Porque não joga o Vuk?

a) porque não passa uma bola aos colegas?
b) porque não brinca com o Paulinho?
c) porque não gosta de futebol?
d) porque não controla o riso quando Tiuí tenta controlar uma bola?
e) porque o Paulo Bento é ciumento?
f) porque estraga o penteado ao Miguel Veloso?
g) porque faz birras nos treinos?
h) porque não devolveu os cromos dos Morangos ao Moutinho?
i) porque adormece nas palestras do Paulo Bento?
j) porque nós gostamos demasiado dele?
k) porque tirou o Sporting do 7º lugar no ano passado?
l) porque tem uma pila maior que a do Paulo Bento?
m) porque não subscreveu o empréstimo obrigacionista?

A resposta andará algures pela a), pela g) e pela l)… mas que já tenho saudades do rapaz, lá isso tenho…

12 thoughts on “Porque não joga o Vuk?

  1. Ou muito me engano, ou essa é a pergunta que todos nós fazemos,
    É realmente estranho que, no espaço de meses, um jogador passe do papel de “fundamental” para o de “não convocado”.

    Mais estranho ainda, é quem toma as decisões dizer que não há caso algum e não ser capaz de, num mês que já lá vai de futebol a doer, responder a essa pergunta de forma convincente, continuando a convocar as misérias que temos no plantel, a dar a titularidade ao Pipi (sim, eu acho que o Vuk devia jogar a 10 ou na esquerda do ataque em 4-3-3) e a tentar passar a ideia de que o montenegrino não tem assim tanta importância no plantel.

    E o problema é mesmo esse: o Vuk é um jogador com características únicas no plantel e, digo eu, muita falta faz para dar um colorido ao futebol cinzento que o Paulo Bento adora. Mais do que um correctivo ao jogador, parece-me que estão a tentar dar uma lição ao desbocado do empresário, o que a ser verdade é uma merda de opção e de gestão.

    Devem estar à espera de vê-lo de azul ou de vermelho…

  2. (…) ao que O JOGO apurou, não existe nenhum caso de ordem disciplinar protagonizado por Vuk, que mantém uma conduta profissional dentro do exigível pelos responsáveis leoninos, não evitando, porém, desalento e, em certos momentos, desmotivação pelo momento que atravessa.
    Uma situação que o jogador tentará contornar, sendo certo que só voltará as opções de Paulo Bento, quando o técnico entender que ele reúne as condições para tal. Aliás, na sessão de treino de ontem o jogador deu indícios de passar a demonstrar esses pressupostos com actos, em vez de palavras. O jogo com o Belenenses poderá marcar o seu regresso (…)

    Na mesma notícia

    (…) Não chegou a Alvalade qualquer proposta para adquirir os direitos desportivos de Vukcevic. O agente do atleta, Zoran Stojadinovic, garantiu que enviaria, para a SAD leonina, uma proposta no valor de 4,5 milhões de euros, mas a verdade é que os leões nada receberam (…)

  3. Custa-me que o Vuk não seja opção. Mas continuo convicto de que não há um “caso” Vuk. O Paulo Bento é teimoso, todos sabemos isso. Comete erros, claro. Às vezes sentimos que prejudica a equipa com as suas opções discutíveis. Mas nesta situação, prefiro pensar numa coisa básica: é ele, o Paulo Bento, a única pessoa a ter em sua posse todos os elementos que lhe permitam tomar uma decisão. E, convenhamos, a postura do Vuk e do seu empresário, com constantes declarações públicas, não terá ajudado a melhorar as coisas. O treinador do Sporting não pode, e não deve, mandar para o balneário a mensagem de que há “vedetas” com estatuto. Mesmo com todas as capacidades técnicas e com a garra que lhe reconhecemos, o Vuk não pode amuar por não ser titular, e muito menos pode desdobrar-se em entrevistas a dizer que quer ser titular ou que está desmotivado, triste, aziado… Não pode. Além disso, talvez não lhe faça mal esta pequena travessia do deserto. Depois disto, pode ser que, quando voltar à equipa, perceba de forma mais clara o que é que o Paulo Bento quer que ele faça pela equipa. E não apenas aquilo que é suposto ele fazer por si.

  4. Afino pelo diapasado do Cintra. O Sporting passou tantos anos a ser dirigido e treinado de dentro para fora, e os resultados foram o que se viram. Chamem teimoso ao Paulo Bento, mas a ultima coisa que eu faria, como lider e gestor de homens, era colocar um jogador a titular (retirando, portanto, um outro) so porque a Imprensa e alguns blogues pedem. Mina completamente a autoridade.
    Como exemplo, Carlos Queiroz foi aplaudido de pe pelo sector intelectual dos media portugueses por escolher os jogadores que o Rui Santos e outros que tais tanto queriam, incluindo o Quim para o lugar do Ricardo. Deve ter feito um bem imenso a autoridade dele no balneario da Seleccao, e os resultados (porque nestas coisas a lei de Murphy se aplica inexoravelmente) estao a vista.

    Acho que os maiores culpados continuam a ser os agentes. Se o Stojadinovic se calasse era capaz de aparecer um arco-iris no ceu, de Lisboa a San Francisco. Se o Vuk nao fosse fazer queixinhas ao Filipovic para ele vir mandar bocas para a Imprensa, ainda melhor. Ou voces, como treinadores, a terem que dar a cara todos os dias, iriam sequer arriscar passar o Vuk para titular depois do que disse o Filipovic?

    Para alem disso, o jogador estava efectivamente a recuperar de lesao. Foi o proprio Filipovic quem disse que no ultimo encontro de qualificacao para o Mundial-2010, com Montenegro a perder, “arrisquei tudo e coloquei o Vukcevic apesar de ele nao estar fisicamente a 100%” ou seja brincou, ele sim, BRINCOU com um activo do Sporting. Deixem la a pila do Paulo Bento, que pelo menos tomates ja ele mostrou que tem com tudo o que conquistou e os recordes que ja quebrou (e ainda vira a quebrar) no nosso clube. Caso Vukcevic so existe quando a Imprensa quer e quando o Sporting nao ganha (o que, se todos estivermos unidos, e coisa que nao vai suceder muito frequentemente).

    Saudacoes Leoninas

  5. Eu acho que o Vukcevic é um puto. Mas é um puto talentoso. Craque.

    O Paulo Bento como treinador já deixou de gatinhar mas continua a ter muito que aprender.
    Neste caso Vuk, era necessária alguma pedagogia.

    Se tivessem um filho teimoso, mal educado, birrento, passava-vos pela cabeça deixá-lo de castigo para toda a vida? Claro que não!!!

    É necessário manter alguma firmeza mas evitar que a mesma se pareça com prepotência!!

    E estou inteiramente de acordo com o Cherbakov: Alguém duvida que o Vuk a 10 ( que é o numero dele ) era 50 vezes melhor que o Pipi?

  6. O que me irrita e perturba é esta ideia peregrina de achar que uma equipa de futebol deve ser gerida com os mesmos de um Director de recursos humanos de uma empresa textil ( sem desprimor) Tem que ser tudo igual? Comportadinho? Irrepreensível? Mas isso não é uma equipa, é um colégio de novos ricos armados ao pingarelho. O Vuk tem que jogar caralho! O rapaz jogo à bola, não tem nenhuma licenciatura em Harvard. Haja lugar para a diferença, para a genialidade…e como precisa o Sporting de genialidade. Assim tipo futebol sem grandes teorias. O PB começa a ter perigosas semelhanças com o “homem de UM só livro”. O futebol exige mais “latitude de espírito”. Não é por aqui que se ganha um balneário. E a propósito, o que caralho é isso de um “balneário”? Tem que ter semelhanças com a caserna? Eu quero é golos e o Vuk sabe como isso se faz, directa e indirectamente…

  7. Eu queria agradecer ao Yazalde pelo link com que decidiu prestigiar o Cacifo. Às vezes esquecemo-nos do que é importante no futebol. E até na vida. E os lendários aquecimentos deste menino são isso mesmo. E não há argumento mais forte nesta discussão Bento-Vuk…

  8. Concordo: um balneário não é uma caserna.
    Concordo: tem de haver lugar à diferença.
    Concordo: o Vuk tem lugar nesta equipa.
    Discordo: não há um “caso” Vuk. Há, sim, a gestão de uma situação que, não nos esqueçamos disso, foi provocada pelo próprio Vuk.

    Por último, uma coisa que convém sublinhar: tudo isto começou por causa de uma legítima opção técnica do Paulo Bento, quando decidiu deixar o Vuk no banco na final da Taça de Portugal. E, depois do amuo, depois da reacção de menino birrento do Vuk quando era suposto ele entrar nesse jogo, houve outra opção técnica que o Paulo Bento tomou: colocar o Tiuí em campo frente aos tripeiros. Por estranho que pareça, foi essa opção que acabou por valer-nos a conquista da Taça de Portugal. Daí a “carta branca” que, por enquanto (reforço o por enquanto), me sinto obrigado a dar ao nosso treinador.

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