Ponto de encontro

Seria impossível ficar indiferente à tentativa de reunir cacifeiros. E, para que seja mais simples, aqui fica o que está alinhavado:
– roulotte das boas, a partir das 19h. “É debaixo do viaduto do campo grande… a mais proxima do sinal junto ao antigo bingo do SCP.. E está carregada de miudas a atender… Não deves demorar muito a perceber qual é”, explica o GPS do Verdete.

Quem não tiver oportunidade de estar presente, já sabe que pode ir comentando o jogo em directo ou trocar opiniões no final. Onde? Aqui, claro!
Spoooooooooooooooooooooooooorting!

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Liga Europa, jornada 3

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Vaslui    
20 Outubro 2011
20h05, Estádio José Alvalade

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Num Alvalade cada vez mais verde (a minha vénia aos pintores), espera-se uma noite a pedir cachecol e qualquer coisa para além da camisola oficial. Nas bancadas deverão estar perto de 30 mil.

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Vaslui é um clube pequeno, de uma terriola pequena, com um presidente cheio de dinheiro para gastar (não é à toa que o Wesley diz que ganha tanto como alguns jogadores do Porto). O resultado é uma equipa competitiva para a liga romena, com um mau arranque de época (eliminado nas pré da Champions, pelo Twente, derrotado duas vezes para o campeonato, em quatro jogos) mas que soube começar a dar melhor conta de si ocupando, actualmente, a sexta posição da liga. A nível europeu, chegou a Liga Europa eliminando o Sparta de Praga e fez um brilharete ao empatar no Olímpico, com a Lazio (2-2), o mesmo resultado que viria a registar na recepção ao Zurique. Em Alvalade, jogarão com toda a certeza à espera de um erro nosso para lançar contra-ataques rápidos, transformando o 4-5-1 num 4-4-2.

Este homem é um Mister
«O jogo em Lisboa vai ser cinco vezes mais difícil que o derby com o Steaua Bucareste», afirmou Viorel Hizo, o homem que já treinou na China, que venceu a Intertoto há três anos e que já deu tantas voltas aos clubes romenos como o Mário Reis e o Vítor Manuel nos seus tempos áureos.

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Os dois jogadores em maior destaque no clube romeno são nossos bem conhecidos: Pavlovic, o médio sérvio que passou pela Académica, e Wesley, um bom avançado, que deu nas vistas em Penafiel e confirmou créditos em Paços de Ferreira e no Leixões. Černiauskas, guarda-redes lituano, também costuma dar boa conta do recado

A vantagem de ter duas pernas!
Ver Gladstone, o homem que estuda pela net os avançados que vai defrontar, voltar a pisar o relvado de Alvalade é mais assustador do que pensar que vamos voltar a jogar com a defesa dos nossos pesadelos.

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Domingos, ganhar ao Vaslui é carimbar o passaporte para a fase seguinte da Liga Europa. Eu sei que é uma merda não termos Ogushi, Rodriguez, Ínsua e Elias mas, ainda assim, quer-me parecer que exageraste um bocado na conferência de imprensa ao dizeres que vamos defrontar uma grande equipa (tem o Wesley e uma três ou quatro calmeirões perigosos nas bolas paradas). Este Vaslui estará, em minha opinião, ao nível de um Marítimo ou de um Guimarães, mas isso pouco importa. Jogamos em Alvalade e esta é uma óptima oportunidade para aumentarmos a nossa série de vitórias, aumentarmos a confiança e fazermos crescer a onda verde.

Vamos jogar no Totobola
Sporting – Vaslui    1

O confirmar do que tantas vezes aqui se disse

«O primeiro a interessar-se foi o F.C. Porto, cheguei a ir conhecer o Estádio das Antas, mas depois o Aurélio Pereira convenceu-me a ir para o Sporting […] Tive uma formação muito boa, que no F.C. Porto não teria. Em termos humanos podia ter aprendido mais coisas, mas em termos desportivos o Sporting é enorme, com excelentes condições, do melhor que há na Europa», David Caiado em entrevista ao MaisFutebol.

No fundo, isto só vem reforçar o que aqui vamos dizendo de cada vez que levamos com putos a dizerem que sonham jogar aqui e ali ou a fazerem birras porque querem ir jogar para um qualquer clube de meio de tabela, em Espanha, Inglaterra ou Itália. No dia em que formarmos homens como a mesma qualidade com que formamos jogadores, seremos muito, mas muito maiores.

Piada (de mau gosto) do dia

«Simão Sabrosa esteve a um pequeno passo, no último defeso, de regressar a Alvalade e, sabe o DN, este é um processo que ainda não morreu, podendo ser reatado no próximo mês de Janeiro quando o mercado reabrir. O internacional português, nas conversas que manteve regularmente com Godinho Lopes, com quem mantém uma boa relação, fez ver que queria sair da Besiktas e que a questão salarial não era um problema. Por outro lado Simão tinha de consultar o Benfica, pois fez uma promessa a Luís Filipe Vieira de que os encarnados seriam sempre a sua prioridade quando voltasse a Portugal. E isso foi feito, tendo sido comunicado a Simão que Jorge Jesus não via com bons olhos a sua contratação.»

A razão de uns, o proveito dos outros

Curioso que, agora que o Sporting completou uma série de sete vitórias, nos venham dar razão sobre os erros de arbitragem que nos atrasaram na(s) primeira(s) jornada(s) e se preparem para castigar os árbitros que se recusaram a apitar-nos, em Aveiro.
A questão é: de que vale, agora, darem-nos razão? Nada, ou melhor, apenas vem confirmar que, em vez de estarmos a três pontos do primeiro, estaríamos a liderar o campeonato.

Ainda assim, considero ser esta uma excelente oportunidade para a nossa direcção, apontando detalhadamente todas as situações, reforçar a sua posição perante os erros flagrantes que, no arranque da Liga, nos prejudicaram a nós e beneficiaram os principais rivais.

Ricky, Ricky!

Reza a história que, num daqueles programas televisivos em que se preparam surpresas para amigos e conhecidos, se tentou tornar realidade o sonho de uma rapariga: conhecer pessoalmente o Ricky Martin. Com a ajuda da melhor amiga e da família, trataram de colocar o tal do Ricky dentro de um armário, esperando que a rapariga chegasse a casa para deixá-la em estado de choque. Quando ela chegou vai direita ao frigorífico, saca um frasco de manteiga de amendoim e dirige-se ao quarto. Tira as calças e as cuecas, senta-se, e começar a espalhar a manteiga entre as pernas, enquanto vai chamando “Ricky, Ricky!”. E, antes que o Martim tivesse oportunidade de esboçar uma reacção, nem que fosse lançar um “espera aí que eu vou buscar o pão!”, surge disparado um cão, carinhosamente baptizado com o nome do ídolo da menina, que começa a lambuzar-se na manteiga.

Nunca cheguei a saber se a historia é verdade ou apenas mito urbano, mas sei que o programa que me serviram esta noite também só foi digno de audiência porque resolveram chamar Ricky, Ricky!

Não me falem em Taça

Porque nem me passa pela cabeça não ganhar a uma equipa onde há economistas, um jogador que trabalha na área do azeite, um electricista, um que trabalha numa loja de roupa, outro que trabalha na imobiliária, outro na Santa Casa da Misericórdia, outro ainda que ajuda num café.
Respeitar estes rapazes que, diariamente, se juntam às 18h para treinar, é chegar a Famalicão e, aos 20 minutos, ter o jogo resolvido. E quanto à possível falta de motivação, eu cagava os meus dois pés se, com a verde e branca vestida, algo do género me passasse pela cabeça.

Ya, nnick!

Apetece-me utilizar uma frase do Cintra, dita no dia em que começou esta novela manhosa: «a transferência do Djaló está ao nível das suas recepções de bola». Não podia estar mais de acordo, agora que o rapaz corre o risco de ficar sem clube e nós sem ver a cor do dinheiro.

Mas, para lá de todas esta lamentável situação, que promete durar, há um rapaz que, apesar de nos ter levado a paciência aos limites e ter demonstrado vezes sem conta não ter a qualidade necessária para ser jogador de um clube como o Sporting, foi por nós formado. E caso este estranho mundo da bola resolva deixá-lo sem clube, penso que devíamos dar–lhe a mão, permitindo-lhe utilizar a Academia para treinar e procurando ajudá-lo a resolver a sua situação.

O Cacifo do Paulinho

Durante estes dias de ausência, foram vários os comentários onde se sugeria que se alargasse o leque de escribas. São sugestões que fazem todo o sentido, não só pela pertinência das intervenções dos nomes sugeridos (e existem mais) mas, também, pelo renovar da dinâmica do blogue e pela garantia de que, em períodos de férias e afins, as actualizações continuariam a existir para lá da caixa de comentários.

Ora acontece que há algo que me impede de avançar nesse sentido: pese o facto de, actualmente e pelas mais diversas motivações (ou falta delas), ser a única voz activa, no seio dos denominados donos do Cacifo, continuo a olhar para este espaço de sentir leonino como algo que nasceu e cresceu com base na amizade que me une a três outras pessoas (com a ajuda de todos os que nos visitam, claro). Por muito que o Cacifo do Paulinho pareça, cada vez mais, a Cadeirinha do Cherba, continuo a senti-lo e a pensá-lo como algo que não é só meu. No fundo, como um pedaço dessa amizade que dura há quase metade da minha vida.

Por ela, a amizade, por vocês, que diariamente aqui comentam e que nos tornaram numa referência em termos de blogosfera (é verdade, já nos levaram aos top 50 dos blogues mais lidos em Portugal), e pelo lado leonino que a todos nos une, continuarei a abrir estas portas sempre que conseguir. E conto convosco para ocuparem todos os lugares disponíveis e continuarem a ajudar-me a gritar bem alto o nome Sporting!