Respeito

Vitor%20Damas

Houve uma altura, algures entre os 8 e os 10 anos de idade, em que não conseguia decidir-me sobre se queria ser guarda-redes ou jogar à frente. A culpa era de três keepers, o Toni Schumacher, o Jean Marie Pfaff e, claro, do Damas.

Sendo eu do Sporting, quando jogávamos aos penaltis, jogo simples que consistia em amassar os portões das garagens que serviam de baliza, eu queria ser o Damas sempre que era a minha vez de defender. E naquele inesquecível ano de 86, fiquei eufórico quando soube que o Damas ia ser o guarda-redes da selecção, contra Marrocos, no terceiro jogo do nosso grupo no Campeonato do Mundo.

Perdemos 3-1 e eu mandei uma real sapa num puto lampião que disse que tínhamos perdido por causa do Damas.
Tal como naquele simples jogo dos penaltis, era uma questão de respeito. Pelo Damas.
Não posso, por isso, deixar de assinalar a justa homenagem que lhe fizeram, baptizando com o seu nome a nossa baliza do topo sul.

3 thoughts on “Respeito

  1. Cherba, Então e o Dino Zoff?

    Claro que de todos os gdes GR mencionados VITOR DAMAS é o unico que é eterno… Agora, se possível fosse, ainda mais. :)

    P.S – Na mesma altura havia um gr espanhol q gramava ver o gajo… a sofrer frangalhadas, claro! Algumas, verdadeiramente dignas de um qlq Bento… Era o Arconada. A qlq defesa vulgar, relatavam os espanhois: “Que parada de Arconada”.. Replicavamos nós, putos raianos com odiozinho especial aos ‘gilipollas’ do outro lado da fronteira: “Que frangada do Arconada”. No fim, acho que ganhamos nós, tendo em conta o q me ri na final do Euro84!!!!

    SL!

    • Virgílio,
      o Dino Zoff, independentemente da sua qualidade, não faz parte da minha lista de guarda-redes preferidos, tal como acontece com o Dasaev.

      E lembrei-me agora que foi também em 86 que assisti a mítica exibição do Ducamam, o redes do Steua de Bucarest que defendeu quatro penaltis contra o Barcelona, na final da Taça dos Campeões.

      E, já que falamos do Damas, não custa recordar a noite em que ele também defendeu quatro penaltis, contra o Glasgow Rangers, numa das noites mais inglórias a que o velhinho Alvalade assistiu.

  2. Alguém se lembra do van Breukelen?

    Grande redes, aquele ano de 88 em que ganha o Euro com a Holanda e a Taça dos Campeões com o PSV contra o pai do M. Veloso & companhia é das primeiras recordações marcantes que tenho de ver futebol lá fora. Depois do Pique do México 86, claro está!

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