Um Barco à Deriva

Novembro 2, 2009

“Não vou à Bola com o Bento”. Eu também já não vou à bola com o gajo. Mas ontem depois de assistir ao jogo, às declarações do homem e às declarações proferidas pelo JEB no dia anterior, pensei eu com os meus botões:

OS RATOS

O Paulo Bento não está agarrado ao lugar. As pessoas que estão acima dele é que lhe pedem encarecidamente para não abandonar o barco. Porquê? Porque pura e simplesmente não há uma única alma dentro daquele clube capaz de ter uma ideia para o futebol. Não fazem a mínima ideia como levar a bom porto esta empreitada. Estão paralisados. Sem capacidade para decidir e reagir. Porque não sabem. Não sabem vender e colocar jogadores com proveitos económicos significativos. Não sabem comprar e fortalecer competitivamente o plantel. Não têm redes de influência nas estruturas onde também se decidem campeonatos. Não têm capacidade para comunicar com os sócios e adeptos em geral. Não conseguem negociar comissões com empresários. Não conhecem o mercado nem os bastidores e as redes de agentes que colocam e trazem jogadores. Estão a imaginar o fartote que deve ser para os mafiosos que gravitam no nosso futebol negociar um jogador de um qualquer clube de merda com a Rita Figueira? É assim que está o nosso clube desde a saída do Carlos Freitas. Sem uma ideia, sem uma linha orientadora. Sem alguém que marque a pauta. Com um director Desportivo que decidiu ter uma conversa em família com o plantel há poucos dias pela primeira vez. São meros empregados de banco a aprender como tudo isto funciona. Assim se explica a razão das declarações de JEB. Desnorte total e disparos em todas as direcções. Podia ser que acertasse em alguém.

O CAPITÃO

Paulo Bento tem a sua parte de culpa. Por não ter exigido uma pessoa ao seu lado com conhecimentos de mercado e voz no balneário. Um verdadeiro líder e não um compincha de cacifo dos tempos em que depois do treino frequentavam o mesmo barbeiro e almoçavam com as mulheres e os filhos nos dias de folga. É responsável por ser limitado do ponto de vista técnico enquanto treinador. É culpado por não fazer evoluir jogadores e equipa e apresentar um futebol depressivo 4 anos depois. Em qualquer outra circunstância, despedir o terinador seria o ideal. Neste caso é uma incógnita. Estou certo que ninguém está a pensar que a solução passa por um Chico Vital, um Carlos Manuel, um Fernado Mendes. Mas no contexto em que vivemos todas as soluções são possíveis. As más, as boas, as assim assim. E é neste ponto que reside o problema. Ninguém sabe se é melhor virar à direita, à esquerda ou ir contra o muro. Por isso, ELES vão-se agarrando à única coisa autêntica que têm. O homem que dá o corpo às balas, que defende o clube, que já ganhou alguma coisa, que aprova transferências. Que come e cala! Por isso, não me surpreende ouvir os jogadores dizer que estão com o treinador até à morte. Pudera, aqueles que não são calhaus com olhos já viram bem a merda que os rodeia. Por isso, ficam debaixo das asas do Capitão de tantas guerras.

A ESPERANÇA

Só pode ser um golpe de sorte. Alguém lembrar-se de um nome qualquer que aceite herdar este pesado fardo e se torne pela personalidade e conhecimentos maior do que o cargo que ocupa. Alguém que seja treinador (bom de preferência) mas que aglutine e que aponte o caminho àquela gente. Que venha e acenda à luz. Porque ELES, coitadinhos, parecem miúdos a brincar aos clubes de futebol. Como no Football Manager, não é JEB?

Nota: O Cacifo é um espaço de opinião por pessoas que gostam e pensam o Sporting. Aqui não há amarras institucionais nem linhas de pensamento rectangulares. Cada um tem a sua própria versão do que acha ser o melhor para o clube.

 


O Machadês – Lição nº1

Outubro 27, 2009

“Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino. Podem pintá-lo de amarelo, azul ou vermelho, como quiserem. Há coisas que não mudam, são valores absolutos.”

O Manuel Machado ganhou a minha preferência na corrida ao banco do Sporting. Qual Spalletti, qual Laudrup, qual quê. O que eu quero é um Académico que se expresse nestes termos acerca de um rival.


Não Há Cu!

Setembro 29, 2009

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou hoje os castigos referentes à ultima jornada, revelando que o treinador do Sporting, Paulo Bento, será suspenso por 12 dias e obrigado a pagar uma multa de 1500 euros.

Honestamente, perdi a paciência para este tipo de atitude. Não criticar nas instâncias certas e fazer fitas de meninos mimados quando se perde é intolerável. Pensei que o silêncio do JEB e do próprio PB antes do clássico fizesse parte de uma nova estratégia de abordar os túneis obscuros do futebol português. Falar depois nos termos me que se falou é insuportável e infantil. Isto é um jogo. E para ganhar é preciso saber jogá-lo dentro e fora do campo. Estas saídas e demissóes dos orgãos com responsabilidade são incoerentes e não se reflectem depois em nada de positivo. Que eu saiba o Sporting não vai competir numa Liga Não Profissional. Por isso, meus senhores da Direcção, trabalhem mais e chorem menos. Saibam estar e falar em sede própria. Para que não se jogue a horas impróprias, para que não se nomeiem árbitros em litígio com o clube, para que não se ganhem campeonatos à pedrada. E se for preciso, que se sentem todos muito juntinhos na tribuna dos vários estádios. Que sorriam e aprendam com o Papa. E depois, que utilizem o que aprenderam para que, enquanto, fazem smile para a fotografia lhes espetem um punho inteiro pelo cu acima. A sangue frio e sem vaselina! É assim que se fazem as coisas.


Dores de Crescimento

Agosto 17, 2009

Quando se atinge um determinado nível e se almeja algo mais é necessário procurar soluções que nos façam crescer sem comprometer o que de bom ficou para trás. O Sporting das tacinhas precisava de crescer e toda agente o dizia. O Paulo Bento fez o diagnóstico e achou que tinha condições para mais. Se calhar, erradamente, pensou ele e os que mandam que tinha recursos para crescer. Se calhar, equivocadamente, considerou ele e os amigos que o próprio conseguia dar mais de si.

O Sporting da Choupana é o exemplo perfeito do que acontece a quem quer dar um passo maior do que a perna. Quando agarrou a equipa, PB conferiu-lhe maior rigor defensivo. Era essa a principal lacuna do Sproting versão Peseiro. Fez disso uma imagem de marca da equipa. Controlo do jogo. Claro que isso acabou por custar pontos em algumas situações. Essa obsessão pelo rigor acabou por fazer esquecer que para se ganhar é preciso atacar.

A par de tudo isto veio o losango. Vértice de jogo no meio e um 10 que se associava aos interiores e ao lateral ou avançado para criar superioridade nas linhas. Deixou de ser perfeito quando o efeito surpresa acabou e os adversários adivinhavam o que se ia passar. Resultado: Melhor controlo defensivo e falta de acutilância ofensiva traduzida em alguns pontos perdidos que custaram campeonatos. É o velho problema das mantas curtinhas. Não dá para tapar tudo.

E agora? O Sporting actual tenta dar o salto. Para onde? Por este andar vamos direitinhos ao abismo. Não tem ADN, desintegrou-se. É uma equipa com medo de errar e sem rumo à vista. Não sabe ao que joga. Onde defendia bem, agora mete água por todo o lado. Onde se tornava prevísivel para os adversários pelas amarras tácticas, agora é um conjunto de jogadores loucos a trocarem de posição sem sentido.

O PB tentou mudar para fazer a equipa crescer porque, finalmente, entendeu que o modelo de jogo anterior já tinha teias de aranha. Até a mulher a dias do Manuel Machado já deve ter ouvido falar no losango. Vai daí e não foi de modas. Apresenta um 4-3-3 inócuo e sem treino no primeiro jogo do campeonato.

Se queria mudar, os jogos de preparação servem para isso mesmo. Por que razão se jogou tão pouco na pré-época? Se quer experimentar este sistema por que razão, escolhe aqueles jogadores? Postiga e Liedson a trocarem de posição entre a meia-esquerda e o centro? Djaló como extremo direito? Como é possível um 4-3-3 sem extremos? O Vuk não faria melhor que Djaló na posição onde diz que mais e melhor pode render? Matias no banco? O nosso estratega. O homem que sabe pensar o jogo e, provavelmente, um dos melhores sentadinho a apreciar a serra madeirense?

Sejamos honestos. A equipa não está apetrechada para mudar como devia. Mas tem jogadores para jogar melhor. Indiscutivelmente. O Sporting pode e deve fazer mais. É preciso que o treinador saiba explorar o plantel e pare de dar tiros nos pés. Actue com bom-senso e critério. Se fizer isto, as coisas vão melhorar. E ninguém lhe poderá apontar um dedo que seja.

Para onde vamos crescer? Talvez o Paulo Bento não seja o homem ideal para conduzir essa mudança. Pela amostra parece que não sabe mais do que isto. Para já é com isto que temos que conviver. Ou nos conformamos com as taças e os segundos lugares ou mudamos para pior.


Bora jogar ao Subbuteo?

Agosto 7, 2009

Diz o jornal Record o seguinte: “a forma como Vukcevic se comportou ao longo da meia hora que esteve no terreno não terá agradado aos responsáveis, nomeadamente Paulo Bento, sobretudo pela falta de rigor tático exibido ao longo do período.

O montenegrino entrou em campo com instruções para jogar sobre o lado esquerdo do meio-campo e foi evidente alguma anarquia tática do camisola 10 que surgiu, com muita frequência, a jogar entre a zona central do meio-campo e o lado direito.”

Ora aí esta uma atitude lesa-futebol. Um comportamento egoísta que arruina a dinâmica e o bem-estar de um grupo de trabalho organizado. Uma vontade individual que se antepõe aos interesses colectivos de uma equipa que encanta pelo odor perfumado do seu futebol. Qual a razão que leva um jogador a abandonar a posição treinada no pano do “subbuteo” durante 4 anos e falada ao intervalo? A quem ocorre colocar em causa a interpretação táctica e a estretégia vencedora do treinador? A bola ainda não tinha entrado. Mas alguém duvida que se este rebelde se comportasse de acordo com as instruções não teríamos necessitado de um milagre? Como adepto, espero que a SAD actue em conformidade e aplique um castigo exemplar. Talvez umas orelhas de burro em pleno balneário fosse a solução.

Por favor, leões, esqueçam o improviso, a criatividade, a espontaneidade e até algum desespero e ânsias de sacudir um jogo onde se cumpria na perfeição há quase 180 minutos os desígnios de Paulo Bento. Isso faz mal e não se enquadra no futebol parado e amarrado às posições de um losango que faz lembrar uma mesa de matraquilhos.

P.S.- Paulinho (não o do cacifo), é por estas e por outras que eles te odeiam e vão-te fazer a cama mais cedo ou mais tarde. Para teu bem, ainda bem que os amiguinhos balcânicos do Vuk não estão mais na equipa. Livras-te que o Stojkovic apareça um dia, bêbedo, e te rache a ti e ao Barbosa ao meio outra vez, por não perceber por que razão um sapateiro está à frente de uma equipa de futebol.


“Foi você que pediu um Porto Ferreira?”

Agosto 5, 2009

Eram estas as palavras de um célebre anúncio a uma bebida alcoólica. “Foi você que pediu um estalo na cara?” era a expressão que gozava com o mesmo spot publicitário num programa do saudoso Herman José. Quando vejo o lote de possíveis adversários do Sporting para o play-off de acesso à Champions League não consigo parar de pensar nisto. Valerá a pena escolher?

Alguém se atreve a argumentar as virtudes e defeitos de qualquer equipa depois do nosso patético apuramento ? Alguém tem preferências? Para já são, Anderlecht, At. Madrid, Fiorentina, Celtic ou Timisoara?

Vai a bebida ou um estalo na cara?


Sensações

Julho 29, 2009

Sensações de pré-época. São elas que marcam o verão dos doentes da bola. A longa espera pelo pontapé de saída. O defeso, as contratações, as dispensas, os sonhos impossíveis e a esperança de uma época de sucesso.

No caso do Sporting versão 2009/2010, a sensação é agri-doce. Pegando na ideia defendida há uns dias pelo “nosso” Petinga, o Sporting é uma cantina de nouvelle cuisine com um chef taberneiro. Promete refeições de alto gabarito mas o cozinheiro não é mais do que um aprendiz de tasco. Esta é uma verdade incontornável. O Bettencourt ganhou e houve uma esperança de futuro renovado. O Paulo Bento ficou, e mesmo assim, eu acreditei que as coisas iriam ser diferentes. Sabe-se lá porquê. Mas não. É mais do mesmo. A embalagem é nova, moderna e arejada, como diria Gabriel Alves, mas o conteúdo é o mesmo de sempre. Comida requentada, é que nos servem nesta pré-época.

Sejamos realistas, com outro treinador, acredito que os jogadores voltariam aos seus lugares. As posições corrigidas, o sistema de jogo alterado e os activos devidamente rentabilizados. Mas isso não é tudo. O Sporting parte em clara desvantagem neste início de temporada. Não se reforçou como devia e não corrigiu os males que o apoquentam. A capacidade negocial e aglutinadora de Porto e Benfica nada tem a ver com a nossa. Mais e melhores jogadores para plantéis mais competitivos. Isso não é tudo mas é uma vantagem significativa. No Sporting, continuamos sem saber quem dá a cara pela parte da composição desportiva. Desconheço se são as escolhas do treinador ou se se nos impõem algo de fora. A realidade é só uma. Temos um sistema de jogo que não se enquadra no tipo de jogadores que dispõe o plantel.

Uma defesa fraca, de papel, diria. Embora esta ideia possa ser desmentida pelos números de melhor defesa da Europa, considero a linha defensiva do Sporting uma merda. Laterais péssimos. Na esquerda, Grimi não é ninguém. Caneira parece próximo do fim. André Marques é um jovem em formação. Na direita, Pedro Silva é o melhor de todos. Disfarça no ataque as carêncais defensivas. Abel é um jogador à imagem dos melhores que vi jogarem em pelados nas distritais. No meio, temos um problema político e estrutural. Ou Polga ou Carriço. Sendo que Carriço é mais novo e bandeira da formação, já era altura de assumir a venda do Brasileiro. É preciso músculo, experiência e centímetros. Numa equipa os jogadores complementam-se. Se temos um mais virtuoso, é necessário um jogador de outro recorte. Quando defendo isto, não estou a pensar num Tonel. É esse o tipo mas em bom. Um Phill Babb, um Naybet, um Mozer,  um Bruno Alves. Jogadores líderes que imponham respeito. Os campeonatos ganham-se a defender. À frente, um problema clássico. Para jogar em losango, o médio mais recuado tem que ser um jogador mais posicional. Menos todo o terreno e menos amplo nos movimentos. Um jogador do tipo Paulo Assunção ou Costinha dos melhores tempos seriam ideais. Um varredor que se desmultiplique em tarefas defensivas, cubra a área à frente da defesa e que saiba entregar a bola a quem a sabe jogá-la. Se for o losango, entenda-se. Além disso, tem que ser grande. Por que razão nunca se lembraram do Papa Diop? Um monstro do Senegal que joga no Portsmouth e que esteve a um passo de ir para o Osasuna. Os jogos também se ganham com força. Para mim, este é o problema estrutural do Sporting. E, acho que nem o Paulo Bento nem ninguém se detiveram nele. Na europa, sobretudo, isto sente-se na pele. As equipas são maiores, são mais fortes e, por isso mesmo, têm mais hipóteses de ganhar. Porque não é só força. É um complemento de tudo. Veja-se o eexemplo do Barcelona que todos acreditam ser a antítese do que digo. Um meio-campo técnico onde Xavi e Iniesta dominam a bola mas com as costas bem protegidas pelo gigante Yaya Touré. Isto, para não falar que eles próprios, apesar de pequenos, são secos e resistentes. Nada de gorduras e massas adiposas a atrapalhar como no caso de alguns dos nossos. Na defesa, Abidal é alto e Piqué um monstro pelo ar.

Do meio-campo para a frente, quase tudo mal embora os jogadores até sejam bons. Liedson resolve, Moutinho é a alma da equipa mas pode e deve ser muito melhor. Vukcevic podia ser o nosso Hulk se jogasse perto da baliza e não se desgastasse no interior de um losango em tarefas cretinas. Izmailov não precisa de provar nada. Só necessita um médico que não o transforme num Mantorras. O Caicedo não tem o golo do Liedson mas pode ser o destruidor de defesas que vai permitir os espaços que o Levezinho precisa. E o Matias Fernandez é, naturalmente, melhor que o Romagnoli. Vai trazer à equipa, entre outras coisas, golo. Estes, mais o Pereira, o Roca sem barriga, o Adrien, o Djaló, o renovado Miguel Veloso e o Postiga não envergonham ninguém neste nosso campeonato. Mas precisam de explodir. Para isso, é necessário um treinador que entenda isso e os coloque no devido lugar. `

Paulo Bento, quem não tem cão caça com gato. Se não podemos competir com equipas que têm Saviola, Cardozo e Keirrison a lutar por um lugar no onze, temos o resto. Que tal, trabalhar as bolas paradas e aumentar a altura da equipa?

O que é bonito na pré-época, é que podemos continuar a sonhar. E eu, apesar de tudo, acredito que que este rótulo de outsider que temos que assumir não nos vem nada mal. Deixem o Benfica com as capas dos jornais e o Porto à beira do penta. De facto, partimos no terceiro lugar. Mas isso se for alimentado da melhor maneira para baixar expectativas até pode ser bom. Não sei porquê, mas continuo a acreditar que esta é a época do Moutinho. A época em que ele vai provar que não é somente um bom jogador de equipa. O ano em que ele vai ser o líder e o jogador desequilibrador. É por isto que adoro ser doente. Começo a falar de uma coisa e acabo a desmentir a mesma. Viva o Sporting e as pré-épocas!


Novo Romário

Julho 22, 2009

Dizem que tem pinta de craque. Dizem que é um dos avançados com mais futuro de todo o futebol brasileiro. Dizem que faz lembrar Romário. Dizem que já foi comprado pelo Barcelona. Dizem que não tem lugar na equipa devido ao ataque estratosférico que os catalães têm neste momento. Dizem que será a referência ofensiva da equipa nos próximos anos quando aprender o bê-há-bá do futebol europeu. Dizem que o Valencia pensou nele para substituir Villa. Dizem que o Atlético Madrid pensou o mesmo se vendesse o Forlán. Agora dizem que o querem emprestar a uma equipa da zona europa para aprender a competir sem a pressão sufocante da liga espanhola. Mas também dizem que o destino dele pode ser o Porto envolvido no possível negócio do Bruno Alves.

E agora, digo eu: Se queremos um avançado, por empréstimo, por que razão não tentamos contratar o Keirrison, caralho!?


São Estes Gajos…

Abril 10, 2009

A propósito da impossível candidatura de José Maria Ricciardi, vice-presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting, fica aqui uma deliciosa história hoje contada no jornal O Jogo sobre a evangelização das crianças Sportinguistas.

“Ricciardi contou ainda um episódio que espelha o grande desejo de manter viva a chama leonina na família. No dia em que ouviu a sua filha pronunciar a palavra Benfica, recorreu à Branca de Neve para catequizar: “Ó Teresinha, você está a ver a Bruxa Má? É o Benfica!”


ESTAMOS FODIDOS

Dezembro 23, 2008

 

Estamos tão fodidos. No sábado passado ao intervalo do penoso Sporting-Académica comentava o camarada Cintra que o rosto das pessoas na bancada era o espelho perfeito do nosso momento. Realmente não posso estar mais de acordo. Assistir a um jogo do Sporting passou a ser um acto de fé. É tão absurdo como acreditar que Deus existe. É uma punição que se aceita por obrigação. Por doença. É pura irracionalidade. Em suma, é um frete.

E como chegámos nós a este estado de coisas? Para além de todas as razões já escalpelizadas, detenho-me num pormenor. Independemente das variações tácticas, do losango, do Romagnoli ser titular ou não, estamos fodidos por outro motivo.

Os jogadores não gostam do Paulo Bento. Os gajos não gramam o gajo nem com molho de tomate. E isso nota-se cada vez mais. Pelos inúmeros casos que vão crescendo como cogumelos. Pela indiferença e apatia dos jogadores. E pela falta de implicação dos pesos pesados na liderança do balneário. Como em tudo na vida a uns topa-se melhor a careca do que a outros. Há quem seja burro e assuma isso sem problemas – Vukcevic. Há quem se deixe levar pela imaturidade – Djaló e Veloso. Há quem faça jogos de merda consecutivamente rendendo a um nível bem abaixo das reais possibilidades – Caneira. E depois, há quem disfarce esse sentimento com profissionalismo – João Moutinho. Mas aposto que, por razões distintas, nenhum destes gosta a sério do treinador e está à morte com ele. Uns por que estão fartos de ser a cabeça de turco entregue em bandeja de ouro para os abutres da comunicação social, outros porque não entendem por que razão não jogam na posição deles, outros porque já não podem ouvir falar da puta do losango e das suas amarras tácticas, outros porque simplesmente não se divertem a jogar à bola, e ainda outros porque já perceberam que mesmo cumprindo tudo a tempo e horas conforme é pedido, não terão a recompensa porque não ganharão nada de relevante na carreira. O que é facto, é que o PB é “persona non grata”. E quando assim é, pouco há a fazer. É a lei do futebol. Quando os jogadores decidem queimar um treinador, nada feito.


A Vida a Preto e Branco

Dezembro 23, 2008

“Guardiola ha acabado recuperando a Henry, desde aquellas declaraciones en las que el francés manifestaba que corría más que nadie y que su mejor posición era por el centro de la delantera. En lugar de no convocarlo o, de alguna forma, castigarlo por esas manifestaciones no especialmente solidarias, el entrenador del Barça optó por hablar con él. Desde aquel momento, Henry ha jugado su mejor fútbol con el FC Barcelona, culminado en Villarreal en el que seguramente fue su mejor partido vestido de azulgrana”.

in El Mundo Deportivo.

 

 

Os princípios rigorosos pelos quais regemos a nossa conduta fazem parte de uma forma de entender a vida. São simplesmente um guia. Não vem mal nenhum ao mundo saltar a norma de vez em quando. Como se vê no exemplo acima citado, as consequências até podem ser boas.

Ouviste, Paulo?! 

 

 


Não Há Estrelas no Céu – História

Novembro 6, 2008

O Ninja deu um pontapé simbólico que entra na história. Um pontapé que coloca alguma normalidade em tempos de fúria. No fundo, o Paulo Bento maximizou a filosofia de jogo que tenta implementar desde sempre. Equipa sólida a defender e a espreitar o erro do adversário. Nesse capítulo, perfeito. Domínio territorial concedido ao adversário e falsa ilusão de controlo sem danos colaterais. Posterior sacudidela no jogo, entrada do Derlei e estocada final com um melhor posicionamento da linha avançada. Equipa mais junta e em bloco nas transições defensivas e ofensivas. E depois um russo a quebrar o gelo com uma jogada irrepetível. Até aqui tudo bem. O problema é quando tem que ser a equipa a assumir as despesas do jogo.

Podemos ganhar, e fico feliz por isso. Vibrei com o golo em Alvalade. Sim, porque eu vou ao Estádio. Sempre. E nunca assobio. Mas não me obriguem a gostar disto. Porque eu não engulo esta merda nem com batatas fritas e ovo a cavalo. Por que razão a jogada do Izmailov não aparece mais vezes durante o mesmo jogo? Todos sabemos que o homem tem condições para isso mas nós aprendemos a elogiar mais a sua capacidade defensiva do que os desequílibrios no último terço de campo. Será que não podemos, pelo menos, nos jogos do Campeonato Nacional contra adversários mais fracos assumir sem complexos a nossa superiroridade sem recuro ao chutão?

Enfim, um murro na crise e rumo aos oitavos. Não pela primeira vez, como se escreve e ouve por aí. Porque o Sporting já foi eliminado nos quartos-de-final da extinta Taça dos Campeões Europeus pelo Barcelona com um golo no último minuto. Mas sim, pela primeira vez na Champions. O que diz bastante sobre a nossa actual condição de clube da segunda divisão europeia. Isto, que deveria ser tão natural, como lavar os dentes.

Vamos aproveitar esta dinâmica de vitória. Vamos encher o estádio. Vamos apoiar a equipa e repetir mais vezes um acontecimento que deveria ser uma banalidade na história de um clube centenário. Vamos fazer das fraquezas, forças renovadas. Vamos cagar nas capas dos Jornais com o golo 5000 e os passes de letra. Vamos pedir ao Paulo para colocar essas mesmas capas no balneário e sair a comer todos os adversários que se atravessem no nosso caminho. Vamos fazer história mais vezes. Vamos ajudar o Paulo Bento que apesar de não entusiasmar quebra recordes. Vamos fazer coisas bonitas como diria Artur Jorge. Só não me peçam para gostar.   


Não Há Estrelas No Céu – Sporting

Outubro 29, 2008

 

O Sporting dos Dirigentes. O Sporting do treinador. O Sporting dos jogadores. O Sporting, sim, por tudo isto e muito mais. Mas nunca o Sporting dos adeptos. Esse NÃO.

Onde e como terminará a nossa propensão para o suicídio colectivo?

Dirigentes inoportunos? Calam quando devem, falam quando devem calar o bico?

Um Director Desportivo que sofre de timidez aguda?

Um Treinador ”Todo Poderoso” que faz a comunicação externa do clube? 

Um Treinador que arrasa um jogador numa conferência de imprensa?

Um Treinador que nos brinda semana após semana com um futebolzinho que ele considera satisfatório?

Um Treinador feudal em guerra com meio plantel?

Um Treinador casmurro que comete a façanha de retirar quase todos os jogadores da sua posição natural?

Uma Equipa dedicada a aviar charutos durante 90 minutos e bater em tudo o que mexe como forma de impedir o adversário de chegar à baliza ao mais puro estilo do melhor Boavista do Jaime Pacheco?

Jogadores representados por empresários que exigem por decreto serem eles a escolher o onze?

Jogadores que mirram em vez de crescer futebolisticamente de época para época?

A autofagia está servida, meus senhores.

 

P.S. – Podia ser o Jorge Jesus a figura da semana. Mas isso é óbvio demais. Não o disse ele mas garanto eu. Com este plantel, dava 10 pontos de avanço e o campeonato acabava na primeira volta.


Não Há Estrelas no Céu – Paulo Bento

Outubro 8, 2008

 

É a figura da semana porque no espaço de 8 dias delapidou parte do crédito que ainda lhe restava. Como o camarada Douglas disse antes do início do campeonato, o Sporting tinha que ser líder à quinta jornada. Não é. E, pior, não dá indicações que possa ser no futuro.

Isto, porque o Bento é teimoso e casmurro que nem uma mula.

E isso acontece porque:

Táctica Obtusa: Ao insistir no famigerado losango, dá alas aos adversários que o conhecem de memória. Falta o treino de um sistema alternativo. E perceber que os grandes treinadores se adaptam aos plantéis e não o contrário. A não ser os génios, claro.

Por isso, Moutinho e Roca no meio como manda a lei. Vukcevic e Izmailov nas faixas, e Liedson com o avançado que estiver melhor.

Jogadores Deprimidos: Jogar na primeira equipa deve ser motivo de orgulho e satisfação. Pelo que se vê, os jogadores poderiam trabalhar numa repartição de finanças. Sempre preocupados com os erros e as basculações.

Abordagem Equívoca: Nos jogos grandes, sempre à procura de não errar. Ironicamente, é sempre isso que acontece. O Grimi falha, o Polga faz falta, o Patrício não se posiciona.

Equipa Reactiva: O Sporting não assume o jogo. Nos jogos grandes, sobretudo, reage em função do resultado. Muda o sistema, troca jogadores. Maior exemplo, lampiões (5-3). Não acontece sempre. À entrada para a quarta temporada, lembro-me de dois grandes jogos contra rivais directos. Benfica na luz (1-3) e Porto (0-1). Exibições seguras, ideias claras e resultados bons. De lá para cá, uma série de erros e má leitura de jogos. Assim, de repente, Luz e Alvalade este ano, Luz quando o Miccoli empatou um jogo que podia dar o titulo, Alvalade contra os Lampiões no ano passado e alvalade contra o Glasgow Rangers. Sempre a jogar ao sabor do adversário.

Jogadores Estagnados: Alguém consegue jurar que o Moutinho é melhor jogador do que quando apareceu? É estranho. Tem potencial mas não evolui. Miguel Veloso, por diferentes motivos. Só Polga e Tonel parecem melhores e isso é sintomático.

Sistema Inimigo: Raul Meireles é titular da Selecção à frente de Moutinho. E com justiça. Não pela qualidade inata. Mas porque Jesualdo não inventa. Para o Bento, a principal qualidade do João é a polivalência. Não pode ser que o melhor atributo seja o principal motivo da mediania do jogador. O Moutinho tem que se fixar numa posição para evoluir como jogador. Assim, é apenas um bom jogador.

Golpes de Génio: Não tem nem nunca teve. Não consegue tirar um coelho da cartola que nos cale a todos.

Liderança Feudal: Comporta-se como Chefe de secção de uma fábrica de parafusos. Só consegue respeitar os jogadores que se comportem como verdadeiros soldados dispostos a morrer pelas suas causas. Incapaz de conciliar personalidades diferentes como o Vukcevic.

Passos Seguintes: É o que falta. Foi porreiro este período do Sporting com o Paulo. Importante, porque sem recursos, fomos ganhando umas taças sem necessidade obrigatória de uma travessia no deserto. Mas agora falta qualquer coisa. Um treinador diferente, estrangeiro, de reputação inatacável (não um Boloni). Mais na linha de um Robson, diria.

 

P.S. – Antes de choverem os impropérios, acrescento que não proponho uma revolução, nem lenços brancos. Sou sócio do Sporting com as quotas pagas há quase 20 anos. Não assobio nem nunca o fiz. Nem acho que a solução passe pela demissão do PB. Confesso que até me custa. Porque gosto daquele ar taberneiro de bairro popular que ele tem. E, pior, acho que ele poderá ser melhor treinador noutro clube. Temo que no Porto.

 

 

 

 

 

 


Não Há Estrelas no Céu! – Simon Vukcevic

Setembro 24, 2008

 

Ele estava mesmo a pedi-las. Infelizmente, o Incrível Vuk, chega aqui pela piores razões.

Confortavelmente na liderança e a uns dias de viajarmos à Luz, o Simon passou-se da marmita.

No entanto, nesta história toda há duas questões sobre as quais me detenho:

  1. A falta de habilidade que o Paulo Bento demonstra para lidar com super-egos.

Antes de começarem a chover os insultos, pensem comigo. Isto não é também o que distingue treinadores de excelência dos treinadores apenas bons? O Paulo Bento, tem um livro de estilo desenhado a régua e esquadro. Na maior parte das vezes funciona. Mas como em tudo, existem honrosas excepções. É bom que existam regras e leis num balneário. Mas, por outro lado, se o futebol fosse feito de robots, tudo isto seria uma grande seca. O comportamento do Vuk fora de campo assemelha-se um pouco ao que ele tem dentro dele. Um jogador egoísta, anárquico e um pouco louco. E não é isso que nós tanto aprecíavamos nele. As sapatadas que o gajo dava naquela mesa de matraquilhos que era o futebol do Sporting na época passada. O cabrão chegou a marcar 14 golos (em todas as competições), é preciso não esquecer isso. A atitude dele no fim do jogo contra o Belém, revela falta de maturidade, respeito e é inaceitável. Mas, para mim, é igualmente grave, o Paulo Bento não revelar argumentos para envolver estes tipo de jogadores que se recusam a comportar como meros operários. Pensem no Mourinho. Já treinou grandes estrelas e gajos com uma bolha ainda maior do que a do Vukcevic. Mas não se ouve ninguém queixar. Isso também é um dom.

2 .      A precariedade dos contratos de trabalho no futebol. 

Por muito que se diga, e apregoem o contrário por aí, é o Sporting que está nas mãos do Vukcevic e do empresário dele. Neste momento, são os clubes que se curvam perante os jogadores. Se o Vukcevic decide que se vai embora em Dezembro, acreditem que vai mesmo. Porque quando não há diálogo possível, só resta esse caminho ao clube. Ainda está para nascer a administração ou dono de um clube que obrigue um jogador a cumprir na íntegra um contrato de trabalho, recorrendo, se necessário for, a um castigo exemplar que o impeça de jogar mais na equipa.