De que ris tu, professor?

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Acabou

godinho

A época desportiva do Sporting terminou esta noite. Não, não estamos em Maio de 2013. É dia 29 de Dezembro de 2012. Corridos da Taça da Liga, nada mais sobra. Ah, espera, o presidente continua a olhar para o céu e a ver a Europa a apenas seis pontos. É isso, vamos tentar o brilharete de chegarmos à Liga Europa. Mas, para isso, precisamos de estabilidade.

p.s. – o meu sincero “vai para o caralho que te foda!” a todo e qualquer Sportinguista que me disser que temos que dar tempo ao tempo e deixar tudo como está.

A revolução anunciada

E tanto que haveria para dizer a seu respeito. Porque isto de baralhar e dar de novo, queimando dinheiro e endividando o clube cada vez mais, em sucessivos actos de gestão patética e desorientada, não pode ficar sem responsáveis. Mas vamos ao que, hoje, mais interessa: a bola dentro das quatro linhas.
Estou curioso para ver quais são as opções que se seguem, na sequência deste início de nova vassourada. Dava jeito que Vercauteren assumisse um onze e não lhe mexesse durante, pelo menos, quatro ou cinco semanas. E dava jeito percebermos porque razão, num anunciado plano de pontenciar o que de bom fazemos na formação, André Martins não é opção.

Rumor de mercado

Ora aqui está outro nome que agrada a muitos cacifeiros: depois de Kleber, envolvido num hipotético negócio Izmailov, fala-se pela blogosfera que o Sporting terá chegado a acordo com o Moreirense, para trazer o gigante Ghilas para Alvalade. Confesso que não me desagrada a ideia, mesmo continuando a achar que o nosso problema deveria começar a ser resolvido a outro nível.

Verdade ou mais um momento Gasprom?

Diz que o Godinho Lopes anda a negociar o perdão da dívida do Sporting, tendo já conseguido que o BES «estará disponível a aceitar as pretensões de Godinho Lopes, estando em causa valores que podem ir até 40% da dívida e a eventual compensação pelo perdão. O mesmo já não acontece com o BCP e o motivo principal é o facto de Godinho Lopes ter prometido abaixar o orçamento do futebol para 35 milhões de euros no segundo ano de mandato, no entanto o líder leonino não só não baixou como o fez aumentar de 45 para 46 milhões de euros, e isso deteriorou as relações com os responsáveis do banco»

Também diz que o Vercauteren continua à espera de um adjunto. E que os investidores estão mesmo a bater à porta.

A estratégia ou a falta dela

Há dois exemplos simples, que, em minha opinião, expressam bem a total ausência de fio condutor na gestão do nosso futebol profissional.
Comecemos pelo centro. Rinaudo chegou, sem que se tivesse acautelado a sua indisponibilidade. Ao fim de várias experiências, Carriço revelou-se a solução mais acertada dentro do nosso plantel. Não era brilhante, mas desempenhou sempre a função com nota bem positiva, ao ponto de ser unânime, entre Sportinguistas, a ideia de que tudo poderia ter sido diferente em Bilbao caso ele não estivesse castigado. O que é que se fez? Foi-se buscar Gelson, sobre quem apenas bastará dizer o seguinte: já foi passar o Natal à Suíça. Agora, pergunto: quanto é que o internacional Gelson ganhou neste meio ano de Leão ao peito? Quanto dinheiro poderia ter sido poupado, mantendo Carriço como reserva de Rinaudo? O que é que o Sporting ganhou com esta contratação, desportiva e financeiramente?

Viremos à direita, recuando um pouco. Vendeu-se João Pereira (não me chocou nada, já o disse) e assumiu-se que não faltavam alternativas: Cédric, Arias, Pereirinha. Cédric tem apresentado inegáveis dores de crescimento, acusando a transição de uma Académica para um Sporting; Pereirinha tem passado mais tempo na enfermaria que outra coisa; Arias é aposta na B, num suposto processo de crescimento. Ora, o que se faz quando se pretende que Cédric areje a cabeça? Chama-se Dier, um central, nada mais nada menos do que aquele que me parece ter tudo para vir a ser o patrão da nossa defesa (alguém confirma as notícias de que o rapaz está em final de contrato?). Portanto, com um internacional colombiano que já mostrou ser aposta válida, adapta-se um central. E o que dizer das insistentes notícias que apontam o nome de Miguel Lopes? Eu pergunto, muito sinceramente: mas para que raio precisamos nós do Miguel Lopes?

É isto, caro Jesualdo, que eu espero que seja o seu foco. Estes disparates. Não aumentar a lista de coisas parvas e desnecessárias, dizendo que quer ganhar um Stromp como treinador.

Feliz Natal

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Creio que o tamanho da árvore é suficiente para acolher o que o Sporting tem para oferecer-nos este ano. Mas desejo, muito sinceramente, que as árvores das vossas casas sejam infinitamente maiores e que possam estar junto a elas rodeados daquelas pessoas que nos mostram, vezes sem conta, que o futebol pode ter uma importância relativa.