Uma vénia

Ao que parece, Godinho Lopes e a restante administração do Sporting declinaram o convite para se sentarem na tribuna vip do estádio da luz e, manifestando o seu desagrado perante a inauguração da “caixa de segurança”, vão juntar-se aos restantes 3500 leões que serão forçados a assistir ao derby dentro da jaula.
O meu aplauso, de pé. E uma enorme vénia.

A todos os cacifeiros (e Sportinguistas no geral)

Olhei para a caixa de comentários do post anterior e não queria acreditar na palheta que foi dada a dois ou três lampiões que, como já se esperava, resolveram aparecer.
Argumentar, para quê? O daltonismo deles impede-os de ver o mundo a mais de duas cores e a bazófia própria desta espécie de adeptos faz o resto (posso dizer-vos que, desde ontem, já ouvi quatro lampiões a dizerem-me que vamos levar três ou quatro).
Muito sinceramente, peço-vos o favor de ignorarem as intervenções das aves raras, pois quanto mais conversa, mais tempo demoram a desamparar a loja.

E este, já foi um teste a sério?

A pergunta fica para todos aqueles que, durante a última semana, alimentaram a tese de que, até agora, o Sporting ainda não tinha tido que defrontar qualquer equipa capaz de colocar-lhe sérias dificuldades. A visão pode ter tanto de tendencioso como de preocupado, pois se por um lado por servir para desvalorizar o que de bom tem sido feito em Alvalade, por outro pode confirmar que muito boa gente não esperaria que, por esta altura, o Sporting estivesse onde está, ameaçando seriamente os planos de um campeonato pintado a duas cores manhosas.

Este parece-me, desde logo, um enorme mérito de Domingos: o de ter conseguido que uma equipa construida de novo, e com um arranque de campeonato medonho, conseguisse, em relativamente pouco tempo, encontrar um fio de jogo, mostrar ideias e, não menos importante, carácter. Mais, o treinador procura agora suprimir a ausência de um dos mais importantes jogadores, Rinaudo, numa tarefa que já se adivinhava complicada e que está a confirmar-se isso mesmo. Ainda assim, e mesmo que fique com a ideia de que não está definido qual o plano B (e depois de mais uma exibição frouxa de André Santos, menos definido deve ter ficado), a verdade é que a equipa não deixa de entrar em campo com o mesmo espírito de conquista, consciente de que só tem a ganhar se cedo se adiantar no marcador.

Isso voltou a acontecer ontem, pese o primeiro lance de perigo ter pertencido ao Braga. A arrancada de Matías, que culminou no golo de Capel, mostrou que também sabemos jogar como o adversário e sair rápido em contra-golpe. O golo de Ínsua, meia dúzia de minutos volvidos, mostrou que também recuperámos algo que, nos últimos anos, tinha andado arredado de Alvalade: a estrelinha. Depois, vinte minutos finais da primeira parte a recuar demasiado e, pior, a não saber ocupar os espaços para solidificar esse esperar pelo adversário (resultou no primeiro golo, mas falhou durante muito tempo). Valeu, então, Rui Patrício, a responder como deve responder o redes de um grande, principalmente porque a defesa parecia acusar o tempo de paragem de três dos seus quatro elementos e o meio-campo parecia adormecido.

A segunda parte começou com a expulsão de Elderson e com Ogushi a falhar um golo quase feito. No espaço de cinco minutos, perdia-se a hipótese de arrumar o jogo e, acredito, embalar para uma goleada. A equipa relaxou, molengou, e o adversário acreditou. Quase do nada, podia ter marcado (puta de cabeçada do Paulo César), mas esse foi momento único nesta segunda parte, até porque a entrada de Carriço para a posição seis deu outra liberdade a Elias e a Schaars. A estocada final foi dada com a entrada de Carrillo, uma espécie de joker que divide opiniões (porque a equipa parece, muitas vezes, coxa à direita, porque Matías não é homem de ala, porque há quem ache que Carrillo se perde quando joga de início) e que continua a deliciar-nos com aqueles movimentos a fazer lembrar Nani, em diagonais para o interior que terminam em bombas directas à baliza.

 Resumidamente, uma grande vitória, frente a um dos mais complicados adversários, o moral reforçado, a onda verde a crescer e um Domingos a irritar-se com as insinuações sobre a sorte do Sporting. Só faltou dizerem que para a semana é que vamos ter um teste a sério…

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Taça de Portugal

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting –  Sp Braga
20 Novembro 2011
20h15, Estádio José Alvalade

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Há t-shirts verdes a 3 euros. Há um domingo cheio de sol. Há bola com jogo grande. Há um estádio à nossa espera. Há um Nani, um Figo e um Ronaldo a incentivarem-nos. E que, mais logo, cada Leão carregue consigo o espírito épico que, ontem, nos voltou a arrepiar no futsal.

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Braga tem vindo a subir de produção. Tal como nós, não começou propriamente bem a época, mas tem sabido contornar esse mau arranque para continuar a ser aquela equipa tremendamente incómoda, principalmente quando joga em casa. Mais logo, deverá trazer um 11 que encaixará no nosso, num frente a frente de 4-3-3 que promete fazer faísca e onde as transições poderão fazer toda a diferença.

Este homem é um Mister
O bom trabalho que realizou em Aveiro está a ser confirmado em Braga. Não vejo grandes problemas em apontá-lo com um dos melhores treinadores portugueses da actualidade (e, segundo se diz, o próximo treinador do fêcêpê).

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
O Braga tem vários jogadores que se destacam. Mossoró, Hugo Viana, Lima, Alan, Hélder Barbosa. Manietar os dois primeiros será meio caminho andado para emperrar a equipa arsenalista.

A vantagem de ter duas pernas!
É na defesa que o Braga tem mais problemas (e que têm ficado mais a nu em alguns dos jogos da Liga Europa). Douglão, Baiano e Vinícius são elos mais fracos que deveremos saber aproveitar. E sobrecarregar o enorme Djamal com faltas pode ser uma boa jogada táctica.

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Domingos, não fará sentido estar a enviar-te recadinhos sobre o Braga. Tu, bem melhor do que eu, conheces os jogadores que estão do outro lado e saberás que as transições rápidas e três ou quatro torres que criam problemas nos lances de bola parada são imagem de marca da tua ex-equipa. Como tu bem disseste, hoje é daqueles jogos em que não dá para recuperar e, bem a própósito, ainda bem que recuperámos a grande maioria da nossa defesa. Agora só falta deixarmos pelo caminho um dos candidatos à presença no Jamor.

Vamos jogar no Totobola
Sporting – Braga   1

Verde e branco

Do andebol, esmagando o Benfica de uma forma que o resultado não espelha, passando pelo banho de bola dado pelos nossos meninos, ao Liverpool, na Next Gen (há ali uma mão cheia de putos que, bem aproveitados, ainda nos podem dar muitas alegrias. E quem quiser ver o resumo e dois golos fenomenais, pode clicar aqui ), terminando no futsal, com uma vitória, por 5-3, a abrir a UEFA Futsal Cup (e hoje há mais).

Creio que não haveria melhor forma de contagiar-nos a todos para dois meses em que muito estará em jogo. Começamos domingo, em Alvalade, recebendo o Braga para a Taça de Portugal. A vitória, em que todos acreditamos (e já há uma t-shirt à venda, no site oficial, para deixar o estádio mais verde), será um enorme tónico para a visita à Luz, no sábado seguinte.
Seguem-se dois jogos em casa, de vitória obrigatória (Zurique e Nacional da Madeira), e uma ida ao Olímpico de Roma, onde acredito que o Domingos tenha um dilema entre colocar a melhor equipa ou poupar jogadores para a deslocação a Coimbra, três dias depois. O campeonato é interrompido, para celebrar-se o Natal, e recomeça com um Sporting-Porto e uma ida a Braga.

Ora, escusado será dizer que, para além de afastar os arsenalistas da Taça e confirmar o primeiro lugar na Liga Europa, será fundamental conquistarmos, no mínimo, 10 a 12 pontos dos 15 que vão estar em disputa. E eu acredito.

p.s – não percebo o que o Onyewu foi fazer à selecção, quando podia ter ficado a recuperar em Alvalade. E já cheira mal ver o Matías regressar do Chile directo à enfermaria.