Está tudo explicado

Eu falo por mim: só vou feliz e tranquilo para casa quando sinto que ao longo das minhas horas de trabalho fiz tudo o que estava ao meu alcance em prol da entidade que me paga“, Paulo Sérgio.
Caro Paulo, ninguém duvida que estejas a fazer tudo o que está ao teu alcance. Só é pena não seres capaz de perceber que, para o clube onde estás, o teu máximo não chega para atingirmos os mínimos.

p.s. – uma pequena nota para o facto do teatro do Hulk apenas ter feito rir o André Marques. Para a nossa comunicação social, é tudo normal.

Venha de lá essa mudança!

«Depois de uma reunião de mais de duas horas, o presidente da mesa da Assembleia Geral dos leões, Dias Ferreira, anunciou que, por unanimidade, os membros dos órgãos sociais do Sporting decidiram renunciar aos respectivos mandatos com efeitos a partir do dia 14 de Fevereiro.
Em consequência dessa decisão, Dias Ferreira anunciou para o dia 26 de Março uma assembleia geral eleitoral»

“Felicidades”

Segundo o DN, o jornal do regime sportinguista, mais até que os desportivos, o presidente demissionário despediu-se de alguns sócios e colaboradores mais próximos, com uma mensagem “simples e cheia de significado” (palavras do DN): Bettencourt desejou “felicidades”.

Eu acrescentaria, “saúdinha, que é o que é preciso”. E é mesmo preciso. Saúde mental para lidar com esta gente toda. O presidente demissionário desiste, abandona o leme do barco, mas não sai da embarcação. Fica no convés, entre os ratos preguiçosos, que nem fugir conseguem. Pelo que se percebe (e percebe-se tanta coisa na leitura dos jornais de hoje), ele fica e trata das contratações, do fundo de jogadores, da Sporting TV, tem uma opinião sobre o seu sucessor (mas não diz, para não condicionar… naturalmente), é visto como “romântico” pelo artolas que agora manda no clube (formalmente), é elogiado por metade dos cronistas da nossa praça (realmente, a melhor coisa que aconteceu à opinião nos jornais foi a blogosfera, quando é citada), a equipa de incompetentes que escolheu (e que o “empurraram” dali para fora) continua calmamente a trabalhar no clube. Pede-se calma aos sócios e confiança no trabalho da equipa de futebol.

Mas qual calma? O presidente demitiu-se! A estrutura devia cair toda. Os jogadores deviam jogar com urgência e  medo do que lhes vai acontecer nos próximos meses. As eleições convocadas imediatamente, com o prazo mínimo para surgirem candidatos. O sistema quer lá meter os seus, muito bem… candidatem-se. Mas só o facto de haver a possibilidade de uma cooptação diz tudo sobre a noção de democracia desta gente. Claramente queremos repetir o processo institucional que desembocou no grande Dias da Cunha, que deixou tantos motivos de orgulho entre a família Sportinguista.

“Felicidades”. É disto que a malta precisa. De uma generalidade. Uma banalidade. Tão banal como a substância intelectual de quem a profere (e de quem a elogia).

Mais dois meses de nervos…

O homem demitiu-se mas, afinal, fica a trabalhar até final de Fevereiro. E, de acordo com a imprensa de hoje, antes do final de Março não seremos chamados a ir às urnas.
Juntando a isto as restantes notícias de hoje, fico com a ideia de que as preocupações não vão terminar tão cedo.
Postiga já está certo mais um ano.
Paulo Sérgio (outro!), formado e dispensado com o selo de Alvalade, pode agora regressar custando-nos dinheiro.
E Rogério Alves parece ser o candidato preferido dos meninos que brincam ao Sporting. Bem, pelo menos sabemos que, com este, o Paulo Sérgio é imediatamente despedido.