Bettencourt marca pontos

[…] Talvez a forma como se integram os jovens tenha que ser um pouco mais pensada e um pouco mais lenta, para haver uma mescla maior entre juventude e experiência […] Chegar à equipa principal do Sporting tem que ser um fim. Não pode ser um trampolim“, JEB in O Jogo, sobre os jovens jogadores olharem a equipa principal como uma forma de darem o salto para outro campeonato.

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Um treinador que vende camisolas

Foi desta forma que Paulo Cristóvão promoveu a sua conferência de imprensa desta tarde (19h), onde apresentará um treinador estrangeiro com experiência. O Cacifo fez uma ronda pelo “diz que pode ser este” da nossa imprensa e deixa-vos uma lista de nomes para quem quiser juntar uma aposta aos números do euromilhões:
Rijkaard, Klinsmann, Laudrup, Co Adriaanse, Trapattoni, Mancini, Balakov, Scolari, Van Gaal, Jozic, Pekerman, Zico, Radomir Antic, Bernd Schuster, Ruud Gullit, Luiz Fernandez… e há até quem diga que esta pode ser uma manobra de diversão para apresentar Jesus.

O Bolton espera por ti

Quer-me parecer que o Miguel Veloso colocou um ponto final no seu percurso como jogador do Sporting. “O Miguel não é defesa esquerdo nem gosta de jogar a defesa esquerdo […] Querem fazer do Miguel pode expiatório […] Se o mister quer que o Miguel vá embora, é uma opção dele, não minha”, são apenas algumas das frases que podem ser vistas aqui  e que deixam este futuro Hugo Viana com os dois pés fora do Sporting.

Futebol feliz

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Depois de anos a penar, com Mourinhos, Benitez ou Ancelottis, finalmente o futebol está feliz. Uma obra de dois homens, dois iluminados. Dois catalães cujas decisões e competência fizeram mais pelo futuro do futebol que 20 anos de Champions League. Guardiola e Laporta são as personagens mais importantes do futebol de fato e gravata do século XXI. No mínimo.

A vitória do Barça teve duas ironias: primeiro, não devia ter acontecido, porque foram altamente beneficiados contra o Chelsea. Mas até aí foi uma qualificação para a história, contra o poder que inflacionou o futebol nos últimos anos, destruindo a democracia inerente; depois, ganhou contra-natura, a defender, a controlar… mas com a mesma inteligência táctica, mestria técnica, alma colectiva e rigor mental com que revolucionou o futebol de ataque. E, agora, o futebol moderno.

Para além da incomparável competência do treinador, que junta à capacidade de trabalho e à formação futebolística de excelência, um nível de bom senso raro, este Barça também goza de algo inigualável no futebol moderno: uma gigantesca alma! Um amor à camisola, ao símbolo, à história. Futebolística (Dream Team) e cultural (catalã).

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Finalmente, a vitória deste Barça é a vitória da improbabilidade genética. É uma vitória da esquerda. Não somos todos geneticamente iguais, felizmente. Mas somos todos iguais à luz da lei, somos todos iguais no direito de acesso às oportunidades de sermos melhores, os melhores. Somos todos iguais por precisarmos sempre dos outros, do outro, mesmo do que é diferente. Os pequenos, deformados e feios do Barça impuseram-se aos perfeitos, altos e bonitos do Man U. Porque jogam um futebol que precisa do outro, porque as suas limitações físicas são, de facto, uma vantagem, porque os artistas não são perfeitos. São geniais.

A discussão entre Messi e Ronaldo promete eternizar-se. São dois fenómenos. Mas os dois melhores jogadores de futebol do Mundo, hoje, são o Iniesta e o Xavi. Os motores futebolísticos das duas melhores equipas do mundo, clube e selecção.

Eu tive o privilégio de ver o Barça jogar ao vivo, este ano. Nunca tive tanto prazer em ver o Sporting goleado. Porque só num estádio é que se percebe a dimensão futebolística deste Barça, especialmente no ataque. A perfeição táctica, as jogadas ensaiadas de futebol corrido, o posicionamento militar, o toque e a liberdade para criar, sem complexos. Só no estádio é que percebi que esta é a melhor equipa de futebol que eu vi jogar na minha vida, até hoje. A boa notícia é que, com esta Champions, a probabilidade de ser superada na história aumentou consideravelmente.

PS: Que não se justifique com o exemplo do Barça a aposta do Sporting na formação. Não só é patético, como absolutamente ilusório… Para o Barça é uma questão cultural, para o Sporting é um mero meio de financiamento, que enche o bolso sempre aos mesmos e que dá poucas alegrias aos adeptos. Até nisso, pode ser que a moda do Barça mude alguma coisa em Alvalade (os percursos de Paulo Bento e Guardiola não deixam de ser curioso: circunstancialmente paralelos, mas na essência não podiam ser mais distintos).

É pena

José Eduardo Bettencourt recusou um debate televisivo com Paulo Pereira Cristóvão, que colocaria frente a frente os dois candidatos.

Bettencourt perde uma excelente oportunidade de perguntar ao Cristóvão que é o benemérito que vai oferecer-lhe o terreno para a construção do pavilhão.
Cristóvão perde uma excelente oportunidade de chamar maricas ao Bettencourt, depois deste dar a entender que uma das razões para ficar com Paulo Bento é termos pouco tempo para preparar a pré da Champions e a próxima época.

Nós, adeptos, perdemos uma oportunidade de tirar algumas dúvidas ou, pelo menos, de ouvir o Cristóvão completar o que começou a dizer ontem, na SIC: “O Sporting precisa de um treinador com mais experiência. Não gosto de segundos lugares e não me preenche ficar à frente do Benfica. O que me preocupa é ficar sempre atrás do FC Porto. Paulo Bento, enquanto homem, fez muito pelo Sporting e teve de fazer o que outros, por inépcia, não fizeram, como lhes competia, mas Paulo Bento não será o meu treinador, que anunciarei nos próximos dias, quando tiver tudo acertado“.

Qualquer dia estamos a jogar com extremos!

“A época mal terminou, mas Paulo Bento, de 39 anos, não perdeu tempo e já começou a definir com a estrutura do futebol leonino os contornos do plantel da próxima época, caso continue no comando técnico do Sporting […] De saída de Alvalade estão Rodrigo Tiuí, Ronny e Romagnoli, fruto de uma temporada menos conseguida. O herói da Taça de Portugal da última época deverá ser cedido por empréstimo, enquanto o lateral-esquerdo e o argentino, ambos com apenas mais um ano de contrato, poderão sair a título definitivo.”, in Record

p.s. – podiam juntar o Abel aos três estarolas…

Dissemos adeus à oitava jornada

Podem falar do empate na Trofa. Da derrota em casa, com o Braga. Ou, se quiserem ser líricos, do empate em Coimbra.

Para mim, e completando o balanço da época feito pelo Douglas no post anterior (e com o qual concordo em quase tudo), a confirmação de que não seríamos campeões deu-se à oitava jornada, quando perdemos em casa com o Leixões. Não agarrámos a liderança e, pior, foi um balde de água fria para aquela que, muito provavelmente, foi a melhor assistência da época, em Alvalade.