Fanã, Pipas e Ferrinho

Os amigos da Bobadela de Paulo Sérgio, do snack-bar o Ringue onde o treinador vai desanuviar, são unânimes: “ele está talhado para o sucesso!”. Visionários, amigos do seu amigo e com um toque sagaz de humor (Bobadela é em São João da Talha).

Descansemos, “ele é cá da malta”.

E descansemos ainda mais, porque, segundo o Jogo, ele “fazia furor também fora de campo, sendo alvo da cobiça de muita menina de coração à solta”. Até casar com Sandra, presume-se que da Bobadela, também. Ferrinho não tem dúvidas: “O gajo era um grande galã aqui na zona. As miúdas gostavam dele”. E Pipas vai mais longe,

“há uns anos, estávamos todos a divertir-nos numa passagem de ano em São Martinho do Porto. Nisto, o Paulo saltou para cima de uma mesa e pediu ali, de repente, a Sandra em casamento. Houve pessoal tão emocionado com tudo aquilo que até chorou. Foi uma grande cena, inesquecível”

Grande cena!

Pipas não desarma: “benfiquista o quê, pá!”. “Os sócios e adeptos do meu clube podem estar seguros. O Paulo é vertical, determinado, sério. Com ele, não há espaço a talvez. É sim ou não. E vai ser leal ao Sporting até ao fim”. “Tinha um gabinete cheio de livros sobre futebol que encomendava de Espanha, Itália”.

Isto ainda agora começou e já estou a gostar. O novo treinador do Sporting, sabe ler, é vertical, não deixa espaço a talvez mas deixa um rasto de corações despedaçados por onde passa (na Bobadela), e salta para cima de mesas, presume-se que já todo bêbado para tomar decisões de vida.

Pipas, Fanã e Ferrinho, pá, aquele abraço.

O que dissemos dele quando ainda se viam as sobrancelhas

Paços de Ferreira – Sporting
Domingo, 26 Outubro 2008
“Pouco ou nada conhecido, tendo já passado pelo Santa Clara, Paulo Sérgio não tem metade do estilo de José Mota. Falta-lhe, acima de tudo, o boné. E é completamente o oposto de Paulo Bento: gosta de alterar o sistema táctico em função do adversário. Logo à noite, deve jogar com cinco defesas”
https://ocacifodopaulinho.wordpress.com/2008/10/25/o-bloco-de-notas-do-gabriel-alves-jornada-6/

Sporting – Paços de Ferreira
13 Setembro 2009
Sou gajo para arriscar dizer que o Paulo Sérgio, homem que teve tomates para aceitar bonés manhosos em conferências de imprensa, pode vir a ser um dos bons treinadores do futebol português. É novo, gosta de jogar ao ataque, tem um discurso minimamente coerente. Hoje, disse, quer irritar o Sporting.
https://ocacifodopaulinho.wordpress.com/2009/09/13/o-bloco-de-notas-do-gabriel-alves-4%c2%aa-jornada/

Vit. Guimarães – Sporting
27 de Outubro 2009
Penso já aqui tê-lo dito, mas vou repetir: considero o Paulo Sérgio um dos melhores treinadores cá do burgo, com considerável margem de progressão e com uma postura porreira. Parece-me uma aposta acertada do Guimarães.
https://ocacifodopaulinho.wordpress.com/2009/10/27/o-bloco-de-notas-do-gabriel-alves-jornada-8-2/

Chico Omelete

O povo costuma dizer que sem ovos não se fazem omeletes. O povo diz muita coisa. Também diz que branco é, galinha o põe, ignorando a tendência cromática dos frigoríficos ou dando uma explicação improvável – mas possível – para o nascimento do KKK. O povo também diz que homem que se preocupa com as sobrancelhas, não presta para o clube com mais caras bonitas nas bancadas, numa evidente falta de perspectiva global da coisa. Enfim, o povo é burro.

Mas tem razão. Sem ovos não se fazem omeletes. Os melhores cozinheiros do mundo precisam de Sneijders, Xavis, Messis, Ronaldos ou Militos. É claro que um qualquer taberneiro não ambiciona a tão distintos ovos, gerados por galinhas criadas ao ar livre e com escolaridade mínima obrigatória. Qualquer ovo serve, desde que tenha clara e gema. Mas serve ter ovos, alguns e, de preferência, que não estejam podres.

Pouco importa se o Paulo Sérgio é a minha escolha ou a escolha de qualquer um dos histéricos em que nos transformámos. É o escolhido. E o seu trabalho não será avaliado pelas sobrancelhas, bonés, anéis, tiques, barriga, cabelo ou pela velada e subliminar referência, no nome completo, à teimosa desgraça que nos tornou assim, umas histéricas bêbadas. O novo treinador do Sporting dependerá – como dependeram o Jesualdo do Lucho, Lisandro, Quaresma e Bosingwa, o Jesus do Saviola, Ramires, Cardozo e Garcia -, dependerá dos ovos.  

O taberneiro faz a diferença? Claro que faz, mas muitas tabernas ganharam fama apesar de rasparem o pudim de ovos da forma com unhaca do dedo mindinho. É tudo uma questão de imagem, bom senso e trabalho. Bom senso ninguém pode acusar o senhor de não ter, porque, em boa verdade, ninguém sabe. Tudo dependerá do caparro que tiver para aguentar uma multidão gigantesca de adeptos menstruados, num clube em permanente devir kamikaze. Trabalho, também ninguém pode acusar o senhor de ser calão. Também ninguém sabe mas, neste aspecto, até acho que existe alguma margem de confiança.

O eventual problema desta contratação é a imagem. Uma ironia, dada a evidente preocupação do senhor com os toldos capilares. O bando de perús doidos precisava de um verdadeiro lobo que nos metesse na ordem, que nos gritasse e nos desse uma dose de confiança que nos fizesse gorgolejar mais baixinho. Só para poder trabalhar em sossego, sem gritarias, assobios ou histerismos. E com ovos. São precisos ovos para o centro da defesa, para as laterais da defesa, para os extremos, para o ataque, para o banco. Mas até quaisquer três ou quatro ovos XL chegam.

Isto porque, sejamos honestos, não vale a pena sonhar com um novo Mourinho ou com um treinador que é, ele próprio, um gigantesco ovo de avestruz, capaz de fazer grandes omeletes com poucos ovos. Esses, não vêm cá parar. Portanto, não há lobo mas podemos gorgolejar baixinho e esperar que apareçam ovos. Para fazer as tais omeletes. Porque, com ovos até o Boloni foi campeão. E, se não aparava as sobrancelhas, sentava-se em melancias à entrada do Colombo. O que, digamos, só foi mesmo cómico porque tínhamos o Jardel e o JVP.

Se não aparecerem ovos, então é que a porca torce o rabo, como diz o povo, sábio.

A RAZÃO DESCONHECE

Porquê? Porque razão ou razões assiste alguém a um jogo como o de hoje? Não sei. Não sei porque assisti, mas assisti. Para quê, porquê, não sei. Há hipóteses:

– para ver o Postiga marcar um golo (o equivalente futebolístico à erupção de um vulcão na Islândia).
– para ver o Liedson de férias.
– para perceber que o Saleiro falha muitos golos. 
– para perceber que o caso Izmailov foi, de toda a merda que se passou este ano, a pior de todas.
– para ver o João Pereira pedir amarelo em todas as vezes que foi ao chão.
– para ver um lançamento lateral mal marcado.
– para ver um canto para a bancada.
– para ouvir dez minutos de um gajo, sozinho, a berrar cânticos para um megafone.
– para ver Nuno Santos, um dos piores guarda-redes do campeonato.
– para ouvir um comentador dizer “ele tentou não agarrar”.
– para perceber que, destes jovens que passaram pelo relvado hoje, só sete (Patrício, Carriço, Mendes, Veloso – se ningúem o quiser -, Moutinho, Izmailov – se deixarem – e Liedson) têm lugar garantido no plantel do próximo ano. Isto é, se quisermos mesmo ser campeões outra vez.
– outras razões que eu e a razão desconhecemos. Quais? As mais ilógicas serão escolhidas pelos membros do Cacifo e eventualmente premiadas com coisas tão parvas como o resto da Gamebox desta época ou peças de roupa interior feminina, a sortear por tamanhos.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Jornada 27

As pessoas têm toda a legitimidade para tomarem as suas opções. Entendem que é o melhor para o Sporting e tenho de respeitar as opiniões. Existem pessoas competentes para fazer essa avaliação e tenho de respeitar a ideia dessas mesmas pessoas […] A minha grande satisfação é sentir que as pessoas estão reconhecidas pelo meu trabalho. E não falo só dos meus jogadores, mas também dos adeptos. Esse reconhecimento vale muito mais para mim do que um grande contrato, ganhar muito dinheiro e ter uma grande projecção […] Sinto-me muito bem no Sporting e um dia espero voltar“, Carlos Carvalhal.

Não sei bem como reagir perante esta tão grande demonstração de falta de amor próprio.
Talvez com um abanar de cabeça, seguido de um suspiro, como faço quando penso que, vá lá saber-se porquê, vamos jogar numa segunda-feira, às 20h45, ajudando a despir as bancadas de Alvalade (pese a bonita promoção para estudantes…).
Talvez entregando a Carvalhal o prémio de “treinador porreiro e dedicado” que, ganhando hoje ao Vítória do “velho Manel”, confirmará o quarto lugar da Liga. Afinal, foi isso que o presidente lhe pediu, não foi?

Bastidores

Não foi à toa que Jorge Mendes foi considerado o “homem do ano” e, parece-me, será redutor responsabilizar a transferência de Cristiano Ronaldo, para Madrid, por essa distinção. Depois de ter-se tornado no homem das contratações do Benfica, Mendes assegurou o papel de homem das contratações no Sporting e, a julgar pelos dois últimos dias de notícias, começa a mostrar a mestria com que se move e valoriza os seus activos.

Ao já conhecido interesse do Sporting no regresso de Quaresma, com Miguel Veloso metido no negócio, foi acrescentado o interesse do Inter em Ramires, com o “mustang” a servir de moeda de troca e a passar a vestir de vermelho.
Hoje, depois de espicaçado o orgulho leonino, incapaz de refazer-se dos golpes que representam cada contratação de um jogador formado em Alvalade por um rival, as notícias voltam a colocar Ricardo Quaresma próximo do Sporting, dizendo mesmo o jornal O Jogo, que a camisola verde e branca é a única que o extremo aceita vestir se sair do Inter.

Jogadas de bastidores à parte, eu acho que ganhar 15/20 milhões por Miguel Veloso e receber Quaresma por empréstimo, com parte do ordenado a cargo do Inter, será sempre um óptimo negócio.

Comunicado oficial

“O Benfica-Sporting deu muito que falar. E foi motivo de conversas várias por causa da posição que o Sporting assumiu no final do jogo, pugnando por aqueles que são os nossos interesses, lutando por algo que já nos penalizou noutras ocasiões e que, desta vez, alguns quiseram deixar passar incólume e sem o devido destaque.

O Sporting não pretendeu, em momento algum, transferir para outros as suas próprias responsabilidades. Mas os erros próprios – desengane-se quem pensa que vai ser diferente… – são para ser debatidos no interior do balneário e não nos fóruns públicos, o que tanto agradaria a certos senhores. Mais. O Sporting não atribuiu a responsabilidade total pelo desfecho do jogo ao árbitro João Ferreira. E lances houve que teriam merecido justa contestação da nossa parte.

O Sporting pugnou, apenas, pela VERDADE DESPORTIVA, pedindo isenção e respeito na análise a um lance que acabou por ser determinante e que teve influência decisiva no desenrolar do jogo. Um lance que, estivemos atentos, passou despercebido a alguns analistas, sabe-se lá porque motivos… Ou melhor, por motivos que todos conhecemos mas que não deixaremos cair no esquecimento. O Sporting pode até estar longe dos seus objectivos. E cá estaremos nós para fazer a devida introspecção.

Mas o Sporting não se desviará nunca dos seus princípios. Por esse motivo, e porque A NOSSA VERDADE passa para a Opinião Pública deturpada pela pena de quem, na maioria dos casos, só quer (escre)ver o que lhe interessa, decidimos resguardar o grupo de trabalho até final da temporada, limitando o acesso à informação a estes espaços que são da nossa responsabilidade (o jornal e o site, órgãos oficiais do clube) e aos 15 minutos de treino, mais as habituais conferências antes e depois dos jogos (a não ser que, por qualquer motivo, tenhamos de alterar este procedimento).

Os jogadores do Sporting não deixarão, contudo, de participar em iniciativas de cariz solidário ou outro, uma vez que a vertente social estará sempre entre as nossas prioridades. Uma nota final para dizer aos sportinguistas que podem ficar tranquilos depois desta época difícil. Estamos a trabalhar no futuro. Em prol do Sporting. Mas dentro de casa. Longe das coscuvilhices…”

Agora nós (ou seja, agradeço que os lampiões vão pró caralho que os enrabe)

Eu continuo lixado. Fodido, mesmo. Não tanto por ter perdido com o Benfica, mas por ter perdido com este Benfica que já nada tem a ver com a equipa que começou a perder gás depois da boa exibição de Marselha. Por outras palavras, penso que perdemos uma excelente oportunidade de voltar a ganhar na Luz só que, infelizmente, e tal como Peseiro havia feito ao deixar Pinilla no banco e colocar Douala a ponta-de-lança, Carvalhal mostrou que o tamanho dos seus tomates deve ser equivalente ao do seu pescoço e armou uma táctica “a la Marítimo”, deixando Saleiro no banco e colocando João Pereira a médio direito (até tinha aceite que tivesses colocado o Postiga, oh Carvalhal).

A pressão alta, ao longo de toda a primeira parte, foi, também ela, um disparate pela forma como foi ensaiada. Então a ideia é pressionar os dois centrais e o trinco adversário, e apresentamo-nos com um único avançado, pedindo ao médio mais ofensivo, Moutinho, para correr meio-campo vezes sem conta, só para poder tentar roubar a bola ao balerma com cabelo à sideshow bob? Rebentou o avançado, rebentou o médio. E, depois, aquela teoria de que o 4-2-3-1 libertaria o João Pereira e o Yannick nas alas, não passou disso mesmo: teoria.
Acima de tudo, vi dois putos mais preocupados em fechar e criar superioridade a meio-campo, do que dois extremos a quem foi dito “só acabas com as cavalgadas quando tivermos enfiado duas batatas a estes filhos da puta e tiveres obrigado o lateral a fazer faltas suficientes para ir para a rua!” (sendo esta última parte bastante complicada, eu sei).
No fundo, este jogo deu-me a certeza de que o Carvalhal, apesar de alguns momentos engraçados, não poderia continuar como treinador do Sporting. Se até num jogo sem pressão (até o Guimarães fez o favor de empatar em casa, foda-se), o homem se mostra incapaz de deixar de pensar pequenino, então obrigadinho e vai lá tratar da tua vidinha.

Mas, mais importante do que um jogo que me deixou, como tantos outros nos últimos, fodido da vida, é a necessidade de olhar para trás e constatar o seguinte: nos últimos três anos, esta é a segunda vez que vamos ficar a 20 ou mais pontos do primeiro lugar. Isto admite-se?
De aceitar, de uma vez por todas, que a correctíssima aposta na nossa formação será sempre inglória se não for sustentada pela contratação de jogadores que façam a diferença (sim, já temos Pedro Mendes, mas precisamos de, pelo menos, mais três desse calibre).
De planear uma época com o devido tempo e, de preferência, marcando mais de quatro joguinhos de preparação.
De, de uma vez por todas, passar a considerar que ir à Champions e ganhar uma Taça é merda para as ambições do Sporting.
De perceber que o Sporting não é um centro de formação de treinadores.
De aceitar esta época como um buraco negro ao qual não queremos voltar. E começar do zero.

p.s. – parece que Vukcevic não fará parte do Sporting 10/11. Não sei se fará parte de uma estratégia de “limpeza de balneário”, mas sei que lamento que os treinadores que o apanharam no Sporting, não tenham sido capazes de transformar a sua personalidade e forma muito própria de ver o futebol, numa mais valia para o grupo. Pior, um deles viu, do banco, o homem render na posição onde sempre quis e onde sempre devia jogar. Mas preferiu ignorar. Boa sorte, Simon.

Levados ao colo

A FIFA adicionou hoje uma nova alínea à Lei do Jogo de futebol, no artº 2, parágrafo 4, capítulo XI, respeitante à actuação disciplinar do árbitro:

“Um jogador que entre de forma violenta, por detrás do adversário, atingindo-o em cheio nas pernas, com o jogo parado e com a bola a um metro de distância da acção, deve ser admoestado com a apresentação de um cartão amarelo. Não deve ser considerada uma desmiolada agressão, mas um gesto técnico perfeitamente em linha com o respeito pelo espírito do jogo e da integridade física do adversário”.

Numa adenda, o organismo que gere o futebol acrescentou:

“Esta avaliação do árbitro só tem legitimidade legal: se o jogador em causa for capitão de uma equipa cujo clube precisa de um título para evitar a insolvência; e se a acção tiver lugar num recinto desportivo nas imediações do maior centro comercial da Península Ibérica”.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Jornada 26

É um estádio bonito, novo… arejado
Benfica – Sporting
13 Abril 2010 (24 anos depois de Morato e Manuel Fernandes nos terem dado a vitória por 2-1 e enterrado o campeonato aos lampiões)
20h45, Estádio da Luz

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Bom tempo e casa cheia é tudo o que se pode pedir numa noite de derby. E eu vou lá estar, ajudando a dar cores decentes às bancadas do lampíódromo.

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
Que o Benfica está a perder gás é um facto inegável, mas continua a ser o principal candidato ao título. Parece que Saviola não joga mesmo, por isso a dúvida é saber se joga Weldon ou Aimar (que já fez os 15 joguinhos que aguenta fazer por época e deu, entretanto, lugar ao Martins).
Desta escolha poderá, também, depender a forma como os lampiões se apresentarão esta noite: Saviola, partindo da posição de avançado, costuma recuar para criar desequilíbrios entre a linha de defesa e meio-campo adversárias. Weldon não sabe fazer isso, por isso Jesus utilizou-o como falso extremo direito na Figueira. Aimar poderá parecer mais qualificado para a função do coelhito, mas recebendo a bola de costas para a área, tendo que virar-se e partir para o desequilíbrio sem estar embalado deixa de ser tão influente como quando o colocam solto à frente de Javi Garcia.
E, depois, há a ausência de Maxi, que obriga a colocar Amorim à direita da defesa, ele que poderia formar dupla com JGarcia caso Jesus quisesse reforçar o meio-campo. Assim, tal como aconteceu em Alvalade, para a Liga, poderá ver-se obrigado a deslocar Ramires para o apoio central.

Este homem é um Mister
Jesus confirmou à frente do Benfica tudo o que eu pensava a seu respeito: é um dos três melhores treinadores desta Liga, tacticamente evoluído, mas em termos de personalidade é um autêntico pavão (mas com penas amarelecidas, sem brilho e sem educação). E eu espero, muito sinceramente, que logo sejamos capazes de dar-lhe uma tremenda pantufada naquele peito inchado!

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Se realmente não jogar (depois do bluff de Braga já não digo nada), Saviola será o grande ausente do lado do Benfica (acho piada dizerem que o Sporting está na máxima força, quando Izmailov foi afastado, perdão, castigado, e não pode jogar). Sem Saviola, o maior perigo virá de Ramires e dos lances de bola parada para as cabeças de Luisão, JGarcia e Cardozo. Ah, sim, o DiMaria. Epah, seria muito azar ele estar em noite sim e fazer uma finta diferente das duas que costuma fazer sempre…

 A vantagem de ter duas pernas!
O meio-campo do Benfica não gosta de defender, à excepção de Garcia, e se formos capazes de jogar nas costas da linha de três (Ramires, Martins, Maria), podemos fazer com que a Luz vire um inferno. Até porque, bem apertada, aquela defesa tem muito por onde ceder, nomeadamente nos espaços entre os centrais e os laterais que, recorde-se, são ambos adaptações.

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Carlos, tu, que gostas de ter tempo para preparar os jogos, tiveste 10 dias. Percebi ontem, pela conferência de imprensa, que não foste visto nem achado no adiar do jogo para hoje (lá se vai a teoria de que o fizémos porque acreditámos que íamos eliminar o Atlético de Madrid), tal como percebi que estás perfeitamente consciente que a nomeação do João ratão Ferreira foi tudo menos inocente (afinal, os gajos estão mesmo à rasca).
Seja como for, Carlos, é dentro de campo que temos que ganhar e estou plenamente convencido que, se nos deixarem jogar com 11 mais do que cinco minutos, vamos ser capazes de deixar metade do país em depressão.

Vamos jogar no Totobola
Benfica – Sporting  1 x 2

Cantinho Zandinga
Benfica – Sporting  0-2  (Tonel 14′; Liedson 83′)