Palermices

Então queriam que o rapaz defrontasse o Atlético e, agora que regressa, deixam-no no ginásio por não estar em condições para treinar?

Esta história cheira-me pior que uma poia de merda fresca, por isso vou tapar o nariz e esperar que alguém limpe esta cagada com jeitinho.

Dar à Costa

Depois de mais um naufrágio, promete-se nova revolução.

Vamos lá ver quem é que consegue chegar à ilha (próxima época) e quem é que fica pelo caminho, afundado em suspeitas, traições, rumores, contradições, num kafkiano processo de caça às bruxas…

Cocktail Izmailov

Izmailov, o nosso Izmailov, faltou ao treino sem justificação. Pelas palavras do seu empresário, Paulo Barbosa, já se percebeu as razões dessa mesma ausência.

Não posso dar razão ao russo nesta atitude, mas muito menos posso concordar com a espécie de julgamento em praça pública que foi feito, ontem, por Costinha, apontando o dedo a um dos maiores profissionais deste plantel.

Jogar com uma entorse, contra o Benfica, nos 5-3; jogar contra o Porto acabado de sair do hospital, nos 3-0; andar a jogar em esforço desde que regressou, depois de ser operado (e ter abdicado de parte do ordenado durante essa mesma recuperação), são apenas alguns exemplos daquilo que Marat já fez pela equipa.
Se, ontem, não se sentia em condições, não me parece ser razão para colocá-lo de lado, tratá-lo como mau profissional e, pasme-se, comparar o seu suposto pouco esforço em prol da equipa com o esforço feito por outro jogador que, há uns meses, andava em campanha para ser presidente da junta…

Vão-se foder!

Se eu fosse o Carvalhal…

… acreditava que o Quique não ia ter tomates para jogar, de início, com o Kún e o Forlan, e que ia preferir reforçar o meio campo. Assim sendo, porque em Alvalade temos que rugir nós e, também porque o rapaz merece, mantinha a aposta em Saleiro como titular. E, se o Yannick estivesse mesmo recuperado, jogaria da seguinte forma:

Patrício;
Abel, Polga, Caneira e Pedro Silva;
Pedro Mendes;
Izmailov, Moutinho e Yannick;
Saleiro e Liedson

E se tu fosses o Carvalhal, o que é que fazias?

As minhas noites europeias

É verdade, nunca mais chega quinta-feira. E, confesso, já tinha saudades de sentir-me tão ansioso por ocupar o meu lugar na bancada, para um jogo que, pelo menos em termos de afluência, tem tudo para fazer parte do histórico de grandes noites europeias.

Nestes quase 28 anos que levo de sportinguismo consciente, fui ao desespero com os falhanços frente ao Inter, vi um grande golo de Niculae ao Milan, saí orgulhosamente roubado frente ao Real Madrid, achei-me o maior depois de dar 7 ao Timisoara, ainda maior depois de dar 4 ao Newcastle e tenho pena de não ter estado em Alvalade quando ganhámos 4-2 ao Ajax.
Seja como for, se me perguntarem qual a noite europeia, vivida em Alvalade, que mais me marcou, a resposta é “os 2-0 ao Celtic”, sentado num dos degraus da escada que conduzia aos lugares na bancada nova, ensopado até aos ossos.

E a tua noite europeia, qual é?

A arma secreta

Como esta é uma semana em que as energias negativas devem andar arredadas das prateleiras do Cacifo, tenho cá para mim que o facto de o Caneira, vindo de lesões e sem ritmo, ter sido dispensado do treino de ontem para tratar de assuntos pessoais, só pode ter uma explicação: tendo em conta que o Tonel foi dispensado pelos mesmos motivos, acredito que tenham estado a treinar os dois numa qualquer sala de treinos secreta e que, na quinta, o Marco será o melhor em campo, metendo no forro dos calções o Kun e o Forlan ao mesmo tempo!