Arquivo de Maio, 2012

Porque está calor e até há notícias boas

Gosto muito de saber que o Eric vai regressar e fazer a pré-época.

Foi para criarem esta merda que prolongaram o contrato com a Puma?

Choques mantinais

A invenção do jornal A Bola de que Patrício pode sair a partir de 7 milhões (quando a cláusula vai subir, em caso de renovação, para perto de 30).
As imagens das supostas novas camisolas. Odeio! A gola preta e aqueles botões de merda meio nipónicos, depois de termos conseguido a camisola mais fixe dos últimos anos, dão-me a certeza de que vou poupar dinheiro. Ah, e parece que o maldito azul da TMN vai continuar. Só pode ser gozo…

Fica-te bem, oh Carlos

«Acompanho o futebol português, como é natural, mas não queria muito falar dos problemas do Sporting. O que entendo é que, no meio das atribulações que tem vivido, consegue manter-se inalterável o apoio dos seus adeptos», Carlos Carvalhal, in Record.

Vai ficar tudo na mesma, não vai?

«A zanga com o F.C. Porto? Não adiantava esclarecer. Era uma briga que eu estava a ter com um dos maiores dirigentes e uma pessoa que influenciava a seleção: o presidente do F.C. Porto. Ele tinha influência nas escolhas da seleção. Toda a gente sabe que tinha. Ele pode opinar sobre um ou outro jogador, ele pode numa conversa muito interessante com o presidente da Federação sugerir a ideia de jogar aqui ou jogar lá. Senti muita destas influências e por isso tive esta rixa.»

As afirmações pertencem a Luís Felipe Scolari e foram proferidas durante uma entrevista à RTP. Ora, num momento em que o dito canal faz verdadeiro serviço público, é triste ter a certeza que tão graves afirmações de pouco ou nada vão valer.
Particularmente, o mínimo seria o Sporting chegar-se à frente sublinhando que as declarações de Felipão apenas confirmam as desconfianças sobre a não ida de Moutinho ao Mundial, a que se seguiu a birra e a ida para norte. A nível geral, o mínimo seria as capas dos jornais de amanhã fazerem manchete desta pouca vergonha, dando início a uma investigação do tema.
Infelizmente, quase aposto que vamos ficar-nos pela simulação da tentativa de construir uma nova bancada (patéticos os prazos, face aos valores apresentados) e por capas onde se tentam valorizar jogadores (sempre dos mesmos clubes) a troco do lançamento de rumores de mercado ou de anedóticas viagens às origens.

… e os artistas (parte 1)

Esta é a primeira parte do terceiro capítulo da trilogia que faz um resumo da época 2011-12. Em DVD estão já «Nem o caneco nem o caralho» e «O solista…».

 
Não é fácil eleger o melhor jogador da época que há uma semana terminou. Não por falta de opções, antes porque não consigo decidir entre dois nomes. Assim sendo, o Prémio de Jogador do Ano vai para Rui Patrício e para Schaars.
Patrício deu continuidade ao que de muito bom tinha prometido no final de 2010-11, com a pequena grande diferença de ter conseguido manter o elevado nível ao longo de toda uma época. No fundo, confirmou todas as potencialidades que lhe eram apontadas, confirmou ser guarda-redes para o Sporting, fartou-se de resolver jogos e garantiu a titularidade na selecção nacional. E jamais esquecerei aqueles últimos cinco segundos em Etihad.
Schaars foi o homem que esteve sempre lá. Uma vezes perfeito. Quase sempre bem. Em quatro ou cinco ocasiões desgastado e pouco focado. Aliando a personalidade à capacidade de jogar e fazer jogar, foi algumas vezes acusado de ser lento. Respeito, mas não concordo, até porque, a partir do momento em que Rinaudo se lesionou, as suas funções em campo começaram a mudar, sendo notória a sua ausência em zonas mais próximas da baliza adversária. Aliás, naquela fase de dez jogos que nos fizeram acreditar, ainda com Domingos, fez enorme diferença a forma como surgia a finalizar ou a assistir colegas, revelando-se um verdadeiro médio todo-o-terreno.

Outros prémios:
Prémio A Falta que Tu nos Fazes: Rinaudo estaria, provavelmente, a disputar o prémio com Patrício e com Schaars. Aliás, ninguém sabe o que teria acontecido sem aquela estúpida lesão naquele estúpido jogo, na Roménia. Um tremendo jogador e um tremendo reforço para a próxima temporada.

Prémio Saíste Melhor do que a Encomenda: O nome de Ínsua não era um nome desconhecido. Mas, apesar de tudo o que de bom sobre ele se dizia, nunca pensei que fosse assim tão bom. Ao fim de quase uma década, conseguimos tapar o buraco que Rui Jorge deixou e que Tello disfarçou. E gosto tanto de Ínsua que cheguei a pensar comprar uma camisola 46.

Prémio O Preferido da Bancada: Diego Capel, claro, para muitos o melhor jogador do ano. Com espaço é um verdadeiro tormento para os adversários e as suas arrancadas entusiasmam até o mais anémico dos adeptos. Conseguiu, rapidamente, estabelecer uma enorme empatia com o universo verde e branco, ficando na memória as suas lágrimas aquando da queda dos adeptos e na chegada de Bilbao. E, por razões desportivas, fica-me na memória a sua relevância naquele turbilhão que justificava termos despachado os bascos logo em Alvalade.

Prémio Avançado Fura Redes: Wolfswinkel. Até porque não houve outro. Já nem discuto se marcou muito, se marcou pouco (aliás, já disse o que pensava sobre ele). Foi o único que marcou algo que se visse. E dava um jeitão haver mais alguém a alimentar a estatística de bolas que beijaram as redes adversárias.

Prémio Joga Bonito: Carrillo, um puto vindo do Peru que parece misturar as capacidades de Quaresma e Nani. Disse-o e repito-o: para mim, Carrillo jogava sempre. É único neste plantel, aliando à técnica a velocidade, a capacidade de remate e a inteligência para cortar para dentro e surgir, na área, a tentar cabecear como segundo ponta. Pode perder a bola duas vezes, mas sei que à terceira vai levantar-me da cadeira. Que para o ano seja Carrillo e mais dez.

Prémio A Formação Ainda é o que Era: André Martins. Que grande, grande jogador! (e, já agora, grande entrevista que hoje é publicada)

Porque é sempre importante começar a semana com um sorriso

Alberto Rodriguez não vai representar a seleção do Peru, na partida frente à Colômbia. [...]  Segundo o que o próprio Rodriguez afirmou publicamente, a sua ausência deve-se a fadiga muscular.

O solista…

Coincidindo com a anunciado episódio do meio desta trilogia sobre o balanço da época, foi noticiado prolongamento do contrato com Sá Pinto por mais um ano. Vale o que vale, até porque já vimos o actual presidente a fazer juras de amor na véspera de uma chicotada, mas obriga-me a ir direito quase ao fim do post: independentemente de ser por mais um ano ou por mais dois, concordo com a continuidade de Sá Pinto. Ou, se preferirem, considero que seria um erro estarmos a começar novamente do zero e que ele justifica a oportunidade de começar uma época e tentar levar a nau verde e branca às conquistas.

Voltemos, então, ao início. Afirmei, e continuo a ser dessa opinião, que Sá Pinto serviu, inicialmente, como um escudo para o fracasso da escolha Domingos e para os maus resultados que começavam a incomodar em demasia. Nome querido à maioria dos Sportinguistas, Leão de corpo e alma, figura próxima das claques, Ricardo Sá Pinto acalmou as hostes que pediam sangue e agarrou numa equipa completamente escaqueirada física e animicamente.
Ora essa terá sido, precisamente, a primeira grande vitória de Sá Pinto: conseguir motivar as tropas e tirá-las do espartilho que esmagava a motivação e a crença. Numa entrevista recente ao jornal Sporting, o velho Manel Fernandes afirmava que o seu treinador preferido havia sido Malcom Allison, pela capacidade que tinha de fazer com que os 30 jogadores que compunham o plantel gostassem todos dele. Não sei se todos gostarão de Sá Pinto, mas a verdade é que deixou uma marca nos juniores que acabaram por sagrar-se campeões e tem merecido os mais rasgados elogios e juras de solidariedade por parte dos jogadores.

E foi essa solidariedade a imagem de marca da equipa, principalmente no trajecto feito na Liga Europa. Foi essa mesma solidariedade que faltou na final da Taça e que motivou a que o treinador, pela primeira vez, se tenha mostrado desgostoso e desiludido com os homens que comanda, contrariando um discurso positivo em que, mesmo nos jogos sem brilho, elogiava os que tinham estado em campo. Aliás, esse será o grande mistério destes primeiros meses de Sá Pinto como treinador do Sporting: a imagem de pouca motivação e pouca vontade no jogo mais importante do ano. Só ele e os jogadores poderão explicá-las.

Do maior mistério para os maiores desafios: contrariar o futebol autocarro que muitas equipas apresentam e conseguir ganhar fora cerca de 90% das vezes que se ganha em casa.
Se Alvalade se tornou, como é obrigatório para alguém que quer ser campeão, a casa onde finalmente mandamos, as deslocações foram praticamente todas ausentes de vitórias. Existirá, provavelmente, mais do que uma única justificação, mas um dos factores é, sem margem para dúvidas, a ausência de um futebol que consiga provocar desequilíbrios. É inegável que o Sporting pratica um futebol previsível, onde os extremos e as subidas dos laterais têm papel preponderante. Mas falta dinamismo no meio. Falta, por exemplo, ver os médios surgirem junto à área adversária a criarem superioridade, a rematarem, a marcarem. No fundo, falta a Sá Pinto conseguir aliar a boa organização atingida, capaz de bloquear adversários como City, Benfica ou Porto, à envolvência atacante que os adeptos do Sporting exigem. A envolvência que surgiu em alguns momentos, como a primeira parte em Manchester, o jogo contra o Guimarães, o jogo contra o Benfica, o jogo contra o Braga. Tudo jogos em que o adversário também procurou atacar. A excepção terá sido a segunda parte frente ao Bilbao, em Alvalade, onde a fúria leonina quase partiu os alicerces da estrutura defensiva adversária.

Assim, e como a vantagem de uma aprendizagem à força que lhe dá um conhecimento sobre as capacidades (ou falta delas) dos jogadores, Ricardo Sá Pinto partirá para 2012-13 com o desafio de mostrar que percebeu que, para atingir o sucesso, é preciso algo mais do que apertar com eles. E que, para jogar à Sporting, é preciso mais do que manifestar essa vontade em apelativas conferências de imprensa.

Para descansar a mente do turbilhão verde e branco

Porque hoje é sexta e não sabemos qual a novidade que se nos reserva para amanhã. E porque, acredito que também a vocês, é isto que me apaixona pelo futebol.

Espero que não passe de uma invenção

Considerei digna a conferência de imprensa para confirmar a não renovação com Polga.
Irrita-me termos vendido o João Pereira por metade da cláusula, mas consigo entender o valor quando penso que o Valência marcará presença na Champions e que acharia um disparate o Sporting dar 4,2 milhões para contratar outro João Pereira.
Agora, nem sei o que dizer quando leio esta merda:«O defesa Edgar Ié e o médio Agostinho Cá, ambos de 18 anos, recentemente campeões nacionais de juniores pelo Sporting, estão a caminho do Inter Milão. Segundo A BOLA apurou, a provável transferência dos jogadores para o colosso de Milão renderá uma verba a rondar os 800 mil euros no imediato, mas o montante global da operação poderá ascender aos três milhões de euros, mediante o cumprimento de determinados objetivos por parte dos dois atletas».
Espero, muito sinceramente, e apesar de bater certo com o que se noticiava aqui, que não passe de uma invenção…

Nem o caneco, nem o caralho!

«Sofremos esta semana uma enorme deceção, com a derrota na final da Taça de Portugal. Não vale a pena ignorá-lo e cabe-me a mim, como presidente, assumir a derrota. Todos mereciam ter vivido a alegria da conquista, falhei esse objetivo!»
As palavras pertencem a Godinho Lopes, mas esta espécie de mea culpa peca por escassa. Porque, e não há volta a dar-lhe, Godinho e as pessoas que escolheu, falharam praticamente todos os objetivos.

Digo praticamente porque este ano acabou por representar o regresso dos Sportinguistas a Alvalade, em massivo apoio à sua equipa. Do entusiasmo inicial ao clássico frente ao Porto, do bálsamo Liga Europa ao derby com o Benfica, passando por assistências surpreendentes como aquela frente ao Guimarães, foram vários os exemplos de efetivo entusiasmo e efetiva crença nas bancadas. Portanto, esse acabou por ser o lado mais positivo deste ano: o Sporting não esteve de volta, como se anunciava, mas os Sportinguistas voltaram (e trazê-los de volta ao estádio era um dos objetivos propostos).
Nota positiva, ainda, para a conquista do campeonato de juniores e para o acordo com o município de Odivelas para reunir equipa B, atletismo, râguebi, andebol, futsal e basquetebol num único complexo desportivo. Resta saber o que isto representará em termos da prometida construção do Pavilhão junto ao Estádio de Alvalade.

Quanto ao resto, zero. Sim, eu sei que Godinho tinha apontado este como sendo um ano zero neste processo de trazer o Sporting de volta, mas ninguém nos avisou que este seria mais um ano a zeros.

Falhou o objetivo de lutarmos pelo título (e seria triste apontar o o facto de termos ficado a 16 pontos do primeiro, em vez de ficar a 30, como uma conquista), falhou o objetivo de ficar em segundo, falhou o objetivo de ficar em terceiro (e depois ainda vimos o Chelsea ganhar a Champs e ajudar o terceiro português a evitar uma pré), falhou o objetivo de aceder diretamente à Liga Europa, falhou o objetivo da Taça de Portugal (da forma vergonhosa e dolorosa a que todos assistimos), falhou o objetivo da Taça da Liga (contra reservas do Moreirense e afins).

Zero, zero conquistas, numa época em que gastámos dinheiro como há muito não era gasto. E, a propósito de dinheiro gasto, situações como a de Luís Aguiar, Rodriguez ou Bojinov são inaceitáveis. E ainda motivaram a revolução do departamento médico, que tinha vetado estes e outros nomes por não os considerar em condições.

Entretanto, Godinho mandou para casa um dos pilares fundamentais do seu projeto. Domingos, que a par de Duque e Freitas foi apresentado como sendo peça incontornável de uma ideia vencedora, tornou-se incapaz de levar a bom porto essa mesma ideia. Para o seu lugar entrou alguém capaz de apaziguar os adeptos mais inquietos: Sá Pinto. Sportinguista, homem da casa, surgiu como resposta às notícias postas a circular de que Domingos andava a encontrar-se com dirigentes do fcPorto. Godinho e sus muchachos safaram-se e, ironia do destino, num ato de fuga para a frente pouco ou nada pensaram, arriscaram-se a conseguir ir à pré da champions, à final da Liga Europa e a ganhar a Taça. Teria sido um ato de gestão genial, pois teria, mas, e pese todo o sofrimento que me (nos) fez passar, o facto de ter sido feito ao pontapé (aliás, nos últimos anos é assim que o Sporting tem sido gerido) acabou por justificar o morrer na praia.

Depois, há pormenores que não surpreendem. Quer dizer, talvez surpreendam os mais crentes. Olhando para a lista que Godinho apresentou aquando das eleições, tínhamos perante nós madeira para alimentar uma fogueira de vaidades. O que se passou, ontem, com aquele senhor arraçado de sapo, de seu nome Ângelo Correia, a mandar mais uma pedrada nos alicerces podres desta direção, foi apenas mais um episódio a juntar ao «espera aí que vou pôr-me ao fresco» de Carlos Barbosa, aos constantes recadinhos do papagaio Eduardo Barroso e ao triste episódio Paulo Pereira Cristóvão que permitiu aos suspeitos do costume fazerem rebolar o nome do Sporting no lodaçal do futebol português em que outros, há anos, se banham com total impunidade.

PPC que, ao lado de Godinho, fica também ligado à patética rábula da decoração do túnel (foda-se, custava muito encher aquilo de imagens de jogadores nossos a festejar golos?!?), às supostas gravações de incidentes graves na zona dos balneários do estádio da luz, e ao fechar os olhos aos atos vergonhosos praticados pelas claques nos dias que antecederam a final da Taça: primeiro, agrediram que estava à sua frente, na fila, para comprarem bilhetes. Depois, nas suas casinhas, que, diga-se, se situação no nosso estádio, trataram de vender a 50 euros bilhetes que custavam 10. E, na manhã da final, era ver afixados nas respetivas portas folhas com a indicação «bilhetes esgotados».

Costuma dizer-se que o que nasce afinado, perdão, torto, tarde ou nunca se endireita. E a verdade é que, quando olho para o ano em que a minha filha começará a ir ao estádio comigo, corro o risco de oferecer-lhe camisolas onde o cabrão do azul tmn ainda não desapareceu e um clube onde o passivo não pára de aumentar, gerido por pessoas que, caso não arranje um investidor nos confins do mundo e caso a equipa não comece a ganhar logo de início, irá à sua vidinha com a chegada do Outono e nos deixará à beira de mais uma época tão despida quanto as árvores sem folhas.

Quinta-feira, dia de estreias

Independentemente do que venha a ser dito, hoje, na Academia, onde supostamente será feito um balanço da época, a Cherba Frames arranca hoje com uma trilogia sobre o ano desportivo que há dias terminou. «Nem o caneco nem o caralho», «O solista…» «…e os artistas» são os títulos escolhidos para os posts que animarão os próximos dias numa das salas mais leoninas do país; o Cacifo.

Aquele abraço

Tenho a certeza que uma das coisas que nos tem faltado é um homem como este, capaz de lidar directamente com o jogadores. Obrigado e até sempre, Manolo Vidal!

Cheira-me a refogado queimado

Duas páginas do jornal O Jogo dedicadas a passar a ideia de que o Adrien, depois da final da Taça, corre o risco de não ser aceite de volta em Alvalade. Só faltou escrever o nome do clube que está de braços abertos para recebê-lo.
Vamos continuar a ser otários?!?

Tinhas ordens específicas de quem, oh Domingos?

No lançamento do livro de Fernando Correia “Paulinho, esforço, dedicação e devoção ao Sporting”, o roupeiro dos leões lançou uma bomba: “Ele [Domingos] não me queria no Sporting, mas o presidente Godinho Lopes, o Luís Duque e o Carlos Freitas colocaram o peito à frente e não deixaram. Agradeço-lhes muito. O que ele fez não se faz a um roupeiro”, contou, à margem da apresentação do livro, na Casa XXI, no Estádio de Alvalade (in Diário de Notícias)

Se não fosse o Paulinho a contar, eu não acreditava…

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 354 outros seguidores