Rumores

Agora que a CMVM já foi informada que o Sporting não vai prolongar o contrato com Carlos Carvalhal (a capa do Record é, uma vez mais, uma vergonha, tão grande ou maior do que o “força amigos!” com que nos brindou no dia do Benfica-Braga), pode dizer-se que, oficialmente, o Sporting anda à procura de treinador.

Os rumores mais insistentes apontam para que Villas-Boas esteja mais do que garantido para a próxima temporada. O rumor requentado, aponta o nome de Paul Le Guen. O novo rumor, avança o nome de Tigana.

Perante este cenário, em que parece que a escolha do novo treinador tem, obrigatoriamente, que passar por alguém conhecido do Costinha, dou comigo a pensar “porra, assim até eu quero o Villas-Boas”, para, logo de seguida, o meu cérebro entrar em estado de irritação e questionar-me repetidamente “foda-se… mas porque é que estes gajos não pensam no Gérard Houllier, no Dick Advocaat ou no Radomir Antic? No Schuster? No Juande Ramos? No Ernesto Valverde? No Laudrup? Que merda…”

p.s. – e o Rijkaard tem mais pinta que o Tigana.

Obviamente, demito-me

(carta de Carlos Carvalhal, se Carlos Carvalhal fosse eu… ou se eu fosse o Carlos Carvalhal)

Exmos. srs. da direcção da SAD do Sporting,

Com todo o respeito, vão mamar! Mas que merda é esta? Venho para este clube depois de catalogado como segunda escolha, a seguir a um puto que no currículo tem dois títulos como treinador principal no Championship Manager 2005. Não sou apresentado oficialmente, com medo que fizesse má figura. Começo a treinar uma equipa despedaçada, sem vontade de jogar à bola, com o balneário todo partido. E com a sombra do Paulo Bento, de quem os adeptos “ainda vão ter saudades”. Aceito que estou aqui para queimar, mas tenho fé em mim.

Desenvolvo uma relação de confiança com o Sá Pinto, que começou a pôr esta gente na ordem. Começamos a ganhar jogos, com dificuldade, mas a ganhar. Entretanto, vieram três jogadores, mas só um é que se aproveita. Em vésperas do primeiro período de jogos a sério, o director do futebol e o melhor jogador de equipa andam à bofetada e acabam com o pouco ânimo que tinha conseguido construir dentro de campo. Histórias antigas, mal resolvidas, dizem-me.

Somos humilhados contra os rivais e não está cá o presidente para me ajudar. Ando sozinho durante semanas, a levar com os adeptos, com os jornalistas e com os jogadores birrentos. Entretanto, começam a surgir as primeiras notícias que já não fico, que vem o tal puto do CM. Finalmente, consigo que a equipa acredite no meu trabalho e nela própria. Viramos a eliminatória contra o Everton e dizem logo que foi o Costinha. A confiança dos jogadores explode, os meus métodos e escolhas resultam, a equipa joga futebol como não se via há anos, os adeptos estão eufóricos e… de repente… sem ninguém me consultar, expulsa-se o segundo melhor jogador da equipa da Academia e o director do futebol decide partir a loiça toda… sem falar comigo, sem me dizer nada. Somos eliminados por falta de sorte, por falta de jogadores (defesa B) e porque o balneário voltou a estar todo partido.

Tento aguentar o barco, bato o pé pelo Izmailov, sou desautorizado pelo director do futebol (que está cá há umas semanas e já pensa que manda nisto tudo), o presidente não me apoia, voltam a chover notícias da minha saída em dia de jogo. Voltou tudo à estaca zero. E eu desperdicei meses da minha vida, em que passo 24 horas por dia totalmente concentrado no Sporting. Eu vivo na Academia, caralho!

Hoje, acabou. Depois disto, outra vez, já não aguento mais. Vou-me embora. Clube de doidos! Sabe-se tudo nos jornais, há autênticas quadrilhas dentro do clube, a puxar cada uma por si, o departamento médico é uma merda, o balneário está todo podre, há jogadores lamentáveis e outros com traumas sérios e até há adeptos que mereciam era levar umas valentes chapadas para não assobiarem uma equipa com níveis de ansiedade a roçar a patologia. Os próprios adeptos são bipolares!

Enfim, fiquem lá com o novo mourinho que eu vou trabalhar para outro lado. Clube de doidos!

(é pena que o Carvalhal não tenha tomates para fazer isto… era um favor que fazia a ele próprio e, com jeitinho, um serviço bem prestado ao clube).

Pequenino

“Tem sido uma época atípica. A equipa caiu, reagiu e sentimos o apoio dos adeptos. E na minha modesta opinião acho que nos estamos a sair até muito bem”, Carlos Carvalhal, na conferência de imprensa depois da derrota, 3-2, com o Marítimo.

Então não!? Aliás, eu arriscaria dizer que está a ser espectacular…

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Jornada 23

Carlos, hoje é um dia importante, pois “alguém” da direcção do Sporting já desmentiu a notícia de que ias a andar no final da época (bem melhor do que quando o presidente disse que tinha saudades do Paulo Bento, no dia em que jogavas em Paços de Ferreira).

Bem, mas mais importante é ganharmos, mesmo sem Veloso e Moutinho e, provavelmente, com Izmailov coxo e no banco. Patrício, João Pereira, Tonel, Polga, Grimi; Pedro Mendes; Yannick, Matias e Pereirinha; Saleiro e Liedson, seriam a minha escolha para continuar a tentar aproveitar o a crise nervosa em que vive o FCPorto.

Até sempre, Izma

Estou certo que, depois dos esclarecimentos publicados aqui, e também aqui, o cerco a Marat Izmailov vai fechar-se ainda mais e que, infelizmente, um dos nossos melhores jogadores vai regressar ao gélido futebol russo, fazendo as delícias de quem deseja equilibrar as contas depois de um apressado e despropositado investimento feito há três meses.

Resta-me agradecer-te todo o empenho e os momentos de bom futebol que, mesmo em tempos de seca, foste capaz de dar-me. E dizer, completamente lixado, que estou farto de ver os meus jogadores preferidos abandonarem Alvalade.