22 thoughts on “Então e agora, já merecemos o pavilhão?

  1. Bons dias.

    Agora claro que merecem um pavilhão. Já o mereciam antes( é para mim um mistério insondável perceber qual a razão porque quando se projectou o novo estádio não se projectou uma nova nave), e acho esta proposta muito interessante, se bem que não sei se exequível:

    http://www.forumscp.com/index.php?topic=10445.0

    Enquanto não temos um pavilhão, creio que seria uma solução muito boa para todos- até para o próprio pavilhão Carlos Lopes que ameaça ruína um dia destes. E o nome de Carlos Lopes é justamente um dos simbolos do nosso clube, pelo que até faria todo o sentido. Não estou a falar como solução definitiva mas apenas enquanto o pavilhão não estiver construído, pois parece-me que faz muito mais sentido que os jogos sejam ali que no Casal Vistoso ou no Pavilhão de Almada. É apenas uma opinião, que de resto há muito venho defendendo. Sei que há problemas com a CML sobre isto, pelo que não é uma solução fácil.

    O que é que acharia de uma eventual solução destas, ainda que provisória, caro cherbakov?

    Um abraço

    • O pavilhão estava projectado inicialmente, mas tiveram tiveram que lhe roubar espaço quando se decidiu (por exigência da UEFA para poder albergar finais Europeias) aumentar a capacidade do estádio… resumindo, ficámos sem espaço para as bancadas e para um pavilhão homologado para competições. Se deviam ter pensado nisso antes quando o estádio foi projectado… certamente!

      O pavilhão Carlos Lopes já foi discutido (inclusivé em sede camarária) e ao que sei não há qualquer possiblidade em tal vir a acontecer. Mas como já foi dito aqui, o acordo com a câmara pra um pavilhão junto ao estádio já está aprovado no plano de pormenor… resta esparar e talvez em 2011/2012 possamos voltar a vibrar em Alvalade! Só espero que não se esqueçam de fazer um pavilhão multi-usos que dê para todas as modalidades…

      • Pois é também já tinha ouvido falar nessa história, contada da mesma maneira. Mas ainda assim há uma coisa que nunca percebi: o Alvalaxia é uma fonte de prejuízos para o clube, certo? Porque raio ninguém se lembrou de mandar aquela bodega toda abaixo e de construír ali a nave? Eu não sou arquitecto, nem engenheiro, mas creio que seria muito mais útil assim.

        O Pavilhão Carlos Lopes era uma solução e tenho muita pena que não tenha sido “A” solução, pelo menos a titulo provisório. Como lisboeta por adopção custa-me passar no parque Eduardo VII e olhar para aquele pavilhão em ruínas. E custa-me que isto seja um não problema, isto é que ninguém se importe nada com isto. Teria sido bonito que tivesse sido o Sporting a revitalizar aquele espaço.

        Um abraço

        Ps: Quanto ao multi-usos para as restantes modalidades que não usam pavilhões ele já existe, pelo que não é necessário contruirem nenhum espaço novo. Acho que a megalomania é um pecado muito luso: As pessoas têm que saber adaptar-se ao clube que constroem. Pessoalmente acho que não faz qualquer sentido retirar as restantes modalidades do espaço que ocupam. Ia-se colocar lá o quê- o arquivo do clube?! Não faz sentido.

      • Relativamente ao Sporting?Sempre»? Já estamos apresentados.

        Você parece aquelas “galinhas criadas a campo” que gostam muito de esgravatar e afastar para os lados… Vem a propósito isto relativamente às suas interjeições de “estória” e “a la gardere”… Olhe se calhar você queria dizer a “ESCÓRIA”, dos que têm tomado de assalto o SCP e dos quais você fará parte, pois comunga por inteiro com tudo o que têm feito, fazem e farão ao Sporting Clube de Portugal… Quanto ao “a la gardere” olhe, o problema não foi a alteração a que aludiu e que decorreu entre a 1ª versão e a final, por forma a satisfazer as exigências da UEFA. A decisão da não construção de um pavilhão como deve de ser, e isto é que é grave, foi tomada antes de fazerem a 1ª versão do complexo Alvaláxia…

        Aliás, os erros de construção e as trafulhices foram tantos que agora temos na entrada do Alvaláxia… um Lidl… Além das lojas que estão encerradas, quiçá há espera de algum “a la gardere” da sua estirpe… Vá lá “ajudar” o SCP, ou peça aos grandes sportinguistas que por lá andam a mamar para alugarem alguns daqueles espaços…

    • Ao contrário das versões mais ou menos rebuscadas, e repetidas até à exaustão (uma mentira contada muitas vezes passa a ser verdade), o motivo porque não se construiu um novo pavilhão aquando da execução do Alvalade XXI teve uma só razão de ser, a razão economicista…

      OS responsáveis foram os personagens do costume, Soares Franco, Ernesto Ferreira da Silva, Agostinho Abade, e os outros todos que lá têm estado a mamar há mais de 10 anos…

      A questão das bancadas até dá jeito falar-se nela para mascarar o que foi feito, quase tipo justificação, mas a verdadeira história envolve alguns milhões nos bolsos de meia dúzia e estacionamentos para clinicas, con-propriedades de edificios do clube, e outras coisas que tais…

      Por isso é que esta bandidagem que tomou Alvalade de assalto “não larga o osso” enquanto não acabarem de comer a carne…

      E depois vêm “anjinhos” tipo o SportingSempre apoiar estes que se dizem sportinguistas… Se fazer isto ao clube é ser sportinguista pera aí que eu vou ali já venho…

      • Se te deres ao trabalho, podes ver o pavilhão foi construído e o projecto inicial contemplava bancadas o que permitiria ter jogos em Alvalade… ao que sei, a única coisa que mudou entre o primeiro projecto e a construção foi o aumento da capacidade e a colocação de 2 placards electrónicos. Foi bem feito? Não! Mas os requesitos da UEFA estão publicados e poderão ser facilmente comprovados… já quanto à tua “verdadeira história” (ou será estória) tens aqui o espaço ideal para mostrar o que realmente se passou. Porque isto de mandar bitaites e acusar à la gardere todos o sabem fazer…

        Já agora gostava que eplicasses aqui ao anjinho o que é que o edíficio da SAD (presumo que seja esse) e ó estacionamento da clínica são em algo impeditivos da construção de um pavilhão…

  2. temos uma equipa fantástica e este petric é um jogador impressionante. tive o prazer de ir a almada no sábado e foi fantástico mas.. queremos paviilhão! viva o sporting!

  3. Pessoal, o pavilhão está a caminho.

    O Plano de pormenor esteve em discussão pública até ao passado dia 26 de Abril, no âmbito da participação preventiva definida pela autarquia.

    Neste momento já aparece nos “planos com termo de referência aprovados”, ou seja, grande parte da burocracia que impedia a obra de se iniciar já está ultrapassada.

    Podem ver os documentos associados a esta consulta pública em http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/004/index.php?ml=2&x=alvalade.xml

    Neste momento temos que pressionar o clube para apresentar o projecto de arquitectura aos sportinguistas quanto antes e avançar com a obra.

    Uma coisa é certa, e motivo de orgulho, o pavilhão vai ser paredes meias com a nossa casa do futebol, o que era uma ambição de todos nós.

    Espero agora é que não continuem a armar-se em gente fina e criar demasiados espaços para modalidades amadoras sem grande projecção, retirando espaço para as modalidades de pavilhão que realmente mobilizam as pessoas e estão enraizadas em Portugal, futsal, andebol, basket, vólei e hóquei. (http://berde-e-branco.blogspot.com/2010/05/estrategia-canal-e-modalidades.html)

    • A sua lógica lava-me a uma pergunta muito simples: Se o único critério é a projecção mediática das modalidades porque não fazer um clube só de futebol?! Eu ainda me lembro de ter lido uma toliçe semelhante por alturas do último congresso do clube, e de ter sorrido. Falvam então de modalidades emblemáticas- e outras que nem por isso, como se o emblema que eu uso ao peito quando jogo fosse diferente dos meus colegas do andebol… Eu compreendo quem assim pensa: Como todos os anos o clube vai cortando no orçamento pensam que teriam mais verbas assim, mas simplesmente estão redondamente enganados. Estão enganados na justa medida em que as restantes modalidades( as puramente amadoras)tem na sua auto-sustentação financeira o seu paradigma de gestão( como lhe chamou o Dr. Dias da Cunha) vai para dez anos, e assim sendo nada ou quase nada gastam, expecto o ínfimo espaço que ocupam- de modo que extinguir essas modalidades não passa pura e simplesmente de um acto de incultura, mascarado de acto de gestão que de gestão nada tem. Repito-o para que leia bem: um acto bárbaro de incultura da parte de meninos novos-ricos que nada sabem do que é o Sporting. Foram os mesmos que assim pensavam que acabaram com o Basket e com o Hoquey, porque diziam eles que só o andebol podia ser emblemático. Agora com uma lata do caralho e o descaramento que deus lhes deu vêm defender o basket e o Hoquey como emblemáticas, os MESMOS, EXACTAMENTE OS MESMOS que há vinte anos votaram a favor da extinção destas modalidades! Tenham alguma vergonha na cara pá, o que não é pedir muito! É por isso que o critério para haver modalidades num clube desportivo não pode ser esse. O critério só pode ser estratégico da parte do clube, ou seja o clube deve considerar que tem interesse em ter um projecção numa modalidade. Quando li que o Golf iria ser a futura modalidade emblemática para os mesmos meninos que querem acabar com vinte e tal modalidades do Sporting acho que fiquei devidamente elucidado e esclarecido quanto ao género de mentalidade de quem faz estas propostas. Não que seja contra o Golf( sou até a favor da criação dessa modalidade, pois pode ser um meio de continuar o nosso clube), sou é contra quem quer transformar o Sporting numa coutada pessoal. No Sporting que eu amo e conheço cabemos todos- dos do Golf até aos da Capoeira. No Sporting que alguns meninos defendem só cabem os mediáticos, pois só que é mediático tem importância. Depois admiram-se que o clube não valorize o esforço das amadoras como devia… Depois admiram-se com os cortes no Orçamento… Depois admiram-se de ver atletas nossos noutras paragens… Pudera! Pois se o critério é o mediatismo e se as modalidades despotivas extra-futebol não são mediáticas… Assim sendo a única coisa que digo é que tenham tomates e defendam o que REALMENTE querem( e não o que aparentemente dizem defender): Um clube só com futebol. No dia em que isso acontecesse entregaria o meu cartão, uma vez que tenho a certeza que não vos irão fazer falta as minhas cotas. Porque aí meus amigos, só teria uma mensagem para vós: ide-vos foder, estão a ver?

      Um abraço

      • Sejamos claros, nunca niguém alguma vez tenha votado a favor de acabar com o basquet, o volei ou o hoquei… na altura houve um referendo em que nos foi dada a escolha entre estas e o andebol e a escolha recaíu sobre o andebol. Mas não me parece que quem votou no andebol quisesse acabar com as outras modalidades ou concordasse necessariamente com o argumento do santana lopes de que só haverias espaço para uma modalidade… muito pelo contrário.

        Pessoalmente, eu acredito num Sporting eclético porque para mim que me habituei a viver o Sporting nos corredores da Nave, o Sporting é (e sempre foi) bem mais que futebol… e acredito que é possível ter várias modalidades ao mais alto nível. Pode exigir ideias inovadoras como a gamebox modalidade, os protocolos à semelhança do pólo aquático, ou a direcção das quotas para determinada modalidade, mas poupem no ordenado do Caneira e outros e vão ver como se consegue ter um Clube eclético!

        E acredito que

      • Pois é Pedro,

        Você toca na ferida, ou seja, os que têm conduzido os destinos do SCP de há 10 anos a esta parte têm tentado tornar o clube numa “COUTADA PESSOAL”, sem olhar a meios têm tentado atingir os seus fins. Demonstram um total desrespeito pelos associados e suas legitimas aspirações, apenas procurando facturar de forma directa ou indirecta (através das suas empresas) à custa do SCP.

        Não gostam de ser questionados sobre o que andam a fazer ao clube, e nunca falam de forma sincera, gente desta não tem valor nenhum, só procuram a auto promoção através de ocuparem posições de relevo na estrutura directiva do SCP…

        Por isso há 4 ou 5 anos atrás decidi deixar de pactuar com estas sanguessugas e deixei de ser sócio, ao que sei nos ultimos 3 meses sairam 25 mil sócios… Devemos andar todos de olhos tapados…

      • As modalidades acabaram no tempo do santana lopes… portanto antes das sanguessugas lá terem chegado. Aliás, desde essa época, recomeçou-se o futsal e criaram-se os escalões jovens de hoquei… suficiente? Na minha opinião não… mas não acabar com as que restavam já foi um passo.

        Quanto ao descida do número de sócios nos últimos 3 meses, se fosses sócio saberias que houve uma re-numeração e que, como sempre aconteceu com actualizações, aqueles leões que já não estão connosco e outros que pagaram quotas apenas para ir ver o Sporting belenenses em 2007 já não contam.

      • Pedro Pita,

        Se leres bem o meu comentário, bem como um post que fiz sobre o assunto, em lado nenhum defendo a concentração de esforços só no futebol, nem mesmo em apenas duas ou três modalidades. Aliás é mais do que evidente que essa estratégia, que tinha por pressuposto concentrar esforços para ganhar mais títulos, falhou redondamente.

        Por isso defendo a reabilitação de modalidades entretanto extintas, designadamente o basket, o voleibol e o hóquei em patins.

        É claro que o critério para a existência das modalidades não pode ser só o mediatismo das mesmas, mas a verdade é que eu não quero um clube que satisfaça apenas os meus caprichos pessoais. Para isso criava o meu próprio clube. Eu quero um Sporting pujante, com cada vez mais sócios e simpatizantes e isso faz-se tendo sucesso nas modalidades que agregam mais pessoas e essas são, sem dúvida, as que referi (em termos de pavilhão, entenda-se)

        É claro que há sempre espaço para outras modalidades, mas isso deve condicionar a estratégia de um pavilhão? Achas por exemplo que uma final europeia de Corfebol ou Ténis de Mesa, onde somos fortes, mobilizaria 5 mil adeptos como o Andebol, ou caso tivessemos, o Hóquei, o Vólei ou o Basket?

        Portanto a questão não está em restringir modalidades, mas sim definir uma hierarquização na definição dos objectivos do novo pavilhão, que em meu entender deve passar sobretudo por estas 5 modalidades.

        Até porque, em termos logísticos, as restantes modalidades amadoras terão sempre mais facilidade em arranjar espaços alternativos para a sua prática, podendo envergar na mesma o leão ao peito.

        É claro que o ideal seria ter uma mega cidade desportiva, onde tudo isso coubesse, mas não sendo possível acho que o pavilhão deve ser projectado tendo como objectivo principal a dinamização das cinco modalidades âncora de pavilhão que existem em Portugal: Futsal, Andebol, Basquetebol, Voleibol e Hóquei em Patins.

        No fundo o que eu não quero é que, com todo o respeito que me merecem certas modalidades, se crie um pavilhão com mil e uma salas para a prática do karaté e capoeira, modalidades que facilmente podem arranjar sítios alternativos, e depois se lamentem que “não existe espaço para a equipa de basket e de vólei treinarem e como tal resolvemos não ter essas modalidades…”

      • Caro Berde e Branco,

        O que eu acho interessante é alguém que diz respeitar todas as modalidades do nosso clube( que dão zero euros de prejuízo ao clube, zero!!!) vir primeiro brincar com o suor alheio. Por exemplo só por um mero acaso não citou a minha, porque senão responderia ainda com mais dureza, porque você não é ninguém para se arvorar em suposto arauto da hitória do nosso clube e em termos de cultuta desportiva fiquei esclarecido com a sua tese segundo a qual há duas espécies de modalidades- as de pavilhão, que merecem a sua estima, e as outras, que são filhas de um deus menor… Só por curiosidade: o que é que acha do Golf? Aprova certo? Olhe não é nem em pavilhão, nem entra nessa sua absurda excepção feita às medida da natação e do atletismo… Mas claro que o que está em causa não é qualquer espécie de critério- apenas terminar com modalidades. Eu já cá ando há muito tempo e já vi muitos futebóis, e nessa justa medida sei perfeitamente o que se visa cada vez que este discurso aparece: acabar com mais meia dúzia de modalidades. Quer-se dizer o espaço que ocupam é um problema… Mas digam lá uma coisa: depois de construirem o pavilhão para que é que precisam do espaço no actual multidesportivo? Para meterem lá o arquivo do clube ou arrendar o resto ao Holmes Place, é isso?! É só para ficarmos a saber.

        Carissimo a coisa é simples e não é um problema de espaço( como já aqui o disse sou a favor da permanência das modalidades no mesmo espaço que actualmente ocupam, isto é, no multi desportivo Açoreana Seguros). Assim sendo as equipas de Basket vão para o pavilhão, as restantes amadoras ficam onde estão, onde não dão um cêtímo de prejuízo ao clube uma vez que grande parte delas se auto-financia. Não concordarei com nenhuma megalomania que seja diferente do que estou aqui a dizer, mas não deixo de achar estranho o racocínio porque por um lado diz-se assim: ” estas modalidadezecas são uma chatiçe, gastam massa, etc”. Por outro acaba-se a dizer: “Eles, esses gastadores da massa do clube, precisam de um novo pavilhão!”, o que é totalmente falso. Moral da história? Quem precisa de um pavilhão não somos nós, são as modalidades de pavilhão, que caso não tenham reparado estão há sete anos sem sitio onde competir! É assim tão complicado perceber que uma coisa nada tem a ver com a outra?

        Um abraço

        Ps Quanto ao imaginário Vólei, que você citou a propósito no seu exemplo, e cuja maior figura na sua história no nosso clube se chama apenas Mário Moniz Pereira, caso não tenha reparado o Sporting não tem vólei, com muita pena minha, há 15 anos. Quando terminou em secção em 1995 o Sporting vivia o periodo mais dourado da sua história sendo bi-campeão nacional e tinha ganho duas Taças de Portugal. Nem a ganhar muito deixaram de terminar com esta modalidade, neste caso pela mão do imbecil Santana Lopes. É o que dá o critério do mediatismo!

      • Caro Pedro Pita,

        Sinceramente não percebo tanta agressividade. “Cultura desportiva”? “Ando aqui há muitos anos”?

        Um clube como o Sporting, que alberga dezenas de milhares de sócios, deve respeitar a diversidade na opinião e a dinâmica inter-geracional.

        Aliás, acho que há uma clara sobre-avaliação das minhas palavras, pois sinceramente não considero que a nossa visão acerca das modalidades seja assim tão distante.

        Agora não me peça para valorizar todas as modalidades da mesma forma pois simplesmente não é o que sinto. Em termos práticos, se tiver que escolher ver um jogo de Basket do Sporting ou de Corfebol (ou se quiser, o golf) não terei dúvidas em escolher o jogo de Basket.

        É claro que há gostos para tudo e isso é obviamente demonstrativo da grandeza de um clube, mas certamente concorda que as que têm mais preferências, por um critério meramente democrático, devem ser privilegiadas relativamente às outras, ou não? É que o mediatismo de que tanto fala é apenas uma consequência disso. Ignorá-lo é não responder aos anseios dos adeptos.

        Abraço! E viva o Sporting!

      • Caro Berde e Branco,

        Não confunda agressividade com contudência. É que isto para sim são meras opiniões da treta, o Sporting para mim é uma parte da minha vida, está a perceber a diferença? Se calhar por isso defendo todas as modalidades do meu clube com igual vigôr, sejam elas o tiro, o boxe, o corfeball ou o badminton. Não acho minimamente razoável supor que os filhos das outras modalidades sejam filhos de um deus menor, e mesmo sobre o Golf que citei sou a favor, na justa medida em que seremos um clube tanto maior quanto maior for a nossa eclectividade, ou seja, quantos mais variados forem os domínios desportivos das nossas actividades. Não perceber isto é ir atrás do que é fácil, da espuma dos dias e do que nunca fica, porque o que é mediático geralmente nunca fica, sabia? Nunca nos devemos deslumbrar pelo que é mediático e fácil. Esta aliás é uma das tristes consequências das sociedades de consumo actuais. Adiante.

        Quanto ao clube cooresponder aos anseios dos adeptos não gosto da ideia. Sabe porquê? Porque abre a porta a uma coisa: vamos imaginar que amanhã um qualquer candidato a presidente decide que o Sporting só pode ter uma modalidade porque só essa é competitiva e só essa pode ser mediática: o futebol. Para si estava tudo bem, para mim estava tudo mal. O principio que você defende é exactamente o mesmo que neste exemplo que citei porque um clube como o nosso nunca foi feito para ter um feitio à medida do povo ao qual se dirige, isso sempre foi mais uma mania do outro lado da segunda circular. A cultura leonina que nos faz diferentes caractriza-se exactamente por fazer o que deve ser feito, não fazer aquilo que o povo diz que deve ser feito, na magistral fórmula de um antigo Presidente da Assembleia Geral do nosso clube. Não entender isto é desculpe lá não entender o que é Sporting. O problema é que essa ideia não é apenas sua- é de muita gente do clube. Acho terrivelmente perigoso populismo no nosso clube. E quando falo nos futebóis que já vivi falo de muitos outros periodos no passado( Santana Lopes à cabeça) em que o populismo de pacotilha quase matou o ecletismo no clube.

        Um abraço

      • Caro Pedro Pita,

        Gostei de conhecer a sua opiniao. Acho sinceramente que esta a confundir prioridades com exclusividades. E sobretudo esta a subverter o que eu disse. Nunca defendi nem defenderei o Sporting so com futebol. Alias acho extraordinario como retira essa conclusao quando desde o primeiro momento sempre defendi que o Sporting deveria reabilitar as modalidades extintas! Enfim, parece-me que o Pedro Pita anda a procura de moinhos de vento para combater e eu nao entro nessa. Pode-se achar mais sportinguista que eu, tem esse direito, mas nao tente medir algo que nao e mensuravel. Alias, mesmo que o fosse, acho que o Sporting precisa de todos e nao apenas de alguns. Caso nao entenda isso vai ver que rapidamente o Sporting Clube de Portugal passa mesmo a ser o Sporting Lisbon. E isso que pretende? Desculpe la aqui o parolo do norte que gosta de um clube que parece que devia ser so de alguns.

        Abraço!

      • Caro Berde e Branco,

        Os posts estão aí para demonstrá-lo: O que eu desmontei foi a lógica por detrás do facto de haver alguém que decide comemorar um titulo inédito do andebol do nosso clube, que supostamemente seria um momento de união da família sportinguista, para sugerir acabar com as modalidades amadoras extrapavilhão do nosso clube porque segundo essa lógica só assim se cumpriria a vontade do povinho( e demonstrei igualmente que por vontade do povinho nem sequer andebol teriamos). Se isso o maçou paciência. A verdade dói, não é? Quanto ao facto de me achar mais sportinguista que você está totalmente equivocado. Não dou lições de sportinguismo de pacotilha a ninguém. O que não aceito é que alguém que se arvora em torquemada das modalidades amadoras não leve a devida resposta. Você estava certamente à espera que toda a gente viesse concordar consigo, num aplauso generalizado à sua proposta. Não foi isso que sucedeu, apanhou algumas patadas- é a vida. Não se queixe tanto da má sorte, pois digamos que o seu timing foi um tanto lamentável, certo? Quanto ao facto de sermos um clube lisboeta, sim somos. Ainda não tinha reparado nisso?! Um clube de Lisboa que se projectou primeiro nacionalmente( daí ser Sporting Clube de Portugal) e agora abre novos mundos ao nosso mundo. Mas continuamos sempre a ser um clube lisboeta. Isso maça-o?

        Um abraço

      • Pedro, vai mais um round? :)

        Não me apetece alimentar polémicas fúteis. Já percebi os seus argumentos e uma vez mais lhe digo que está a interpretar além do que escrevi. Ponto. Parágrafo.

        A verdade é que no meio dessa sua sede de vingança relativamente aos torquemadas das modalidades (e garanto-lhe que está a errar no alvo), tocou num ponto que de facto merece alguma reflexão, que se prende com o carácter mais ou menos popular do clube.

        Percebo que a sua proximidade física à sede do clube (a sede sim, é lisboeta :)), lhe leve a ter uma interpretação mais equitativa de todas as modalidades, sem excepção. Se fosse lisboeta, provavelmente as minhas preferências seriam diferentes, até pela possibilidade de praticar uma ou outra modalidade.

        A verdade é que um clube como o Sporting não pode pensar só nessa questão porque querendo-se ou não o Sporting atingiu, quase desde a sua criação, um estatuto nacional, de indiscutível dimensão popular, o que explica ter adeptos espalhados um pouco por todo o mundo, os quais raramente terão a oportunidade de ver, quanto mais praticar, algumas modalidades que o Sporting possui.

        Portanto a pergunta é simples: O que acha que fez essas pessoas sentirem-se Sportinguistas e vibrarem intensamente, como eu, por este clube? Os 5 violinos? A taça das taças? O Agostinho? O Mamede? O Carlos Lopes? O Livramento? Os gémeos Castro? Claro que sim!!!!! E qual a característica comum entre isto tudo? Obviamente que é a popularidade!

        Todos os clubes têm duas dimensões, os praticantes e os adeptos. Alguns ficam-se pela primeira dimensão e não passam de clubes de bairro. Outros, como o Sporting, tiveram tanto sucesso com a primeira dimensão que tornaram a segunda cada vez maior, tornado-se assim clubes de topo, de carácter nacional e internacional. Chegados a esse ponto poderemos ignorar a diferente popularidade das suas modalidades? Obviamente, não! E parece-me que é aqui que o seu discurso peca por ser demasiado horizontal.

        O Sporting não pode ignorar que é de facto um clube popular e isso exige que estabeleça prioridades na sua política desportiva. E volto a frisar: prioridades não são exclusividades! Ou seja, dá para tudo! Haja é vontade e capacidade!

        Aliás, se acha que somos igualmente sportinguistas vou-lhe explicar de forma muito simples porque acho que certas modalidades devem merecer mais atenção do que outras. É que sendo o Sporting um clube de dimensão nacional, para não dizer internacional, tem, como é sabido, muitos adeptos espalhados um pouco por todo o lado, os quais têm a ambição, legítima (acho eu), de acompanharem o seu clube sempre que tal for possível. Vamos dar o meu caso como exemplo. Moro a mais de 300 km de Lisboa. Se o Sporting tivesse basket, provavelmente iria, sem grandes custos, ver dois ou três jogos por ano, no Porto, em Guimarães, em Ovar. No vólei poderia acompanhar o Sporting na Maia, em Espinho, Esmoriz, Guimarães. No hóquei poderia apoiar em Braga, Barcelos, no Porto ou em Viana. Agora diga-me, no corfeball ou no golf ia ver o Sporting onde? À Estela? Será que me deixariam entrar? Quanto custaria? Podia mandar uns berros à vontade? SPOOOOOORTING!!!???? Aliás, será que saberia atempadamente quando seriam esses eventos?

        Enfim… são muitas as questões que se deixam em aberto e que pura e simplesmente não são respondidas com esse argumento anti-popular que visa tratar qualquer desporto por igual. A verdade é que as modalidades são, desde a sua prática até aos seus apreciadores, muito distintas. Tentar meter tudo no mesmo saco é extremamente redutor e terá, em meu entender, um efeito extremamente perverso sobre as próprias.

        Por fim, até porque parece que o futebol é o inimigo nº1, deixe-me dizer que com todos os defeitos que esse desporto possa ter, foi de facto através dele (demasiadas vezes com muitas lágrimas) que me foi transmitido o Sportinguismo através do meu pai, que posteriormente foi sendo cimentado por muitas visitas a alguns campos aqui do norte, onde seguramente vi mais vezes o Sporting ao vivo do que em Lisboa. Aliás, não foi o futebol uma das primeiras, senão mesmo a primeira, modalidade do clube??!! Se calhar é por isso que somos tão populares, não?!

        E acredite que percebo a diferença entre populista e popular. A primeira é a tentativa de… (os vermelhos são pródigos nisso). A segunda é a consequência de… (esforço, dedicação, devoção e glória) Quero, obviamente, que o Sporting se fique pela segunda… e que a fortaleça! É isso que me move. É isso que eu não quero que o Sporting perca pois isso sim, seria o fim do clube nacional e o começo do clube de bairro. E nada me faria sentir mais triste…

      • Caro Berde e Branco,

        Para quem se queixou de interpretar para além do que escreveu creio o que o seu último post faz é precisamente isso a toda a linha.

        ( Um pequeno parentsis: Tenho dois clubes desde pequenino( a minha mãe é espanhola)- o Atletico de Madrid e o Sporting. Quando digo que sou de dois clubes é porque sou mesmo, não é propriamente uma daquelas simpatias de ocasião! Eu sei bem melhor do que imagina o que é isso de viver um clube à distância.)

        Só vou focar-me num ponto para não eternizar a questão( as pessoas às tantas ainda se cansam de nos lerem, para além dos argumentos de parte a parte terem ficado claros). Eu acho que você está a ser preconceituoso para com algumas modalidades do nosso clube. Você não aprecia o Corfball. Bom já que falamos nisso eu também não. Mas também não sou grande apreciador de Andebol- e não é por isso que acho que a modalidade tem que ser extinta! Penso que o clube está sempre acima dos gostos pessoais dos adeptos- e para mim a ideia de um clube eclético e grande( no sentido de ser um clube com muitos atletas) é a ideia que defendo para o Sporting. Um clube de futebol, mas não só de futebol, enfim o clube que conheci há uns anos, quando eramos quinze mil atletas. Não estou nada convencido que o Golf ou o Corfball não atraía sócios e adeptos para o Sporting, pelo contrário acho que até pode haver vantagem estratégica a longo prazo que o clube se mova em determinados meios. Os ricos têm tanto direito a serem sportinguistas como os pobres. O que quero é um clube onde toda a gente caiba, percebe a diferença?

        Um abraço

      • Caro Pedro,

        Relembro o que disse:

        “O Sporting não pode ignorar que é de facto um clube popular e isso exige que estabeleça prioridades na sua política desportiva. E volto a frisar: prioridades não são exclusividades! Ou seja, dá para tudo! Haja é vontade e capacidade!”

        Ou seja, partilho totalmente da sua última frase: “O que quero é um clube onde toda a gente caiba (…)”

        Vamos imaginar o melhor cenário possível, onde não haveria qualquer restrição. Acha que me oporia a qualquer modalidade que fosse? Claro que não! Eu orgulho-me de ver o símbolo do Sporting seja em que modalidade for, o que inclui o corfeball, o golf, o karate, o automobilismo, etc.

        É que eu acho que há uma coisa que o Pedro ainda não percebeu. É que prioridades só se colocam quando existem restrições e neste caso essas restrições efectivamente existem. Caso não saiba o protocolo definido com a CM Lisboa limita o espaço do futuro a pavilhão. Ou seja, não podemos, pura e simplesmente, dispor de espaço de forma totalmente livre.

        Logo, como em qualquer empresa ou família, temos que tomar opções e foi apenas sobre isso que opinei, no sentido de, caso o Sporting seja obrigado a tomar decisões acerca da divisão do espaço que terá disponível, que estabeleça prioridades.

        E no meu entender (e agora sim entramos no campo que pelos vistos nos divide) acho que devemos dar prioridade às modalidades mais populares. Repare que não é uma questão de gosto pessoal como quer fazer passar. É uma questão de gosto colectivo! O Sporting é um clube popular e os seus sócios apreciam mais ou menos certas modalidades! Eu até gosto mais de ténis do que andebol, mas será que a maioria dos sócios e adeptos pensa assim? Deveria a minha opinião condicionar a estratégia do clube ficando a maioria dos sócios desagradada com a opção? Faz isto sentido? É que o Sporting (o Clube, entenda-se) tem uma génese colectiva e como tal deve-se guiar por critérios de escolha colectiva que maximizem o bem-estar dos seus associados de forma agregada.

        Poderemos agradar a todos? Dificilmente… E isso é válido para quase todos os domínios da nossa sociedade que envolvam escolhas colectivas. Repare que a unanimidade é o mecanismo de escolha colectiva mais difícil de alcançar, até porque envolve demasiados custos em termos temporais, por isso se utiliza tanto a maioria, simples, absoluta ou qualificada, que mais não são do que inquéritos à popularidade das medidas propostas a sufrágio.

        É claro que há um mecanismo de escolha colectiva que resolve tudo de forma mais simples: a ditadura. Mas ainda acredita que há ditadores benévolos?

        Deixe-me por fim fazer-lhe um elogio. Apesar de opiniões distintas é bom que se saiba discutir e que se defendam argumentos sem desrespeito mútuo. Esta troca de opiniões apenas foi possível pois apesar de algumas frases mais quentes sempre se procurou valorizar mais os argumentos do que as picardias pessoais. Isso significa que é sobretudo o Sporting que nos move e isso só pode ser bom para o clube que tanto amamos. Bem haja!

  4. O “Carlos Lopes” seria de facto uma excelente ideia no entanto conheço o espaço e a sua actual degradação. As condições são tão más que duvido que o orçamento com eventuais obras não apresente custos muito semelhantes à solução preconizada pela construção de um novo Pavilhão…
    Mas as nossas garras de leão merecem outro palco:
    http://hipocrisiasindigenas.blogspot.com/2010/05/garras-de-leao.html
    E também fiquei pasmado com a qualidade do Petric.
    Saudações Leoninas

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