Como está manso, o menino Paulo Barbosa

Como em tudo na vida, há quem aprenda depressa, quem aprenda mais lentamente, quem não consiga aprender e quem não queira aprender.

As pessoas que gerem o jornal A Bola pertencem a este último grupo, nomeadamente no que toca a inventar notícias sobre o Sporting ou, se preferirem, sobre insatisfações e vendas de jogadores do Sporting. Ainda ontem, a capa do dito jornal trazia a notícia de que Yannick Djaló estava descontente por ser quarta opção e queria ser vendido, ponderando uma aventura no estrangeiro.

Passaram 24 horas e, ao que parece, a novela tem um ponto final, curiosamente transmitido no mesmo jornal, mas surpreendentemente escrito por alguém que tanto tem ajudado a desgraçar a cabeça a alguns dos nosso putos. Refiro-me a Paulo Barbosa, empresário de Yannick e Miguel Veloso, que tem as seguintes afirmações:

“O Yannick teve uma série de pequenas lesões que não lhe permitiram ter o rendimento esperado durante grande parte do campeonato. Neste momento parece estar bem fisicamente, tem entrado, tem jogado e está saisfeito. Te contrato com o Sporting e é o treinador quem decide quem deve jogar. É verdade que um jogador de um clube grande tem sempre mercado, mas isso não significa que ele tenha que ser transferido”.

Nesta educação de alguns empresários há, sem margem para dúvidas, que dar mérito ao Paulo Bento.

p.s. – relativamente ao Yannick, acho que só há duas soluções: ou se assume que é ele o parceiro do Liedson de forma a ter uma época de tudo ou nada, ou então o melhor é vendê-lo. Até porque opções não faltam (explicarei esta minha ideia num futuro post).

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O tripeiro Domingos já começou a passar a mensagem às tropas

“É um jogo importante na luta pelo campeonato e queremos ganhá-lo, porque influenciar as contas do título ficaria na história da Académica”,
Luiz Nunes, defesa central da Académica.

(e o tripeiro Domingos também deve ter dito ao Luiz Nunes que, se ajudar a vencer o Sporting, para o ano vai jogar de azul e branco. Só não lhe disse é que é no Vizela, ou merda do género)

Maldita campanha negra…

… estas insídias e ignomínias

O Sporting, se conseguir ganhar este campeonato, ganha mais que um simples caneco. Devolve dignidade e verdade à prática desportiva, que neste caso é o futebol profissional.

Acredite-se no que se quiser. Condene-se quem se quiser, ou ninguém. A mim, nada me convence do contrário: o FC Porto está a roubar esta liga! Beneficiando como nenhum outro da arbitragem, pagando salários em atraso a troco de “desconcentrações” e “substituições”, usando velhas receitas para um futebol bafiento. Sem um Charles Smith no futebol, então apele-se à justiça dos deuses do desporto-rei… e que a bola bata no bendito poste (duas vezes, pelo menos). O ar ficará muito mais respirável…

A ESTRELINHA?

Sporting – 2 (Postiga, Liedson), Equipa do Sindicato – 1 (Guaraná, ou que raio se chama o gajo que deve trabalhar no bar lá da Reboleira e decidiu fazer uma perninha aos rapazes alegadamente profissionais e marcar um grande golo)

Nível de endorfinas: Normal. Mais uma vitória, nesta fase relativamente acessível do calendário. Mais um Liedshow! Com o Sporting B em campo, mais alguns titulares, ficaram evidentes as dificuldades tácticas (em grande parte do jogo) e emocionais (os últimos 10 minutos) de um onze que tinha um grande jogador, vários jovens  com potencial e dois ou três veteranos precoces. E bastou. A equipa andou (como andará até ao fim) ao ritmo deste tambor levezinho… se ele tivesse marcado as quatro oportunidades que teve, teria sido tranquilíssimo. Como não conseguiu, a ansiedade dominou o final do jogo para defender uma vantagem… que ele próprio criou. Pouco interessa se assiste, se marca um grande golo, se é o Pedro Silva que lhe mete a bolinha, se o Postiga faz um grande passe, ou se é o Djaló a assistir… é o eléctrico 31 que está sempre lá. A decidir.

Não renovem com ele e há uma revolução em Alvalade! Um 25 de Abril verde e branco (calhando, é o detonador que falta…)

Momento do jogo: bendita chuva, que deixou a relva bem molhada para que a bola rolasse, devagarinho, a poucos centímetros do poste, no último minuto… qualquer torrão de terra podia tê-la metido lá dentro… Finalmente, a puta da estrelinha

Prémio Gladstone: Podia ser qualquer lance do Romagnoli… mas detenho-me no desespero colectivo e individual que se apoderou da equipa nos últimos 10 minutos, em especial aquele lance entre os centrais e Patrício que ia acabando com a fé sportinguista… e provocando a maior invasão de campo do ano por gente tresloucada em perseguição a um árbitro.

Prémio El Dieguito: Pela tentativa, o remate do meio-campo do Liedson a tentar aproveitar o adiantamento do guarda-redes. As genialidades nascem do arrojo.

Prémio Zé Piqueno: A falta do Polga logo a seguir a ter feito um passe idiota… dava o segundo amarelo e colocava equipa em trabalhos redobrados. Um pequeno “momento Pepe”, aliás, o vencedor incontestável do Prémio Zé Piqueno Europa (do ano).

Visão Zeman: Meter o Romagnoli em campo já deixou, há muito, de ter piada. Já é um insulto. Aliás, é uma prova cabal das limitadas competências de Paulo Bento. O argentino acabou para o futebol de nível médio. Não serve. E há muito tempo que qualquer gajo que tenha Sport TV percebeu isto. Mas continua a entrar a titular do Sporting. Já nem vou pelo caminho do “vestir a camisola verde e branca é um privilégio de poucos, dos melhores”. A história recente do Sporting já desmistificou, tristemente, este conceito. Prendo-me na absoluta irracionalidade táctica de jogar com um tipo que não faz absolutamente nada bem!

Dir-me-ão que não havia mais jogadores. E é aí que eu sobressai as limitações do Paulo Bento. Que nós pensemos que não há alternativas, é normal. Somos adeptos, não somos profissionais desta merda. Que um treinador decida em função disso mesmo, parece-me grave… então para que servem os treinos? Vamos jogar sempre com um trinco, dois médios volantes e um 10, mesmo quando temos um não-jogador para jogar a 10? Não há alternativas? Então e aqueles joguinhos em que até ganhámos com estilo contra equipas de merda num clássico 4-4-2? É preferível ter apenas duas opções de jogo: correr em tabelinhas pela direita ou lançar longo (e mal) para o Liedson?

Vivó Sporting… até morrer!: Liedsondependentes, agora que ele até diz que já está bem fisicamente, não é necessariamente mau… para o que falta. É preciso um pouco mais de amparo (Derlei, Izmailov, Moutinho e um Pereirinha melhorado), mas temos tudo para fazer o pleno… e, depois, é pagar os salários do Trofense e contratar, já, o Jorge Jesus… para ele dar-nos o título na última jornada no Dragão!

Coincidências…

Quando o fcp foi jogar a Matosinhos, naquele jogo em que o guarda-redes do Leixões, que fará parte do plantel do clube azul e branco da próxima época, teve um bloqueio mental que o impediu de fazer-se às b0las, deu-se uma espécie de milagre: “apareceu dinheiro que permitiu pagar os ordenados em atraso”, como disse o director desportivo leixonense, Vitor Oliveira.

Esta semana o fcp recebe o Vitória de Setúbal, outro clube com a corda na garganta, não só desportiva como financeiramente. “Graças a Deus”, almas caridosas que gostam do clube do Sado encontraram forma de pagar parte dos ordenados em atraso.

Eu tenho pena que não estejamos na final da Taça de Portugal. Sempre podíamos trocar o caneco por uns milhões para abater no passivo.

p.s. – como me disse o Cintra, também é maravilhoso o Orlando Sá, jogador do Braga, clube com o qual o fcp poderá ter que decidir o campeonato, estar a recuperar de uma grave lesão na clínica do dragão.