E se calasses essa boca!?

Quando não são os empresários, são os manos Vladan. Quando não são os manos Vladan, são os pais que resolvem abrir a boca e dizer merda! (as declarações estão no site da Bola)

«Todos os jogadores acima da média, têm de ambicionar algo mais. O Sporting é um clube de topo, mas há outros com maior capacidade financeira e estrutural», começou por explicar à Renascença o pai do jogador.
Para Nélson Moutinho, «o João não foge à regra» e estaria disposto a apreciar «alguma coisa que ele goste e que venha de encontro ao que ele necessita».
«Se já tem condições? «Claro. A idade não tem nada a ver, o importante é se tem ou não capacidade», rematou o pai do capitão do Sporting.

Afinal, a culpa é deles!

Soares Franco, presidente do Sporting, deixou um alerta durante o 1º Fórum da Associação de Adeptos Sportinguistas, no auditório do Liceu Camões, em Lisboa. O dirigente lembrou que as modalidades do clube não têm independência financeira e, como tal, prejudicam a competitividade da equipa de futebol.

«Temos que viver por nós próprios e nessa base pensar no Sporting do futuro. O futebol profissional é quase o único veículo a gerar receitas e nas modalidades não é fácil arranjar patrocínios. As modalidades, quanto muito, conseguem, no máximo, equilibrar-se, mas não pagam o investimento num multidesportivo», considera Soares Franco.

O presidente do Sporting apelou à reflexão dos adeptos leoninos: «Mas se é esse o desejo dos sportinguistas (ndr. a continuidade da aposta nas modalidades, mesmo em prejuízo do futebol), assim será se o quiserem. Para o ano só o campeão se apura directamente e o segundo discutirá com o quarto classificado da Liga Inglesa, Espanha, Italiana, Francesa ou Alemã. Vale a pena interrogarmo-nos em relação ao que queremos ser.» (notícia do MaisFutebol)

p.s. – malditos sejam vocês, atletas e praticantes de modalidades pequeninas, que só têm servido para transformar o Sporting num dos dois clubes europeus com mais títulos conquistados!

p.s.2 – uma pergunta, caro presidente: a que propósito convidou a Michelle Brito para assistir a um joguinho, de camarote, em Alvalade? Ah, já sei! A menina é uma promessa do seu amado ténis

Geração Scolari

– Ó mãe quem aquele senhor ali ao lado do Scolari?
– Uh… é um amigo dele.
– Mas ele não joga na selecção…
– Não, é um cantor pimba brasileiro, mas que nasceu em Portugal e que pensa que é um artista mas que não passa de um bimbo com a mania das grandezas.
– Ah! E o que é que ele tá ali a fazer?
– Uh… é um amigo do Scolari…

Se ganharmos o Euro, eu não me vou lembrar da conferência de imprensa de hoje do sr. Scolari com o amigo Roberto Leal ao lado, a rir, a brincar e até a falar. Mas se não ganharmos, dificilmente vou esquecer que este senhor de unhas pintadas esteve num espaço que devia ser exclusivo dos melhores profissionais do desporto mais popular do país. E esteve lá porque era um amigo. O que diz tudo sobre a gente que está à frente do pobre futebol português.

Viva a geração Scolari!

A cabeça…

Como prometido e depois de milhares de emails, sms e telefonemas anónimos a pedirem para o Cacifo começar a fazer o balanço desta época, inicia-se o tríptico Pés (jogadores), Cabeça (treinador) e Mãos (direcção). Mas, numa decisão completamente aleatória – só comparável às de Ronny quando marca livres -, começa-se pela Cabeça. Tem tudo a ver com o facto de o nosso treinador ter dado uma entrevista na TV, onde explicou (quase) tudo.
Ponto prévio importante. O Paulo Bento é o tipo de gajo que gostava de ter ao lado numa batalha, daquelas em que se dava um tiro e depois tinha de se correr para espetar a baioneta. Gostava de ter o Paulo Bento a correr ao meu lado nesse particular momento de vulnerabilidade. Isto diz tudo o que penso do homem.
Como treinador do Sporting, gosto de ter um gajo que diz “eu sempre estive contra separar as bandeiras da formação e das contratações. Porque as bandeiras têm panos e paus. E quando vão os panos, ficam os paus para bater no treinador”. (tema a desenvolver no capítulo sobre as Mãos).
E gosto de um treinador que é levantado em braços por (quase) todos os jogadores depois de uma época em que muitas das suas decisões foram erradas, prejudicaram equipa e jogadores e acentuaram a sua falta de experiência acumulada. É um sinal de que as decisões foram erradas mas tomadas por alguém que se dá ao respeito).
E gosto de um treinador que responde a tudo. Que diz que não quer o guarda-redes sérvio, o Gladstone (sem o dizer, mas deixando implícito), o Purovic. E que quer o Tiuí (perigoso o recurso à alegoria Lisandro no Porto, por via indirecta), o Izmailov, o Grimi e o Vuk (clara a explicação… continuo a achar que um treinador é tão mais competente, quanto consegue recuperar casos graves de egoísmo, em vez de os mandar fora… O desfecho está em aberto…).
E gosto de um treinador que assume o erro e admite lançar o 4X4X2 clássico, conforme os jogadores que entrem e saiam (aqui, já está a preparar o pessoal para a saída do Miguel Veloso, em sintonia com o Soares Franco. Espero que se consiga evitar a catástrofe leonina mais grave desde a semana fatídica de Peseiro: a saída do capitão).

Dito isto, continuo a achar o mesmo que há dois meses. O Sporting está a sofrer há três anos com a falta de experiência do Paulo Bento, traduzida numa teimosia/incapacidade para emendar a mão a tempo de evitar crises prolongadas e que põem tudo em causa. A aposta tardia em Miguel Veloso e a falta de rasgo na Luz, custaram-nos um título de campeão, no ano passado. A falta de capacidade para transformar a equipa tacticamente perante a ausência de Caneira, Nani e Tello, arrastando alguns jogadores na enxurrada do losango, acabou com a nossa corrida ao título no Inverno.

A má época do Sporting na Liga deve-se – também, mas não só – ao facto de Paulo Bento não estar a melhorar o Sporting, mas sim a melhorar no Sporting. O próximo ano é o mais importante da vida do treinador Paulo Bento. O Sporting está a ganhar coisas, os adeptos celebraram o clube no final de duas épocas seguidas. O desempenho supera claramente o dos anos entre o título do JVP e Jardel e o da saída do Peseiro. Isto é indiscutível. E Paulo Bento tem tido piores recursos que Boloni, Fernando Santos e Peseiro. E alguns deles foram sacados por ele do nada. Mas não chega. O fluxo tem de mudar: o Paulo Bento tem de começar a melhorar o Sporting com os ensinamentos que o Sporting já lhe deu.

Já são seis anos sem o escudo de campeão nas camisolas. Mais um, ainda por cima a jogar tão mal como esta época, e a história do Paulo Bento no Sporting vai ter um fim triste. Se o escudo regressar, dar-me-á um gozo particular celebrá-lo ao lado do gajo da baioneta.

As boas notícias e os estranhos ares de Montenegro

Hoje, os jornais avançam que o Gladstone e o Purovic foram informados de que o clube não conta com eles para a próxima temporada. São boas notícias, e aproveito para desejar boa sorte ao Puro, ou seja, que encontre uma equipa que jogue pelas alas com centros para um único avançado fixo. Senão, vai ser novamente recambiado. Quanto ao Gladstone, depois da forma lamentável como foi receber a Taça, com uma t-shirt de mangas cortadas à tesoura e qualquer frase dirigida a Deus escrita sobre a marquesa das massagens, nem um aceno de despedida lhe faço.

Há também a notícia de que vamos avançar para a compra do Grimi e do Izmailov. São, novamente, boas notícias, até porque falamos de dois dos jogadores que terminam a época em melhor plano e que, com uma maior estabilidade, poderão render ainda mais.

Por fim, temos a birra do Vukcevic, que em pequeno respirou os mesmos ares que o Stojkovic.
Eu achei estranho ele não entrar na final. Cheguei mesmo a dizer a quem estava a ver o jogo a meu lado, depois de rogar pragas ao Paulo Bento por ter metido o Tiuí, que o gajo era bem capaz de se ter recusado a entrar.
Não se recusou a entrar, mas parece que fez uma birra de todo o tamanho por não ter sido titular. Espero que o Paulo Bento tenha jogo de cintura e capacidade para fazer o Vuk, que em apenas 22 anos, entender que isto não é propriamente jogar na rua, e que ficar um jogo de fora não significa não ser importante para a equipa. Aliás, e recuando à meia-final da Taça, podemos ver a importância que teve alguém que estava de fora: Derlei.
E era bom que alguém conseguisse que o empresário do Vuk calasse definitivamente a boca! É por dar ouvidos a palhaços como este, que muitos jogadores promissores ficaram com a carreira feita em fanicos.