SIMPLESMENTE LIEDSON

Shakhtar – 0, Sporting – 1 (ele mesmo)

Nível de endorfinas: moderado. Ganhámos mas não encantámos. Foi o mesmo Sporting do costume, ao qual ninguém pode acusar de incoerência. A única diferença em relação aos jogos com os lampiões e tripeiros foi estar, do nosso lado, o jogador que decidiu no pormenor. Também defendemos ligeiramente melhor, especialmente os centrais e o guarda-redes (um bem haja para o Rui, “já está tão grande, qualquer dia está maior que a mãe”…). De resto, o Roca é um desastre a trinco numa equipa cuja prioridade é defender, o Romagnoli não existiu no já célebre “kick and rush” bentiano e o Miguel Veloso foi um buraco na esquerda, ao melhor estilo Ronny (ainda anda à procura do Snra nas costas). Mas o mais atrofiante foi a incapacidade para sair do plano: na 1ª parte, os ucranianos davam metros e metros nas costas e os jogadores do Sporting pareciam atarantados com um guião que não tinham estudado; na 2ª tiveram medo de marcar o segundo golo, não fosse o treinador zangar-se no final do jogo.

Momento-chave: Só houve um. Sempre o mesmo a marcar. Fica a dúvida: e quando o levezinho entrar naquelas hibernações habituais…

Prémio El Dieguito: Calcanhar do Ninja. Delicioso e, mais importante, decisivo.

Prémio Gladstone: Abel. Uma homenagem directa à essência deste galardão: cada um dos três pontapés em rosca provocou as mesmas reacções mistas (gozo, pânico) que o xerife provocava no ano passado… com uma diferença, deste espera-se um bocadito melhor…

Prémio Zé Piqueno: Ninja. Se as suas entradas nas bolas divididas fossem feitas num pinhal da Beira, no pico de Agosto, a estatística dos incêndios disparava para níveis de calamidade nacional.

Visão Zeman: Meu querido losango… do princípio ao fim, excepto quando, com a entrada de Grimi, o Miguel Veloso subiu e encostou-se ao Roca. Não por indicação do Paulo, mas porque assim tinha de correr menos. Aí, o Moutinho desceu algumas vezes para esquerda (circunstancial) e, por momentos, os médios ficavam em linha. Mera ilusão, porque logo o losango voltou para fechar o jogo. Menos mal que estávamos a ganhar.

A estratégia foi a do costume, em jogos fora de alguma dificuldade. Dar pau, parar o jogo, bombear a bola para os avançados, que parecem gafanhotos… a saltar, a saltar, saltar… e logo os anões de meio-campo, a saltar, a saltar, a saltar… não admira que depois haja roturas musculares… Quando se tentou controlar, não se conseguiu… três passes e perda de bola. Dois passe e pum, lá para a frente. Perplexidade total: quando há espaço para correr e é possível dar profundidade ao jogo, joga-se para trás… para controlar… três passes e… perda de bola… Há uma doentia incapacidade de improvisar!

Vivó Sporting… até morrer!: Três jogos, seis pontos, segundo lugar, calendário mais fácil na segunda volta… os oitavos estão perto, pela primeira vez na história do clube na Champions. Haja fé! (Mas o jogo cá vai ser bem mais difícil de encaixar na doutrina bentiana…).

2 thoughts on “SIMPLESMENTE LIEDSON

  1. Eu prefiro olhar para este jogo na vertente “copo meio cheio”:
    – provavelmente a melhor exibição do Patrício até hoje (até o medo de sair aos cruzamentos desapareceu)
    – a subida de forma do Polga
    – um jogo conseguido do Abel (apesar das roscas)
    – Liedson
    – a importância que este resultado pode ter nos próximos tempos

    Sim, é verdade que o jogo foi mais do mesmo (tive que fazer um esforço titânico para não adormecer durante a primeira parte), mas a equipa foi mais estável e, por isso mesmo, ganhou. Se for esta a forma de sermos campeões… ora que seja!

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