É pena

José Eduardo Bettencourt recusou um debate televisivo com Paulo Pereira Cristóvão, que colocaria frente a frente os dois candidatos.

Bettencourt perde uma excelente oportunidade de perguntar ao Cristóvão que é o benemérito que vai oferecer-lhe o terreno para a construção do pavilhão.
Cristóvão perde uma excelente oportunidade de chamar maricas ao Bettencourt, depois deste dar a entender que uma das razões para ficar com Paulo Bento é termos pouco tempo para preparar a pré da Champions e a próxima época.

Nós, adeptos, perdemos uma oportunidade de tirar algumas dúvidas ou, pelo menos, de ouvir o Cristóvão completar o que começou a dizer ontem, na SIC: “O Sporting precisa de um treinador com mais experiência. Não gosto de segundos lugares e não me preenche ficar à frente do Benfica. O que me preocupa é ficar sempre atrás do FC Porto. Paulo Bento, enquanto homem, fez muito pelo Sporting e teve de fazer o que outros, por inépcia, não fizeram, como lhes competia, mas Paulo Bento não será o meu treinador, que anunciarei nos próximos dias, quando tiver tudo acertado“.

10 thoughts on “É pena

  1. Para mim a candidatura do PPC morreu quando veio criticar o ordenado do JEB. Isto porque veio dizer que se o JEB ganhar 800.000€ no Sporting, vai ganhar 4 vezes mais que o Pinto da Costa no FCP.
    Ora, uma pessoa que acha que o Pinto da Costa “saca” somente 200.000€ ao FCP por ano, é um ingénuo. E ter mais um ingénuo a presidir ao Sporting não acho que seja uma boa opção.

  2. (isto era para ser um “post”, mas fica um comentário ao estilo do PPA, pq o cherba se antecipou a suscitar o debate)

    Ontem deu-me um ataque de militância e investi 50 minutos da minha vida (mais uns minutinhos a procurar o video) para ver a “tal” entrevista que o Paulo Cristóvão deu à SIC Notícias. Fi-lo por ter lido alguns blogues lagartos a aplaudir as intervenções do candidato e por ter ouvido colegas meu a comentar que o homem “tem ideias válidas e daria um bom presidente”.

    Pois bem, depois de assistir aos ditos 50 minutos de conversa, eis as notas que retiro:

    – não entendo a excitação em torno da entrevista. Percebo que o homem personifica o “adepto-que-gostava-de-ser-presidente” que há em cada um de nós. E que ele, ao contrário de nós, teve coragem/condições para avançar. Dou-lhe esse mérito. Mas…;

    – … as palavras de Cristóvão foram um conjunto de lugares comuns, típicos de um candidato. Pouco de novo. Com a agravante de a entrevista ter sido conduzida por um entrevistador que pouco perguntou, coadjuvado por um lampião e um tripeiro a comentar/perguntar. Surreal, na forma;

    – reconheço a coerência no discurso de Cristóvão e admito que esperava uma figura menos contida (sim, o fantasma do Sousa Cintra andou-me sempre pelo cérebro). Mas ninguém me tira da cabeça que há ali algum treino para não soltar, nesta fase, uma faceta mais “genuína” que lhe está latente nas expressões e reacções;

    – gostava que ele usasse menos vezes a muleta linguística “de alguma forma”. Usou-a 39 vezes em 50 minutos (ok, não contei, mas acreditem que se falho é por defeito e não por excesso);

    – acho inaceitável que um candidato a presidente do Sporting tenha por bandeira “combater a belenensização do Sporting”. Pode perceber-se a ideia, mas é uma forma inconcebível de fazer campanha pela negativa;

    – a ideia do “eu não gosto de segundos lugares” é um chavão inócuo. Pode ser um bom soundbyte de campanha, mas, bem espremido, não vale nada. Ou alguém acredita que há alguém na estrutura do Sporting (desde o presidente da SAD ao Paulinho) que goste de segundos lugares?;

    – percebo nas palavras de Cristóvão algum ressabiamento por o Paulo Bento se ter associado ao Bettencourt. Acho que reside sobretudo aí a necessidade de vir dizer que o Paulo Bento não é o “seu” treinador. A ideia do “upgrade” na experiência da direcção técnica do plantel pareceu-me oca. Fico à espera do nome do “seu” treinador para confirmar isso;

    – os alertas sobre a diminuição de sócios ou sobre a falta de militância têm de ser feitos de outra forma, sob pena de nos ridicularizarmos aos olhos da concorrência. Além de que não me parece honesto dissociar a média de espectadores no estádio da crise económica que todos sentimos nos bolsos;

    – a ideia do pavilhão no jardim do Campo Grande (bem como a notícia de que aquilo está a concurso público para construção de infraestruturas desportivas) foi o único ás de trunfo que ele apresentou. De facto, a ser verdade, como é que a direcção do Sporting não se posicionou nessa matéria? Falta saber os reais contornos desse concurso. A começar pelo mais simples: é verdade?;

    – a proposta para adjudicar 25% da quotização de cada sócio para a sua modalidade preferida é pura demagogia: nada resolve!;

    – a lengalenga de o clube vender mal os “activos” da formação é argumentação de taberna. Cada caso teve a sua especificidade e conjuntura. Falou no Figo (Cristo… recuou a 1994) e no Ronaldo. Demagogia pura, mais uma vez. Ninguém lhe pergunta se o Nani foi mal vendido?!;

    – criticou os “prémios” pagos a dirigentes e lamentou a inexistência de uma “cultura de mérito”. Mas não apresentou um único caso concreto. Isso é merda!;

    – mandou bocas sobre o aumento da folha salarial, mas não concretizou nem acusou alguém em específico. Isso é merda!;

    – mandou bocas sobre os sócios passarem a pagar um ordenado ao presidente do clube. “A um vão pagar mais do que a outro”. Sem concretizar. Isso é merda!;

    – voltou a falar no passivo dos 340 milhões, mas disse que só podia explicar melhor depois de ganhar as eleições. E pelos vistos chega a esse valor com a mistura de alhos e bugalhos. Isso é eleitoralismo. Isso é merda!;

    – quer lançar um canal de tv do Sporting e até foi ao Estádio da Luz ver como funcionava o dos lampiões. Ofende-me duplamente. Ofende a minha inteligência por querer fazer-me crer que seria rentável lançar um canal de televisão de um clube num país como o nosso (se não fosse o dinheiro da PT, o canal do Benfica já tinha fechado, foda-se!). E ofende o meu sportinguismo por achar que temos alguma coisa a aprender com aquele clube merdoso;

    – a posição “institucional” do clube face aos grandes rivais também resvalou para a conversa de café. “Sou incapaz de elogiar o FC Porto ou o Benfica. É contra os meus princípios”, disse sorridente. Mas foi incoerente, porque usou umas 7 ou 8 vezes o FCP como termo de comparação “positiva”. No final também meteu os pés pelas mãos sobre a necessidade, ou não, de o Sporting discutir matérias de fundo sobre futebol com os mafiosos e os lampiões;

    Por último, dou-lhe toda a razão num aspecto: é inconcebível que o candidato Bettencourt se mostre indisponível para debater o Sporting com o candidato Cristóvão. É um atropelo às mais elementares regras da democracia. Espero que Bettencourt reveja esta posição, sob pena de confirmar os tiques monárquicos das últimas estruturas directivas do clube.

  3. Duas frases a reter da mesma entrevista,

    »No futebol não há projectos«

    O Sporting, o Benfica e o Porto ambos têm…«

    Caro Cintra,

    Não posso votar num gajo que vai ao campo da bola dos outras para ver a televisão. O que é

  4. Caro Cintra,

    As minhas desculpas. Pedi à gaja para ela parar enquanto eu terminava o comentário, mas ela continuou, e olha, tunga, foi tudo pelo ar.

    A frase acabava assim,

    »O que é que eu faço? Voto no JEB? Não vou lá?

  5. Sobre a entrevista do PPC cá vão os meus bitaites:

    Pontos fortes:

    – Ao nível do discurso esteve acima do esperado, e parece-me que foi isso que impressionou alguns sportinguistas. O homem preparou-se e os tiques caceteiros continuam lá mas foram disfarçados. O formato da entrevista é óbvio que ajudou;

    – A insistência numa sala de sócios condigna e no pavilhão. A ideia do Campo Grande, se for realmente possível, é muito bem sacada. Assumir o naming só lhe fica bem;

    – A questão das quotas também me parece acertada e não vejo demagogia nenhuma nela. Qual é o problema de os sócios terem a opção de apoiar a sua modalidade preferida com parte das quotas que pagam? Nada mais justo. A liberdade de escolha é uma coisa bonita;

    – O realismo sobre a Academia em Alcochete e a sua possível mudança, caso vantajosa para o clube, e não a SAD.

    – A razão que JEB lhe deu sobre o valor do passivo.

    Pontos fracos:

    – O fosso. Toda a gente odeia o fosso. Eu odeio o fosso. Mas aquele projecto para o cobrir parece mal amanhado. E qual é que seria a visibilidade dos lugares novos? Falta trabalho. Já agora fica a sugestão: tirar as cadeiras benneton aproveitando o naming das bancadas (no antigo estádio já tivemos isso);

    – A contradição do discurso sobre o benfica e o porto;

    – A metáfora do Belém é totalmente verdadeira (clube que se enterra com as dívidas do novo estádio), mas utilizada assim só prejudica o clube;

    – O bitaite da Sporting TV, totalmente à balda (fui à luz, aquilo pareceu-me fácil de fazer e tal…);

    – O discurso sobre as vendas. Neste campo evoluímos muitíssimo nos últimos anos, e numa conjuntura difícil. Mais: Qual foi o jogador que saiu pela porta pequena que depois explodiu lá fora nas últimas épocas? Depois do Danny não me recordo de mais ninguém, e já se foram embora muitos…

    A dúvida:

    – PB. Fico à espera do novo nome.

  6. Eu se fosse ao JEB também não debatia. Não por desrespeito os Sócios mas porque, como sabemos, quem vai na frente, com tanta vantagem, num debate só tem a perder. Estratégicamente seria um erro. Mas, por isso mesmo, seria uma prova de respeito pelos Sócios. Ainda que eu preferisse que eles apresentassem ideias concretas, com estimativas de custos e receitas, sobre formas concretas de aumentar:

    o envolvimento dos sócios com o clube
    o número de sócios
    a competitividade das Modalidades

    É que sobre futebol, mais tarde ou mais cedo, lá chegaremos. Sendo que de JEB já se percebeu que a estratégia passa pela continuidade. Como não prevejo que ele perca, estamos conversados…

    A este respeito, importa frizar, que acho que o Sporting só é Sporting com aposta clara nas modalidades. Se não em todas, porque hoje não vivemos de “amor à arte”, pelo menos naquelas que elegemos: tenis de mesa, andebol, futsal e atletismo.

    Já agora, um pavilhão no Campo Grande, não sei se é exequível, mas lá que é uma grande ideia, é!

    PPC é um candidato (não o meu) que dignifica o Sporting. Não precisa é de ir para cima do seu opositor gratuitamente. Só perde. Até porque há argumentos válidos para criticar JEB. Pode começar pela conivência deste com o projecto Roquette que arruinou o Sporting e que até hoje, ninguém dos que nele participaram, assumiu esse descalabro.

  7. Cintra: o teu comentário, para além da lucidez que demonstra, permite-me prescindir da necessidade (que se colocava antes) de insultar o cherba. Bom em dois sentidos, portanto.
    Há mais frases irritantes e suspeitas do senhor expj-àesperaqueomediatismoolivredeumasériedeprocessoseincómodos. Mencionei algumas num comentário algures pra aí…

  8. Dao-me licenca que faca um “hijack” do topico? Acabei de perceber que o Sporting jogou esta temporada contra os vencedores da Taca UEFA e da Champions League. 2 vezes cada um. 2 vitorias (1-0, 1-0), 2 derrotas (1-3, 2-5). E ainda assim ficou em 2o lugar no grupo… que estranha temporada.

    SL

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