O Cacifo do Paulinho

“Felicidades”

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Segundo o DN, o jornal do regime sportinguista, mais até que os desportivos, o presidente demissionário despediu-se de alguns sócios e colaboradores mais próximos, com uma mensagem “simples e cheia de significado” (palavras do DN): Bettencourt desejou “felicidades”.

Eu acrescentaria, “saúdinha, que é o que é preciso”. E é mesmo preciso. Saúde mental para lidar com esta gente toda. O presidente demissionário desiste, abandona o leme do barco, mas não sai da embarcação. Fica no convés, entre os ratos preguiçosos, que nem fugir conseguem. Pelo que se percebe (e percebe-se tanta coisa na leitura dos jornais de hoje), ele fica e trata das contratações, do fundo de jogadores, da Sporting TV, tem uma opinião sobre o seu sucessor (mas não diz, para não condicionar… naturalmente), é visto como “romântico” pelo artolas que agora manda no clube (formalmente), é elogiado por metade dos cronistas da nossa praça (realmente, a melhor coisa que aconteceu à opinião nos jornais foi a blogosfera, quando é citada), a equipa de incompetentes que escolheu (e que o “empurraram” dali para fora) continua calmamente a trabalhar no clube. Pede-se calma aos sócios e confiança no trabalho da equipa de futebol.

Mas qual calma? O presidente demitiu-se! A estrutura devia cair toda. Os jogadores deviam jogar com urgência e  medo do que lhes vai acontecer nos próximos meses. As eleições convocadas imediatamente, com o prazo mínimo para surgirem candidatos. O sistema quer lá meter os seus, muito bem… candidatem-se. Mas só o facto de haver a possibilidade de uma cooptação diz tudo sobre a noção de democracia desta gente. Claramente queremos repetir o processo institucional que desembocou no grande Dias da Cunha, que deixou tantos motivos de orgulho entre a família Sportinguista.

“Felicidades”. É disto que a malta precisa. De uma generalidade. Uma banalidade. Tão banal como a substância intelectual de quem a profere (e de quem a elogia).

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