É ir experimentando, para ver o que dá

Godinho Lopes é uma verdadeira caixinha de surpresas. Más, infelizmente. Já tínhamos percebido que o homem tem opiniões bastante volúveis, nomeadamente quando demorou dois dias a mudar o discurso em relação a Domingos ou, noutro exemplo, quando decidiu procurar investidores num país que, por altura das eleições, se revelava proibido: a Rússia.

No fundo, parece-me, a presidência de Godinho assemelha-se a uma experiência. Ele vai experimentando, para ver o que dá, sempre na ânsia de poder gritar ao mundo que acertou.
Primeiro, experimentou Domingos. Depois Sá Pinto. Depois Oceano. Depois Vercauteren. Mas o desfilar de treinadores perde relevância perante o último momento com a assinatura do pequeno Godo.

Ao que parece, perante o Conselho Leonino (que rica merda inventaram), Godinho anunciou que vai contratar um director desportivo o mais rapidamente possível, de forma a não estar tão directamente ligado ao futebol e à equipa. Ora, portanto, primeiro, Godinho apostou num modelo que assentava em Luís Duque e Carlos Freitas. Deu merda, atirou-os para a fogueira, anunciando ter percebido que o que o Sporting necessita é de um modelo presidencialista. Dois meses volvidos, parece voltar a questionar as suas próprias opções.
Mas há mais. Primeiro, anunciou 100 milhões, apostou na contratação de jogadores de elevado investimento e recheou o plantel de internacionais. Agora, diz que se gastou demasiado, abre-se a porta à saída de jogadores que custaram milhões e anuncia-se uma redução no orçamento que pode chegar aos 20 milhões, deixando entender que a aposta deve passar, em muito, pela formação. Mesmo sem ter criado uma sólida estrutura profissional, que permita aos mais novos não terem a responsabilidade de salvarem o clube e conduzi-lo a objectivos alucinantes.

O Sporting de Godinho é isto; uma experiência falhada.
Dava jeito era mandá-la para a sucata, e experimentar algo completamente diferente. Nem que fosse para ver o que dá…

Caro Fernando Mendes

Permita-me pergunta-lhe: o que é, para si e para a claque que encabeça, “dignificar o Sporting Clube de Portugal”? Uma goleada ao Videoqualquercoisa e uma vitória sobre os vizinhos da segunda circular, são suficientes para terminar o protesto?

p.s. – seria demasiado simples questionar a utilização da expressão “dignificar o Sporting Clube de Portugal” por parte do Fernando Mendes e sus muchachos mais chegados, não seria?

hoje escreves tu: Carta aberta ao próximo Presidente do Sporting Clube de Portugal

Todas as quartas (se existir material para tal), a voz dos cacifeiros salta da caixa de comenários para a primeira página, naquela que considero uma forma de enriquecer o blogue, de reforçar o Sportinguismo e de agradecer a todos os que, diariamente, ajudam a fazer do Cacifo aquilo que ele é.

Hoje, o post é assinado por Zandonaide, um dos habitués e peça chave nos encontros cacifeitos “à beira da roulotte”.

Carta aberta ao próximo Presidente do Sporting Clube de Portugal
by Zandonaide

Sr. Presidente a sua hora está obviamente a chegar. diria mesmo que é já inevitável que o seu mandato comece ainda durante o ano de 2012. Se me permite deixarei aqui alguns conselhos para memória futura.

“First things first”! Para ser Presidente é necessário ganhar eleições, coisa que a história recente do nosso clube mostra poder ser a parte mais difícil da sua empreitada.

Comece por escolher bem a sua lista. Pense duas vezes antes de aceitar um nome que tenha associado a si a fama de um “passado glorioso” no clube, o brilho falso da mediatização, ou ainda a miragem do garante de alguns votos transportados de outros actos eleitorais. Pergunte a si mesmo como vão essas pessoas enquadrar-se no seu projecto, e o que podem elas trazer ao clube. Faça uma lista para cada nome e ao verifica-la vazia de conteúdo, descarte-os. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Rodeie-se de duas ou três pessoas da sua confiança pessoal e faça delas o seu núcleo duro. A sua equipa. Lembre-se que uma equipa é composta de pessoas que sabem trabalhar em conjunto. Não construa uma manta de retalhos. É esta equipa que vai definir a estratégia do clube para o futuro. Não se esqueça que é o Sr. Presidente o centro do projecto. Não receie ser visto como autoritário. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Para o resto das tarefas terá que encontrar bons profissionais com as competências técnicas necessárias. Vai precisar de um excelente financeiro, um director de comunicação incansável, astuto, e inteligente. Não escolha um “boy” para esta tarefa, ela é fundamental. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Lembre-se que o treinador não é parte da sua lista nem deverá ser exibido como trunfo de campanha. São vários os pilares deste argumento e o passado comprova-as. Aponto apenas um: Não queira ficar refém do seu treinador. O mesmo se aplica a jogadores. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Quando chegar à fase da campanha terá que se confrontar com os seus adversários. É possível que encontre vários. Podemos tentar desde já tipifica-los: Vai aparecer um candidato da “continuidade”, um ou dois totós, e talvez um parecido consigo. Obviamente só terá que se preocupar com o candidato da continuidade que tentará o impossível argumento do “ou nós ou o caos”, e o candidato parecido consigo. Este será mais perigoso, porque não é igual a si mas quer parecer se-lo aos olhos dos sócios. É aquele que se vai apelidar de “candidato do consenso”. Aqui será a sua habilidade natural, a clareza do seu projecto e o seu amor ao clube que marcarão as diferenças. Sobretudo não tente chamar para si o rótulo de consensual. Seja forte e consenso virá dos seus eleitores.

É muitíssimo provável que venha a sofrer ataques pessoais durante a campanha. Não tenha medo de reagir e aqui e ali “pagar com a mesma moeda”. Esta postura vai ser necessária no exercício das suas funções quando se confrontar com os nossos adversários extra-muros. Comece a treina-la desde já. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Por ultimo mas não menos importante em todo o processo eleitoral, certifique-se que as eleições são devidamente fiscalizadas. Não preciso de elaborar mais neste ponto. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Quando ganhar as eleições não se esforce demasiado em apaziguar os sócios e tentar uni-los no seu discurso de vitória. A confiança daqueles que não votaram em si virá a obte-la por actos e não por palavras. Foque a sua energia no essencial. Não tenha medo de centralizar. Será preciso ter uma imagem forte para o exterior. Ao contrário dos seus antecessores tente ser forte para fora primeiro. Verá que o esforço de o fazer para dentro será infinitamente menor. Isto permitirá silenciar a enorme quantidade de papagaios que opinam sobre a vida do nosso clube. Verá que terão muito menos para dizer. À medida que o tempo passar e o seu mandato se fortalecer terá duas tarefas importantes: Alterar os estatutos para esbater de forma muito significativa a diferença do numero de votos por cada sócio; Extinguir o Conselho Leonino. Trata-se de um órgão desestabilizador do clube e que promove um elitismo não compatível com a realidade actual dos nossos tempos.

Na gestão do dia a dia preocupe-se com 4 pilares:

– Gestão Desportiva

– Gestão Financeira

– Comunicação

– Arbitragem

Para cada um deles tenha a sua agenda privada – aquela que discute com o seu núcleo duro e que lhe permite projectar o clube a um horizonte de 3-4 anos; e a sua agenda publica aquela que comunica ao exterior numa base regular e que é um “reflexo filtrado” da primeira.

Analisemos brevemente cado um deste pilares:

Gestão Desportiva: Vai depender muito do estado em que encontrar o clube. Mas algumas linhas são fundamentais. Tirar dividendos (desportivos e financeiros) da nossa formação. Encontrar uma equipa técnica reconhecidamente competente e gastar muito bem o dinheiro que tem disponível em aquisições, reduzindo o seu numero e aumentando a qualidade. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Gestão Financeira. Aqui vai ter que ter o apoio da sua equipa de profissionais nesta área para que consiga estancar o aumento da divida e a comece a reduzir. Renegociações, fundos de jogadores, novas fontes de receita e maximização das actuais serão os chavões, mas imaginação e competência ditarão as melhores soluções. Não descarte a realização de uma verdadeira auditoria de gestão às anteriores direcções. Se as puder acusar e recuperar algum dinheiro com isso, ele será sempre benvindo. Não tenha medo da pressão dos bancos. Lembre-se: Quando se devem milhões de Euros o problema também é do banco, não é só nosso.

Comunicação. É extremamente importante. O nosso clube tem um peso quase nulo entre os fazedores de opinião desportiva em Portugal e consequentemente no estrangeiro. Isto trás.nos custos desportivos e financeiros elevadíssimos. Veja-se os valores pelos quais alguns jogadores banais dos nossos adversários têm sido vendidos e calcule-se a quota parte que a comunicação social teve no processo. Como é preciso começar por algum lado sugiro o “despedimento” de todos os nossos paineleiros em programas de TV e colunistas de jornais, e sua substituição por pessoas conhecedoras da realidade desportiva do país e que mordam os calcanhares aos comentadores rivais. Se não se lembrar de ninguém sugiro que contacte meia dúzia de cronistas da nossa blogosfera que não tenham vergonha de sair do anonimato.
A seguir passe-se à fase de influenciar o que se escreve nos jornais e diz na rádio, não dando quartel a cronistas bacocos dos nossos rivais e a jornalistas a soldo de terceiros.
O projecto de televisão pode ser interessante mas não é prioritário se a nossa comunicação funcionar bem noutros canais.

Arbitragem. Sem medo de chamar os bois pelos nomes, assuma pelo menos no seu nucleo duro que as arbitragens são influenciáveis. Estude os seus meandros de ponta-a-ponta e torne-se um mestre na matéria. Saiba quem são os observadores de árbitros com quem estes almoçam, jantam etc… Faça o mesmo com os senhores do apito. Não tenha receio de os zangar, pior não podemos ficar. Neste assunto tenha sempre presente uma máxima importante: Não use armas inferiores às dos nossos rivais. Aprenda com os erros feitos por outros no passado.

Mais há a dizer sobre estes quatro pilares, talvez numa próxima carta. Para já lembre-se apenas que “First Things First”!

Apresente e cumpra este projecto. Saiba comunica-lo bem e os poucos votos que os meus 10 anos de sócio me conferem irão direitinhos para si.

Z

Com a cabeça a latejar

Queria apenas conseguir pensar na forma como Dier festejou o golo. No regresso de Rinaudo (até quando vai durar esta palhaçada de ter o homem no banco?). E imaginar que ainda vamos ter um treinador capaz de potenciar Carrillo.

Mas o meu cérebro insiste em fazer ecoar o “estamos no bom caminho”, novo hit do Xandão. Insiste em recuperar a imagem, já recorrente, de Rojo a colar-se a Insua enquanto levamos um golo resultante de um cruzamento da direita. Insiste em avisar-me de que, para desenrascar à direita, corremos o risco de desperdiçar um defesa central a sério. Insiste em recordar-me, que nem a possibilidade de ficarmos a apenas quatro pontos do terceiro lugar foi suficiente para nos motivar a ganhar ao último. Insiste em dizer-me que devia desistir de ser positivo, e passar a escrever apenas posts corrosivos. E insiste em enviar-me esta imagem.

No fundo, já nós estamos

«Quando ganhamos é juntos e quando perdemos também o fazemos todos juntos. Estamos todos no mesmo barco, no Sporting. Se o barco andar, melhor, mas se se afundar, vamos todos com ele»

As palavras pertencem a Vercauteren, e foram proferidas em mais uma conferência de imprensa onde o técnico mostrar perceber a realidade que encontrou. As únicas duas notas que deixaria, são as seguintes: neste momento, o Sporting não é um barco. É um submarino que tocou o fundo do oceano, numa zona próxima de um buraco negro. E, para voltar a aproximar-se da superfície, dava jeito, por exemplo, deixarmos de apresentar uma equipa diferente em todos os jogos (assim, de repente, acho que nunca repetimos um 11 duas partidas seguidas. Não admira que não existam rotinas de jogo).

Olá, eu sou o Sporting Clube de Portugal

Olá, eu sou o Sporting Clube de Portugal.
Não levo a mal que não me tenhas reconhecido. Afinal, estou longe daquela imagem bonita que te fez dar continuidade a uma paixão que já vem do tempo em que os teus avós ainda brincavam com os avós deles. E, também, não levo a mal que te mostres reticente sobre a minha capacidade de sair desta cama de hospital onde, ligado à máquina, luto pela vida. Sabes, gostava de aproveitar esta hora mais tranquila, para dirigir-te algumas palavras. Para desabafar. Para contar-te a minha versão deste período negro da minha história.

Há dez anos, mais coisa, menos coisa, tive oportunidade de colocar um ponto final na dicotomia que havia tomado conta do nosso futebol. Quer dizer, não é bem uma dicotomia, pois um dos meus rivais tem ganho quase sempre, mas eu vou utilizar esta expressão porque sei que, assim, a nossa comunicação social fica feliz. Dizia eu, há dez anos, tive oportunidade de alterar o estado de coisas. Em três épocas, fui campeão duas vezes, ganhei uma Taça de Portugal, e duas Supertaças. Os miúdos, pequeninos, iam para a escola a cantar «só eu sei porque não fico em casa». A equipa tinha craques para todos os gostos, incluindo alguns saídos da formação, o que permitia um excelente aproveitamento de marketing e a valorização de quem jogava com a verde-e-branca ao peito. A verdade, é que tudo isto foi desperdiçado face a algo que tem vindo a acentuar-se: falta de um rumo definido e falta de influência junto das estruturas que mexem com os cordelinhos deste pestilento futebol nacional.

Dias da Cunha bem alertava para o sistema, mas o seu ar alucinado de pouco lhe valeu. Ainda assim, no segundo ano, dando continuidade ao investimento em jogadores cuja experiência e qualidade permitiam o crescimento e afirmação nos nossos jovens, esteve perto de conseguir um feito inédito: com um futebol que empolgava as bancadas, ser campeão e ganhar a Taça UEFA. O sonho transformou-se em pesadelo, o arranque da época seguinte foi negro e o poder entregue a Filipe Soares Franco. Defendeu-se, então, que era hora de inverter o rumo. De poupar o dinheiro gasto em jogadores vindos de fora, dando prioridade à nossa formação. Ganhei Taças, fui à Champions, mas, aí, levantou-se outro problema: assumiu-se que era para esses objectivos que eu estava a jogar, e instalou-se a ideia de que isso podia ser bom se atrás de nós estivesse o nosso eterno rival. Sim, é verdade que o campeonato (e a Taça da Liga), fugiu por culpa de influências de apitadores e bandeirolas, mas esse é um problema que só conseguiremos resolver quando resolvermos os que temos dentro de casa. E, dentro de casa, apesar das contas se mostrarem mais risonhas, a saturação face à ausência de títulos, às contratações de jogadores medianos ou medíocres que deixavam expostos os melhores (formados por nós), e ao futebol apresentado, conduziam a mais uma mudança presidencial.

Chegava José Eduardo Bettencourt e, com ele, aquela que tem sido a política dos últimos três anos: total ausência de projecto, esbanjamento de dinheiro em supostos craques, jobs for the boys, futebol miserável, discurso demagógico com objectivo de dividir (e confundir os mais influenciáveis), para reinar. Isto para não falar na duvidosa escolha de treinadores. Ainda assim, Bettencourt teve a lucidez de se demitir, permitindo o agendamento de eleições. Agitei-me como há muito não acontecia, especialmente perante a possibilidade de mudar radicalmente o poder instalado. O acto terminou com uma das mais tristes noites de que guardo memória, e que serviu de pronúncio ao estado em que actualmente me encontro.

Sejamos sinceros: seria um milagre, se um presidente que teve que esconder-se para fazer o seu discurso de vitória viesse a ter a capacidade de unir os Sportinguistas em seu redor. Podia ter acontecido, claro que sim, mas, já diz o povo, o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Algo que assentava num bando de nomes conhecidos, num projecto que cabia numa folha A4, em intervenções televisivas guiadas por iPad, e em lançar a suspeição sobre os adversários, diz muito sobre Godinho Lopes. Godinho Lopes não tem o mínimo perfil para ser presidente do Sporting. Até pode estar cheio de boas intenções, mas não pode sê-lo. Foi ele que me encontrou a recuperar de um avc, é dele a responsabilidade por, neste momento, eu estar ligado à máquina. E, obviamente, estando ligado à máquina e tendo como presidente alguém de carácter duvidoso e inexistente capacidade de liderança, torno-me um alvo cada vez mais fácil. Dos árbitros, da imprensa, dos bancos, dos adversários (sejam de primeira, sejam de quinta), dos Carlos Barbosa desta vida que me envergonham enquanto adeptos, dos leões palermas que dão cara e voz nos programinhas de debate desportivo. Essa falta de respeito, essa imagem de fraqueza, passa de dentro para fora e regressa em dobro. Tanto que, basta recuar a quinta-feira para, de lágrimas nos olhos, recordar a forma vergonhosa e sem atitude com que praticamente todos os jogadores envergaram o símbolo do Leão.

Sinto-me um império transformado em exército. Em exército sem coronel, sem tenente, sem capitão, com os soldados tolhidos pela incapacidade de lutar. Um exército de quem ninguém parece querer tomar conta, numa altura em que tudo o que se pede é que alguém se chegue à frente com um projecto a sério (não será muito mais fácil assim, do que esperar que recolhas de assinaturas à porta do estádio, ou na internet, nos conduzam a algo de novo?). Mais grave: sinto que o povo, o meu povo, está cada vez mas dividido.  Vejo-vos insultarem-se uns ao outros. Vejo-vos duplicarem o números de visitas e de comentários aos blogues sempre que as coisas correm mal. Vejo-vos criticarem quem ainda quer acreditar em algo. Vejo-vos apontar o dedo, responsabilizando-se uns aos outros. Vejo-vos incapazes de agir, de dar um murro na mesa. Vejo as claques agirem em função do que mais benefícios possa trazer-lhe. Vejo-vos tão perdidos quanto eu.

Eu não quero que venham visitar-me, e olhem para mim com aquele ar de quem pode estar a ver pela última vez alguém que ama. Claro que vocês não podem lavar as mãos do estado em que me encontro. Afinal, foram vocês que foram às mesas de voto. Afinal, são vocês que também se mostram indecisos quanto ao rumo, tão depressa querendo craques que sustentem os que chegam da formação, como querem que não se gaste dinheiro e se assuma que jogamos uns anos para o meio da tabela, acreditando ser essa a forma de ressurgir. Mas vocês continuam a ser o meu chão. A minha força.
E é por isso que decidi escrever-vos, enquanto tenho forças para tal. Para pedir-vos que, numa altura em que tudo aponta para que eu possa vir a entrar em coma profundo, não me abandonem. Eu voltarei. Não sei se renovado, se remendado. Mas, espero, com força suficiente para mostrar a tudo e todos que não sou peça de museu. E para gritar bem alto, «eu sou o Sporting Clube de Portugal!»

Antes de ir apanhar chuva

Deixo algumas notas. A primeira, para quem quiser passar das palavras aos actos, em mais uma tentativa de promover algo que parece impossível de acontecer por iniciativa de quem está no poleiro. «O Dar Rumo ao Sporting tem como objectivo central a destituição da actual Direcção e resultante convocação de eleições antecipadas. A nossa missão é dar condições aos sócios para que tal aconteça, coordenando os seus esforços e dando um desfecho feliz à sua vontade». Podem consultar aqui.

Depois, parece que não há problema algum com os ordenados dos jogadores. Diz o Jogo, que Godinho Lopes foi ao balneário, depois e mais uma humilhação, e disse ao meninos precisamente isso: recebem a tempo e horas, o que precisam mais? Gostava de saber qual foi a resposta e se a notícia não terá sido encomendada…

Por último, parece que o nosso bolo de arroz vai ganhar ritmo na equipa B que, hoje, joga a liderança no Restelo. Só espero que a medida não venha estragar uma das poucas coisinhas boas a que vamos tendo direito este ano…