Paulinhos 2011

Momento do ano: a reviravolta em Paços de Ferreira vs a contratação de um treinador a sério. O juri resolveu atribuir um Paulinho a ambos.
Jogador do ano: Rui Patrício
Revelação do ano: Ínsua
Promessa do ano: Carrillo, João Mário e Betinho
Prémio Eu Conseguir Substituir o Liedson: Wolfswinkel
Prémio Empatia com os Adeptos: Capel
Prémio Liderança: Onyewu e Schaars
Prémio Joga Bonito: Carrillo
Prémio Mudança: para o trabalho que foi feito na selecção do perfil extra-futebol dos jogadores (bem expresso nas entrevistas que vão dando)

O miolo

Por muito estaladiça que esteja a côdea, um pão revela toda a sua qualidade quando chegamos ao miolo. Ora, parece-me, uma equipa de futebol assemelha-se a um pão. Por melhores que sejam as côdeas, leia-se as alas, será complicado chegar onde quer que seja se o miolo não tiver qualidade.

Quando arrancámos para esta época, amassámos o centro com os seguintes ingredientes: Rinaudo, André Santos, André Martins, Schaars, Elias, Matías Fernandez, Izmailov e Luís Aguiar. E se este último nunca chegou a ser opção, o passar do tempo retirou-nos Izma e Rinaudo, depois Matías, deixando-nos reduzidos a quatro jogadores para três posições e obrigando à utilização de Carriço como médio defensivo.
Vem isto a propósito do regresso de Renato Neto, depois de um efectivo crescimento na primeira divisão belga. A medida parece-me de todo acertada, e dá-nos uma opção válida para desempenhar um dos vértices ofensivos do triângulo de meio-campo oferecendo-nos, ainda, um inegável poderio físico. Mas, parece-me, e a ideia reforça-se agora que Carriço se lesionou, dava jeito termos mais opções para a posição seis, pese a forma decidida como André Santos entrou frente ao Marítimo e a possibilidade do próprio Renato Neto jogar mais recuado. Claro que ainda temos João Mário, que parece demasiado amadurecido para a idade, mas não será demasiado cedo para lançá-lo?

Assim sendo, sinto que temos uma côdea estaladiça (embora parta demasiadas vezes para o meu gosto ali no canto do João Pereira), que poderá ficar ainda mais saborosa com o regresso de Jeffren e Izma, sinto que temos um miolo ao nível dos melhor dos últimos 15 anos, mas também sinto que estamos a responder às solicitações dos clientes com um dos ingredientes sempre em risco de acabar. Se fosse às compras, trazia uma embalagem de reserva.

p.s. – para mim, não faz sentido nenhum o Renato Neto utilizar a camisola 31…

Siga o bailinho

É resolver a eliminatória em casa, para ir descansado à Madeira.

actualização: é inacreditável o panasca do Caixinha vir dizer que espera um jogo em que «o árbitro seja apenas mero condutor». Isto vindo do gajo que treina um clube de merda, que vive para chupar a pila do padrinho, só merece uma resposta a sério dentro de campo.