Arquivo de Junho, 2011

Em casa

Na primeira jornada da Liga 2011 / 12, o Sporting joga em casa, recebendo o Olhanense.
Espero que façamos uma pré-época capaz de levar milhares de pessoas a Alvalade, e que esse seja o primeiro passo para um ano de enormes rugidos (e, já agora, que coloquemos um ponto final nesse aberrante vício de perder, estupidamente, pontos no nosso estádio).

Já não percebo nada disto

 

Vou ali pensar um bocadinho e já volto…

Salomices

Eu não sei o que vale Diogo Salomão. Digo-o muito sinceramente.
Os jornais pintaram-no como um diamante em bruto. Os meses em Alvalade pouco mostraram, para além de alguns bons pormenores técnicos e uma clara imaturidade para gerir os tempos e as situações de jogo. Resumidamente, continuo sem saber se temos ali uma pérola se mais um jogador com alguns fogachos a quem auguram um futuro demasiado grandioso.

A culpa poderá ser de quem não o colocou em campo, travando uma possível evolução e, quem sabe, afirmação, mas também poderá não ter sido mau de todo ele ter ficado na sombra, evitando queimar-se na verdadeira fogueira que foi a última época leonina. Chega, agora, à Corunha, onde poderá jogar com maior regularidade no Depor local, sendo clara a mensagem deixada pelos dirigentes do Sporting: acreditam nele e no seu potencial, daí terem feito um empréstimo sem opção de compra para o clube galego.

Claro que o rapazinho, que já tinha mostrado ser parvo o suficiente para encher o seu Facebook com merdas dos sem nome (e depois o Diogo Rosado é que não pensa), tratou de confirmar que não basta um aparelho nos dentes para se fazer boa figura quando se abre a boca e afirmou que o empréstimo lhe agrava muito, até por ser no estrangeiro, e que até era possível ficar no Depor. E que tal mostrares que tens lugar no Sporting, evitando que o propalado “rei Salomão” se transforme em mais um qualquer Lourenço desta vida?

 

p.s. – bem jogado o empréstimo de Wilson Eduardo, Pereirinha e Mexer ao Olhanense, clube orientado por alguém que já mostrou saber valorizar jovens jogadores.
p.s.2 – quando penso que depositamos tantas esperanças no Salomão, não posso deixar de continuar a questionar-me no porquê de não olharmos para os jovens jogadores do continente africano. Agora é Souleymane Coulibaly, da Costa do Marfim, a dar nas vistas, no Mundial de sub-17, com oito golos em 3 jogos (aqui dá para ver os 3 que espetou ao Brasil, cada um melhor que o outro http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=F1LQsbuG_Bk ). O Siena já lhe deitou a mão, mas há por lá outros diamantes africanos (como o pequeno número 7, Jean Kouassi, com pormenores a fazer-me lembrar o Amunike).

Ah e tal, o outro é que é bom

Parece que está tudo bem encaminhado para a contratação de Onyewu, o tal central que vem para suprir o déficit de envergadura física que tem sido uma verdadeira dor de cabeça para a nossa defesa (e para a equipa em geral).
Mas, ao que parece, agora que se encontra “o calmeirão”, muitos adeptos abanam a cabeça e dizem que “este calmeirão é uma merda”.

Primeiro, porque tem 29 anos, como se Babb ou André Cruz (não querendo entrar em comparações directas de qualidade) tivessem chegado ao Sporting com 19.
Depois, porque esteve lesionado, como se tivesse sido um crime contratar, por exemplo, Derlei.
O terceiro dedo aponta-se ao facto de não ter-se imposto na defesa do AC Milan, ignorando propositadamente a lesão que lhe retirou a titularidade e o deixou de fora durante mais de 15 meses. Quando regressou, e com a defesa italiana estabilizada, foi emprestado ao Twente. Parece assim tão estranho que se empreste um jogador que esteve parado mais de um ano e precisa de jogar com regularidade, ao invês de estar no banco?

Ora, caros leões, eu tenho a dizer-vos que gosto deste jogador que me despertou a atenção ao serviço da selecção norte-americana e do Standard Liege. Não é um dos melhores centrais do mundo, pois não é, mas é jogador para fazer boa figura no Sporting, tendo características que nos fazem tanta falta como a água no deserto.

Agora peço-vos, encarecidamente, que pensem antes de abrir a boca. É que dizer que este “navy seal” é uma merda quando já se defendeu que bons são o Rolando, o Luisão, o Maicon ou o Douglas, é coisa para deixar-me com vontade de ir buscar o taco de baseball ao carro.

Parece-me lógico

Confirmada que está a contratação de Atila Turan, por cinco épocas, levantam-se algumas dúvidas sobre se terá sido esta a melhor opção para pressionar Evaldo na lateral esquerda da defesa. Eu, tal como a maioria dos Sportinguistas, fiquei com a juba em pé em mais de 90% dos jogos que Evaldo disputou com a camisola do Sporting, mas penso que esta opção acaba por fazer sentido.

Evaldo foi um investimento não tão pequeno como tudo isso. Três milhões, se a memória não me falha. Disse-o na altura, e volto a dizê-lo, não é um jogador que me encha as medidas, mas também não acredito que seja tão mau como a época transata o pintou. É esperança, minha e nossa, que a chegada de Domingos nos permita ver um Evaldo semelhante ao que se destacou em Braga, justificando um investimento que tem que render muito mais (e que seria dinheiro deitado à rua se fosse adquirido um lateral que o relegasse de caras para o banco).

Turan chega a custo zero, com enorme margem de progressão e com um cartão de visita não tão despido quanto isso: presença assídua nas selecções jovens gaulesas que, mesmo perante o descalabro dos consagrados, são desde há muitos anos uma das principais referências quando falamos de escalões de formação. E se for aquilo que por aí se vai dizendo, o não ser imediatamente atirado às feras, crescendo na sombra de um (esperamos) renovado Evaldo, pode significar que temos ali jogador para nos fazer deixar de suspirar por Rui Jorge e dar-nos a ganhar uns valentes milhões numa futura transferência.

Eu acho que devias continuar a jogar

«Acho que o regresso ao Sporting é o prémio pela época que fiz no Boavista, onde cresci como homem e como profissional. As expectativas são muito boas, até porque quando regressamos à casa mãe temos uma vontade maior de voltar a trabalhar. Se tudo correr bem devo ficar», Vítor Golas.

Caro Vítor, permite-me dar-te a minha opinião: penso que lucrarias muito mais se continuasses mais um ano fora de Alvalade, como titular do Boavista ou de outra equipa. Mesmo que fiques como segundo redes, entregando ao Tiago o papel de 3º elemento, acredito que seja melhor para a tua evolução jogares 30 ou 40 jogos do que 10 ou 12 em Taças e tacinhas.

O meu pé esquerdo

É, garantidamente, uma das posições em que precisamos de reforçar-nos, mesmo acreditando que Evaldo poderá acordar para a vida com a chegada de Domingos a Alvalade (resta saber se perceberá que um lateral de um clube que joga para ganhar tem que apoiar muito mais o ataque).

E para o lado esquerdo da defesa surgem com maior insistência dois nomes: Emiliano Ínsua, argentino do Liverpool, no ano passado emprestado ao Galatasaray; e Franck Tabanou, um médio ala esquerdo que, ao serviço do Toulouse, acabou por recuar um pouco no terreno para fazer todo a canhota, o que lhe valeu já ser apelidado de Gareth Bale francês.

Têm ambos 22 anos e parecem-me, qualquer deles, meninos para poderem conquistar as bancadas de Alvalade sendo que, e talvez por estar escaldado com Grimi, preferia ir buscar o francês. Aliás, ia buscar o francês e tentava aproveitar a onda de racismo a que Roberto Carlos tem sido sujeito na Rússia para trazer o pequeno-grande lateral brasileiro para Alvalade que, aos 38 anos, ainda seria menino para fazer uns 30 jogos de leão ao peito e fazer o país verde e branco vibrar com aquelas bombas de pé esquerdo. Mas pronto, isto sou eu que acordei com a mania das grandezas…

Tenho pena

Tenho pena, caso se confirme a ida de Villas Boas para Londres. Tentar ser campeão contra o gajo iria ter muito mais piada.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória

Que esta conquista épica sirva de exemplo para um ano à Sporting! (uma enorme vénia, também, ao pessoal do hoquei em patins).

p.s. – vergonhoso, nojento, inacreditável, o péssimo serviço público prestado pela RTP

Pensamentos positivos

«Estamos todos, eu, o presidente [Godinho Lopes], Luís Duque e Carlos Freitas, a trabalhar em sintonia no sentido de fazermos um grande campeonato [...] (os últimos reforços) são jogadores que estão mais adaptados ao futebol europeu e permite-nos consolidar o mais rápido possível o que pretendemos [...] Ainda vamos mexer mais até 4 de Julho e acredito que seja a equipa que mais vai mexer. Há razões para o fazer, tendo em conta a diferença pontual com que o Sporting terminou face às equipas que ficaram à sua frente [...] É fundamental começarmos de forma estável e com o plantel o mais bem definido possível, para atacarmos da melhor maneira a próxima temporada», Domingos Paciência in A Bola.

«Nada nos quatro sectores está completo, da baliza ao ataque. A minha ideia é começar com 25 ou 26 jogadores, mas logo se verá, também há que contar com os jogadores da formação, a adaptação dos que chegam, o tempo de crescimento… posso acrescentar mais dois ou três», in MaisFutebol

A la Domingos

Enquanto esperamos a apresentação de um grande nome, somos surpreendidos com a chegada de Stijn Schaars e com um negócio que aplaudo de pé por diversas razões:
- porque me transmite finalmente a ideia de que estamos a moldar uma equipa à imagem de Domingos. Creio que Schaars, mesmo não ocupando a mesma posição, poderá ser no Sporting o que Vandinho era no Braga, uma referência, a continuidade do treinador em campo, um pêndulo. E encaixa perfeitamente num 4-3-3 ou num 4-2-3-1;
- porque conseguimos um jogador que entra directamente para os melhores do nosso campeonato, por 850 mil euros. E que estava a caminho do PSV;
- porque, e a confirmar-se a vinda de Rinaudo, começamos a ter um meio-campo a sério, onde também entra André Santos e, se dependesse de mim, entraria Pedro Mendes. Ficariam a faltar dois jogadores (e aqui não estou a pensar em Matigol, que jogaria sempre solto);
- porque conseguimos, com um ano de atraso, suprir a saida de Moutinho (até porque nem experimentámos entregar a Adrien esse papel, preferindo ir buscar o grande sportinguista Maniche);
- porque, assim, fico quase com a certeza de que o grande sportinguista vai ser posto nas putas

Os putos

De quando em vez, há alguém que se lembra do nome do Diogo Rosado. E, invariavelmente, quando isso acontece eu recordo-me de um rapaz com inegável talento para jogar futebol, apontado por muitos como um dos próximos craques com carimbo do leão e que, nas duas ou três vezes em que o vi em campo me deixou a certeza que iria aplaudi-lo com a camisola da equipa principal.
Ora, não sendo um puro extremo mas fazendo com facilidade o corredor, nomeadamente o direito, continuo sem perceber o porquê de não ser dada uma oportunidade ao Diogo Rosado que até tem uma cáusula de rescisão de 20 milhões e que termina o contrato em 2012. Será menos jogador que o Salomão? Não me parece.

E, quando se fala nas nossas necessidades para o centro da defesa, há outro puto que me ocupa o pensamento: Eric Dier, o tal que a Umbro convidou para uma campanha onde, entre outros nomes, estava Rooney, e que o Sporting emprestou ao Everton, acreditando que os jogos das camadas jovens são mais intensos e competitivos por terras de sua majestade. Quando é que faremos regressar este central que até em termos atléticos parece encaixar que nem uma luva nas nossas necessidades?

Com ou sem pés de Baros?

O boato do dia coloca Milan Baros no caminho do Sporting. O nome é um bom nome, pois que é, mesmo tendo em conta a recente lesão que afastou o rapaz durante alguns meses dos relvados. E, acredito, é destes nomes que também precisamos para entusiasmar as massas.

E, já que falamos em avançados, posição onde continuamos a necessitar reforçar-nos, será que o Duque, o Freitas ou quem quer que seja, saberão que o John Carew está livre e pode chegar a custo zero? Um monstro destes não seria gajo para marcar mais de duas dezenas de golos durante a época?

p.s. – nota para a seguinte dica, enviada pelo Valtinho (sim, esse mesmo), treinador dos juniores e, actualmente, dos juvenis do Flamengo: “Treinei o Diego Maurício e não tenho dúvidas em dizer que é um craque. Faz golos de toda a forma e feitio”.

O Sporting como o tempo

 Sol
Nestes dias de férias existiram bons momentos pintados a verde e branco. As vitórias na final de futsal, a primeira delas épica com o grande Benedito a fazer-me recordar o mítico Duckadam. A assinatura de contrato profissional com o Bruma.

 O tempo vai abrir para a tarde, vais ver
 A contratação do van Wolf é daquelas que tem que ser encarada como só os Sportinguistas sabem encarar este tipo de contratações: com esperança e crença de que descobrimos um tremendo ponta-de-lança, ainda por cima com nome pomposo.
 A suposta contratação do Rinaudo também deve ser assim encarada. Neste caso, acreditando que descobrimos um novo Duscher.
 Colocar o Lima como treinador do Atlético e, através de protocolo, tornar o histórico clube alfacinha como prioritário na colocação dos potenciais craques leoninos é muito bem visto e mais agradável do que enviá-los para a Bélgica ou para Israel.

Foda-se… com jeitinho ainda chove
A suposta propensão para lesões do Rodriguez e as supostas dificuldades em renovar com Zezinho dão, obviamente, que pensar.

Mas esta merda é Verão que se apresente?
Peço-vos desculpa, mas mesmo que sejamos campeões nunca conseguirei gostar do Godinho Lopes. Muito menos olhá-lo como meu presidente. É um boneco, que empoleirado num muro nada mais daria que um Humpty Dumpty sem estilo. A decisão sobre a auditoria e a entrevista à RTP reforçou este meu estado de alma.
A saida do Couceiro parece-me errada. Até posso perceber que o Duque seja demasiado volumoso numa estrutura para o futebol, mas há gente naquela Academia que seria digna da famosa vassourada, se possível sem cheque a acompanhar (o que se passou com os iniciados é inacreditável).
Entretanto, parece que só temos olhos para o mercado sul-americano. Lá porque o Porto festejou a “aeroliga” com bandeiras da Colômbia, temos mesmo que fazer papel de macacos de imitação? Ou será que o “grande” Freitas não sabe muito mais? (sim, sim, trouxemos um holandês).
É enervante pensar que o próximo plantel vai ter vários nomes que, pelo menos em minha opinião, não têm dimensão para o Sporting. Até o Caneira e a puta gorda do Maniche se dão ao luxo de fazerem finca pé. O Cristóvão não conhece nenhuns gorilas que coloquem uma meia na tola e ameacem parti-lhes as pernas se não apanharem o próximo avião para as arábias?
Ah, e como seria de esperar, nenhum dos trunfos eleitorais vai assinar. Nem Alex, nem Wendt, nem Garay, nem sequer um Bôbôzinho. E ainda tivemos que ver o Perez voar para outro lado. Ok, numa coisa estamos melhores: temos treinador. Mas isso chegará?

p.s. – uma saudação leonina muito especial para todos aqueles que, ao longo destes dias, não deixaram de espreitar o Cacifo

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