Arquivo de Dezembro, 2012
30 Dez
De que ris tu, professor?
29 Dez
Acabou
A época desportiva do Sporting terminou esta noite. Não, não estamos em Maio de 2013. É dia 29 de Dezembro de 2012. Corridos da Taça da Liga, nada mais sobra. Ah, espera, o presidente continua a olhar para o céu e a ver a Europa a apenas seis pontos. É isso, vamos tentar o brilharete de chegarmos à Liga Europa. Mas, para isso, precisamos de estabilidade.
p.s. – o meu sincero “vai para o caralho que te foda!” a todo e qualquer Sportinguista que me disser que temos que dar tempo ao tempo e deixar tudo como está.
29 Dez
A revolução anunciada
E tanto que haveria para dizer a seu respeito. Porque isto de baralhar e dar de novo, queimando dinheiro e endividando o clube cada vez mais, em sucessivos actos de gestão patética e desorientada, não pode ficar sem responsáveis. Mas vamos ao que, hoje, mais interessa: a bola dentro das quatro linhas.
Estou curioso para ver quais são as opções que se seguem, na sequência deste início de nova vassourada. Dava jeito que Vercauteren assumisse um onze e não lhe mexesse durante, pelo menos, quatro ou cinco semanas. E dava jeito percebermos porque razão, num anunciado plano de pontenciar o que de bom fazemos na formação, André Martins não é opção.
28 Dez
Rumor de mercado
Ora aqui está outro nome que agrada a muitos cacifeiros: depois de Kleber, envolvido num hipotético negócio Izmailov, fala-se pela blogosfera que o Sporting terá chegado a acordo com o Moreirense, para trazer o gigante Ghilas para Alvalade. Confesso que não me desagrada a ideia, mesmo continuando a achar que o nosso problema deveria começar a ser resolvido a outro nível.
27 Dez
Verdade ou mais um momento Gasprom?
Diz que o Godinho Lopes anda a negociar o perdão da dívida do Sporting, tendo já conseguido que o BES «estará disponível a aceitar as pretensões de Godinho Lopes, estando em causa valores que podem ir até 40% da dívida e a eventual compensação pelo perdão. O mesmo já não acontece com o BCP e o motivo principal é o facto de Godinho Lopes ter prometido abaixar o orçamento do futebol para 35 milhões de euros no segundo ano de mandato, no entanto o líder leonino não só não baixou como o fez aumentar de 45 para 46 milhões de euros, e isso deteriorou as relações com os responsáveis do banco»
Também diz que o Vercauteren continua à espera de um adjunto. E que os investidores estão mesmo a bater à porta.
26 Dez
A estratégia ou a falta dela
Há dois exemplos simples, que, em minha opinião, expressam bem a total ausência de fio condutor na gestão do nosso futebol profissional.
Comecemos pelo centro. Rinaudo chegou, sem que se tivesse acautelado a sua indisponibilidade. Ao fim de várias experiências, Carriço revelou-se a solução mais acertada dentro do nosso plantel. Não era brilhante, mas desempenhou sempre a função com nota bem positiva, ao ponto de ser unânime, entre Sportinguistas, a ideia de que tudo poderia ter sido diferente em Bilbao caso ele não estivesse castigado. O que é que se fez? Foi-se buscar Gelson, sobre quem apenas bastará dizer o seguinte: já foi passar o Natal à Suíça. Agora, pergunto: quanto é que o internacional Gelson ganhou neste meio ano de Leão ao peito? Quanto dinheiro poderia ter sido poupado, mantendo Carriço como reserva de Rinaudo? O que é que o Sporting ganhou com esta contratação, desportiva e financeiramente?
Viremos à direita, recuando um pouco. Vendeu-se João Pereira (não me chocou nada, já o disse) e assumiu-se que não faltavam alternativas: Cédric, Arias, Pereirinha. Cédric tem apresentado inegáveis dores de crescimento, acusando a transição de uma Académica para um Sporting; Pereirinha tem passado mais tempo na enfermaria que outra coisa; Arias é aposta na B, num suposto processo de crescimento. Ora, o que se faz quando se pretende que Cédric areje a cabeça? Chama-se Dier, um central, nada mais nada menos do que aquele que me parece ter tudo para vir a ser o patrão da nossa defesa (alguém confirma as notícias de que o rapaz está em final de contrato?). Portanto, com um internacional colombiano que já mostrou ser aposta válida, adapta-se um central. E o que dizer das insistentes notícias que apontam o nome de Miguel Lopes? Eu pergunto, muito sinceramente: mas para que raio precisamos nós do Miguel Lopes?
É isto, caro Jesualdo, que eu espero que seja o seu foco. Estes disparates. Não aumentar a lista de coisas parvas e desnecessárias, dizendo que quer ganhar um Stromp como treinador.
24 Dez
Feliz Natal
Creio que o tamanho da árvore é suficiente para acolher o que o Sporting tem para oferecer-nos este ano. Mas desejo, muito sinceramente, que as árvores das vossas casas sejam infinitamente maiores e que possam estar junto a elas rodeados daquelas pessoas que nos mostram, vezes sem conta, que o futebol pode ter uma importância relativa.
23 Dez
Notas soltas entre compras de Natal
Alguém sabe dizer-me quanto é que ganha Vercauteren? Eu explico a minha pergunta. É que, se eu fosse o belga, precisaria de estar a ganhar muito bem para não mostrar o dedo do meio e voltar a casa sem bilhete de regresso. Neste momento, o gajo é adjunto do Jesualdo e será alvo de gozo por parte de incontáveis capas de jornais. Depois admiramo-nos que nos faltem ao respeito…
Alguém consegue explicar-me como é que uma pessoa tem a certeza de que, numa acto eleitoral, existiram irregularidades graves, e, ainda assim, aceita ter um cargo cujo trabalho terá que ser feito em parceria com os “irregulares”? Sim, refiro-me a Eduardo Barroso e à sua última grande conquista: uma capa de um diário desportivo quase toda só para si.
Alguém que faça chegar esta mensagem ao Fito: caro Rinaudo, concordo que trocamos demasiadas vezes de treinador, mas isso não terminará enquanto não tivermos uma direcção decente e alguém no banco com inegáveis qualidade. Ah, já agora, posso pedir-te para mandares um soco na tromba do Elias?
21 Dez
Ahm?!?
«Há quem vá à tourada e há quem toureie. E quando se toureia as faenas nem sempre saem bem. O importante é levantarmo-nos de cabeça erguida, olharmos de frente para o touro e partirmos para uma nova faena. E podem ter a certeza que sou um toureiro preparado para as novas faenas, para continuar a defender o Sporting e para juntar todos os sportinguistas», Godinho Lopes.
«Se espero ganhar o Prémio Stromp para o ano como dirigente? Não, porque não sou dirigente. Como treinador, isso talvez», Jesualdo Ferreira.
«O Rolando era um bom reforço», vários adeptos do Sporting.
Nota do editor: «ce n’est pas possible», Vercauteren.
20 Dez
Jesualdo, pois então
Esperei pela apresentação do professor Jesualdo Ferreira, para escrever o primeiro post a ele dedicado. E começo por dizer que, ao contrário de Godinho Lopes, não sou da opinião que Jesualdo chegue ao Sporting tendo à sua espera todas as condições para desenvolver o seu trabalho. O próprio Jesualdo afirmou, ontem, que «a crise do Sporting vem depressa de mais e vem a rolar. E nós temos de correr à frente». É precisamente isto: Jesualdo apanha o comboio totalmente desgovernado, com uma enorme bola de chumbo prestes a esmagá-lo.
Não sei como é que Jesualdo vai lidar com tudo isto. Nem sei como é que o Sporting vai lidar com algo que nunca teve mas que, à primeira vista, faz todo o sentido. Pensar todo o futebol em conjunto? Sim, faz todo o sentido. Assumir, de uma vez por todas, que o Sporting não tem rival em termos de formação de talentos e que é dessa excelência na formação que devemos criar a nossa base? Sim, faz todo o sentido. Não ter vergonha de assumir que somos um clube formador, procurando valorizar os mais possível os activos que saem da Academia? Sim, faz todo o sentido.
Mas, para tudo isto, são necessários dois pormenores: tempo e vitórias. Tempo, porque são raros os casos em que o sucesso se alcança num par de semanas. Vitórias, porque são elas que nos permitem ter tempo para pensar na melhor forma de fazer parar a enorme pedra. São elas que criam a almofada de confiança que permite que, os mais novos, se integrem na equipa principal sem o sentimento de estarem a ser atirados para a fogueira. E porque são elas que valorizarão os nossos jovens (é tão ridículo ver os nossos principais adversário venderem jogadores medianos por milhões de euros) e projectarão a marca Sporting.
Ora, se tempo é coisa que não temos, as vitórias são como um copo de água no deserto. E, sinceramente, temo que, assim que a pedra se aproxime ainda mais, Godinho mande o belga saltar em andamento e, com um bocadinho de peso a menos, coloque Jesualdo ao volante do desgoverno. Deixamos de ter manager, para passar a ter treinador. E se dou todo o benefício da dúvida a Jesualdo na primeira função, o que lhe vi fazer, até hoje, no banco, nunca me convenceu.
19 Dez
O Natal, a Páscoa e tudo e tudo e tudo
Godinho é Jesus. Cristo. O Jesus Cristo do Sporting. É esse o papel que ele assume numa capa que, aposto, veio daquela mente doente. Tão doente que até utiliza uma cena da Páscoa para celebrar o Natal. Celebrar. O Natal. E tanto que temos para celebrar. Tanto, que eu nem sei por onde começar. Ah, sim, o ecletismo. Dá sempre jeito em determinadas alturas, não é?
E que jeito daria que esta fosse a última ceia de Godinho enquanto presidente do Sporting e que, com ele, desaparecesse esta forma de estar e de pensar que envergonha e que magoa o meu clube. Sem direito a ressuscitações ressurreições!
p.s. - Chamaram-me, agora, atenção para um pormenor: a fruta. Só fruta. Terá sido a primeira indicação do Jesualdo, rumo às vitórias?
19 Dez
Xexé ou fã do Glasgow Rangers?
«Se o futebol acabar, acabou. Continua o Sporting. Quando surgiu no Sporting, o futebol era uma modalidade como outra qualquer, e hoje também é. As pessoas acham que o futebol é que é importante», Moniz Pereira, antes dos croquetes, na cerimónia de descerramento de uma placa comemorativa dos 50 anos do Grupo Stromp.
19 Dez
Pensamento solto
Li que, hoje, Jesualdo Ferreira já dará a sua opinião, numa reunião para começar a preparar o mercado de Janeiro. Assim sendo, e se não for pedir muito aos deuses do futebol, espero que o professor aponte a vassoura ao Elias, ao Boulahrouz e ao Gelson.
Os primeiros por já não poder olhar-lhes para a tromba, o último por se ter enganado quando escolheu o tipo de atleta que queria ser.
18 Dez
Avisem-me se for contagioso
«É verdade que repetimos a frase, mas temos de levantar a cabeça para sair desta situação o mais rápido possível», Esgaio.






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