O CHICO ZÉ

Liedson Clube de Portugal-2, Choco Frito- 1

O ponto alto da noite: o inovador e vanguardista recurso à anedota para explicar o desempenho da equipa num jogo perdido no último minuto:   

“Isso faz lembrar a anedota da equipa alentejana que foi jogar ao campo do Manchester United. Caiu um nevoeiro cerrado e o árbitro deu o jogo por terminado. O Chico Zé, que era o guarda-redes da equipa alentejana, não percebeu que o jogo tinha sido interrompido e ficou na baliza. Os colegas, quando chegaram ao balneário, deram por falta dele e foram ao campo procurá-lo. O Chico Zé estava entre os postes quando lhe disseram que o jogo tinha sido interrompido e ele respondeu: Ah! Bem me parecia que não podíamos estar a massacrar o Manchester”

Carlos Cardoso, o homem de que toda a gente gosta, o homem que comete o mesmo erro só para provar uma teoria, o homem que insulta a nossa inteligência por achar que ao cometer o mesmo erro prova essa teoria. Mas quem pode acusar este homem seja do que for, quando, pela primeira vez na minha vida, eu ouvi um treinador contar uma anedota para explicar uma derrota?

Quanto ao Sporting, a questão já nem é querer ou não querer esta versão para o ano. A questão é que, pura e simplesmente, este Sporting cansa-me. Sempre o mesmo, sempre os mesmos erros de casting, sempre as mesmas deficiências genéticas, sempre a merda do Abel, sempre o inconsequente Veloso, sempre o deprimente Pipi, sempre os tiros secos de Postiga, sempre o Djaló a extremo direito, sempre o capitão a deixar “tudo em aberto para o ano”. Sempre o mesmo a desequilibrar a balança. E sempre a eterna gratidão ao levezinho. A novidade foi que decidimos começar a intimidar os árbitros logo no aquecimento… altamente eficaz, o jogo foi limpinho.

Uma palavra para Placebo, um visitante fiel: obrigado pela tua diversidade, mas sobretudo pela tua persistência. Lembras o Zandinga, quando todos os anos dizia que o Sporting ia ser campeão. Alguns anos depois, acertou em 2000. O actual estado do Polga é o teu 2000. Parabéns.

6 thoughts on “O CHICO ZÉ

  1. O incidente entre o Duarte Gomes e o Ricardo Peres, demonstra bem a falta de respeito que os árbitros (nos) têm. Ele está a fazer o aquecimento, o DG quer passar ali – interrompendo os exercícios – e ainda fica indignado pelo RP lhe ter dito para não o fazer, chegando inclusivamente a empurrá-lo?! O QUE É ISTO!?
    Pena tenho eu que os nossos dirigentes (nestes casos) sejam uns merdas. Porque só a nós é que nos fazem destas.

    Acho que o início do jogo foi péssimo do ponto de vista do árbitro. Apitou por tudo e por nada. Ao menos nós, fomos coerentes do princípio ao fim. Que merda de jogo. Infelizmente só há um Liedson; dava um jeitaço ter um na baliza, defesa e meio-campo.

    Tirando Liedson por tudo, e Derlei e Moutinho pela atitude dentro de campo – quando o 1º não se expulsa estupidamente – não há nada mais de positivo a retirar do jogo de hoje.

    E voltam as declarações de Moutinho a deixar tudo em aberto em relação à saída. Já a do título…começa a cansar este discurso do “quero sair mas dou tudo se ficar”.

  2. Pormenor curioso/hilariante: em 1981 o Zandinga disse que os lamps iam ser campeões nesse ano, 1981/82. Foi o Sporting.
    Estive lá e é de facto um exercício de irritação ver este Sporting. O que vale é que o Liedson continua igual a si próprio e 90% das equipas do “campeonato” são confrangedoramente fraquinhas, porque senão estaríamos a lutar pelo 5º ou 6º lugar.

    Saudações Leoninas

  3. Foi mais ou menos o costume: Liedson a marcar, Polga a enterrar.

    E´assim lá asseguramos o tetra-vice campeonato este ano uma espécie de prenda envenenada: vamos começar mais cedo, o play-off da Liga dos Campeões trará adversários difíceis, onde a não qualificação poderá deixar estragos no ânimo.

  4. Bem, agora que o campeonato se “complicou”, diria que não faria mal nenhum dar uma oportunidade ao Polga, deixando-o comandar a defesa nos próximos jogos, tal como o tem feito até aqui. Em nome do apaziguamento, antes da (sonhada, mais que esperada) despedida.

    Lá estarei na última jornada, a agradecer. Não é fácil, tantos jogos com 10 contra 12, 14, 15, sei lá (mas raras vezes apenas 11)….

    Vulgo, o “Coração de Leão”

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