A PUTA da Catarina tem um rabo bem apertado…

(cantemos, ao ritmo da infantil “Saia da Carolina”)

Catarina, não vais levar a mal. Afinal, o sentido de humor é fundamental…

Dedicado à Catarina Homem Marques (https://www.facebook.com/profile.php?id=1122134629) pela demonstração de falta de respeito e de “lampionismo” primário que todos podem comprovar em  http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ezsQFquSmtQ

O alarme

«Aguentou o embate, é verdade, e até ampliou a vantagem no único remate, de penálti, de Van Wolfswinkel, mas soou o alarme».

Foi desta forma que Vitor Rodrigues, jornalista do jornal O Jogo, resolveu rematar a sua crónica sobre o Sporting – Leiria. Diz, também, o tal do Vitor, que o Sporting não pareceu capaz de resolver a ausência de Rinaudo. E que fez uma exibição aos tremeliques. E tal, e tal e coiso.
Entretanto, e pela segunda semana consecutiva, tentou passar-se a mensagem de que o Sporting tinha tido uma “ajudinha extra”. Cajuda choramingou, os jornais debulharam-se em pratos. Que o João Pereira devia ter sido expulso. Que o penalti foi uma invenção do árbitro. Azar, o dos chorões, porque todas estas teorias de merda caem pela base quando se chega à conclusão que, logo aos 13 minutos, o Leiria devia ter ficado a jogar com menos um (e, nessa altura, já estava com uma batata, e que batata, enterrada na peida).

Posto isto, só um artolas podia esperar que, em dois dias, Domingos desse a volta à ausência de vários jogadores, três deles titulares de caras (Rinaudo, Ogushi e Insua) e, ao mesmo tempo, limpasse da cabeça dos jogadores os resquícios de uma derrota. O Sporting sofreu? Sim, sofreu. Mas, parece-me, fez 15 minutos inciais onde até podia ter decidido logo o jogo e fez uma partida daquelas que pode valer títulos. Porque, ao contrário do que os Vitores Rodrigues desta vida estavam habituados, o Sporting foi capaz de aproveitar deslizes dos concorrentes diretos.

Mas há mais. Pese o frete de Vaslui e o sofrimento de domingo passado, o Sporting, à semelhança do Braga e ao contrário de Porto e Benfica, tem vindo a crescer como equipa e em termos exibicionais (e, atenção, nem só quando se goleia se joga bem). E, tão ou mais importante, o Sporting apresenta-se, hoje, como um clube menos aberto ao exterior e com os profisionais e os adeptos a comungarem de um mesmo estado de espírito.

A imagem com que fecho o post, mostra isso mesmo. As lágrimas de Capel, provocadas pela queda dos adeptos, são tão salgadas como as que correram pelas faces e almas destes últimos, a quando da lesão de Rinaudo. A t-shirt que Capel tem vestida, revela uma surpresa que estava preparada para Fito, caso o espanhol tivesse marcado e, mais, revela uma união no balneário que tem ficado bem expressa nos festejos dos golos. No fundo, respira-se algo de especial em Alvalade. Não admira por isso que, para muito boa gente, tenha soado o alarme.

Rocky

Subimos ao ringue cheios de mazelas, sabendo que o adversário tudo iria fazer para acertar-nos nas zonas debilitadas.
Entrámos fortes, encostando-o às cordas. Movimentos rápidos. Concentração. Olhos postos no rosto contrário e postura de quem não sente dores. Capau! Gancho nos rins com a esquerda e cross de direita em cheio. A técnica a fazer milagres num corpo cansado.
Desconcentração. Dor. Socados em cheio onde mais podia doer.
As pernas vacilam. A mente também. Fechamos a guarda como podemos e tentamos a técnica. Uma e outra vez, em movimentos que passam a milímetros do alvo.
Toca a sineta. Agradecemos e recompomos a tendinite que nos tolhia os movimentos à direita.
Água. Esponja. Boquilha.
“Temos que ganhar esta merda”, “temos que ganhar esta merda”, é a frase que ecoa no nosso cérebro quando voltamos a investir guiados pelo sentimento de que o sonho pode ficar mais próximo. Ameçamos com a esquerda e sacamos um directo de direita. Pimba! Em cheio.
Mais um esforço, na tentativa do KO. Sai fraco, em direcção às luvas adversárias, como que confirmando que vamos ter que aguentar a vitória aos pontos.
Defendemos uma, defendemos duas. Sempre mal. Cometemos uma falta técnica que por pouco não nos deixa ainda mais enfraquecidos.
Sentimos o público gritar o nosso nome e, já quase sem conseguir abrir os olhos, arriscamos. O golpe sai torto mas, ainda assim, suficiente para garantir que chegamos ao fim completamente escaqueirados, com o sistema nervoso feito num oito, mas de sorriso nos lábios e um profundo suspiro de alívio perante duas semanas de pausa, ideais para curar as feridas.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – jornada 10

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – U.Leiria
6 Novembro 2011
20h15, Estádio José Alvalade

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
A chuva parou, como que pedindo aos leões que deixem os abrigos e se reunam em Alvalade. É noite de batalha e quantos mais melhor.

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
Com o Leiria não há meio termo: é ganhar ou perder. Resultado, três vitórias e seis derrotas, fruto de, salvo erro, duas mudanças de treinador no primeiro terço de campeonato. Hoje vão jogar enfiados atrás da linha da bola, esperando alguma desatenção.

Este homem é um Mister
Confesso que acho alguma piada ao discurso de Manuel Cajuda, embora me tire do sério o gajo dizer sempre que foi prejudicado quando perde com o Sporting. Gostei das palavras dele em relação à lesão do Fito, mas espero que termine a noite a berrar que a arbitragem foi uma vergonha.

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Bruno Moraes é um daqueles jogadores a quem o destino e as consecutivas lesões trocaram as voltas e impediram uma carreira mais brilhante. E o Hugo Alcântara é daqueles que só joga bem quando joga com o Sporting.

A vantagem de ter duas pernas!
Shaffer, o craque argentino que ia fazer toda a ala esquerda do Benfica, não tem lugar nos convocados do Leiria… Mas há uma explicação. Porra, os homens têm um plantel onde existe um Robinho, um Ouattara, um Maykon, um Cacá, um Jô e um Elvis, para animar a festa.

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Excelente abordagem ao jogo, Domingos, sem lamúrias e passando confiança aos jogadores e aos adeptos. Depois do que te ouvi dizer, acabadinho de saber que não tinhas Rinaudo, Ogushi e Insua, e que Rodriguez estava em dúvida, só posso acreditar que, por volta das 22h30, vamos estar a um ponto do primeiro lugar.

Vamos jogar no Totobola
Sporting – U.Leiria  1

Um drama tem a dimensão que lhe quisermos dar

“Foda-se!”. Foi assim, de forma simples e directa, que reagi às imagens da lesão do Rinaudo. E porque pouco mais haveria a dizer, fui repetindo a palavra mentalmente ao longo da noite e, confesso, ainda acordei com a dita a ecoar-me no cérebro.

O banho fez-me colocar as ideias leoninas no lugar e ter a certeza de que, por mais indiscutível que seja a importância de Rinaudo na nossa equipa, era o que faltava olhar a sua lesão como uma fatalidade quase equivalente ao perder uma época inteira. Lembrei-me que já ficámos sem ele no início de um jogo e, com dez, ganhámos. Lembrei-me que vamos continuar a entrar em campo com onze jogadores nos quais acredito. E que, com toda a certeza, todos eles terão vontade de, primeiro, mostrar que o todo vale mais do que as partes, mesmo sendo uma soma delas, e que, em segundo, terão vontade de cerrar os dentes e aguentar o barco atingido por uma espécie de peste negra que teima em atirar jogadores para a enfermaria.

E lembrei-me de Domingos. Que confio nele. E que, por esta altura, deve estar a perguntar aos deuses do futebol se ainda não lhes tinha chegado terem-lhe tirado Vandinho num qualquer túnel obscuro do nosso futebol. A forma como Domingos vai suprir esta ausência deixa-nos, a todos, curiosos. Conseguirá fazer de André Santos um homenzinho? Fará avançar Carriço? Inverterá o meio campo, passando a jogar com um duplo pivot Elias-Schaars, libertando Matías como puro dez atrás de Wolfs e entre Capel e Carrillo? Achará, como eu acho, que Polga pode dar um razoável trinco?

A resposta será dada no domingo, frente ao Leiria, num jogo que, de um momento para o outro, se tornou num dos momentos mais importantes da época. Ganhando, temos tempo para aproveitar a paragem no campeonato e trabalhar a melhor solução para continuar a fazer crescer a onda verde até Janeiro, mês em que podem ser corrigidas algumas falhas na formação deste Leão que, pese os poucos meses de vida, queremos que se torne adulto à força.

 

Regresso ao Futuro

O final de tarde e a noite de ontem fizeram-me sentir ao volante do DeLorean DMC-12.
Por momentos, voltei a ver um Sporting que, aos poucos, ias ficando arrumado na lojinha dos horrores do meu cérebro. E voltei a adormecer com a cabeça cheia de preocupações pintadas a verde e branco.
Obviamente que não foi a derrota na Roménia, num jogo que valia o que valia, que me deixou assim. Foi, acima de tudo, a lesão de Rinaudo, seguida do retomar da certeza de que há ali vários jogadores que nunca atingirão um nível que lhes permita ser jogadores do Sporting sem serem olhados com desconfiança pelos adeptos.

A questão que agora se coloca, mais do que a forma como Domingos vai gerir um plantel cada vez mais espremido nas suas opções, é como vamos ser capazes de ultrapassar este verdadeiro “baile dos vampiros”.
Temos duas hipóteses. A primeira é passar os próximos vinte dias a lamentar o facto do Domingos ter ido a jogo, correndo o risco de perder um dos jogadores mais importantes (podia ter sido Schaars, podia ter sido Capel, podia ter sido Wolfswinkel, podia ter sido Carrilo), a lamentar o facto de, de um momento para o outro, o plantel ter deixado de ter opções, a gritar que este, aquele e o outro e mais aquele escondido junto à linha são uma merda.
A segunda, e recuperando a entrevista de Schaars, é assumir o safanão e mostrar tomates grandes o suficiente para continuar a ganhar jogos. Ou, no nosso caso, continuarmos a apoiar tanto em casa como fora.
No fundo, optar entre mergulhar num depressivo passado recente ou guinar o volante em direcção ao um futuro no qual seria uma perfeita imbecilidade deixarmos de acreditar. Eu prefiro a segunda.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – Liga Europa, jornada 4

É um estádio bonito, novo… arejado
Vaslui – Sporting
3 Novembro 2011
18h00, Estádio Ceahlaul

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Parece que, à hora do jogo, vai estar uma temperatura a rondar os 5ºgraus. Motivo mais do que suficiente para ver leões de gorro, na bancada, o Evaldo de collants e o Rinaudo com semblante carregado por não o terem deixado jogar em tronco nu.

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
O Vaslui é capaz de valer um pouco mais do que o que se viu em Alvalade, mas não muito mais. Supostamente entrariam a tentar fazer-nos recuar para a área, mas não sei se vão arriscar serem apanhados de calças na mão pela velocidade do Capel ou do Carrillo. No fundo, espero um jogo à imagem do que disputámos em Santa Maria da Feira.

Este homem é um Mister
Depois de ter vindo a Alvalade a dizer que tinha todas as condições para ficar com os três pontos, Viorel Hizo diz, agora, que será preciso um milagre para ganhar ao Sporting. Bluff ou bipolaridade, eis a questão.

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Com Wesley castigado, Adaílton é nome mais em destaque e o único capaz de fazer ligações entre o meio-campo e o ataque que resultem em verdadeiro perigo.

A vantagem de ter duas pernas!
Yero Bello mostrou-me que também se fabricam Postigas na Nigéria…

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Domingos, gostei do teu discurso, chamando a atenção para o facto de, para além de poder garantir o primeiro lugar no grupo, estar sempre em jogo o prestígio do Sporting. E também concordo que não mexas em demasia na equipa. As entradas de Evaldo e Rodriguez são incontornáveis (e estas lesões dos centrais já começam a cheirar mal), tal como a ausência de Elias. Quanto ao resto, talvez colocasse o Bojinov de início e espero que o Carrillo seja titular à direita. Depois, é entrar para ganhar, tentar marcar cedo e, se tudo correr bem, ainda dar uns minutos de jogo ao André Santos e ao Rubio.

Vamos jogar no Totobola
Vaslui – Sporting  2

Unhas encravadas

Elias e Matías são compatíveis?
Domingos tem gerido com mestria os vários estados de alma do balneário. Basta recuar ao último jogo e recordar a entrega da braçadeira a Daniel Carriço, numa forma de motivar ainda mais um jogador que vinha de marcar no regresso à titularidade. E, a bem dessa gestão, Matías, motivado pelo bom jogo na Liga Europa, manteve a titularidade nos jogos da Liga, ocupando o lado direito do meio-campo a meias com Elias e com João Pereira. Ganhámos, é verdade, mas parece-me que ficamos sempre a perder. Matías será compatível com Elias num meio-campo onde ambos joguem no centro, mas a equipa e o próprio jogador ficam a perder quando o chileno é encostado à linha direita. O que Capel faz à esquerda, alguém terá que fazer à direita. Carrillo ou Jeffrén, com Pereirinha à espreita, são donos do lugar e ponto final.

Jeffrén
O cabrão do 7 voltou a afzer das suas pelas bandas de Alvalade. Agora que parecíamos estar a renovar o brilho dessa camisola através da recuperação de Bojinov, somos surpreendidos pelo calvário do número 17. E surpreendidos será um tanto ou quanto subjectivo, pois ao que parece os problemas musculares não são de agora. Estou-me a cagar se o rapaz precisa de acompanhamento psicológico, se tem uma formação muscular de atleta de velocidade, se isto se aquilo. Sei que o departamento médico não ficou lá muito bem na fotografia e que a equipa está a ser prejudicada pela ausência de um talento inegável. Há que resolver esta questão o mais depressa possível e, tanto por nós como por um jogador muito acima da média com apenas 23 anos, quando Jeffren voltar a jogar é para fazê-lo várias semanas seguidas.

Rodriguez
Mais um jogador com um historial de lesões que explica o porquê de passar mais tempo de fora do que a jogar. Domingos confia nele, por isso o trouxe de Braga, e é um jogador que, para além da experiência e de ser dos quatro centrais o mais talhado para jogar à esquerda, nos torna mais fortes no jogo aéreo. A novela das idas à selecção, onde as lesões parecem desaparecer por obra e graça dos espíritos de Machu Picchu, só servem para que os adeptos o olhem de lado e, cada vez mais, se questione a necessidade de, em Janeiro, trazer outro central (para mim isto nem se questionava. Era trazer um que pegasse de estaca ao lado do Onyewu).

Rinaudo
É vergonhosa a perseguição de que está a ser alvo. Os dois últimos amarelos só são aceitáveis à luz de uma campanha que visa deixá-lo de fora do derby, e deixam Domingos com uma dúvida por resolver: colocá-lo, ou não , frente ao Leiria? Eu confesso que o deixava de fora e até era capaz de experimentar colocar Elias ou Schaars a trinco, recuperando Matías para o meio. É que a teoria de que, vendo um amarelo, pode forçar o segundo e ser expulso (cumprindo o castigo contra o Braga, para a Taça) é muito bonita se pensarmos que vamos ter um jogo que permita ficarmos com menos um de propósito. Para além de que, à partida, será mais complicado receber o Braga do que o Leiria.