Alguém explica?

“Para este jogo não tivemos horas para recuperar equipa, mas até terça temos muito tempo para recuperar”, Jorge Jesus.

Resta, então, saber o que levou os dirigentes do Sporting a aceitar jogar o derbi na terça, em vez de entrar em campo no domingo?

No Reino de Jorge Mendes – Em Busca da Torre

Enquanto os jornais, de forma mais ou menos séria, vão atirando nomes de treinadores em cima da mesa, o Cacifo inicia, de forma descomprometida, a busca dos homens que poderão retocar o plantel nas zonas claramente menos preparadas para enfrentarem as exigências de um clube onde os adeptos querem títulos.

Ora, o centro da defesa é, precisamente, apontado como um dos sectores mais problemáticos da equipa. É claro que Carriço é para manter. Que Tonel pode ser uma boa segunda linha e é uma mais valia em termos de balneário. E que Polga, pese o fundo do poço em que caiu no final do reinado bentiano, tem um profissionalismo exemplar (reconhecido, recentemente, por Carlos Carvalhal) e não me chocaria tê-lo mais um ano como segunda escolha (até porque, penso, será importante ter jogadores experientes para uma época que parece estar a ser encarada como uma espécie de ano zero). Mexer é para emprestar. Sobra Caneira, quanto a mim carta fora do baralho e o primeiro a ter que ser despachado para dar entrada a um novo central.

E, nesta busca, creio ser importante não descurar o factor físico, mais precisamente a altura e o jogo aéreo, características que tanta falta nos têm feito.
O primeiro nome a ser apontado foi o de Geromel, que seria claramente uma óptima contratação: foi um dos melhores centrais que passaram pela nossa liga nos últimos anos, tem quase 1,90, conhece o nosso campeonato, é novo e pode valorizar-se. Resta saber se teremos dinheiro para trazê-lo do Colónia, depois de não termos sido capazes de deitar-lhe a mão enquanto jogador do Guimarães.

Mas, parece-me, existem outros negócios que podem resolver este problema de altura, por um preço mais simpático.

Oguchi Onyewu: diz-se que Boloni sugeriu este central americano, de 1,95, ao Sporting, enquanto era treinador do Standard Liège. Onyewu chegou, inclusivamente, a estar em fim de contrato durante três ou quatro meses, até o Milan ir buscá-lo a custo zero. A verdade é que o jogador não conseguiu afirmar-se em Itália e poderia ser tentado o empréstimo.

Pavón: Está com trinta anos e nove épocas de experiência na Liga espanhola, seis deles com a camisola do Real Madrid (nem sempre como titular, é verdade). Actualmente no Saragoça, poderia ver com bons olhos uma aventura fora de portas.

Matthew Upson: capitão do West Ham, com 31 anos, não tem o mediatismo nem a qualidade de Terry ou Ferdinand, mas para o nosso campeonato seria uma mais valia. Se a opção recair num jogador mais experiente, poderia ser uma boa solução.

Tavlaridis: Este experiente central grego, com passagens por França e Inglaterra, já foi orientado por Puel (o tal que, diz-se, faz parte da nossa lista de possíveis treinadores) e não deverá ser assim tão complicado de contratar ao Saint-Étienne. 

Mertesacker: Aos 25 anos, este gigante de quase dois metros não tem sido regularmente uma primeira escolha no Werder Bremen depois de, lançado no Hannover 96, ter sido apontado como uma das futuras estrelas alemãs e convocado por Klinsmann para a selecção. Seria uma das minhas principais apostas.

Rozehnal: Também na Alemanha, mais precisamente no Hamburgo, está um experiente defesa central, internacional checo, de 29 anos, com passagens por Brugge, PSG, Newcastle e Lazio. Qualidade acima da média para a nossa Liga e fortíssimo no jogo aéreo. 

Lukas Sinkiewicz: continuamos na terra da cerveja e encontramos um internacional alemão de 24 anos, forte no jogo aéreo, e nem sempre titular no Leverkusen. Não me admiro que visse com bons olhos a mudança de ares.

Ibrahima Sonko: emprestado pelo Stoke ao Hull City, este senegalês é uma verdadeira força da natureza com mais de 1,90. Forte no posicionamento e no jogo aéreo, uma rocha no ombro a ombro.

Breno: comprado ao São Paulo pelo Bayern de Munique, há três anos, chegou à Europa como um dos melhores centrais brasileiros, apesar de, na altura, ter apenas 18 anos. Está, actualmente, emprestado ao Nuremberga e a pergunta que eu faço é: não podia estar emprestado ao Sporting?

Javier Cohene: já esteve em Portugal, no Olhanense, onde se destacou como um dos pilares da equipa chamando a atenção do River Plate. A caminho de completar 23 anos, anda meio perdido pelo Paraguai e poderia ser uma boa aposta a baixo custo.

Erik Pieters: Várias vezes chamado às selecções jovens holandesas, Pieters, de 21 anos, é um central que pode também jogar como lateral esquerdo e que já tem experiência de Liga dos Campeões. Duvido que, apesar de utilizá-lo com intermitência, o PSV o venda por menos de 5 milhões, mas podíamos tentar o empréstimo.

Abdou Mangane: mais um senegalês, mais uma força da natureza! Joga no Rennes, depois de passagem pelo Lens e, aos 27 anos, estará mais que pronto para outras exigências. Termia contrato em 2012 e também pode actuar como médio centro.

Jan Vertonghen: internacional belga, tem a escola do Ajax e está, actualmente, emprestado ao modesto RKC. Com 22 anos, forte jogo aéreo e sentido posicional, seria uma aposta não só de presente como de futuro. 

Jardel: diz-se à boca cheia que, no Estoril, actua um dos melhores centrais a pisar os relvados nacionais. Tem nome de goleador e, apesar de ter funções diferentes, dizem que se faz igualmente notar pelo forte jogo aéreo e boa leitura de jogo. Tem 24 anos, mais de 1,90 e não deve ser caro.

Rafael Tolói: já falei dele algumas vezes aqui no Cacifo e continuo a insistir. Joga no Goiás, tem apenas 20 anos, 1,85 e ao serviço da selecção sub-20 tem mostrado toda a sua categoria. É uma pena ficarmos à espera que alguém o vá buscar…

A dança continua

Depois da chuva de nomes que surgiu, ontem, nos jornais, e que o Cintra resumiu no ponto anterior, o leque parece diminuir:

Portugueses
Domingos (A Bola, O Jogo, i)
Paulo Sérgio (O Jogo, i)

Estrangeiros
Paul Le Guen, Jean Tigana, Gérard Houllier (O Jogo, i)
Scolari (A Bola)
Claude Puel (A Bola, O Jogo)
Zico (O Jogo)

No meio de tudo isto, achei curioso ter ficado a saber que o Domingos, enquanto jogador, estava a caminho do Sporting quando assinou pelo FCPorto.

A fazer-se ao lugar, Mister Cajuda?

Como se desenrolou o “convite” do Sporting após o despedimento de Paulo Bento?
Acompanhei isso com alguma ansiedade e alegria. Podem pensar que estou sempre a brincar, mas, pelo meio, digo muita coisa a sério. Um dia resolvi desligar-me. Foi uma sensação fabulosa. Só o simples facto de ser apontado em Portugal como uma hipótese para o Sporting honrou-me como treinador e dignificou-me como homem. No dia em que me desliguei disso tudo, desliguei-me também da grande probabilidade de ser campeão nacional. 

Foi realmente contactado por dirigentes ligados ao clube de Alvalade?
Isso já não é importante. Quando eu disse que continuaria no Al-Sharjah, o presidente do Sporting falou aquilo que deve ser a única verdade do clube: ainda não tinha contactado nenhum treinador. Porém, não era menos verdade que, segundo as sondagens, eu estava à frente. Respeito muito os dirigentes e o actual treinador do Sporting. 

Aceitaria?
Gostaria muito de ter ido para o Sporting, mas as coisas foram assim.

Manuel Cajuda, in O Jogo

Estranhas coincidências

Sou só eu que fico desconfiado ao ver o Izmailov ser expulso, como foi ontem, em vésperas de irmos jogar à Luz?
E sou só eu que fico fodido por não ver nenhum dirigente, director ou o raio que parta, mandar-se ao árbitro, o tal do corte que virou atraso, no Dragão, por mais esta filha da putice?
Vá, continuem caladinhos e a fazer o favor aos lampiões de jogar numa terça-feira, dando-lhes tempo para descansarem da viagem a Liverpool!

O melhor golo no novo estádio?

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/tcyKBH2Oo4zKcvMDG6Y5/mov/1

Cinco golos, dois bons do Yannick e um, o último, absolutamente fenomenal! Assim, vale a pena ver os jogos do Sporting até ao fim da época.

Quanto ao resto, deixo para outro dia uma visão verdadeiramente apaixonada do estado do Sporting, agora que chegou mais um capataz do Jorge Mendes ao clube (Nuno Dias, sim, o das generalidades sobre a Champions é agora director de comunicação).

Uma análise que servirá para lançar o derby e que já tem título: “Eles têm o Jesus, mas o verdadeiro Cristo ainda está, por enquanto, em Alvalade”.

Entretanto, passo a Páscoa a sentir-me uma verdadeira Floribela. Que grande golo!

Postura correcta até ao fim

Guarda rancor pelo “timing” do anúncio de que o seu contrato não seria renovado? “De maneira alguma. Sinto-em enobrecido, pois foi uma honra ter sido escolhido para técnico do Sporting numa altura em que o clube atravessava uma grave crise. Só eu sei a pedra que tive de partir para a equipa render o que rendeu e essa é a minha grande satisfação. Os adeptos estavam arredados dos jogos, mas a verdade é que tivemos casa cheia nos últimos
[…] A equipa estava um caos quando aqui cheguei e, actualmente, temos jogadores valorizados e esse é também um trabalho que a mim me deu gozo particular, que foi o de levantar atletas desacreditados. Trabalhei para o futuro e creio que isso foi conseguido. O Sporting está em condições de atacar a próxima época e discutir o título”, Carlos Carvalhal

p.s. – gostava de ter visto o Matigol e o Vuk fazerem parte daqueles momento em que voltámos a jogar á bola e, claro, gostava de não ter levado tareias de lampiões e tripeiros, mas tenho, uma vez mais, que aplaudir a tua postura perante todo este cenário em que o respeito por ti foi pouco ou nenhum. Boa sorte, Carlos.