Qual higiene, o que a malta precisa é de LCDs maiores

http://www.publico.pt/Sociedade/apenas-quatro-em-30-roulottes-com-nota-positiva-metade-com-falta-de-higiene_1429112

Diga-se, em abono da verdade, que há roulotes em Alvalade com uma qualidade muito acima da média. Cada um terá a sua preferência, cada roulote terá as suas vantagens competitivas. Obviamente, nada bate uma lourinha laroca, com luvas nas mãos. Mas isso, são escolhas. Desde que haja fatias de porco e cerveja vivaça, qualquer adepto se sente recompensado. E eu, ao contrário do resto da malta, até prefiro a nova localização. A caminhada até ao estádio é ligeiramente maior, o suficiente para ir arejando a carga etílica no sangue.

Qual o milhão que vale mais?

Acredito que, com a eliminação da Liga Europa, Carlos Carvalhal terá poucas possibilidades de continuar como treinador do Sporting na próxima época. Pese o “milagre” de ter voltado a levar público, muito público, às bancadas de Alvalade e de ter mostrado futebol, tem sobre os ombros o peso das vergonhosas eliminações nas taças cá do burgo que, digo eu, correndo o risco de enganar-me, nem uma vitória à Robin Hood, na Luz, e uma ultrapassagem ao FCPorto na recta da meta, serão capazes de apagar.

Diz-se à boca cheia que Villas-Boas será o novo treinador do Sporting e, há pouco, enquanto passava os olhos pelo O Jogo, fiquei a saber que Domingos Paciência só sairá do Braga por 1,2 milhões. Ora, se não estou em erro, esse é, mais coisa menos coisa, o mesmo valor que a Académica exigiu(exige) por Villas-Boas, o que me fez pensar, perante o que um e outro já fizeram, qual o milhão que valerá mais?

Chamem a polícia, uou uou uou…

[…] “Enquanto o Hooligan maltratava apenas o Hooligan, o problema era muito menos grave (…). Contudo, não se pode permanecer impassível perante as repetidas atrocidades cometidas por malfeitores, as sistemáticas violações da lei perpetradas por grupos de rapazes que são o terror das zonas onde vivem” […],
The Times, 30 de Outubro de 1890

Dar à Costa

Depois de mais um naufrágio, promete-se nova revolução.

Vamos lá ver quem é que consegue chegar à ilha (próxima época) e quem é que fica pelo caminho, afundado em suspeitas, traições, rumores, contradições, num kafkiano processo de caça às bruxas…

Cocktail Izmailov

Izmailov, o nosso Izmailov, faltou ao treino sem justificação. Pelas palavras do seu empresário, Paulo Barbosa, já se percebeu as razões dessa mesma ausência.

Não posso dar razão ao russo nesta atitude, mas muito menos posso concordar com a espécie de julgamento em praça pública que foi feito, ontem, por Costinha, apontando o dedo a um dos maiores profissionais deste plantel.

Jogar com uma entorse, contra o Benfica, nos 5-3; jogar contra o Porto acabado de sair do hospital, nos 3-0; andar a jogar em esforço desde que regressou, depois de ser operado (e ter abdicado de parte do ordenado durante essa mesma recuperação), são apenas alguns exemplos daquilo que Marat já fez pela equipa.
Se, ontem, não se sentia em condições, não me parece ser razão para colocá-lo de lado, tratá-lo como mau profissional e, pasme-se, comparar o seu suposto pouco esforço em prol da equipa com o esforço feito por outro jogador que, há uns meses, andava em campanha para ser presidente da junta…

Vão-se foder!