É triste mas, a não ser que a minha memória já não seja o que foi, quando penso no 2010 leonino só consigo lembrar-me de três momentos que mereçam ser destacados pela positiva. É pouco. Imensamente pouco.
30 Dez
É triste mas, a não ser que a minha memória já não seja o que foi, quando penso no 2010 leonino só consigo lembrar-me de três momentos que mereçam ser destacados pela positiva. É pouco. Imensamente pouco.
29 Dez
“[...] o Sporting sempre foi uma casa com muitas divisões, há muitas assoalhadas por cada andar e muitas vezes quando se faz a reunião do condomínio o resultado não é muito positivo“, Carlos Freitas, in Record.
… e algumas notas relativas ao nosso clube
Por que é que o Carlos Freitas nunca foi um figura consensual no Sporting?
“Porque… (pausa) bem, as razões que eu encontro passam por não ter nascido bacteriologicamente sportinguista e nunca o ter escondido. O que para mim é uma coisa perfeitamente natural, ou seja, como qualquer criança tinha o clube da minha simpatia, quando cheguei ao jornalismo esse sentimento clubista diluiu-se muito e quando cheguei ao Sporting defendi o clube com unhas e dentes e até tenho uma filha sportinguista“
Hoje olha-se para trás e 15 milhões parece pouco dinheiro na venda de Cristiano Ronaldo ao Manchester United.
Não concordo. Foi por muito dinheiro porque só tinha mais um ano de contrato. Foi o negócio possível, com um ano de contrato e graças à nobreza de caráter do próprio e do empresário Jorge Mendes que, na altura, tinham uma proposta de um clube italiano no valor de 4 milhões para cada um, se saísse livre no final do época. Na altura o Sporting não tinha a mínima hipótese de acompanhar os salários que já eram propostos ao jogador. Fez-se um acordo com o Manchester United que previa a permanência dele por mais um ano no Sporting, mas a inauguração do novo estádio e o fuso horário trocado dos jogadores do Manchester traziam nesse dia fizeram com que o Phil Neville tivesse passado um mau bocado com o Ronaldo e resultou na contratação dele 24 horas depois. Agora, se pensarmos em jogadores com transferências por 15 milhões com apenas um ano de contrato não há muitos
O que é que falta ao Sporting para voltar a ser campeão?
“Se repararmos no último Sporting campeão, num ano em que, por exemplo, pontificavam vários jogadores internacionais, houve a faculdade de lançar Quaresma e Hugo Viana nessa temporada. Mas nunca olhar para o Quaresma e o Viana como fatores de solução imediatos. Mas aquilo que se tem pedido a vários jogadores que vêm da formação é que eles passem a fazer parte da solução imediata.[...] E num clube com a obrigação de ganhar é preciso uma maturidade que vem pelos anos. Nos últimos tempos tem faltado isso ao Sporting. Há uma importância excessiva dada à Academia que não tem sido acompanhada pela inclusão de jogadores mais tarimbados.”
Izmailov chegou consigo a Alvalade. Como tem visto estes últimos tempos de polémicas constantes com o jogador russo?
A única coisa que posso dizer é que o Izmailov, enquanto trabalhámos juntos, foi exemplar enquanto profissional e pessoa
O Carlos Freitas tinha aceitado vender o João Moutinho para um clube rival?
Nunca o fiz em termos de carreira. Desde 99 que nunca tomei uma decisão desse tipo. [...] Se até hoje não o fiz foi por alguma razão, portanto, não venderia o Moutinho a um clube rival. Houve oportunidades de fazer transações entre grandes na minha altura no Sporting e a única que foi feita foi uma troca entre Clayton e Ricardo Fernandes, jogadores que não eram primeiras linhas nos respetivos clubes.
27 Dez
“Sempre tracei a minha vida por etapas. A próxima é treinar um clube que me dê o prazer de lutar por títulos“, Leonardo Jardim, in a Bola.
27 Dez
“Com 2010 quase a acabar, o Sporting soma o quarto ano consecutivo a perder adeptos no novo Alvalade, situação com impacto menor nas contas de um clube de futebol, mas com peso importante no fulgor social que move paixões…”.
A frase faz parte de um artigo que pode ser lido no jornal O Jogo e, em minha opinião, esta devia ser uma das principais preocupações de quem gere o nosso clube.
23 Dez
Vou directo ao assunto: não gosto de José Couceiro. Não gosto do estilo, não gosto do timbre, não gosto do trabalho que fez até hoje.
Acredito, no entanto, que será melhor termos um Couceiro a olhar pelo futebol do que continuarmos a ter um presidente, que de bola nada percebe, a fazê-lo. E que estrangular a ideia de “quero, posso e mando” com que Costinha tem gerido a sua vidinha no Sporting será, também, positivo.
No fundo, quero acreditar que é boa ideia tentar criar uma estrutura semelhante à que nos fez voltar a ganhar um campeonato, em 99/2000. Mesmo que Couceiro não seja um mafioso como Luís Duque e Costinha nunca venha a ser um senhor, respeitado por tudo e todos, como é Manolo Vidal.
21 Dez
“É possível que este [4-2-3-1] seja o melhor esquema. Mas não é por termos utilizado outros esquemas que não vencemos, até porque já ganhámos nos mais diversos sistemas. Acredito que este seja o que melhor se adequa às características dos nossos jogadores, mas nem sempre temos tido todos os jogadores disponíveis“.
Mais coisa, menos coisa, foi esta a constatação de Paulo Sérgio, no final do jogo de ontem. Não querendo ser pessimista, diria que vale mais tarde do que nunca ou, se preferirem, vale mais levar meia época para perceber em que esquema deve jogar, do que fazer uma época inteira sem conseguir entendê-lo.
Mas, um pouco mais a sério, não posso deixar de constatar o seguinte:
- não podemos jogar com um meio campo com Mendes, Maniche e André Santos, a não ser que o objectivo seja emperrar o adversário, como fizemos contra o Porto;
- jogar com esse meio-campo, obriga, também, a desviar Valdés para uma das alas. Ora, porra, só não vê quem não quer que o chileno rende tanto nas alas como uma mão cheia de nada;
- goste-se ou não, o Liedson é o melhor avançado da equipa e, mesmo não marcando, tem-se revelado fundamental nas movimentações atacantes e no início do processo defensivo em pressão alta (o grande jogo de sentido táctico e colectivo frente ao Porto é bom exemplo disso mesmo);
- Liedson e Postiga não cabem na mesma equipa, a não ser que tenhas tomates para jogar apenas com um médio defensivo e Valdés a 10 (algures entre o 4-4-2 e o 4-1-3-2). E nem vale a pena eu dizer qual deles prefiro ver em campo (e colocar o Postiga a fechar uma ala, como contra o Porto, é assustador);
- Quando pensares em reforços de Inverno, deixa lá essa história do pinheiro, até porque a árvore desmancha-se no dia de Reis. A não ser que consigam descobrir um novo Matin Palermo, ou coisa do género, foca-te nas alas, sff. Extremos, meu caro Paulo, extremos são o que nós precisamos. Não só para não ter que levar com o João Pereira na posição que fez com que ninguém desse nada por ele (sim, sim, ontem fez um bom jogo), mas porque está visto que basta ter dois rapazes rápidos nas alas para o nosso futebol melhorar um bocadinho.
p.s. – o jogo de ontem serviu, também, para constatar que é realmente triste ter perdido tantos pontos (e sido eliminado da Taça) contra equipas tão merdosas. Tão merdosas como aquelas duas que também nos ganharam, na Liga Europa. Pensem nisso…
20 Dez
Eu entendo perfeitamente aqueles que desejam que voltemos a perder, na esperança de que as coisas mudem. Mas como é que se começa a ver um jogo do Sporting desejando uma derrota?
20 Dez
Depois do que o Cintra escreveu aqui, olhamos para a capa da Bola e pensamos “Futebol sob pressão com a visita da Juve Leo… querem lá ver que vai mesmo haver um grito de revolta?”.
Mas quando abrimos a notícia, somos brindados com isto:
Em mais uma demonstração da insatisfação da família sportinguista para com o actual momento do futebol profissional leonino, cerca de 15 elementos da claque Juventude Leonina estiveram, ontem à tarde, nas instalações da Academia, em Alcochete.
Apesar do treino ter sido à porta fechada, a verdade é que foi o próprio treinador dos leões, Paulo Sérgio, a dar autorização de entrada aos adeptos, que depois estiveram a assistir ao treino, à espera do seu final para iniciar uma série de conversas com vários dos responsáveis do plantel leonino.
Um deles foi, precisamente, Daniel Carriço, na condição de capitão de equipa. Os elementos da Juve Leo, entre os quais vários dirigentes, fizeram saber ao central que estão desagradados com o rendimento demonstrado por vários jogadores do plantel. E mostraram ter ficado sentidos com a equipa em Sófia, não tanto pela derrota com o Levski, mas mais por esta não ter sido capaz de agradecer a presença dos vários adeptos leoninos que se fizeram deslocar à capital búlgara para apoiar o Sporting no último confronto de 2010 para as competições europeias.
A visita da Juve Leo acabou por ser ainda mais abrangente. É que os elementos da claque também estiveram à conversa com o director desportivo, Costinha, ao qual fizeram saber que o propósito da ida a Alcochete não pretendia criar um clima intimidatório, apenas expressar o facto de estarem vigilantes. Tal como tem acontecido durante os jogos, garantiram que o apoio à equipa será sempre incondicional, exigindo, contudo, que a atitude dos jogadores dentro de campo acabe por ser meritória desse empenho e paixão dos adeptos. Costinha ouviu e registou.
O técnico foi o último a ouvir a Juve Leo. Franqueou as portas da Academia ao grupo de 15 elementos da claque e, no final do treino, esteve largos minutos à conversa com eles, em clima de grande tranquilidade, explicando aos adeptos o que, minutos mais tarde, basicamente, repetiu na conferência de imprensa de antevisão ao encontro de hoje, no regresso a Setúbal, onde há uma semana o Sporting se viu prematuramente afastado da Taça de Portugal.
Eu bem sei que o Natal é época de circo, mas podiam poupar-nos a estas palhaçadas…
20 Dez
“Pedro Mendes não recuperou do problema que já o tinha afastado do jogo frente ao Levski Sófia, para a Liga Europa. O médio está a contas com estiramento na coxa esquerda, a mesma a que foi operado em Agosto, pelo que foi decidido poupar o médio ao risco de jogar”.
17 Dez
“Sabemos que vamos ter pela frente dois jogos complicados, porque eles estão a jogar bem neste momento e vamos ter de jogar bem, também, para vencer”, Walter Smith, treinador do Glasgow Rangers.
17 Dez
http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=237625
Não sei se são das claques – não me parece -, se são adeptos anónimos, se são adeptos interessados ou desinteressados.
Mas é o único caminho para um adepto, neste momento: contestar, protestar, refilar, rebelar-se… até correr com esta gente toda do clube. E quando digo toda, é todos: muitos dos jogadores, quase todos os dirigentes, todos os treinadores e todos os membros da administração do clube e da SAD (se é que aquilo ainda se pode chamar uma SAD).
16 Dez
Bastaria olhar para o “barrete” de um e para o “gorro” de outro, para justificar o título do post.
Mas como “Iorda só há um, é o mochilas e mais nenhum”, esta ida à Bulgária é uma espécie de visita de estudo para esta trupe que gere os destinos do Sporting Clube de Portugal.
Frases como “É uma grande alegria o Sporting vir ao meu país. Vou estar o máximo de tempo possível com eles. Amo o Sporting, é o clube do meu coração.Faço tudo pelo clube”,
como “A que se deve o mau momento? Acho que não é correcto falar da situação do clube. É muito fácil criticar. Para já estou fora, mas estou a par do futebol português. Toda a minha vida joguei e vivi o futebol. É a minha vida. Sei que mais cedo ou mais tarde vou voltar. Quando abraço um projecto vou de alma e coração”,
como “Talvez tenha sido o último carismático, eu e o Sá Pinto. Isso quer dizer que alguma coisa está mal. Tem de haver sempre alguém carismático”,
como “Não me vou oferecer a ninguém, nunca o fiz. A Direcção e o clube sabem que o Iordanov está disponível sempre, se precisarem dele”,
ou como “É um orgulho envergar o símbolo do leão e esta camisola é para honrar dentro do campo. Por isso há que lutar para vencer a todo o custo, mesmo que não existam objetivos em jogo. Mas, atenção: não basta dizê-lo, há que senti-lo”
deviam ser entregues, numa daquelas folhas que o Paulo Sérgio tanto gosta, a cada um dos jogadores. Podia ser que, tanto eles como os srs que nos dirigem, começassem a perceber que são pequenos pormenores como estes que aquecem os corações dos adeptos, joguemos ao sol ou joguemos sobre a neve.
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