O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Liga Zon Sagres , jornada 8

Num belo dia de Outono, convidativo a uma ida ao futebol, na mente dos Sportinguistas há uma pergunta que persiste: hoje, contra o Rio Ave, que Sporting vamos ter? O que esmagou o Gent ou o da primeira parte com o Estoril? O que marca golos ou o que os falha? O que entra para ganhar e resolver o jogo ou o que espera pela segunda parte para acordar e tentar algo?

p.s. – excelente a intervenção do Paulo Sérgio, sobre as transmissões televisivas e o facto de nos darem menos dias de desanso que aos outros. Ainda para mais, no dia em que, em grande entrevista ao A Bola, o nosso presidente afirmava que existem 5% de mafiosos no nosso futebol. Pena é que a pergunta seguinte não tenha sido: mas porque razão continua a fazer seus aliados aqueles que, vezes sem conta, são apontados como sendo cabecilhas dessa mesma máfia?

O sistema

4-4-2
Foi desta forma que Paulo Sérgio pensou o Sporting 2010/11.
Sem 10. Com dois “médios elásticos”, Pedro Mendes e Maniche. E dois avançados.
Quando se pergunta o porquê do Sporting europeu ser diferente do Sporting para consumo interno, e para lá do facto de os adversários europeus não se fecharem lá atrás esperando um erro nosso para marcar e de nós só à quinta-feira parecermos perceber que o jogo começa ao apito inicial, esta história do sistema pode ajudar a perceber algumas das diferenças.
Poderá resultar, de quando em vez, de outra forma, mas é assim que sabemos jogar. Com dois médios centro, num falso lado a lado, e dois alas capazes de acelerar o jogo, de desequilibrar, procurando os dois avançados.
Por outras palavras, insistir em Valdés (ou outro do género) junto à linha, será sempre meio-caminho andando para a equipa emperrar. Aliás, se foi para ocupar essa posição que o compraram, estamos perante um erro de casting. Mas isso daria outro post…

CATARSE

Um permanente devir. Em constante transformação. Picos e vales. Montanha-russa, um descontrolado ciclo de terror e consequente catarse. O Sporting, este Sporting, ora sem chama, ora a arder. Nervos em Portugal, nervo na Europa. Anestesia dentro, adrenalina fora.

Porquê? Ninguém sabe. Ninguém percebe. Bitaites há muitos: estádio semi-deserto, baixa ansiedade; opositor fraquinho mas, sobretudo, com respeito pelas listas verdes e brancas; falta de estudo do treinador adversário; cabeça limpa numa competição que ainda não está perdida; jogos a meio da semana, sem grande expectativa; vontade de brilhar no Eurosport; a posição da lua; as marés; a conjugação astral; o movimento do cosmos; o cheiro do detergente que lava as camisolas; os árbitros na linha de fundo; a crise; os impostos; o almoço à quinta-feira; o treino de quarta; a migração dos pardais; o prémio de jogo;

Ninguém sabe. Ninguém sabe se é desta que percorremos a tal distãncia até ao clique que falta. Eu, seguramente, não sei. Eu aliás, desde que vi o Abel a marcar todas as bolas paradas, deixei de perceber desta merda. E, pelos vistos, ainda bem.

SPORTING!!!!

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Liga Europa, jornada 3

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Gent
21 Outubro 2010
20h05, Estádio de Alvalade

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
É aproveitar este “Verão de S. Martinho” antecipado, espetar três ou quatro batatas ao belgas, assegurar a passagem à próxima fase e deixar o pessoal com vontade de regressar, no domingo. Ah, e toca a respeitar o minuto de silêncio em memória do Big Mal!

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Gent, segundo classificado do campeonato belga, faz da força física a sua principal arma (voltamos a apanhar uma equipa com mais de metade dos jogadores acima de 1,85) e que deverá surgir num 4-5-1 adaptável a 4-4-2 se o ala/extremo Ghanassy (que deverá jogar de máscara protectora) jogar mais próximo do gigante senegalês Coulibaly.

Este homem é um Mister
Francky Dury é nome de personagem de BD. Nomes à parte, espero que o homem cumpra a promessa de não enfiar a equipa no seu meio-campo, a defender.

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
O capitão Bernd Thijs, médio centro, é o cérebro e o coração da equipa. O central Marko Suler e o avançado Coulibaly são muito perigosos no jogo aéreo.

A vantagem de ter duas pernas!
Aproveitar as laterais da defesa do Gent são meio caminho andado para ganhar o jogo.

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Paulo, espero que a atitude da segunda parte com o Estoril seja aquela com que, esta noite, entramos em campo. Espero, também, que não inventes muito: Salomão e Vuk nas alas, não tem nada que saber, Liedson e Postiga. É, infelizmente, cada vez mais chego à conclusão que Matias nunca será o número 10 que precisamos.

Vamos jogar no Totobola
Sporting – Gent   1

É só imprimir

“É mais uma inovação que disponibilizamos a todos os sportinguistas, permitindo que de uma forma prática e cómoda adquiram bilhetes para os jogos no Estádio José Alvalade através do site oficial do Clube, sem custos adicionais, e com o conforto de saber que este fica de imediato na sua posse, evitando assim os constrangimentos das filas de espera nas bilheteiras que naturalmente podem ocorrer em dias de jogo”, Bruno Sousa, director, sobre o lançamento do sistema de venda de bilhetes em formato PDF.

Eu gosto. Agora? Agora só falta a relva artificial de última geração e uns americanos milionários que nos endireitem as contas.

É impressão minha, ou vai direitinho para a galeria dos comunicados patéticos?

A Associação Juventude Leonina, face às noticias que vieram a publico vem esclarecer o seguinte:
1 – A Associação Juventude Leonina não está, nem nunca esteve à venda;
2 – A Associação Juventude Leonina dá o seu total apoio à actual direcção do Sporting Clube de Portugal;
3 – A Associação Juventude Leonina, tal como todos os sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal, não está satisfeita com os resultados da equipa de futebol profissional na presente época;
4 – Ao contrário do que certas pessoas têm insistido em transmitir à comunicação social, a Associação Juventude Leonina não é paga para coagir com a actual direcção. O que nos move é um único amor e paixão, o Sporting Clube de Portugal;
5 – A Associação Juventude Leonina não irá permitir que algumas pessoas utilizem ou se conectem ao nome da Juventude Leonina para denegrirem a imagem desta. Temos conhecimento que tem acontecido no passado e iremos agir em conformidade com essas pessoas se tal voltar a acontecer. Não podemos permitir que um grupo de pessoas desestabilize o trabalho que tantas outras fizeram e ainda o fazem;
6 – Por ultimo, na Associação Juventude Leonina não somos aprendizes de bandidos, nem qualquer outro nome que nos possam chamar, tal é engraçado, pois num passado recente, estes “Gurus” do futebol bem que nos tentaram comprar. Acreditamos que mantivémos a nossa postura, não somos nem nunca seremos hipócritas nem falsos.

UM DIA JUVE LEO, JUVE LEO ATÉ MORRER
A Direcção da Associação Juventude Leonina

Já tinha saudades tuas, pá!

Podem utilizar os argumentos que mais vos convier. Podem chamar-me o que quiserem (ou quase). Mas, para mim, uma vitória nossa com golos do Liedson tem sempre um sabor diferente.
Sim, eu sei que vamos tendo cada vez menos rebuçadinhos do género (foi um golo do caralho, não foi?), mas permitam-me a degustação sem reservas de mais um momento proporcionado por um jogador que, talvez mais que nenhum outro actualmente, merece o meu respeito.
E vai ser uma pena (uma injustiça, arriscaria eu), amigo Liedson, ver-te dizer adeus sem ter festejado contigo um título a sério.

VAMOS A LA PLAYA

– Ó Liedson, estende aí a toalha que o mister nos arranjou, para eu me deitar nela. É que parou de chover e já se consegue ver um raiozinho de sol…
– Tá bem, mas ó Postiga pede ali ao puto Salomão para te pôr creme nas costas, que ele gosta.