forma de protesto para com a miséria de futebol com que temos sido brindados. Não ir ao estádio está nos antípodas das “emoções ao rubro”. E optámos por essa forma de protesto porque somos um grupelho de pacifistas cujo único fundamentalismo é gostar do Sporting. As raras alarvidades que nos damos ao luxo de alimentar são a contundência verbal e o insulto fácil, como quem nos visita já percebeu, nomeadamente pelo registo das caixas de comentários. Mas isso é uma questão de estilo, porque acreditamos que o futebol não se discute com paleios delicodoces.
Quanto aos sms que andam por aí a circular… o apelo para que as pessoas se vistam de branco ou de preto ou para que levem lençóis ou outros atoalhados, parecem-me perfeitamente legítimos. Não vejo onde possa estar o incitamento à violência. Não vejo onde está o “cocktail que tem tudo para se entornar”. O que retiro de tudo isto é que tanto a JL como a famigerada AAS estão comprometidas com o regime e empenhadas em anular qualquer tentativa de fugir ao adormecimento colectivo. Imaginem que estamos todos num hospício: a SAD é aquela senhora de bata azul que nos distribui os comprimidos; a JL e a AAS são os capangas de branco que aparecem de vez em quando para malhar nos que não os tomam. Isto está bonito, está…
Publicado por Sousa Cintra
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Publicado por cherbakov
Dizem que domingo é dia dos sócios e que até há bilhetes a cinco euros. Por nós, podia ser de borla.
