Tenho tentado não abordar as constantes notícias em torno da tua pessoa, mas como os últimos desenvolvimentos conseguiram irritar-me tomei a liberdade de escrever-te.
Vou tentar ser breve, até porque acredito que já tenhas agendadas mais três ou quatro entrevistas para choramingares a tua ida para Madrid.
Diz-me, Cristiano, quando assinaste pelo Manchester havia alguém com uma pistola apontada à tua cabeça? Tinhas o Ferdinand e o Saha despidos atrás de ti, prontos a explicar-te a expressão “Reinaldo… cu-cu!”, celebrizada pelo Paradise Café? Não, pois não?
Então, Cristiano, com que cara vens tu afirmar que o Man United te trata como um escravo, impedindo-te de ir para o Real? Não me digas que acreditavas que, tal como aconteceu quando os ingleses ficaram loucos por ti no jogo que inaugurou o novo Alvalade, bastava fazeres umas birras e dizeres que assim ficavas a jogar contrariado, para mudares novamente de camisola?
Se queres que te diga, acho muito bem que o Man U mantenha a posição: querem comprar-te, pagam o que têm a pagar (até porque tens um ordenado como nunca nenhum escravo teve ao longo da história da humanidade).
Quanto a ti, podias parar de dizer barbaridades. Não só dás uma má imagem da tua pessoa, como chegas a ser ofensivo. Mesmo para quem nunca se esquece que cresceste de leão ao peito.