Faltam 11 dias para o arranque da nova época e, apesar de ter sido anunciada a data de 21 de Junho, não há confirmação da realização de uma Assembleia Geral que será extremamente importante para o futuro do clube.
Percebo, perfeitamente, que não seja fácil arrumar (será melhor utilizar o termo reconstruir?) uma casa sem telhado, com algumas paredes deitadas abaixo e onde a desorganização foi tal que a cozinha foi para ao wc da suite. Mas ao deparar-me com notícias como aquela que dá conta da saída dos andebolistas Nuno Silva e João Pinto (que poderão ser seguidos por Hugo Figueira e Fábio Magalhães, por exemplo), também sinto que não há mais margem para adiarmos a dita AG.
Precisamos de saber quais as condicionantes resultantes da reestruturação financeira, acordada com a banca. Precisamos de saber o que são os tão falados cortes. Precisamos de saber o que vão afectar os tão falados cortes. Precisamos de saber o que sobra para as modalidades, face ao peso do futebol. Precisamos de saber, mesmo que de forma superficial (a auditoria deverá demorar mais algum tempo a estar pronta), o estado em que deixaram o nosso Sporting e que sacrifícios serão necessários para minimizar os danos. Precisamos de saber, de forma clara, com o que contamos.
Arquivos para a Categoria ‘E o Sporting é o nosso grande amor’
19 Jun
A importância da Assembleia Geral
18 Jun
Enormes!
A 18 de Junho de 1977, ano em que eu nasci, estes Leões conquistavam a primeira Taça dos Campeões Europeus, tanto para o Sporting como para Portugal.
Treinada por Torcato Ferreira, esta equipa maravilha contava com nomes como António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, António Livramento e Vítor Carvalho (Chana), tendo Jorge Costa, José Garrido, Carlos Alberto e Carmelino como uma segunda linha à altura do quinteto titular.
(a foto foi sacada do Armazém Leonino)
p.s. – se houver por aí quem os tenha visto jogar juntos, que nos ofereça memórias!
18 Jun
Revista de imprensa
Diz que a fumarada que, diariamente, se sente na redacção do Correio da Manhã, saiu pela janela e encontrou poiso na sua congénere do jornal A Bola.
Face a uma capa tão nojenta (mas esperada há, pelo menos, uma semana), eu gostava que a direcção do Sporting emitisse um comunicado onde dissesse qualquer coisa como «É natural que, face à qualidade do jogador em questão, sejam muitos os clubes que sonham poder contar com ele. Mas, como todos bem sabemos, os sonhos têm um preço e, neste caso, se o sonho partir de clubes nacionais, nem há margem para uma atençãozinha: são 40 milhões».
Entretanto, e porque à fumarada se devem ter juntado flatulências vindas do norte, o mesmo jornal ainda nos dá uma cereja. Cristalizada, porque as do Fundão são a sério. «At de Madrid deve avançar para Capel». É o jornalismo do deve. Eu acho que há muitos jornalistas que devem ter vergonha de trabalhar em jornais com tal linha editorial. E que só o fazem porque precisam de colocar o pão na mesa.
O Zahavi está à rasca. Meteu-se com o Bruno, o Bruno chamou o Cátio e o Cátio chamou o Bebiano.
O Coentrão diz que abandona o futebol, se não o deixarem voltar ao Benfica.
Se o Labyad baixar o salário, compro uma camisola com o nome do puto.
O Jeffren diz que esforçou demais o físico, na temporada passada, mas diz que está pronto para rebentar (com a nossa paciência) porque passou a utilizar óleo de argania (ou de argan) nas massagens. Foda-se, que desta nem o Cacifo de Ideias se lembrou.
16 Jun
Brunch
«Não podemos ter jogadores, sejam eles quais forem, primeiro, que não tenham vontade de estar no Sporting; segundo, que não percebam que o Sporting aposta e investe neles há muitos anos. Os jogadores devem sentir honra, lealdade e tratar o clube com respeito. Todos os que agirem desta forma vão continuar de certeza absoluta», Bruno de Carvalho.
«Não há nenhum jogador do Sporting cuja saída seja inevitável. Sei que há muitos clubes em Portugal, Europa e Mundo que estão com a impressão de que o Sporting tem que fazer alguma venda. Não é verdade, o Sporting irá fazer as vendas que achar que deve fazer. Não vale a pena os clubes virem apresentar propostas irrisórias porque nós no Sporting não iremos vender. Não recusei ainda nenhuma proposta para a transferência de Rui Patrício, mas o Sporting não vai vender a saldo. Se for preciso não sairá ninguém», idem (tirando aqueles que estão com um pé fora e que apenas estão ligados a nós pelos milhões que ganham, certo?)
Se o Barcelona quiser o Patrício, desembolsem 15 milhões, convençam o Bojan a vir, a título definitivo, para o Sporting e emprestem-nos o Deulofeu por dois anos, com os salários a serem pagos via Catalunha. (num mundo perfeito, ela o David Villa quem vinha).
Afonso Alves no Sporting? Se tivesse a certeza que era possível voltar a meter óleo naquela que já foi uma máquina de fazer golos… Já que falamos de avançados, aquele Nenê, que passou e se fartou de marcar, pelo Nacional, não poderia ser o avançado experiente que precisamos (até marca livres)?
Não é chinês, mas é japonês. No mundo dos ricos, o Keisure Honda, que termina contrato em Dezembro com o CSKA, seria o nosso Tsubasa. E nós venderíamos milhões de camisolas e as transmissões dos jogos para o país do sushi.
O filho do Jesualdo, DJ Eddie Ferrer, lançou um disco. Diz que a comissão da ida do Joãozinho para Braga deu uma valente ajuda. (ai isto não era para dizer? Peço desculpa…)
Paciência para o filho do Domingos, que não vai ao mundial. Avança um Cavaleiro encarnado, porque o importante é o Betinho, rei dos goleadores nas camadas jovens, continuar de fora (diz que quiseram levar o Nélson Oliveira, mas o tamanho das orelhas denunciou-lhe a idade)
«Gostaria muito de jogar no Sporting. O clube é a minha cara, é uma ambição jogar no Sporting [...] Aposta nos jovens, valoriza-os, tem um futebol atrativo que se adequa às minhas características e é um clube com muito para crescer. Faz-me lembrar um pouco o futebol que se joga em Inglaterra», Bebé. Eu também não me importava de ver-te em Alvalade.
Espero que o relator e os comentadores de serviço da RTP, levem um pacote de toalhitas para o segundo jogo da final de futsal, não vá o Benfica marcar um golo e eles voltarem a sair do pavilhão com uma marca de ejaculação precoce nas calças.
3 Jun
A confirmar-se, é uma alegria redobrada
Corre pelo universo virtual uma camisola que, diz-se, será a do Sporting para a época 13/14. Para além de muito bonita (lá está, não é preciso inventar), a camisola seria, ainda, uma forma de assinalar os 50 anos sobre a conquista da Taça das Taças.
Ora, permitam-me confidenciar-vos o seguinte: se for verdade, será uma alegria redobrada. Para mim e para vocês. No dia em que tive oportunidade de, junto da direcção, dar conhecimento do Cacifo de Ideias (mais uma semaninha, deve estar pronto), houve uma que ficou, logo, em cima da mesa: a da criação de uma camisola comemorativa dessa conquista. «Eu sei é que é capaz de ser muito em cima, que, provavelmente, as camisolas para a próxima época estão definidas, mas não tem que ser a “oficial”. Não podemos é deixar passar a oportunidade de ter uma camisola que recupere o equipamento usado nessa época», argumentei. A resposta foi «vou tentar ver se isto é possível, ainda hoje».
Espero (esperamos) que tenha sido e que possamos vestir uma verde e branca especial, sem publicidade.
3 Jun
Diz que é uma espécie de Travian

A frase, “twitada” pelo deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, tem cerca de dez dias, mas eu diria que se arrasta no tempo. Ou, se preferirem, que é um bom exemplo do que está na génese dos dois vergonhosos episódios a que pudemos assistir, este fim-de-semana (pena os tomates não terem aço suficiente para levar a falta de comparência até ao fim). Aceito que, por esta altura, estejam a vociferar qualquer coisa do género: «foda-se, Cherba, mas o que é que nós temos a ver com a guerra entre estes dois clubes de merda?!?». Tudo, infelizmente.
A escalada de violência nos jogos entre porto e benfica, independentemente da modalidade ou do escalão de formação que disputada o desafio, é uma realidade incontornável. E, parece-me, essa realidade resulta de um desejo comum, dominar. O problema é que, para torná-lo real estabeleceu-se uma regra: não há regras. É um vale tudo, entre actos e palavras, que começa nos dirigentes e termina nos adeptos e que conta com a contribuição da nossa comunicação social, sempre pronta a fazer manchete ou notícia de abertura qualquer barrote que ajude a alimentar a fogueira. Sobre ela, um enorme caldeirão onde vai sendo cozinhada a vontade de transformar o desporto nacional numa dicotomia assente numa guerra entre o norte e o sul. A infeliz twitada do Amorim, mais não fez do que, pela enésima vez, transmitir esse espírito pequeno.
E nós? Nós surgimos com o ingrediente que não deixa apurar a receita. Pior, agora, que parecemos querer cortar, drasticamente (e finalmente), com o nosso papel de capachos a que um rol de dirigentes sem espinha dorsal votou uma instituição com mais de um século de história (a propósito, não deixa de ser curioso que os outros intervenientes sintam necessidade de mentir na data da sua fundação). Quanto mais fortes estivermos, mais complicado será alimentar esta guerrilha. Quanto mais alto rugirmos, mas baixo soarão as alarvidades proferidas por azuis e vermelhos. A verdade é que, goste-se ou não, o desporto nacional, o mesmo que bebe do nosso ecletismo e da nossa capacidade formadora há décadas, precisa de fortes pinceladas a verde e branco. A verdade é que, entre a força provinciana dos Teutões e a grandeza periclitante dos Romanos, há uma aldeia gaulesa de Leões que se apresenta como último baluarte da resistência de algo que nos apaixona: a competição em busca da glória; assente não em estratégias inquinadas, antes em esforço, dedicação e devoção!
30 Mai
É uma chatice estes gajos quererem cumprir promessas eleitorais
«[...] Estamos, também, a ultimar a auditoria de gestão. Ela já está definida nos seus termos gerais, mas, nos últimos dias, temos vindo a afinar pormenores dessa auditoria que vai abranger os últimos vinte anos da actividade do clube, incluindo todos os mandatos passados e incluindo os aspectos mais nevrálgicos da gestão dos últimos anos, tais como património, aprovisionamento, fornecimento e contratações», Bacelar Gouveia, Presidente do Conselho Fiscal, em entrevista à Rádio Renascença.
30 Mai
Gosto de acordar assim!
17 Mai
Atenção, Sportinguistas espalhados pelo mundo
Lembram-se deste post? Pois bem, então aqui vai a continuidade.
A partir da próxima semana arranca a rubrica «o mundo a verde e branco». E o que é isso? É um desafio, a todos os que estão longe, para que, via e-mail, nos contem como se vive e sente o Sporting a kms de distância. Para que nos contem, afinal, como é estar afastado de um grande amor!
15 Mai
Esforço, dedicação, devoção…
… e um arrepio na espinha. Está aqui tudo, em menos de dois minutos. É neste sentimento que acredito. É este sentimento que queria que os nossos jogadores levassem consigo, de todas as vezes que sobem ao relvado. E o final… não podia ser mais à Cacifo.
14 Mai
As lágrimas não sabem todas ao mesmo
14 de Maio de 2000. Domingo. Tarde de sol.
Mal almocei, tal a ansiedade. O estômago era uma bola, o corpo estava ali, em casa da minha mãe, mas tudo o resto voava para 350 kms de distância, onde uns vergonhosos preços de bilhetes me impediram de acompanhar o Sporting naquele que era o jogo do tudo ou nada. Em Vidal Pinheiro, estávamos a 90 minutos do tão desejado título.
A primeira parte foi morna, sem golos. Em Barcelos, o Porto ia perdendo com o Gil, o que nos dava o campeonato, mas eu não conseguia festejar. Sentado no sofá, com a garganta seca, precisava que algo me libertasse daquela prisão de nervos. E veio o livre do André, festejado com uma cadeira de baloiço entortada, num abraço ao meu irmão. Depois o golo de Ayew. E o de Duscher, o meu jogador preferido da altura. «Já está», disse baixinho. E fui repetindo a frase, incapaz de controlar o que sentia, enquanto as lágrimas me corriam pelo rosto.
Volto a abraçar o meu irmão, perante o olhar sorridente da minha mãe e da minha avó. Já não quero ver mais nada. Já não preciso de ver mais nada. Para ser sincero, já pouco via com os olhos naquele estado. Dirijo-me ao quarto, para ir vestir a minha verde e branca, aproveitando para ligar ao meu pai. O «granda vitória!», vindo do outro lado, é suficiente para voltar a deixar de conseguir falar. Segue-se o telefonema de dois amigos, benfiquistas, felizes pelo “lagarto mais fanático e faccioso que conhecemos” (Rui, Fernando, vocês foram enormes).
Tenho que sair dali, tenho que ir para a rua, tenho que gritar o que sinto ao mundo. E saí, rumo a Lisboa, empunhando a bandeira de dois por dois que, há anos, esperava por este momento. Atravesso as portagens a castigar a buzina do carro, enquanto o meu irmão, que me seguiu nesta inexplicável paixão verde e branca, escapa pelo tejadilho de abrir para desfraldar a bandeira. Em carros vizinhos, tantos e tantos rostos desconhecidos, unidos por uma mesma alegria. Em Alvalade, o abraço a amigos chegados. E a desconhecidos. Milhares e milhares de Leões que, nesse dia, rugindo de norte a sul, descobriram que as lágrimas não sabem todas ao mesmo!
14 Mai
Atravessar a 10-A à procura do Sporting dos meus sonhos
Sento-me, encostado a uma imaginária Porta 10-A. A mesma por onde tantas vezes espreitei, da qual tantas vezes vi sair os craques que queria imitar, aquela por onde, com o coração demasiado acelerado, entrei para equipar-me, antes de prestar provas num demasiado lotado treino de captação. 10-A, uma espécie de equação que acompanhou o enraizar dos meus sonhos verde e brancos.
Nesses sonhos, que ainda hoje são válidos, desde cedo imaginei um Sporting conquistador, capaz de bater o pé a qualquer adversário e capaz de conquistar o mundo com uma equipa formada a partir das escolas leoninas. Talvez fosse a minha vontade de jogar de Leão ao peito, talvez fosse a noção de que esse lado formador está-nos no sangue. Quando Figo se juntou a Balakov, acreditei que isso era possível. Havia craques, havia putos formados em Alvalade, havia gente experiente. Era uma equipa de sonho, que se desfez conquistado, apenas, uma Taça de Portugal. Lá por fora, outro exemplo de aposta na formação, o Ajax, vencia a Liga dos Campeões com os putos Kluivert, Davids, Seedorf, Kanu, Overmars, com o incontornável Rijkaard, com um amigo do nosso Amunike chamado Finidi e com um craque finlandês chamado Litmanen. E o meu sonho alimentava-se desse momento.
Veio o inesquecível título, na viragem do milénio, a que se seguiu nova conquista do campeonato, dois anos volvidos. Em três anos, passaram por Alvalade craques para todos os gostos. Apareceram Quaresma e Hugo Viana. Mas não se aproveitou aquele que podia (e devia) ter sido o momento, incluindo o aparecimento de Cristiano Ronaldo. Mais dois anos de espera, e eis que se reúnem João Moutinho, Hugo Viana, Custódio, Carlos Martins, amparados por jogadores como Pedro Barbosa e Rui Jorge, potenciados pela presença de Liedson ou da versão original de Rochemback. O sonho estava ali, à distância de dois jogos. Perdeu-se tudo. Menos o sonho.
Aos putos juntaram-se outros putos. Nani, Miguel Garcia, André Marques, Pereirinha, Djaló e até um tal de David Caiado. Rui Patrício, claro. Estivemos novamente perto, muito perto, de celebrar a aposta na formação, algo que foi impedido fora de campo. Esta era, igualmente, a altura em que os putos já só contavam com dois ou três colegas mais experientes para os ajudarem a levar a equipa às costas. Apertava-se o cinto e o pouco dinheiro disponível era gasto em Ronnys e Farneruds. Tornou-se moda, infelizmente, com os sintomas a mostrarem-se inapelavelmente agravados com a contratação de Pongolle e a oferta, em bandeja, de Moutinho ao fcp.
Com o Leão ligado às máquinas, avançou-se para eleições e, no seguimento das mesmas, inverteu-se o rumo. Voltaram as contratações milionárias, mesmo que o dinheiro prometido para as mesmas mais não fosse que o agigantar do nosso passivo. Patrício, Carriço, André Santos e Pereirinha representavam o Made in Sporting por entre uma legião de estrangeiros da qual se terão aproveitado três ou quatro. O sonho torna-se pesadelo e, em desespero de causa, deita-se mão… à formação. Primeiro André Martins, depois os regressados Adrien e Cédric, seguindo-se Ilori, Eric Dier, Bruma, Zezinho, com Esgaio, Betinho, Fokobo e João Mário prontos para qualquer eventualidade.
É com eles que temos que contar, num dos momentos mais complicados da nossa história. Mas, também, num dos mais importantes. Talvez tivesse que ser assim, desta forma dorida. Talvez se tivesse que pintar a negro, algumas páginas de uma magnífica história. A grande questão que se coloca é saber se nós, Sportinguistas, estaremos preparados para o que aí vem?
Se estaremos preparados para provar que a ideia de “seguir o modelo do Dortmund”, é algo mais do que um devaneio quixoteano. Se estaremos preparados para repudiar, de uma vez por todas, o encher de bolsos a comissionistas de serviço. Se estaremos preparados para tectos salariais aos quais, ao que parece, até filhos da casa com meia dúzia de jogos na equipa principal torcem o nariz. Se estaremos preparados para cerrar os dentes, sabendo que continuamos a lutar por um Sporting que quase nos conseguiram roubar. E que voltaram a tentar roubar, poucos dias após as eleições, numas negociações que estiveram quase a tornar-se numa conferência de imprensa histórica. Se estaremos preparados para aceitar que a travessia do deserto ainda poderá levar mais dois, três, quatro anos. Se estaremos preparados para dar tempo aos nossos putos e às suas dores de crescimento. Se estaremos preparados para mostrar que, efectivamente, ser do Sporting vai muito além da conquista de títulos.
Levanto-me e ajeito a camisola que nunca dispo, verde e branca, com um Leão sobre o coração. Volto a olhar para a 10-A imaginária, onde cabem os meus sonhos, que parecem tão distantes, e tremendos desafios. Está aberta e, ao espreitar, vejo um longo corredor mal iluminado. O coração volta a bater demasiado depressa, como há vinte anos. Mas, no meu pensamento, paira uma única certeza: «Se estava disposto a começar do zero, para não te entregar, mais disposto estou a lutar a teu lado, meu Sporting!»






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