É a pergunta, a cerca de oito horas do fecho do mercado. Muito sinceramente, acho que não, que não vem. E que avançaremos para os próximos quatro meses com um único ponta de raíz: Wolfswinkel. Pouco? Demasiado. Coisa nunca antes vista, diria eu.
Mas também sou sincero: para trazer um qualquer matreco só para fazer número, valia mais ter tido tomates para ficar com o Bojinov e, face ao seu empréstimo, vale mais ficarmos como estamos: a acreditar que o Viola vai ser transformado num novo Lisandro, que o Rubio vai marcar sempre que for chamado, que o Betinho vai ter uma estreia de sonho num jogo da Taça da Liga e que o Sunil vai fazer um hattrick frente ao Sarilhense, para a Taça de Portugal, e ajudar a vender dois milhões de camisolas lá pela Índia.
Arquivo de Agosto, 2012
31 Ago
Virá mais um avançado?
31 Ago
Se eu fosse treinador do Sporting
Era esta a mensagem que passava: «meus amigos. Temos um novo desafio: chegarmos ao final da fase de grupos da LE com 18 pontos conquistados».
31 Ago
Sorteio que pode ser traiçoeiro
Depois da obrigação cumprida, frente ao Horsens, segue-se o sorteio para a fase de grupos. E, a julgar pelo alinhamento dos potes, podemos apanhar adversários capazes de exigir um Sporting de elevado nível para conseguirmos atingir a fase seguinte.
Do pote 2 seria de evitar o Fenerbahçe, o Nápoles e a Udinese e, do pote 3, dispensaria Lazio, Newcastle e Borussia Monchengladbach.
O sorteio começa dentro de 5 minutos.
ACTUALIZAÇÃO: Basileia, Genk e Videoton (bolinhas amigas)
31 Ago
Pelo menos já há golos
E vitórias (mesmo que natural e obrigatória). E um Elias a jogar mais adiantado, libertando o Carrillo e o próprio Wolfs. E um Carrillo que, volto a dizer, tem que jogar sempre. E continua a haver um Cedric a fazer centos, como se fosse uma máquina de repetição.
De resto, e como muito bem disse Sá Pinto, «a diferença esteve nos golos e no resultado».
Aproveitemos, então, estas cinco doses de Voltaren que, no imediato, nos apaziguam as dores. A ver vamos se se relevam o início da medicação apropriada para combater as inflamações que continuam a preocupar-me.
30 Ago
Esta noite tenho jogo
Estou magoado. Revoltado. Dorido. Irritado. Apetece-me virar-te as costas, receita infalível para sofrer menos. Mas sou doente, como já me chamaram tantas vezes, por isso volto a mergulhar no poço de onde tentas sair. E raios me partam se deixo que te afogues!
Spooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorting!
29 Ago
Carta a Sá Pinto
Agora que já consegui colocar a maioria das ideias no lugar, creio estar em condições de poder dizer-te o que penso sem ter que armar-me em Luís Duque (a propósito, de o vires, junto à caixa da gomas, diz-lhe que faz mais sentido ouvi-lo mais vezes a ele do que ao Eduardo Barroso). Não é fácil encarar uma situação que, se a memória não me falha, é inédita: estar, ainda em Agosto, a questionar o que resta da época, com a amarga sensação de que, em vez de evoluirmos, estamos a retroceder. Mas, vamos por partes.
Ponto prévio. Não ponho minimamente em causa que cada mau resultado seja uma enorme facada em ti mesmo. No fundo, é como se eu estivesse a treinar o Sporting: juntaria à paixão clubística a minha profissão, o que ampliaria o sofrimento. Mas se o facto de ter um treinador Sportinguista pode servir para tornar as conquistas ainda mais saborosas, não posso aceitar que se faça disso critério para escolher um treinador. Nesse caso, eu junto o curso aos anos que passei jogar futebol e candidato-me, até porque sou Sportinguista há mais tempo do que tu (ontem descobri uma foto de grupo, quando entrei para a preparatória, onde, na minha pessoa, para além de um casaco inacreditável, se destaca o facto de estar a utilizar o cachecol do Sporting e um corte de cabelo à Douglas).
E, não querendo colocar em causa as tuas qualidades, continuo com uma certeza: foste escolhido para calar os adeptos e dar margem de manobra a uma direção meio à deriva. Talvez não tenhas percebido isso ou, se percebeste, decidiste seguir em frente acreditando seres capaz de ultrapassar tão arriscado desafio. Sabes que a direção tudo fará para não te deixar cair, pois ficaria sem escudo para negociar com as claques (triste, tão triste esta promiscuidade com gajos que agridem e roubam bilhetes a adeptos do mesmo clube e que, cheios de estilo, assobiam os jogadores enquanto entoam cânticos de apoio ao treinador), mas também correr o risco de, queimando etapas, acabares por deixar fugir por entre os dedos o lugar que tanto desejarias e que, com alguns anos de maturação pelo meio, poderia vir a ser teu sem estas frustrantes e traumatizantes dores de crescimento.
E, a propósito de momentos traumatizantes, parece-me, Ricardo, que não terás dado a devida importância ao que se passou na final da Taça de Portugal. A derrota com a Académica, fruto de um jogo patético taticamente e vergonhoso em termos de respeito pela camisola verde e branca, deixou-te com muito, mas mesmo muito menos créditos para utilizar junto dos adeptos. Esperava-se que esse jogo servisse de lição, mas… nada. Pelo menos a julgar por aquilo que vamos podendo ver.
Temos uma equipa que padece dos mesmos problemas apontados num passado recente: muita posse de bola, poucas ideias sobre o que fazer com ela. Pior, este jogo contra o Rio Ave fez-me recuar ao tempo do maldito losango que qualquer treinador parecia capaz de emperrar. Agora, é o teu 4-2-3-1. Sem capacidade para, sequer, transformar-se num 4-1-4-1 de tão boa memória para nós, quando Duscher deixava Vidigal para trás e se juntava a Barbosa no apoio a Acosta, com as alas entregues a Di Francheschi e Mbo. Os médios parecem peças de xadrez, pesadas, sempre à espera de um empurrão para mudar posições. Os adversários sabem que pouco os incomodamos por ali, dão-nos as alas e convidam-nos a centrar para um gajo perdido entre a defesa contrária. Zero ideias igual a zero golos. Elementar, ainda para mais quando nos mostramos incapazes de aproveitar as bolas paradas.
Mais, dizias, na conferência que antecedeu essa maldita noite de segunda-feira, que existia um plano de jogo e uma tática alternativa. O 4-1-5 em que terminámos, com uma mão cheia de miúdos entregues a si mesmos, sem uma voz de liderança, esperando que um rasgo individual resolvesse qualquer coisa? Com um Carrillo a ter que assumir o jogo, primeiro nas alas, depois a médio, pondo-se a jeito para, depois, ser criticado e assobiado? Valerá a pena perguntar-te qual a lógica de teres mantido o Gelson em campo? Não entregares ao Elias a responsabilidade de agarrar a equipa? Tu acreditas mesmo que os jogos se resolvem substituindo… os três médios a quem concedeste a titularidade (assumes o erro da escolha ou é mesmo falta de génio)? O que é que te passou pela cabeça para, frente à merda do Rio Ave, estares todo preocupado em parar contra-ataques (falhou, tal como havia falhado na Dinamarca, com a triste figura de quatro ou cinco gajos serem “comidos” por dois), repetindo um figurino que, viu-se em Guimarães, não nos leva a lado nenhum?!? Tu achas mesmo que aquela tripla de meio-campo nos dá dinâmica?!? Achas mesmo que o Gelson tem outra utilidade que não a de varrer o meio-campo em jogos taco a taco ou em situações em que tenhamos que preservar a vantagem?
Por fim, e não menos preocupante, o discurso. Para dentro e para fora.
Confesso que, quando te escolheram, acreditei que a tua maior arma seria a capacidade de motivar os jogadores. Aquela final da Taça mostrou, precisamente, o contrário. E estes três primeiros jogos oficiais continuam a passar-me a sensação de que a mensagem não está a passar (com a agravante de estarem a ser criados casos no balneário, com a vontade de despachar jogadores), até porque, depois, chegas a uma conferência de imprensa como a desta tarde e afirmas que a equipa está alegre com o tipo de futebol que pratica. Peço-te desculpa, mas de alegre este futebol tem pouco.
E, depois, o discurso para fora. É muito bonito dizer que somos o Sporting, que não temos medo, que jogamos para ganhar, etc etc, mas penso que devias ter mais ponderação nas palavras que escolhes para aproximar os adeptos. Agradecer-lhes o apoio e fazer-lhes promessas, de nada vale quando entras no ridículo de afirmar que estamos a praticar um futebol de qualidade, que estamos muito fortes ou que a sorte tem sido injusta connosco.
No fundo, Sá, e com muita pena minha, olho para ti e já te vejo como parte do problema. É verdade que não tens culpa que Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio e Domingos me tenham torrado a paciência, com futebol de merda e discursos repetitivos. É verdade que não tens culpa que as nossas direções acreditem que faz todo o sentido continuar a não apostar num treinador de créditos firmados, transformando o Sporting numa espécie de centro de formação profissional para treinadores (e, agora, de adjuntos. É olhar para aquele banco e perguntar quem é que percebe, realmente, do assunto). Mas tens culpa de, por exemplo, me fazeres lembrar a teimosia de Paulo Bento em colocar Custódio a titular, recusando-se a aceitar que Miguel Veloso não era defesa central, perdendo vários pontos à custa disso. E tens culpa de estar a utilizar um discurso que me deixa tão ou mais irritado do que o paupérrimo futebol apresentado.
Ganhar amanhã é uma obrigação, e deverá ser encarado com a maior naturalidade possível. Inaceitável, é que uma obrigação possa servir para camuflar tudo o que não tem estado bem. É por isso que, muito sinceramente, não sei o que esperar dos próximos tempos. Se gostaria que tudo se invertesse? Claro. Já te disse que isto não é pessoal. Se continuo a acreditar que podemos conquistar títulos? Claro, mas, por hora, é mais emocional do que racional. Tal como o que sinto em relação a ti enquanto treinador. Mas algo me diz que ficarás gravado na nossa história. Seja pelas conquistas, seja por não conseguires inverter a situação e provocares um rombo tão grande no nosso barco que, dificilmente, o estado das coisas voltará a ser o mesmo.
28 Ago
Gira-discos (porque o estado de alma leonino também se canta)
É precisamente assim que sinto o meu cérebro desde ontem: num chop suey…
27 Ago
Pause
Se eu escrevesse tudo o que me apetece neste momento, seria para mandar tudo e todos para o caralho. E seguir a minha vida com a gaveta verde e branca bem trancada, até me serem dadas provas de que sabe o que anda a fazer-se no meu clube. Seria apelidado de mau Sportinguista e qualquer coisa mais, mas já não sei se é pior isso ou o esforço que faço para tentar convencer-me que não estamos a dar os primeiros passos para mais uma época de frustrações.
27 Ago
O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Liga 2012-13, jornada 2
É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Rio Ave
27 Agosto 2012
20h15, Estádio José Alvalade
Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Apesar de ser segunda-feira, ainda há muito boa gente a gozar férias, emigrantes ou não, o que pode ajudar a colorir um pouco mais as bancadas. Os dois empates que assinalaram o arranque da época, bem como os preços dos bilhetes que me parecem exagerados para o adversário em causa e para o número de gameboxes vendias até agora, deixam-me sem saber com o que contar para logo à noite. 25 mil leões, arrisco eu.
A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
Derrota em casa com o Marítimo. Foi assim que começou este Rio Ave, que nunca ganhou em Alvalade e que, nas últimas seis visitas, não conseguiu marcar (apesar de só ter perdido 1-0 nos dois jogos mais recentes). Estou curioso para ver se assumem o 4-3-3 com que começaram o campeonato.
Este homem é um Mister
Nuno Espírito Santo, o homem que era para ser um enorme guarda-redes, mas nunca chegou a sê-lo, dá, agora, os primeiros passos como treinador.
Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Aos 37 anos, João Tomás continua a ser a grande referência dos vila condenses.
A vantagem de ter duas pernas!
Do meio campo para trás, o Rio Ave aposta no samba, por isso é dar-lhes um Carnaval à altura. E é de assinalar a presença de um avançado chamado Yonathan Del Valle, uma espécie de tio à moda da Venezuela.
E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Sá, depois de dois passos em falso, é obrigatório ganhar. Jogamos em casa, onde conseguiste cimentar algo que considero fundamental para atingir títulos: ganhar sempre. E, logo à noite, tenho a certeza de que criando metade das oportunidades criadas na Dinamarca conseguiremos ter uma noite à Sporting!
Vamos jogar no Totobola
Sporting – Rio Ave 1
26 Ago
Até 2018
26 Ago
Já não há palavras para isto
Ou melhor, até há, e foram proferidas pelo único dos lados que se preocupa, efectivamente, com o essencial: a modalidade. E o motivo de tais palavras explica-se depois de ter-se transformado um pequeno torneio de verão, numa batalha onde nem faltou uma patética ameaça de abandono de campo.
24 Ago
Gira-discos (porque o estado de alma leonino também se canta)
«Hey, why can’t we look the other way?»
24 Ago
Não sei o que faz menos sentido
Se querer mandar embora o Sá Pinto, se achar que o Carrillo, o único médio com golo nos pés e na cabeça numa equipa que se mata para marcar, devia era ir para o banco para aprender que não pode perder bolas e passar alguns períodos meio alheado do jogo.
24 Ago
Frustrante
Creio que é a palavra que resume o sentimento da maioria dos Sportinguistas, pelo simples facto de termos defrontado uma equipa fraca, muito fraca, e não termos sido capazes de ganhar.
Mas a verdade, e agora que já arrefeci, é que este era daqueles jogos em que o normal seria termos goleado e resolvido a eliminatória. E, tal como eu tinha pedido, entrámos com vontade de resolver, tanto que, aos 10 minutos, não seria escândalo se estivéssemos a ganhar por mais de um golo. Acontece que Wolfswinkel surgiu na versão “a falhar golos como em Coimbra”, um deles inadmissível, e contra isso não há nada a fazer.
A pergunta que fica é, como teria terminado o jogo, caso uma dessas bolas tivesse entrado? Muito provavelmente, digo eu, com uma goleada. No entanto, e como bem sabemos, o futebol não é feito de “ses” por isso, e em cinco minutos em que foi capaz de sacudir a pressão, o Horsens avisou e, depois, marcou, com a nossa defesa a ficar péssima na fotografia (primeiro é Insua que se faz mal à tentativa de desarme, depois ficam três gajos a olhar para o dinamarquês que encosta). Basicamente, sem saber ler nem escrever, o adversário ficava a ganhar, motivo mais do que suficiente para meter-se na toca. Cedric apareceu mais em jogo, Insua mandou uma bomba, Adrien teve duas boas oportunidades (que cabeceamento miserável, na primeira), Insua voltou a aparecer, agora a criar perigo de cabeça e, a fechar, Carrillo remataria para Ronnow começar a deixar a sua marca no jogo.
A segunda parte começou exactamente como a primeira. Dez minutos lá em cima, com uma monumental defesa a la Schmeichel a evitar o golo de Rojo, seguidos de cinco onde quase se borrava a pintura completamente (primeiro levamos uma bola ao poste, naquele que seria o golo da vida do dinamarquês, depois vale Patrício a fazer-nos lembrar a quem temos entregues as nossas redes). Depois, mais 25 minutos de sentido único: a baliza do Horsens. Carrillo, Wolfs, Labyad, todos tentam, até que, a 10 minutos do fim, o peruano marca, depois de brilhante passe de Labyad a pedir a velocidade e centro de Capel. Até ao apito final, mais coração do que cabeça, na procura do segundo golo.
Resumidamente, será preciso estar descontrolado para achar que não ganhámos o jogo por nada ter feito nesse sentido. Mas é normal que nos descontrolemos quando vemos tantos golos serem falhados e não vemos alternativas atacantes no banco, quando sentimos que estivemos sempre à beira de sofrer um golo nas quatro ou cinco vezes em que os simpáticos amarelos passaram do meio-campo, quando olhamos para o resultado e vemos que não fomos além de um empate contra uma equipa tão inferior, quando sentimos que, ao fim de seis meses de trabalho, Sá Pinto continua com dificuldade em encontrar uma solução a meio-campo que impeça o nosso futebol de se tornar previsível e passível de ser emperrado, por equipas que quase só se preocupam em defender.
Frustrante, diria eu.
23 Ago
Ainda a quente
Eu, fã confesso do gajo, estou capaz de mandar o Wolfswinkel para o caralho.
Obrigava os nossos jogadores, todos, a treinarem a finalização 4 horas por dia.
Espero não ouvir nenhum responsável nosso afirmar “em Alvalade basta um 0-0).
Foda-se!



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