Diz o fdp que se mostrava desolado depois de terem oferecido a Taça da Liga aos lampiões

 Hermínio Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), quer um ponto final na polémica da atribuição do título de juniores […] “Como sabe ainda há possibilidades de se pedirem recursos às instituições, mas eu espero que seja um assunto ultrapassado e encerrado e que agora pensemos positivamente na época que aí vem“. (in Antena 1)

Que bom!

 caicedo

Caicedo já é nosso.

Uma operação avaliada assim pelos jornalistas do Guardian:

And Sporting Lisbon have been sent a really cleverly edited highlights tape by Felipe Caicedo’s agent with loads of bits that for some reason cut out just as he looks like he’s about to ram the ball into the net. But they’re sure it’s all fine.

Relativizando o habitual tom irónico destas análises diárias do jornal britânico, não há dúvida que nos deve encher de confiança um jogador que marcou menos golos na sua carreira que os quilos que o Rochemback tem a mais. Já tenho saudades do Tiuí…

PS: Ao menos vamos vender milhares de camisolas do Sporting no Ecuador…

Novo Romário

Dizem que tem pinta de craque. Dizem que é um dos avançados com mais futuro de todo o futebol brasileiro. Dizem que faz lembrar Romário. Dizem que já foi comprado pelo Barcelona. Dizem que não tem lugar na equipa devido ao ataque estratosférico que os catalães têm neste momento. Dizem que será a referência ofensiva da equipa nos próximos anos quando aprender o bê-há-bá do futebol europeu. Dizem que o Valencia pensou nele para substituir Villa. Dizem que o Atlético Madrid pensou o mesmo se vendesse o Forlán. Agora dizem que o querem emprestar a uma equipa da zona europa para aprender a competir sem a pressão sufocante da liga espanhola. Mas também dizem que o destino dele pode ser o Porto envolvido no possível negócio do Bruno Alves.

E agora, digo eu: Se queremos um avançado, por empréstimo, por que razão não tentamos contratar o Keirrison, caralho!?

Resumidamente

Prometo não ir alongar-me muito no rescaldo ao jogo de ontem, em Guimarães, até porque já desabafei aqui e, também, aqui, sobre a nossa pré-época.

Assim sendo, ficam cinco ou seis ideias rápidas:
– Se eu fosse treinador, com toda a certeza aproveitaria o último jogo de preparação para dar minutos de conjunto aos onze jogadores que forem entrar de início no primeiro jogo a doer. Mas tudo bem, com o Twente a jogar ali ao lado, em Braga, deve ter sido uma forma de baralhar o observador;

– Gostei do Adrien. E do Miguel Veloso que, curiosamente, é um dos nossos três jogadores em melhor forma física;

– O golo do Mat14s é de classe. Dá, desmarca-se, recebe, levanta a cabeça, vê a posição do redes, golo. Oxalá seja o primeiro de muitos;

– Quando o Postiga marcou o segundo golo, pensei: “será que já deu para perceber a diferença entre entre um lateral direito que vai à linha (Pedro Silva) e um lateral direito que faz centros do meio campo (Abel)?”;

– Contra o Forest enervámo-nos sem justificação, contra o Feyenoord fomos imaturos, ontem não tivemos coração. Por este andar, o Paulo Bento vai esgotar as justificações para os maus resultados ainda antes do campeonato começar…

– Adorei, mas adorei mesmo, a exibição do Tonel! Que grandes sorrisos devem ter ficado estampados na face de todos aqueles que estão quase a promover uma petição para que o rapaz seja titular!

Pensar em grande

Sim, no dia em que se assinalam 40 anos sobre a chegada do homem à Lua, dei comigo a pensar no quanto me irrita a lentidão com que os nossos dirigentes estão a reforçar a equipa.
Mais, no quanto me irrita a conversa de que não há dinheiro, acabando essa conversa por anular a noção de que fazer um esforço para trazer jogadores acima da média pode revelar-se, a curto/médio prazo, na conquista do campeonato, em receitas, no regresso do público a Alvalade, na capacidade de gerar receitas.

Disse o nosso presidente, pouco após ser eleito, que iríamos ter jogadores daqueles que levam pessoas ao estádio e vendem camisolas atrás de camisolas.
Então, e agora digo-vos eu, se eu fosse presidente do Sporting, tendo ou não afirmado uma coisa daquelas, estaria a caminho de Los Angeles para tentar trazer David Beckham para Alvalade.

Depois do recente episódio com os adeptos do Galaxy, Beckham tem poucas ou nenhumas condições de continuar a jogar nos states, para além de ter já afirmado que quer voltar à Europa para poder ser chamado à selecção e disputar o Mundial de 2010.

Nos meses que esteve em Milão, David Beckham mostrou que ainda tem muito para dar. Em Alvalade, para além de vender camisolas atrás de camisolas e permitir ao Sporting montar-se às cavalitas da Pepsi e passar a transmitir jogos para o Japão, o spice boy marcaria cantos, livres e centraria como ninguém centra em Portugal. Encaixaria que nem uma luva no 4-2-3-1 que eu defendo e, imagine-se, até seria o interior direito perfeito se o Paulo Bento insistisse em regressar ao losango quando o Izmailov estivesse recuperado (e teríamos, finalmente, Liedson e Vuk na frente).

A meu ver, é desta forma que o Sporting deve pensar. Em grande (e também se esqueceram do Michael Owen).
Não conseguir vestir-lhe a camisola verde e branca será o mais natural, mas quem não se recorda daquela capa da Bola que dizia “Schmeichel voa para Alvalade”?

Faz-me confusão

Ponto prévio: a primeira parte de ontem, frente ao Feyenoord, teve alguns momentos de bom futebol. Rui Patrício sacou uma grande defesa. Miguel Veloso está a tirar frutos das idas ao psicólogo. Moutinho é aquele Moutinho que todos gostamos. Mat14s começa a dar sinais de vida. Postiga marcou um grande golo. Liedson está quase no ponto. E, não menos importante, Alvalade recebeu mais de 31 mil pessoas, coisa raramente vista na época passada.

Ora, quer-me a mim parecer, que muitas dessas 31 mil almas devem ter ido para casa com dúvidas semelhantes às minhas.

Faz-me confusão a insistência no Caneira e no Abel, como defesas laterais. Até tolerava a presença do Caneira, se isso significasse o Pedro Silva a titular com liberdade para subir que nem um louco, deixando a defesa entregue a três homens em movimentos ofensivos.
Faz-me confusão falarmos constantemente em comprar médios e avançados, esquecendo a necessidade que temos em adquirir laterais acima da média e um central capaz de não ser constantemente comido quando as bolas paradas obrigam a utilizar o jogo aéreo.
Faz-me confusão, em dois jogos de preparação, ver serem repetidos muitos dos erros de épocas anteriores e, talvez no seguimento disso mesmo, ouvir um discurso no final do jogo que faz-me lembrar momentos que tanto me (nos) irritaram.
Faz-me confusão, num mísero jogo de preparação, ver a equipa meter o chip de “pronto, já está! Vamos lá controlar esta merda até final”, depois de marcar um golo, em vez de procurar ampliar a vantagem.

Ok, é verdade que isto é apenas a pré-época e que, quem sabe, podemos estar a perder os jogos agora e sermos uns verdadeiros leões quando isto for a sério, mas… permitam-me, então, que vos brinde com a minha última confusão.

Alguém consegue explicar-me porque razão temos tão poucos jogos de preparação agendados?
Se olharmos para os nossos mais directos adversários, por certo constataremos que, em menos tempo de trabalho, já têm mais minutos de bola na pernas. Nós, pelo contrário, vamos chegar ao arranque da temporada sem que mais de 90% do plantel tenha 90 minutos seguidos nas pernas.

“Ah, e tal, nós não mexemos na equipa e apenas precisamos de pôr a trabalhar uma máquina que já está oleada”.
Hum, hum… estou a ver, estou a ver… mas, ainda assim, faz-me confusão…

Isso já nós sabíamos, amigo Vuk

Foi com enorme prazer que vi as imagens do Vukcevic na conferência de imprensa. Sorridente, com ar de quem parece ter ganho consciência de que certas manias de puto estúpido não se compadecem com ser-se “profissional da bola”, Vuk deixou a seguinte mensagem:

Sinto-me bem e estou à disposição do treinador para jogar onde ele quiser. Passado é passado, agora sinto-me mais tranquilo. Eu acredito sempre em mim e, nesse aspecto, nem Paulo Bento nem ninguém me pode mudar. Os adeptos ajudaram-me muito e quero conquistar um título esta época“.

E não deixou de ser curioso ouvi-lo confirmar aquilo que já várias vezes defendemos no Cacifo: o homem tem que jogar ao lado do Liedson ou, se jogar no meio campo, tem que ocupar o lado direito, o único que lhe permite fazer diagonais e utilizar o melhor pontapé que temos em Alvalade: “Como disse, quero mesmo é jogar, mas as minhas posições preferidas são como avançado ou médio direito“.

Por tudo isto, volto a perguntar: fará sentido trazer mais um avançado?
Vá lá, tragam mais um médio, de preferência para a esquerda. Quem? Olha, aproveitem a onda holandesa em que estamos e tragam o Drenthe por empréstimo.