Estamos nomeados

E digo estamos porque esta nomeação estende-se aos donos ausentes e aos cacifeiros diariamente presentes.
Todos juntos temos feito do Cacifo o que ele é hoje. Para o bem e para o mal. A nomeação para blogue do ano, prova que mais bem do que mal.
Quem quiser votar, faça o favor de deslocar-se aqui.

Back to basics

Não é fácil escrever este post. Não só pela derrota, mas por todo o sentimento negativo que a mesma acarreta. Aquele sentimento negativo que nos angustiou ao longo dos dois últimos anos. Aquele sentimento negativo que faz com que muito boa gente resuma tudo o que se vai passando no universo leonino em duas ideias: «isto é uma merda!», «vão todos para o caralho!». Ah, e há, ainda, a tentação de desenterrar o fantasma das eleições (a bem do respeito que granjeou da minha parte, espero que Bruno Carvalho não aproveite para vir fazer campanha antecipada).

Comecemos, então, pelo jogo. Não sei se entrámos mal, como foi defendido um pouco por todo o lado. Afinal, a estratégia passava, precisamente, por defender mais atrás para limitar as bolas adversárias nas costas. Agora, se me perguntarem se gosto disso… não, não gosto. Tal como não gostei quando se fez o mesmo em casa, frente ao Porto. Mas, para lá da irritação que me dá ver o Sporting jogar em função do Braga, a verdade é que, pese o maior volume de jogo, o Braga viu-se obrigado a jogar em ataque planeado, construindo duas situações de golo (Viana contra Lima e defesa de Patrício). Preocupante é que, do nosso lado, não existiu a capacidade de roubar bolas e desencadear contra-ataques. Assustámos num remate de Capel à malha lateral, terminámos a primeira parte num grande remate de Matías, depois de excelente passe de Schaars. Pouco, muito pouco, claro, para quem queria ganhar.

Depois, o momento do jogo: Matías joga bonito e acerta no poste, logo a abrir a segunda parte. Sente-se que a equipa pode partir para uma segunda parte mais consentânea com o que esperam os adeptos. Mas voltamos a errar. Em demasia. Ou seja, em quatro minutos passamos do bestial às bestas. Murro no estômago de todos. No nosso e no dos jogadores. Depois, mais outro erro duplo. Mais outro golo estúpido. A reacção é feita unicamente com coração e, ao contrário de outras noites, só esse coração não chegou.

Chegamos, assim, a meio do campeonato, sem hipótese de lutar pelo título. Um duro golpe no sonho que, contra todas as previsões, foi possível alimentar ao longo de algumas semanas. E é precisamente nesse sonho que pego para terminar este post. Porquê? Porque me irritou, profundamente, as imediatas estatísticas que foram lançadas, mostrando que temos precisamente os mesmos números do que tínhamos com Paulo Sérgio.
Espero, muito sinceramente, que sejam poucos os adeptos a comerem este tipo de mensagem. Sim, os números pesam. Magoam. Irritam. São bons para os adversários nos foderem a cabeça. Mas há grandes diferenças para lá desses números.
A meio do campeonato passado, queríamos correr o treinador. Queríamos correr o presidente. Queríamos correr a estrutura para o futebol. Queríamos correr 90 por cento do plantel. E sentíamo-nos mergulhados num buraco negro sem que se vislumbrasse solução para dele sair.
A meio desde campeonato, estamos fodidos. Muito. Mas, penso, não queremos correr o treinador. Não queremos correr o presidente.  Não queremos correr a estrutura para o futebol. Queremos manter 90 por cento do plantel. E sentimo-nos com o corpo todo dorido depois de termos saído do buraco, mas confiantes de que estamos no caminho certo para não voltar a nele cair.

É nisto que temos que acreditar. No final, logo se farão as contas.

Quem não tem lobo, caça com…?

A lesão de Wolfswinkel é apenas mais uma para juntar à longa lista que, à vez ou em conjunto, tem tornado impossível apresentar durante dois jogos consecutivos um onze composto pelos melhores jogadores do plantel. E, neste momento, pouco relevante será discutir se foi um risco comprar certos jogadores, se é azar, se é dos treinos ou se tudo resulta de uma conjugação cósmica.

O importante é pensar na melhor forma de compensar a ausência do melhor marcador da equipa, sendo que o nome que, pela lógica, se perfila como seu substituto é o de Bojinov, apelidado pela esmagadora maioria dos adeptos leoninos como flop, merda ou, mesmo, a pior contratação da história do Sporting (como se, só para as posições mais avançadas, não tivessem tido que levar, num passado recente, com Hélder Postiga, Tiuí, Luiz Paez, Purovic, Pongolle, Carlos Saleiro, Kirovski, Nalitzis, Kutuzov, Lourenço, Clayton, Mota, Bueno ou Koke).
E porque raio acho eu que, pela lógica, deveria ser Bojinov a avançar (ainda por cima como os sete ventos trazem a mensagem de que o homem não pode jogar como referência na área, num sistema de 4-3-3)? Sim, é verdade que o homem parece ter sido trazido de volta à vida e ainda estar a tentar perceber qual a melhor forma de respirar, mas permitam-me a pergunta: quantos dos que o querem empacotar de volta defenderam, ao fim de umas dezenas de minutos, que Wolfswinkel era uma merda?!? E, já agora, quantos dos que o criticam o viram jogar sem ser em compilações do youtube? Ah, a puta da memória. Quantos dos que o querem ver pelas costas assobiaram Acosta, aquele cabrão daquele velho que devia ter sido recambiado ao fim de dois meses de cá estar? Quantos dos que acham que a única coisa que vale a pena em Bojinov é a Bojinova, defenderam que Postiga era um artista, que não era nove mais nove e meio mais onde rendia mesmo era como falso dez?  Uma última, uma última, que eu sou um chato do caralho: quantos jogos completos (e seguidos) já fez Bojinov com a camisola do Sporting?!?

Posto isto, eu apostaria em Bojinov. E logo veria se entraria Ribas ou Rubio. Porque acredito que temos um jogador a ganhar e que, deixá-lo de fora para dar lugar a alguém chegado há uma semana, será dar-lhe uma machadada nas costas e colocar-lhe a etiqueta no pé.

Quarta com vista para a austeridade

Podia ter sido bem pior.
Creio que este seja o pensamento que tomou conta da mente de todos os Sportinguistas, depois de terminada a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. A perder dois zero ao intervalo, sem jogar a ponta d’um corno, o resultado final deixa tudo em aberto para a Choupana onde, vistas bem as coisas, “apenas” temos que ganhar. Por outro lado, também será impossível não atentarmos no facto de já não ganharmos há uma mão cheia de jogos e na clara quebra de rendimento da equipa.

E é precisamente aqui que julgo ser importante focarmo-nos. Até porque, ontem, voltámos a sofrer dos mesmos males.
O Sporting é, neste momento, uma equipa previsível. Porque os adversários sabem que é nas costas do João Pereira que devem tentar o contra-ataque. Porque os adversários sabem que só temos um gajo para limpar as bolas aéreas, e que esse gajo não costuma estar ao primeiro poste. Porque os adversários sabem que a nossa força reside nas alas e passaram a baixar, ainda mais, as linhas de forma a encurtar espaços para os nossos extremos e, em consequência, deixar o nosso ponta sem quem o sirva. Porque os adversários sabem que evitando que Schaars e Elias tenham bola, obrigam a que sejam os centrais a dar início a grande parte das jogadas.

Quando a tudo isto se junta a quebra de ritmo de alguns dos nossos jogadores mais influentes (Wofs, Capel, o próprio Carrillo), a falta de ritmo daqueles que podem trazer algo de novo (Matías, Jeffren), a ausência dos generais (Rinaudo, Izmailov), erros próprios (Polga) e a insistência em soluções que, já se viu, nos deixam coxos (foda-se, oh Domingos, ainda não chega dessa merda de ideia de colocar o Matías à direita?), está meio caminho andado para uma primeira parte miserável como a que se viu ontem (e que já se tinha visto, a espaços, em Vila do Conde).

Perante esta situação, parece-me que Domingos enfrenta o seu maior desafio como treinador do Sporting (no arranque da época já se sabia que retirando os dois empecilhos as coisas só podiam melhorar). É nesta altura que vai ter que mostrar o algo mais que define os bons treinadores dos treinadores medianos. Eu, se estivesse no lugar dele, nem pensava duas vezes: acabava com a tentativa de encontrar um substituto temporário para Rinaudo e invertia o triângulo de meio-campo sempre que fosse necessário sair a jogar. Porque, parece-me, um dos nossos grandes problemas está, precisamente, em não ter ninguém que faça jogar. A bola nos centrais, principalmente nos pés de Polga, resulta, 90 por cento das vezes, em futebol directo e em perdas de bola (até porque Wolfs não é o ponta indicado para jogar-se assim). Ter Elias ou Schaars a vir buscá-la aumentará a nossa qualidade futebolística e, creio, obrigará a movimentar e a descontruir aquelas duas malditas linhas que os adversários estão a optar por colocar no seu meio-campo. E, já agora, se é para jogar futebol directo, então que se assumam os dois avançados, deixando Matías de reserva para quando as linhas quebrarem.

Claro que nem tudo é negro. Jeffren parece mesmo recuperado o que, a confirmar-se, nos dará um reforço de peso. Rodriguez e Xandão transformarão Polga em quarta opção. O regresso de Rinaudo está cada vez mais próximo. Temos um lateral esquerdo como há muito não tínhamos. Matéria prima para construir uma grande equipa. E a capacidade para inverter situações limite e para acreditar até ao último suspiro (num passado recente, como terminaria o jogo de ontem?).
Resumidamente, é fundamental que não ingnoremos os sinais de alerta. Este ano zero, se assim lhe podemos chamar, pode vir a revelar-se mais uma época de austeridade. E se não quisermos mentalizar-nos para essa possibilidade, corremos o risco de transformar o ano em que voltámos a acreditar em mais um ano em que voltamos a colocar tudo em causa.

Do clássico à taça

O facto de as incidências do clássico ainda estarem bem vivas na nossa memória tem, quanto a mim, uma razão de ser: acreditamos nesta equipa e é com eles que queremos voltar a vencer. Ao contrário do que acontecia num passado recente, onde nos preparávamos para a azia de uma derrota, agora parecemos incapazes de engolir um empate. Bom sinal, digo eu.

Ora, hoje, temos oportunidade de dar importante passo rumo a um dos objectivos para esta época: vencer a Taça de Portugal. E, parece-me, há pormenores a reter de sábado que poderão ajudar-nos a ter uma noite muito mais sorridente.

Wolfs não é Liedson: calma, calma, não vou entrar em histerismo, pese o desespero em que fiquei com os seus falhanços. Apenas me custou ver a quandidade de vezes que lhe pediram para correr, feito parvo, atrás de bolas directas. Foda-se, não é assim que se joga com este avançado. Até porque, pelo menos para já, ele nem mostra a experiência necessária para conseguir ganhá-las e segurá-las enquanto a equipa sobe. Quantos lances se perderam assim? Demasiados.

As alas: isto leva-nos ao segundo ponto. Foi com as nossas alas que conseguimos voltar a respirar e a acreditar. Acontece que, para além do facto de Capel estar numa tremenda quebra de produtividade, é possível que os adversários imitem o que o Porto fez: enfiava meia equipa em cada uma das laterais, dependendo do lado pelo qual atacássemos. Tendo em conta que Jeffren ainda não deverá ter pedal para mais de meia hora, tendo em conta que é sempre um risco colocar Evaldo para subir Insua, tendo em conta que o adversário pode mesmo saber defender, temos que encontrar soluções. Se não há quem meta a bola das alas para a área, onde Wolfs é letal, tem que haver quem consiga encontrar esse espaço. Um plano B. Sim, Matias pode dar uma ajuda. Sim, Elias pode jogar mais subido. Sim, Carrillo pode derivar para a esquerda e apostarmos em diagonais, abrindo espaço à subida de Insua. E que tal dois pontas? (confesso que fiquei muito fodido com a não utilização de Bojinov, no sábado. Feeling ou fé estúpida, logo se veria)

A pressão: Elias mais subido, dizia eu. E Schaars com mais bola, já agora. Estranhei, sem dúvida, a diminuição de “arrogância”, face ao que tinha visto na Luz. Eu sei que Cardozo não é Hulk. E também sei que uma bola colocada nas costas da defesa para o avançado do Porto é completamente diferente da mesma bola para o avançado do Benfica. E também é verdade que a nossa defesa, nomeadamente a dupla de centrais, esteve bastante bem. Mas a pressão alta tem sido uma das nossas grandes armas. E, mais logo, é fundamental que o Nacional comece a errar logo à saída da sua área.

A pressão (parte 2): foi uma prova de fogo, aquela a que esteve sujeito Renato Neto. Disse-o, e repito, penso que o miúdo passou no teste. Ganhou algumas bolas com o cabedal e com a cabeça. Foi à luta, procurou encurtar espaços. Mas pareceu-me demasiado lento a pensar e a sair a jogar, falhando, ainda, alguns passes relativamente simples. Acredito que as pernas pesassem o dobro, face à responsabilidade, por isso acho bem que exista uma segunda observação para tentar perceber se esta é apenas mais uma adaptação forçada à posição seis.

As idiotices: começaram no sábado, com o imbecil do Vitor Pereira a vir falar de arbitragem (de cada vez que alguém do clube da fruta falasse de arbitragem, deveria existir uma penalização de um ponto, como forma de compensar mais de vinte anos de vergonha), continuaram, ontem, com o triste do Caixinha a vir falar dos apanha bolas do Sporting. Logo ele, que se não fosse o Sporting nem apanha bolas seria…

Arbitragem: Não sei o que é pior: se um roubo descarado se um panasca com cabelo engelado, cheio de sorrisinhos, a apitar de forma manhosa. É patético tentar passar a ideia de que o Proença favoreceu o Sporting. E vai ser patética a arbitragem do lampião de Portalegre, amanhã. No fundo, em cinco dias, levamos com os dois lampiões que acham que um corte é um atraso ao guarda-redes. Não queres recusar-te a apitar, oh Baptista?

Os túneis: optei por nem tocar no assunto, dada a irrelevância do mesmo face ao jogo. O que é que eu penso? Que a ideia é boa e algumas imagens infelizes. Embora, e essa é uma grande verdade, imagens como estas têm feito bonitas páginas em jornais e revistas mais ou menos associados ao futebol. Felizmente, o que não faltam são belíssimas imagens dos adeptos nas bancadas de Alvalade (grande ambiente, no sábado, onde só faltou uma batata aos 12 segundos para completar a fumarada. Espero que mais logo tenhamos perto de 30 mil a apoiar). E, diria mais: é um orgulho constatar que têm que pegar em paneleirices como esta, para poder associar o nome do Sporting à palavra “túnel”. Pudessem outros dizer o mesmo…

O efeito cerelac

Domingos não podia ter sido mais certeiro, quando afirmou que esta equipa esta na fase da papa cerelac. A forma como não se matou o jogo em três oportunidades claras (Wolfs de cabeça a cruzamento de Capel, Wolfs contra Helton depois de isolar-se, Wolfs e Izma apos grande lance de Matias), apenas reforçam essa ideia de que este leão em crescimento ainda tem dificuldades em morder a serio quando a papa apresenta grumos, mesmo quando conseguiu o mais complicado: deixar a presa a jeito. Num jogo destes, três oportunidades claras têm que resultar em, pelo menos, um golo, ainda para mais quando se trata de um classico mal jogado e onde, no campo e na bancada, a sensação e´ a de que quem marcar primeiro ganha.

Mas se estes problemas na finalização começam a ser preocupantes, se me fez confusão a incapacidade para massacrar o lado de Maicon (Matias deu facilmente o exemplo) o que mais me incomodou foi, salvo durante dez ou quinze minutos na primeira parte, sentir por parte da equipa pouca vontade de pegar no jogo e uma pressão feita em linhas muito mais baixas do que o habitual. Estrategia? Medo das bolas nas costas da defesa? Cansaço? So Domingos podera´ responder.

Uma palavra para Renato Neto, capaz de se aguentar, com nota positiva, `a estreia num jogo destes, para a dupla de centrais, para um frenetico Insua e, claro, para os adeptos. Pese o passo atras na luta pelo titulo, não posso nem quero deixar de acreditar que o plano de crescimento deste Leão esta´ bem pensado e que nos dara´ muitas alegrias. Espero que vocês tambem.

p.s. – peço desculpa pela estranha acentuação em algumas das palavas, resultante de um qualquer problema informatico.  

O Bloco de Notas do Gabriel Alves – jornada 14

É um estádio bonito, novo… arejado
Sporting – Porto    
07 Janeiro 2012
20h15, Estádio José Alvalade

Uma humidade relativa, muito superior a 100%
Só espero uma coisa para este clássico: casa cheia. De Leões, claro, com alguns funcionários da frutaria a tentarem fazer-se ouvir. É hora de rugir a sério!

A selecção do Mali tem um futebol com perfume selvagem e com um odor realmente fresco…
Pese as exibições menos conseguidas e as vitórias tremidas, algumas delas com a habitual ajudinha extra, a verdade é que o Porto consegue chegar a este jogo em primeiro lugar e sem perder. O fulgor da época passada praticamente não existe, (o meio-campo não pressiona o que pressionava, Falcão voa lá longe, e a defesa continua a ser aquela defesa que, misteriosamente, até deu para ser campeão), mas nunca é fácil jogar com estes gajos que, sem margem para dúvidas, sabem cerrar os dentes e têm três ou quatro que podem fazer a diferença. Apresentam-se em 4-3-3, encaixando perfeitamente na nossa táctica.

Este homem é um Mister
Não fosse Pinto da Costa recusar-se a dar parte fraca, Vítor Pereira já não seria treinador do Porto, principalmente depois de levar três batatas em Coimbra, para a Taça. E não fossem os pontos que nos foram tirados desde o início da época, talvez o homem já tivesse mesmo ido à vida.

Ele é excelente nestes lances porque a bola está morta e passa a estar viva
Este é um Porto ao ritmo de Hulk. Portanto, é bom que alguém diga ao João Pereira para deixar-se de merdas e não oferecer o flanco durante 90 minutos, como aconteceu em Coimbra (a Académica limitou-se a meter em profundidade, sempre pelo flaco esquerdo).

A vantagem de ter duas pernas!
Se há coisa que me custa ouvir, é Sportinguistas a dizerem que o Rolando e o Maicon são bons centrais. Para mim, Maicon e Rolando são duas boas merdas. Então quando penso no Maicon adaptado a lateral direito, só me apetece pedir ao Capel e ao Ínsua para passarem o gajo a ferro.
Ah, é verdade. Onde é que andam aqueles que achavam uma barbaridade termos dispensado o Varela?

E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha
Domingos, eu percebo que queiras retirar carga dramática ao jogo, mas a verdade é que uma derrota nos deixa naquele estado que eu odeio: o do matematicamente possível. Pelo contrário, uma vitória pode dar-nos uma embalagem que transformará a onda verde num tsunami. Joga-se muito, mesmo muito, não só em termos de matemática como de motivação e estado anímico. O melhor disto tudo? Eu acreditar a sério, sem socorrer-me unicamente da fé leonina, que vamos ganhar amanhã. Essa foi a grande conquista de 2011: sabemos o que temos de bom e o que temos de mau, mas sentimos que o lado bom pesa mais na balança. Bora lá, caralho! Vai ser lixado (1-0? 2-1?), mas quero terminar a noite sem voz, de tanto gritar “Sporting!” (e regressar a casa a cantar baixinho, “cheira bem, cheira a Lisboa”)

Vamos jogar no Totobola
Sporting – Porto    1