A equipa B terminou o campeonato em 4º lugar, o que me leva a perguntar “até onde teriam chegado” caso essa mesma equipa não se visse forçada a prescindir de jogadores como Dier, Ilori, Bruma e, por vezes, Fokobo ou Esgaio? E, com esta dúvida na mente, sou assaltado por outra pergunta: tendo em conta a resposta dada pelos que foram promovidos à equipa principal, bem como a que foram dando os restantes (João Mário, por exemplo, é apontado pelos treinadores da segunda liga como um dos melhores jogadores da prova e uma das maiores surpresas), isso significa que o nível da nossa formação seria suficiente para montar uma equipa que lutasse pelo meio da tabela, numa primeira Liga? Sinceramente, estou em crer que sim.
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9 Mai
Organigrama
Há coisa de uma semana, o Record anunciava algumas mexidas na estrutura, nomeadamente ao nível da formação e da equipa B. Tendo em conta a fonte teremos sempre que ver para crer, mas pareceu-me, já nessa altura, um bom tópico de debate.
Vejamos o que nos era apresentado: para além da incógnita Jesualdo Ferreira, como treinador principal, Inácio surgia como director de futebol. Depois, Virgílio como director da Academia, trabalhando directamente com Bento Valente, que regressaria para coordenador técnico da formação. Entretanto, Abel substituiria Dominguez como treinador da Equipa B, deixando os júniores a cargo de Lima.
As mexidas merecem algumas notas:
- Lima já foi campeão e nunca se percebeu muito bem a sua saída do comando dos júniores. Mas há quem garanta que o rapaz não tem propriamente jeito para treinar;
- Abel tem mostrado trabalho enquanto treinador dos júniores e, confesso, sempre me pareceu um profissional empenhado e pouco chupista. Para além de não ser propriamente um barronco qualquer. O salto para a B acaba por revelar-se natural, principalmente se tivermos em conta que Dominguez (a quem torci o nariz, mas a quem sou capaz de reconhecer trabalho) chegou no pacote dos amigos do Sá Pinto e deve ter um daqueles ordenados que tornam o Sporting num paraíso;
- Mas o mais curioso é o suposto regresso de Bento Valente, o homem que, depois de quase década e meia de ligação ao Sporting, saiu partindo a louça todanuma polémica entrevista. Por exemplo, apontava o dedo a Bettencourt dizendo que não vez nada em prol da formação; questionava a presença de elementos ligados a outros clubes enquanto funcionários da formação; e deixava um grito de alerta em relação ao que ia sendo feito na Academia. Um grito que, parece-me, devia ser levado em linha de conta e que, só por si, justificaria este regresso. Acontece que nessa mesma entrevista (quem quiser lê-la, pois devia ser lida por todos os Sportinguistas, pode clicar aqui), Bento Valente também afirma que, ao contrário da ideia que se passa, não é Aurélio Pereira quem descobre os maiores talentos que chegam à Academia. E, que eu saiba, Aurélio Pereira continua por lá e é para manter. Gerir a convivência entre eles, é capaz de não ser simples.
p.s. – a entrevista mostra, também, que o bolo onde Godinho Lopes colocou a cereja começou a ser amassado há bastante tempo. Basta olhar para a seguinte pergunta e resposta.
Como se sente o Sr ao trabalhar para formar jogadores como o Tobias Figueiredo e Eric Dier apenas para de um momento para o outro os ver com apenas 16 anos serem alienados pela SAD para fundos de jogadores estrangeiros?
Já foram!!! Sinto-me mal como deve compreender, isto é estar a hipotecar o futuro do Sporting. São 2 jovens muito promissores e eu tenho expectativas que eles possam um dia vir a fazer parte da equipa principal do clube, portanto é com bastante desagrado que fico a saber que provavelmente venderam 50% dos seus passes por tuta e meia.
2 Mai
Já se tinha percebido pelas conferências de imprensa
«Por mim, acho que ele já devia parar, agora ele não, sente-se com vida, força e vontade para continuar a abraçar desafios e sempre desafios difíceis e complicados, que acho que é o que ele gosta mesmo [...] Os meninos do Sporting são de ouro! Ele sente-se bem, é uma área que ele gosta (a formação), de facto, e que o realiza», Zulmira Ferreira in O Jogo.
19 Abr
Continuem chamando-lhe assim, Bebé
Em entrevista ao MaisFutebol, o avançado do Rio Ave tem duas respostas ou três respostas que deveriam ser ouvidas por muitos dos putos que crescem na nossa Academia.
O que lhe correu mal no Manchester United? Já refletiu sobre isso?
«Os meus colegas mais experientes diziam que eu facilitava nos treinos. É verdade. Pensava: estou aqui, ganho bem, não tenho de me esforçar todos os dias. A culpa foi só minha. Brincava demasiado. Quando tentei ir pelo caminho certo já era tarde. Se pudesse voltar atrás, mudava muita coisa no meu comportamento. Levava o ManUtd na brincadeira e todos os outros levavam tudo muito a sério. Davam-me na cabeça e ficavam tristes comigo, com razão».
[...] Jogar num dos grandes portugueses é um cenário que lhe agrada?
«Gostava de jogar no Sporting, identifico-me com o clube».
14 Abr
Good vibes
Confirmação da liderança, no futsal (e campeões em infantis); importantes vitórias no andebol, frente ao águas santas, e no nacional de júniores, em Braga (segue-se visita ao seixal, que pode resolver o campeonato).
9 Abr
Quando se fala em acrescentar experiência

Vem-me à cabeça, várias vezes, o nome deste rapaz. Aos 30 anos, em final de contrato, Hugo Viana parece-me uma contratação mais do acertada. Sim, é verdade que temos vários médios (André Martins, Schaars, Adrien, Zezinho, João Mário, até o adaptado Dier ou o por vezes adaptado Labyad), mas este é um regresso capaz de reunir em si várias premissas interessantes: experiência, qualidade, personalidade e respeito pelo Sporting. Se eu mandasse alguma coisa, já estaria a tentar contratá-lo.
1 Mar
Eu acho que falta aqui o André Martins
Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck;
Defesas: Joãozinho, Cédric Soares, Rojo, Tiago Ilori, Eric Dier, Miguel Lopes;
Médios: Rinaudo, Adrien, Zezinho, Fabrice Fokobo, Esgaio, Capel, Carrillo, Labyad e Bruma;
Avançados: Ricky van Wolfswinkel e Gael Etock.
25 Fev
Vitamina B – O professor
Sinto-me completamente descomprometido, para falar de Jesualdo Ferreira. Nunca fez parte do meu leque de treinadores de eleição, tanto em termos técnicos, como em termos de personalidade. E se esta segunda vertente começa a suavizar-se bastante mais com as suas últimas conferências de imprensa, confesso que continuo com bastantes dúvidas no que toca às suas capacidades técnicas. É mau? Não, não é. Mas também me parece que não será um treinador de topo.
A questão é, agora, saber se será ele o nome certo para conduzir os putos. Por aquilo que me parece, o balneário está com ele, e isso é algo muito importante. E o próprio Jesualdo já deu o mote: será necessário contratar três ou quatro jogadores de alto calibre, que sustentem o crescimento dos mais novos; não pedir aos mais novos que carreguem sobre os ombros toda a responsabilidade. No fundo, Jesualdo quer ovos, até porque sabe que foi com ovos como Lucho, Lisandro, Quaresma, Bosingwa, Hulk ou Falcão que fez as melhores omeletes da sua vida (tal como nós sabemos que foi com Schmeichel, André Cruz, Duscher, Pedro Barbosa, Acosta, João Pinto, Jardel, Rui Jorge ou Babb que Inácio e Boloni deram ares de chef)
Posto isto, creio que posso resumir a minha posição da seguinte forma: não sei se valerá a pena estar a “deitar fora” o trabalho que Jesualdo já começou e continuará a fazer até ao final da época, para trazer um Leonardo Jardim ou, bem pior, inventar um novo Mourinho indo buscar um Marco Silva ou um Paulo Fonseca. Mas desconfio que viraremos mais uma página da nossa história sem atacar aquela que, para mim, seria a solução: contratar um Van Gaal, um gajo capaz de ser superior a todas as tricas que dão ritmo ao nosso futebol, um gajo capaz de, efectivamente, ensinar futebol a jogadores de todas as idades, um gajo capaz de dar verdadeiros banhos tácticos (e não de levar, como nos tem acontecido) e de reduzir à sua mediania a maioria dos treinadores que por cá trabalha.
Um treinador bom custa dinheiro. Mais, exige bons jogadores. E, tendo em conta o estado das nossas finanças, até tem dado bastante jeito o desfile de treinadores que trabalham não com o que querem, mas com o que lhes dão.
21 Fev
Vitamina B – os protagonistas
Nota de abertura: este post dá continuidade a este.
Bruma: Tem ginga, tem técnica, tem pinta de pequeno Amunike. Tem, ainda, todo um caminho à sua frente, mas nota-se que o essencial está lá: a alma e o prazer de jogar à bola. A bola que insiste em procurar, que quer que seja sempre sua, que não lhe queima os pés. A troca da mesma, com Carrillo (alguém o transforma no melhor jogador do campeonato, sff?), da qual resulta o primeiro golo, é deliciosa e é imagem de marca da nossa formação. Um extremo que marca golos, mas, ainda, um menino entre o futebol de rua e as exigências do cabrão futebol negócio.
Dier: sou suspeito para falar de Eric Dier, pelo simples facto de, desde há uns dois ou três anos, acreditar que ele será o futuro patrão da nossa defesa. O jogo de Barcelos reforçou essa ideia. A maturidade que apresenta, sabendo dosear a impetuosidade e a tranquilidade (ou, se preferirem, sabendo alternar a porrada bem dada e o “cortar com style”), são um óptimo sinal. A pinta de homem de aço, que não treme, é outro bom sinal. Tal como a vontade e capacidade para sair com a bola jogável. A mais valia no que toca a jogo aéreo é, apenas, mais um pormenor, que me faz dizer o seguinte: encontre-se um novo André Cruz e deixe-se o puto jogar.
Ilori: o puto Tiago deve ter crescido a ver vídeos do Beckenbauer. E não pude deixar de sorrir, com nostalgia, ao vê-lo tentar passara a mensagem de que um drible é um drible, em qualquer ponta do campo. Era o que eu fazia, nos anos em que joguei a líbero (que saudades de ver verdadeiros líderes de defesa), e em que levava os treinadores ao desespero quando não despachava a bola para a bancada. Ilori pensa da mesma forma: tentar sair a jogar até ao limite do possível, revelando um excesso de calma que enerva muito boa gente. Como se, por momentos, deixasse de ouvir e de ver quem o rodeia e, num super slow motion, exigisse a perfeição. Custou-lhe caro, é verdade, e será dos principais trabalhos que o seu treinador terá em mãos. Isso e potenciar o seu jogo de cabeça e a sua surpreendente velocidade.
Zezinho: impressionante, repeti eu, mentalmente, enquanto o via jogar. Num contexto “sousacintriano”, diria que estamos perante uma mistura do “estica-encolhe” a la Douglas, da estética do Emerson e de uns movimentos a la Paulo Sousa. Basicamente, foi o melhor em campo. Passe, corta, passe corta, passe, corta. Simples, tão simples, como o futebol deve ser: se dás, tens que estar pronto a receber. A equipa precisa desse movimento, desse criar de espaços, desse procurar de espaços. Desta tentativa de jogar ao primeiro toque. Desta agitação. Precisa de perceber melhor a forma de reposicionar-se nas recuperações defensivas mas, para mim, está ali um craque.
Actores secundários: Patrício, sempre. Rinaudo, a alma maior desta equipa, um leão que, depois de lesões e estranhas passagens pelo banco (Gelson?!?) caminha para o melhor Fito; Capel, decisivo, pelo golo, e merecedor de novo aplauso por mais uma demonstração de enorme profissionalismo.
p.s. – ESTE POST FALA SOBRE FUTEBOL. QUEM QUISER CONVERSAR (OU DESCONVERSAR), TEM OUTRAS CAIXAS DE COMENTÁRIOS..







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