Faltam 11 dias para o arranque da nova época e, apesar de ter sido anunciada a data de 21 de Junho, não há confirmação da realização de uma Assembleia Geral que será extremamente importante para o futuro do clube.
Percebo, perfeitamente, que não seja fácil arrumar (será melhor utilizar o termo reconstruir?) uma casa sem telhado, com algumas paredes deitadas abaixo e onde a desorganização foi tal que a cozinha foi para ao wc da suite. Mas ao deparar-me com notícias como aquela que dá conta da saída dos andebolistas Nuno Silva e João Pinto (que poderão ser seguidos por Hugo Figueira e Fábio Magalhães, por exemplo), também sinto que não há mais margem para adiarmos a dita AG.
Precisamos de saber quais as condicionantes resultantes da reestruturação financeira, acordada com a banca. Precisamos de saber o que são os tão falados cortes. Precisamos de saber o que vão afectar os tão falados cortes. Precisamos de saber o que sobra para as modalidades, face ao peso do futebol. Precisamos de saber, mesmo que de forma superficial (a auditoria deverá demorar mais algum tempo a estar pronta), o estado em que deixaram o nosso Sporting e que sacrifícios serão necessários para minimizar os danos. Precisamos de saber, de forma clara, com o que contamos.
Arquivos para a Categoria ‘História do Sporting’
19 Jun
A importância da Assembleia Geral
18 Jun
Captações
Os dois posts anteriores aumentaram uma vontade que não é nova: depois do hoje escreves tu e do o mundo a verde e branco, abre-se espaço para aquelas memórias que só alguns presenciaram ao vivo. Quero que nos falem do Peyroteu, do Travassos, do Albano, do Yazalde, do Joaquim Agostinho, do primeiro jogo com iluminação artificial no velhinho Alvalade, do Carlos Lopes e do Mamede, do Livramento, da sede histórica na Rua do Passadiço, do Azevedo, do Armando Marques… de tudo o que se lembrarem e que faça parte da história do Sporting que alimenta a nossa paixão. Podem começar a enviar os vossos posts, via e-mail (ocacifodopaulinho@gmail.com), colocando “memórias” no título (é provisório, ainda não decidi como se chamará a rubrica).
Entretanto, e já que estamos no defeso, estão abertas as captações para encontrarmos novos craques para o Cacifo.
E do que é que estou à procura? De uma pessoa que seja seguidor da equipa B; de uma pessoa que seja seguidor das camadas jovens; de um fanático por futsal; de um fã de andebol; de um especialista em hóquei; de um Moniz Pereira em potência e de adepto de rugby.
Para se candidatarem a, semanalmente, assinarem um post, basta enviarem um e-mail referindo a área escolhida e lançando-me um texto, sumarento, sobre o tema em questão.
As captações começam agora e terminam dia 30 de Junho.
18 Jun
Por falar em enormes
18 de Junho, mas de 1997, foi, também, o dia em que Héctor Yazalde nos deixou. Nunca o vi jogar com a verde e branca, mas o seu nome, e imagens como as que se seguem, fazem parte da minha “sportinguização”. Mais um, no panteão das estrelas leoninas.
18 Jun
Enormes!
A 18 de Junho de 1977, ano em que eu nasci, estes Leões conquistavam a primeira Taça dos Campeões Europeus, tanto para o Sporting como para Portugal.
Treinada por Torcato Ferreira, esta equipa maravilha contava com nomes como António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, António Livramento e Vítor Carvalho (Chana), tendo Jorge Costa, José Garrido, Carlos Alberto e Carmelino como uma segunda linha à altura do quinteto titular.
(a foto foi sacada do Armazém Leonino)
p.s. – se houver por aí quem os tenha visto jogar juntos, que nos ofereça memórias!
7 Jun
Antes que o dia termine
Faz hoje 14 anos que morreu António Livramento, o homem que fintou uma equipa inteira antes de marcar um golo, o melhor jogador de hóquei de todos os tempos, um dos maiores símbolos do Sporting. Toma lá um abraço!
7 Jun
O futebol à imagem do país
Depois de um processo negocial que durou cerca de dois meses, e durante o qual vários funcionários aceitaram a redução salarial, o Sporting avançou para um processo de despedimento colectivo que afectará cerca de meia centena de pessoas. Tal como em qualquer outra empresa (sim, foi nisso que o Sporting e o futebol se transformaram), haverá pessoas de valor inquestionável entre os despedidos e entre as rescisões amigáveis; e haverá quem saia de bolsos cheios depois de anos de muito tacho e pouca obra.
Face a isto, uma nota e um desejo: aplaudo a iniciativa de colocar uma equipa especializada em direito do trabalho à disposição dos afectados; espero que, a curto prazo, fiquemos a saber, em pormenor, os nomes e as razões que conduziram o Sporting a esta situação.
5 Jun
RESPECT!!! (há quanto tempo eu sonhava com este momento)
A Direcção do Sporting Clube de Portugal e a Administração da Sporting SAD sempre afirmaram que no âmbito dos cargos para que foram eleitos e das funções para que estão mandatados, pretendem manter relações institucionais com todos os clubes e com eles trabalhar em prol do bem comum, o desporto nacional.
Foi sempre deixado bem claro que nunca seriam toleradas posições de subserviência relativamente a nada, nem a ninguém. Foi igualmente reafirmado inúmeras vezes que todos aqueles que se relacionam ou queiram relacionar com o Sporting Clube de Portugal terão que o fazer numa base de entendimento, assente no respeito mútuo.
No passado dia 2 de Junho de 2013, nos momentos que antecederam a final da Taça de Portugal, em Andebol, no Pavilhão de Tavira, os responsáveis da organização promoveram um encontro institucional de apresentação de cumprimentos entre os membros das Direcções do Sporting Clube de Portugal, representado pelo seu Presidente Bruno de Carvalho e do Futebol Clube do Porto, pelo vice-presidente Adelino Caldeira.
Naquele encontro, quando o Presidente do Sporting Clube de Portugal, no âmbito institucional e por normais princípios de urbanidade se preparava para cumprimentar o representante máximo da delegação adversária, este assumiu uma conduta inqualificável de total desrespeito pela instituição Sporting Clube de Portugal, com cenas lamentáveis que de imediato mereceram o devido repúdio e uma resposta cabal por parte dos dirigentes do Sporting Clube de Portugal.
Face aos graves acontecimentos ocorridos, que se traduziram num total desrespeito pela Instituição Sporting Clube de Portugal e após ter decorrido o tempo suficiente para que os dirigentes do Futebol Clube do Porto se demarcassem e retratassem da inqualificável conduta do seu representante, vem a Direcção do Sporting Clube de Portugal comunicar que suspende todas as relações institucionais com o Futebol Clube do Porto até que fique claro o seu efectivo respeito pela nossa Instituição, e sua efectiva vontade de estabelecer relações normais e de respeito pela Instituição Sporting Clube de Portugal.
Lisboa, 05 Junho de 2013
A Direcção do Sporting Clube de Portugal
4 Jun
Obrigado, uma vez mais
Ao que parece, Oceano está de saída do Sporting. Obviamente que Leonardo Jardim tem todo o direito de fazer-se rodear de uma equipa técnica por si escolhida, tal como de considerar que prefere trabalhar com outra pessoa, que não Oceano, na vertente de “elemento que assegura a ligação sentimental entre o plantel e o clube”. Já aqui o disse, e repito, muita falta nos tem feito um Manolo Vidal, alguém capaz de transmitir esse amor ao Sporting.
Esta nova passagem de Oceano pelo Sporting tem dois momentos: positivo, à frente da equipa B, esmagado pelo rolo compressor e sem coragem (ou tempo?) para introduzir ideias próprias, enquanto técnico da equipa principal. O terceiro, enquanto adjunto de Jesualdo Ferreira, passa a imagem da presença, tão necessária, desse Sportinguismo no banco de suplentes. Tenho a certeza que, em qualquer uma das fases, Oceano tentou sempre fazer o melhor que sabia e que podia. Daí, uma vez mais, o meu obrigado.
3 Jun
A confirmar-se, é uma alegria redobrada
Corre pelo universo virtual uma camisola que, diz-se, será a do Sporting para a época 13/14. Para além de muito bonita (lá está, não é preciso inventar), a camisola seria, ainda, uma forma de assinalar os 50 anos sobre a conquista da Taça das Taças.
Ora, permitam-me confidenciar-vos o seguinte: se for verdade, será uma alegria redobrada. Para mim e para vocês. No dia em que tive oportunidade de, junto da direcção, dar conhecimento do Cacifo de Ideias (mais uma semaninha, deve estar pronto), houve uma que ficou, logo, em cima da mesa: a da criação de uma camisola comemorativa dessa conquista. «Eu sei é que é capaz de ser muito em cima, que, provavelmente, as camisolas para a próxima época estão definidas, mas não tem que ser a “oficial”. Não podemos é deixar passar a oportunidade de ter uma camisola que recupere o equipamento usado nessa época», argumentei. A resposta foi «vou tentar ver se isto é possível, ainda hoje».
Espero (esperamos) que tenha sido e que possamos vestir uma verde e branca especial, sem publicidade.
3 Jun
Diz que é uma espécie de Travian

A frase, “twitada” pelo deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, tem cerca de dez dias, mas eu diria que se arrasta no tempo. Ou, se preferirem, que é um bom exemplo do que está na génese dos dois vergonhosos episódios a que pudemos assistir, este fim-de-semana (pena os tomates não terem aço suficiente para levar a falta de comparência até ao fim). Aceito que, por esta altura, estejam a vociferar qualquer coisa do género: «foda-se, Cherba, mas o que é que nós temos a ver com a guerra entre estes dois clubes de merda?!?». Tudo, infelizmente.
A escalada de violência nos jogos entre porto e benfica, independentemente da modalidade ou do escalão de formação que disputada o desafio, é uma realidade incontornável. E, parece-me, essa realidade resulta de um desejo comum, dominar. O problema é que, para torná-lo real estabeleceu-se uma regra: não há regras. É um vale tudo, entre actos e palavras, que começa nos dirigentes e termina nos adeptos e que conta com a contribuição da nossa comunicação social, sempre pronta a fazer manchete ou notícia de abertura qualquer barrote que ajude a alimentar a fogueira. Sobre ela, um enorme caldeirão onde vai sendo cozinhada a vontade de transformar o desporto nacional numa dicotomia assente numa guerra entre o norte e o sul. A infeliz twitada do Amorim, mais não fez do que, pela enésima vez, transmitir esse espírito pequeno.
E nós? Nós surgimos com o ingrediente que não deixa apurar a receita. Pior, agora, que parecemos querer cortar, drasticamente (e finalmente), com o nosso papel de capachos a que um rol de dirigentes sem espinha dorsal votou uma instituição com mais de um século de história (a propósito, não deixa de ser curioso que os outros intervenientes sintam necessidade de mentir na data da sua fundação). Quanto mais fortes estivermos, mais complicado será alimentar esta guerrilha. Quanto mais alto rugirmos, mas baixo soarão as alarvidades proferidas por azuis e vermelhos. A verdade é que, goste-se ou não, o desporto nacional, o mesmo que bebe do nosso ecletismo e da nossa capacidade formadora há décadas, precisa de fortes pinceladas a verde e branco. A verdade é que, entre a força provinciana dos Teutões e a grandeza periclitante dos Romanos, há uma aldeia gaulesa de Leões que se apresenta como último baluarte da resistência de algo que nos apaixona: a competição em busca da glória; assente não em estratégias inquinadas, antes em esforço, dedicação e devoção!
31 Mai
Memórias e matrecos
Quem é que se lembra deste gajo, com um penteado claramente inspirado no de Joey Tempest, o vocalista dos Europe?
Eskilsson, uma das famosas unhas do Jorge Bigodes Gonçalves, e um dos maiores barretes futebolísticos que vestiu a nossa camisola (ao pé dele, o Farnerud era um craque). Hoje, descobri esta pérola, no MaisFutebol:
«Adorei jogar no Sporting, mas não foi fácil. Chegámos a ter sete meses de salários em atraso», lembra Eskilsson, internacional oito vezes pela Suécia. «O grupo era extraordinário e aguentou tudo. Aliás, sempre me fascinou o sentido de humor dos portugueses». Preparem-se para o que aí vem. «Sabe qual era a nossa forma de luta?» Greve aos treinos? «Não, nem pensar. Festas nos balneários. O Carlos Manuel arranjava os bolos e todos os meses assinalávamos a passagem de mais um salário por receber. Funny, right?».
«Oceano, João Luís, Mário Jorge, Carlos Xavier, Ali Hassan e Miguel. Ah, e o crazy Morato». Eskilsson tem na ponta da língua o nome dos «melhores amigos no Sporting». «Dava-me bem com todos. Foi pena a época ter sido má para a equipa e para mim. Acabámos em quarto». Hans Eskilsson faria sete jogos e um golo (em Viseu) de leão ao peito no campeonato nacional. «Pouco, muito pouco», assume o próprio. A simpatia contagiante, a meias com uma humildade anormal, leva-o a analisar as razões do falhanço pessoal. «O problema é que eu era um jogador rápido, de contra-ataque. Não era técnico, nem habilidoso. E o estilo do Sporting baseava-se no passe curto. Esse tipo de futebol não era bom para mim», reflete Eskilsson, a duas décadas de distância.
«Espere, eu tive mesmo muito azar no Sporting». Vamos a isso. «Num jogo para a Taça de Portugal marquei cinco golos. Foi contra uma equipa dos distritais [Alhandra, 11-0 a 21 de dezembro de 1988]. O pior é que o treinador Pedro Rocha já estava no Uruguai, para as férias do Natal, e não viu nada», explica Eskilsson. «Ou seja, quando voltou, os adjuntos contaram-lhe o meu feito e ele não se acreditava. Ria-se e dizia que não. Era a brincar comigo, mas voltei para o banco. Estava em top forma», assegura o sueco, apresentado em Alvalade como o rei leão dos caracóis louros. A frustração apoderava-se dele e atingiria o máximo esplendor antes de um derby na Luz. «Tudo me corria bem e nos treinos as reservas, onde eu estava, ganharam 3-1 aos titulares. Fiz dois golos. No final o Carlos Xavier veio ter comigo: vou dizer ao mister que tens de ser titular contra o Benfica». Hans Eskilsson integraria a convocatória, mas nada mais. «No balneário soube que nem para o banco ia. Fiquei na bancada a ver o jogo, arrasado. Depois lesionei-me e só voltei a jogar na parte final da época».
[...] «Jogávamos em Faro, contra o Farense [4 de dezembro de 1988, derrota por 1-0]. Ia a isolar-me e sofri falta. Claramente penalty. Olho para o lado e vejo o bandeirinha a dizer que é fora da área. Fiquei doido. Pus a minha expressão mais dura, aproximei-me dele e tentei intimidá-lo». A reação do árbitro assistente foi «completamente inesperada». «Tocou-me no cabelo e começou a atirar-me beijos. E ria-se. Acho que a minha cabeleira, afinal, não metia medo a ninguém». [...] Quais os colegas de equipa que mais impressionaram Eskilsson? «No Sporting, o Silas, o Oceano e o Vítor Damas. Era um gentleman, fiquei tristíssimo com a morte dele».
Antes do virar de página, o desabafo. «Sabe do que me arrependo? De não ter sido defesa central mais cedo». Perdão, Eskilsson? «Cheguei ao Estoril em 1991/92 (quatro jogos) e o Fernando Santos colocou-me, às vezes, a médio defensivo. Gostei e no ano seguinte voltei à Suécia decidido a ser central. Tive os melhores anos da minha carreira a jogar nessa posição até 2000».
Hoje, Eskilsson é jogador profissional de poker. E, embora ache que o melhor que ele tinha feito era nunca ter calçado umas chuteiras, sou obrigado a agradecer-lhe a oportunidade de recordar dois momentos que fazem parte do meu crescimento.
30 Mai
Em busca de um matador
«[...] Depois tínhamos outros jogadores importantes, como Beto Acosta, o nosso matador. Valeu-nos de muito, porque nos momentos complicados, quando estávamos aflitos e precisávamos de um golo, ele tinha sempre uma carta na manga. Pode haver excepções, mas ninguém se pode iludir: uma equipa que queira ser campeã nacional tem que ter um bom número nove. Sempre [...]», Aldo Duscher, in O Jogo.
p.s. – gostei muito da notícia que coloca o Carlão a caminho das arábias.
30 Mai
É uma chatice estes gajos quererem cumprir promessas eleitorais
«[...] Estamos, também, a ultimar a auditoria de gestão. Ela já está definida nos seus termos gerais, mas, nos últimos dias, temos vindo a afinar pormenores dessa auditoria que vai abranger os últimos vinte anos da actividade do clube, incluindo todos os mandatos passados e incluindo os aspectos mais nevrálgicos da gestão dos últimos anos, tais como património, aprovisionamento, fornecimento e contratações», Bacelar Gouveia, Presidente do Conselho Fiscal, em entrevista à Rádio Renascença.
30 Mai
Gosto de acordar assim!
22 Mai
Está em causa o prestígio e o nome do Sporting
A ideia não podia estar mais correcta. E agrada-me o facto de ter sido proferida tanto por Oceano (espero que seja desta que ganha um jogo como técnico principal) como por André Martins.
No fundo, espero que toda a equipa tenha em mente o seguinte: esta é uma excelente oportunidade para reforçar a visibilidade internacional do clube, que deveria ser repetida mais vezes. O adversário não será de nomeada, mas a inauguração de um dos recintos que receberá o próximo mundial justificará, obviamente, a atenção de muito boa gente. E, tão ou mais importante, é fundamental não voltar a repetir a triste figura que fizemos aquando da visita a Angola, desperdiçando uma oportunidade de dar uma alegria a sócios e adeptos que sofrem lá por fora (e chamo a atenção para esta reportagem).
Aproveito, já agora, para tocar num assunto que me irrita. Gostava que esta direcção se empenhasse em, de uma vez por todas, fazer entender o mundo do futebol que, sim, somos um clube de Lisboa, mas que nos chamamos Sporting Clube de Portugal.








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