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Adeus,Ricky. Até depois!

Ricky van Wolfswinkel faz, amanhã, o último jogo em Alvalade (às tantas, é por isso que escolheram o jogo para ser o jogo das mulheres). Gostava que ele fizesse um hat trick. E, depois, outro em Aveiro. Epá, e caso não seja pedir muito, gostava, um dia, de perceber o que foi feito do dinheiro ganho com a sua venda ao Norwich.
É que, e peço desculpa se estou a ser picuinhas, não consigo perceber como é que se vende o melhor avançado para pagar salários, no final de Março, e, a meio de Abril, se fica a saber que os de Fevereiro também estão em atraso.

Já que começámos o dia a falar de avançados…

«Não me parece que seja uma alternativa ao Ricky. O Sporting tem de encontrar um ponta de lança de nível para os seus objetivos. O Sporting é um clube grande, tem de ter uma equipa grande e que jogue para os objetivos máximos, pelo menos para aqueles que são possíveis lá chegar. Tem de ter um ponta de lança ao nível de uma equipa grande. Tem de ter alguém que tenha apetência pelo golo [...] Não é fácil encontrar esses jogadores. Não foi fácil encontrar uma alternativa. O Viola não é esse jogador. O Viola é um avançado. O Viola parece-me tem uma boa imagem de progressão, é um jogador muito potente, muito forte. Tecnicamente tem de se preparar para ser um avançado. Não é a mesma coisa jogar no corredor e depois passar para a zona central», Jesualdo Ferreira in Maisfutebol.

O Wigan passou a ser o meu segundo clube

«Sim, existe uma cláusula que dá o direito ao Ricky de poder escolher a melhor solução para o seu futuro. É claro que não pensamos nessa possibilidade do Norwich descer, mas é certo que no seu contrato esse cenário está previsto», Louis Laros, empresário de Wolfswinkel, in A Bola.

Já merecíamos uma noite assim (parte 3: o lobo que ruge)

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Esta será, infelizmente, a última vez que escreverei um post unicamente sobre Ricky van Wolfswinkel. O motivo é do conhecimento geral: o último acto de gestão danosa protagonizado por Godinho Lopes. E, precisamente por ser o último, também não vou ter contemplação por determinadas opiniões que tenho procurado ignorar ao longo dos últimos meses.

Vamos direitos ao assunto. Ricky é um avançado bem acima da média.
Nem me vou dar ao trabalho de entrar em discussões de números (metade dos pontos que temos resultaram de jogos decididos com golos do holandês, por exemplo), por me parecer que essa é uma forma redutora de olhar para o que vale o jogador. Prefiro recordar os golos que ele tem marcado desde que chegou, constatando que grande parte deles mostram capacidades técnicas de finalização como poucas vezes tivemos em Alvalade nos últimos 25 anos. O segundo golo frente ao Braga, é bom exemplo disso: desmarcação, recepção na passada com o pé direito e remate, de elevada dificuldade, com o esquerdo. Prefiro, também, recordar um jogador cujo profissionalismo não pode ser posto em causa, seja pela forma como trabalha para equipa (e tanto que se prejudica por isso) seja pela conduta imaculada fora de campo. Prefiro ver um avançado com considerável margem de progressão, que tem sabido aceitar ser a única opção atacante de uma equipa com as responsabilidades do Sporting (meus caros, só um imbecil não percebe o tormento que isso tem sido na cabeça de Ricky, sabendo que a equipa está na merda e que, com sorte, terá duas oportunidades de golo por jogo e que se falhar dificilmente será outro companheiro de equipa a resolver). Prefiro sublinhar a sua não propensão para lesões. Prefiro afirmar, sem rodeios, que é o nosso jogador com maior potencial de marketing, tanto interna como internacionalmente (e que mal explorada foi essa vertente que até a minha filha, com três anos e meio, percebe). Prefiro assinalar o resultado do trabalho físico que tem estado a ser feito, e que o torna bem menos franzino do que num passado recente.

Por todas as razões e mais algumas (não creio que encontremos outro avançado como este facilmente), a venda de Wolfswinkel é uma valente merda! E por ser algo que me incomoda, não posso deixar de despedir-me sem endereçar uma palavra a quem o apelida de marreta, de coxo, de borboleta, de flop e sei lá mais de quê; bem como a todos os que têm a desfaçatez de querer sentá-lo no banco para jogar com Rubio, Betinho ou Etock (até há quem queira ir buscar o Baldé a Guimarães…). Epá… vão pró caralho!

Pimenta para o debate de amanhã

«O Sporting chegou a acordo com o Norwich para a transferência de Ricky van Wolfswinkel. A Bola sabe que o negócio ficou fechado esta quarta-feira e o avançado vai mudar-se para o clube inglês no final da época»

actualização: não podia ir deitar-me, sem desabafar. Pior que todo este calvário, pior que este espezinhar do meu Sporting, é saber que há sócios e adeptos que, se recuássemos dois anos, voltariam a votar e a defender estes montes de merda! espero que estejam felizes. Com todo o respeito vão, também vocês, pró caralho!

hora de embirrar: Wolfswinkel

Já sabem que gosto de Ricky van Wolfswinkel. E que defendo estarmos perante um ponta de lança com qualidade. Se não me irrito com os falhanços dele? Sim, irrito-me. Cada vez mais. Tal como me irrito com esta forma de jogar, que obriga o nosso avançado a ser uma espécie de pião que tem que girar em todas as direcções onde a bola vá. Vai, Ricky, pressiona o central. Vai, Ricky, pressiona o lateral. Vai, Ricky, recua para receber, aguentar, entregar. Vai, Ricky, agora corre e ocupa o teu lugar na área. Vai, Ricky, descai para a ala e acredita que os médios vão surgir, vindos de trás, no espaço que tentaste criar. Vai, Ricky, ajuda a defender.
E ele vai, como, ainda no sábado, já em inferioridade numérica, foi ajudar a fechar o lado esquerdo e ainda recuperou a bola, já no nosso meio-campo defensivo. Depois… depois Ricky arrasta-se. Leva com ele aquela máscara de sofrimento, o sofrimento de quem quer marcar, mas que parece desaprender de fazê-lo em favor do que a equipa precisa. E ele, Ricky, tanto que precisava de descansar. De ter alguém que o ajudasse. De não ter a tarefa de, durante uma época inteira, ser a única opção. De não ter que ser saco de pancada, de adeptos ansiosos por colocar no seu lugar um Rubio, um Betinho ou um Etock para, ao fim de dois ou três jogos, estarem a dizer “olha, outro Saleiro” ou “olha, outro Djaló”.

Nem tudo foi mau

É a minha forma de estar na vida: tentar encontrar sempre um lado positivo, principalmente quando as coisas estão mal. Ora, de sábado, para além de um resultado merdoso e uma exibição que misturou o incapaz com o tresloucado, queria, ainda destacar o seguinte:

- Betinho teve, finalmente, uma oportunidade. O jogo era péssimo para a estreia, com o puto lançado às feras como se dele dependesse a nossa capacidade para inverter a desvantagem, daí que nem tenha dado tempo para grandes brilhantismos. Ainda não consegui ter a certeza de foi dele aquela recarga ao livre final, cortada quase em cima da linha, e que, a entrar, lhe daria uma estreia de sonho, mas fica o registo num jogo que também ajuda a tornar jogadores em homens;

- Viola continua a somar pontos pela entrega, irreverência e capacidade técnica. A adaptação ao futebol europeu está a ser feita à força (várias vezes dou comigo a vê-lo ao ritmo do tango), mas arrisco dizer que temos jogador;

- Aquele movimento de Izmailov, recebendo, rodando, cruzando com sabor a golo para Wolfs e Viola ficarem a milímetros do toque final. Tudo em movimento, pensando ao ritmo a que executava. Genial. Balakov ficaria orgulhoso de ver a camisola 10 no corpo do pequeno grande czar;

- Jeffren, quase sem darmos por ele, está recuperado (ou parece). Não só fisica como, não menos importante, mentalmente. Dois jogos seguidos em que entra e onde é visível uma qualidade superior na forma como ocupa os espaços, procura o jogo de equipa ou a iniciativa individual. Uma oportunidade a titular, já!

- Wolfswinkel. Assim, de repente, o «incapaz» começou a marcar e a resolver (ou a salvar). Continuo a achar patéticas as críticas doentias ao holandês, embora perceba que alguns dos seus falhanços são de fazer arrancar os cabelos. Continuo a achar que é um bom ponta-de-lança, com margem para vir a tornar-se muito bom. E, meus amigos, neste momento, o «tartaruga» vai fazendo de Liedson, o tal sacana que ia disfarçando as misérias tácticas e exibicionais.

p.s. – acho curioso como alguns Sportinguistas vão afirmando que o Ínsua devia ir para o banco. é tão bom falar de barriga cheia, não é?

Pensamentos soltos

Durante alguns segundo, acabou de ocupar-me o cérebro o seguinte pensamento: se o Bojinov aceitava baixar o ordenado em 40% (ou coisa do género) para jogar no Catania ou no Pescara, não seríamos nós capazes de renegociar o contrato que tem connosco e tentar dar-lhe utilidade com a nossa camisola?

Às tantas sou quem está enganado e já não precisamos de pensar em avançados, pois Rubio, Wilson e Viola dão conta do recado na ausência de Wolfswinkel…

p.s. – um aplauso para a prontidão com que Jeffren tratou de contrariar as palavras do seu pai.

O avançado

«Se nos falta um avançado? Tínhamos dito que havia dois objetivos, o primeiro foi conquistado, o segundo continua a ser trabalhado como temos feito até aqui, com serenidade. O orçamento global tem de ser garantido e temos de garantir que não ultrapassamos esses valores. As contratações terminam a 31 de agosto. Vamos ter calma», Godinho Lopes.

Começo, precisamente, pelo final das declarações: o ter calma. Eu percebo, perfeitamente, que seja complicado negociar com um punhado de rebuçados. Mas aborrece-me, época após época, esperar que os jogos a sério arranquem para tentar suprimir as lacunas existentes na equipa (bem, a não ser que estejam a tentar trazer um novo Jardel). E, neste caso, estou bastante curioso por perceber quais os objectivos que conduziram a procura do avançado que fechará o plantel.

Porquê? Porque ainda não encontrei um único indício que me esclareça a seguinte dúvida: estamos à procura de um avançado para ser titular no lugar do Wolfs, de um avançado para ser segunda linha e espicaçar o Wolfs, ou  de um avançado para jogar ao lado do Wolfs?
Confesso que Wilson Eduardo e Rubio continuam a parecer-me meio verdes para, caso assim seja preciso, assumirem a titularidade. Mais, não me parece que Wilson seja um goleador (Rubio tem, claramente, faro de golo). E também aqui vos digo que não vejo grande lógica em travar o processo de crescimento de Wolfswinkel de quem, sem rodeio, gosto bastante.
Portanto, para mim, o ideal seria conseguir contratar um avançado que, aceitando a titularidade do holandês (até certo limite, claro), fosse capaz de resolver sempre que chamado. E, chegado a esta conclusão, só tenho que resolver um último dilema: contratar mais um jovem, que, mesmo tendo em conta que temos Betinho, seja capaz de agarrar o lugar quando Wolfs for vendido (a continuar a evoluir e a marcar, não deve ficar cá muito mais tempo), ou contratar um jogador experiente, capaz de empolgar adeptos, fazer-se ouvir no balneário e ainda ajudar o lobo a crescer?

Perguntinha de algibeira

Não vou repetir aquilo que já escrevi a respeito de Wolfswinkel (quem não tiver lido e estiver interessado, é clicar aqui), mas gostava de saber o que é que os que defendem que o rapaz não tem condições para ser avançado do Sporting, acharam do que ele fez no sábado à noite?

 

A hora do lobo

Acosta, Jardel, Liedson. São estes os nomes das três últimas referências do ataque leonino.

Acosta esteve quase a ser internado num lar, por uma larga franja de adeptos. Era velho, marreco, acabado. E, vá lá saber-se porquê, muito boa gente nem nunca tinha ouvido falar dele. Fruto da sua personalidade e, obviamente, da sua qualidade, acabou por convencer tudo e todos e tornar-se num dos nomes mais queridos ao nível do universo verde e branco. O Matador, assim foi apelidado, fica intimamente ligado à conquista do título que nos fazia desesperar e por ter mostrado como é que se dava um corretivo ao patético Paulinho Santos. Características? Era um avançado completo, com a vantagem de ser extremamente experiente, nomeadamente na forma como ia ao choque com os defesas.

Jardel dispensava apresentações. A bola até podia bater-lhe no cu que ia direitinha para o fundo da baliza. Uma das mais impressionantes máquinas de fazer golos que alguma vez vi jogar, chegou com o campeonato a decorrer e com uns bons quilos a mais. Mas depressa começou a fazer o que sabia: marcar, marcar, marcar. E voltámos a ser campeões.

Liedson, o desconhecido que viria a tornar-se num símbolo do Sporting. Capaz de disfarçar as limitações dos plantéis que iam sendo construídos e, porque não dizê-lo, as limitações dos treinadores que o orientavam, o Levezinho defendia a camisola verde e branca como poucos, sendo capaz de conciliar o trabalho em função da equipa com a capacidade de resolver jogos (já para não falar do facto de ser a besta negra dos vizinhos lampiões). Curioso que, ainda hoje, exista quem afirme que Liedson era pouco inteligente a jogar, que fazia mau balneário e que a equipa não evoluiu porque ele limitava as opções dos treinadores.

Chegamos, assim, a Wolfswinkel, o motivo deste post. O tal que já ultrapassou o registo de Liedson na primeira época ao serviço do Sporting. O tal que, para muitos, não serve para ser avançado do Sporting.

A análise não é nova. Ao fim de 45 minutos com a camisola verde e branca, já muitos afirmavam que os 5 milhões de euros dados pelo Homem de Gelo holandês (aka Sr. Chocolate Branco, para o amigo americano) tinham sido dinheiro deitado à rua. E que o puto era um barrete (como é que alguém pode ser um barrete quando o Postiga era titular?).

Para mim, Wolfswinkel é tudo menos um barrete. Estando longe de ser um avançado feito (basta ver o trabalho que tem estado a ser feito para aumentar-lhe a massa muscular), é verdade, mas a cada jogo mostra pormenores de avançado puro (tanto na movimentação como na forma como remata com ambos os pés). Falha muitos golos? Sim, falha, mas acredito que determinados falhanços (como aquela bola em que fica isolado, frente a Artur, depois de um mau atraso) desaparecerão dentro de um ou dois anos. Até porque, e é outro pormenor em que terá que crescer, saberá melhor dosear o esforço na missão de ser o primeiro homem a pressionar os defesas (e, não me lixem, mas o “tartaruga” chega ao fim de todos os jogos de língua de fora), algo a que se viu ainda mais obrigado no modelo tático de Sá Pinto.

Posto isto, eu sou da opinião que Ricky van Wolfswinkel é um avançado à altura do Sporting. Saibamos nós ter capacidade de perceber que o problema não é o holandês. O problema é a falta de alternativas a um jovem com enorme potencial, mas em fase de crescimento e consolidação.

Depois dos banhos e massagens

«Sá Pinto é muito ambicioso e consegue motivar-nos a todos. Tenho uma relação muito próxima com ele e, como também já foi avançado, está a ensinar-me muitas coisas novas, como a movimentação dentro e fora da área ou como enganar os defesas. Fala inglês comigo e isso também ajuda [...] Mudámos recentemente de treinador e acredito que vamos acabar bem a época. Vamos à final da Taça de Portugal e estamos nos quartos-de-final da Liga Europa onde, frente ao Metalist, temos que confirmar que não foi por acaso que eliminámos o Manchester City», Wolfswinkel, na Voetbal International..

Alguém faz o favor de desmentir isto?

“I was holidaying in Greece and I got the call. Sporting wanted me and they wanted me quick. So I flew there the next day, with Bianca. My parents were there, from Holland, and it was like a roller coaster. Stadium, medical, more talks and then they left us in a skybox and we had to decide. My dad said: you only get one or two of these opportunities… So we did it. There were a lot of doubters, mainly because the Portuguese competition has the reputation of being mean, but that is truly exaggerated. The top half of the league here play really technical football. Pass and move, high paced. It’s a founded on resilience and tenacity though, but it’s only amongst the weaker teams that you find some butchers at the back. But hey…you gotta find ways to protect yourself. I move constantly. Constantly looking for space. I weighed 70 kilos in Holland, here I am 75 kilos. I gained muscle and strength and I feel fit and in form. The pressure from these tough defenders has made me stronger.”
The former Vitesse strikers continues. “You know a huge difference with Holland….? In Holland, they say “you play like you practice…” Hence my coaches at Utrecht being livid if I tried something flash. Here, they hardly train. It’s all focused on being in the zone on matchday. I love it! We practice an hour a day. Stretching, a bit of fooling around. A bit of tactical stuff. Done! And before the matchday, it’s massages and all that. Hours long! Lovely, haha. I hate practice and everyone here does.”, Wolfswinkel, numa entrevista a este blogue (podem ler toda, se quiserem).

Enquanto espero ouvir dizer que o rapaz não disse (ou não quis dizer) isto e que tudo não passou de má interpretação do jornalista, não posso deixar de sentir-me angustiado e revoltado.

Quem não tem lobo, caça com…?

A lesão de Wolfswinkel é apenas mais uma para juntar à longa lista que, à vez ou em conjunto, tem tornado impossível apresentar durante dois jogos consecutivos um onze composto pelos melhores jogadores do plantel. E, neste momento, pouco relevante será discutir se foi um risco comprar certos jogadores, se é azar, se é dos treinos ou se tudo resulta de uma conjugação cósmica.

O importante é pensar na melhor forma de compensar a ausência do melhor marcador da equipa, sendo que o nome que, pela lógica, se perfila como seu substituto é o de Bojinov, apelidado pela esmagadora maioria dos adeptos leoninos como flop, merda ou, mesmo, a pior contratação da história do Sporting (como se, só para as posições mais avançadas, não tivessem tido que levar, num passado recente, com Hélder Postiga, Tiuí, Luiz Paez, Purovic, Pongolle, Carlos Saleiro, Kirovski, Nalitzis, Kutuzov, Lourenço, Clayton, Mota, Bueno ou Koke).
E porque raio acho eu que, pela lógica, deveria ser Bojinov a avançar (ainda por cima como os sete ventos trazem a mensagem de que o homem não pode jogar como referência na área, num sistema de 4-3-3)? Sim, é verdade que o homem parece ter sido trazido de volta à vida e ainda estar a tentar perceber qual a melhor forma de respirar, mas permitam-me a pergunta: quantos dos que o querem empacotar de volta defenderam, ao fim de umas dezenas de minutos, que Wolfswinkel era uma merda?!? E, já agora, quantos dos que o criticam o viram jogar sem ser em compilações do youtube? Ah, a puta da memória. Quantos dos que o querem ver pelas costas assobiaram Acosta, aquele cabrão daquele velho que devia ter sido recambiado ao fim de dois meses de cá estar? Quantos dos que acham que a única coisa que vale a pena em Bojinov é a Bojinova, defenderam que Postiga era um artista, que não era nove mais nove e meio mais onde rendia mesmo era como falso dez?  Uma última, uma última, que eu sou um chato do caralho: quantos jogos completos (e seguidos) já fez Bojinov com a camisola do Sporting?!?

Posto isto, eu apostaria em Bojinov. E logo veria se entraria Ribas ou Rubio. Porque acredito que temos um jogador a ganhar e que, deixá-lo de fora para dar lugar a alguém chegado há uma semana, será dar-lhe uma machadada nas costas e colocar-lhe a etiqueta no pé.

Espírito e personalidade

«Ainda tenho 18 anos, preciso de tempo de adaptação, ganhar experiência, tranquilidade e trabalhar todos os dias. Estou muito feliz por ter vindo para Lisboa e estou cada vez mais adaptado». As palavras são de Diego Rubio, jogador que praticamente não tem tido oportunidade de jogar, e reforçam o espírito de equipa que, a cada semana, é transmitido aos adeptos. É inegável que as vitórias promovem o bom ambiente, mas não é menos verdade que mesmo no mau arranque de época as vozes que se ouviam iam no sentido de fortalecer o grupo.
Outro bom exemplo é Bojinov que, a cada intervenção, nunca deixa de colocar o grupo em primeiro lugar, pese a azia que lhe deve dar não ser titular. E, ainda no Domingo, vimos Wolfswinkel ser homenageado e não perder a oportunidade para reforçar a crença na conquista de títulos, a alegria por ter escolhido o Sporting e a vontade de continuar de Leão ao peito.

E a propósito de homenagens, não deixa de ser significativo a forma como Capel, Schaars e Wolfswinkel têm sido recordados nos seus anteriores clubes. Excelente profissionalismo, qualidade acima da média e personalidade são, quanto a mim, a justificação para essas homenagens e fazem-me acreditar que a política de contratações levou em linha de conta algo que ia fazendo falta pelas bandas de Alvalade.

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