Zahavi. Pini Zahavi (só para decorarmos o nome)

Começou aqui: «A SAD, entretanto, continua a trabalhar em vários dossiers e um dos mais exigentes passa pela renovação de Bruma. Como o Maisfutebol já noticiou, o Sporting considera a renovação do extremo prioritária e tem acordo com Bruma relativamente ao salário do jovem: falta acertar o prémio. O Sporting considera que as exigências de Zahavi são muito altas e não está disposto a recuar, enquanto o agente continua a também não ceder. Para tentar chegar a um acordo, a próxima semana deve incluir Catio Baldé nas negociações entre as partes»

Continua aqui: «As posições entre direção do Sporting e a empresa que está a fazer a gestão do processo do Bruma estão extremadas. Não há um acordo de entendimento entre o que o Sporting quer e o que empresa acha que é o melhor para o jogador. É essa a situação em que estamos», disse Cátio Baldé, em declarações à Antena 1, sustentando que a intenção do jovem que trouxe da Guiné-Bissau é continuar em Alvalade. «Isso sempre foi a vontade dele. É um jogador jovem, sabe que ainda não fez nada está a iniciar a carreira e mudar de ares não fazia sentido nenhum.»

p.s. – ao que parece, o Sporting oferece 5 anos de contrato, tanto a Bruma como a Ilori, evoluindo até atingir os 700 mil euros brutos (mais prémios por objectivos). O Pini, o tal que tem o nome associado “à fuga do Moutinho”, quer  um milhão por ano. 

Memórias e matrecos

Quem é que se lembra deste gajo, com um penteado claramente inspirado no de Joey Tempest, o vocalista dos Europe? EskilssonEskilsson, uma das famosas unhas do Jorge Bigodes Gonçalves, e um dos maiores barretes futebolísticos que vestiu a nossa camisola (ao pé dele, o Farnerud era um craque). Hoje, descobri esta pérola, no MaisFutebol:

«Adorei jogar no Sporting, mas não foi fácil. Chegámos a ter sete meses de salários em atraso», lembra Eskilsson, internacional oito vezes pela Suécia. «O grupo era extraordinário e aguentou tudo. Aliás, sempre me fascinou o sentido de humor dos portugueses». Preparem-se para o que aí vem. «Sabe qual era a nossa forma de luta?» Greve aos treinos? «Não, nem pensar. Festas nos balneários. O Carlos Manuel arranjava os bolos e todos os meses assinalávamos a passagem de mais um salário por receber. Funny, right?».
«Oceano, João Luís, Mário Jorge, Carlos Xavier, Ali Hassan e Miguel. Ah, e o crazy Morato». Eskilsson tem na ponta da língua o nome dos «melhores amigos no Sporting». «Dava-me bem com todos. Foi pena a época ter sido má para a equipa e para mim. Acabámos em quarto». Hans Eskilsson faria sete jogos e um golo (em Viseu) de leão ao peito no campeonato nacional. «Pouco, muito pouco», assume o próprio. A simpatia contagiante, a meias com uma humildade anormal, leva-o a analisar as razões do falhanço pessoal. «O problema é que eu era um jogador rápido, de contra-ataque. Não era técnico, nem habilidoso. E o estilo do Sporting baseava-se no passe curto. Esse tipo de futebol não era bom para mim», reflete Eskilsson, a duas décadas de distância.

«Espere, eu tive mesmo muito azar no Sporting». Vamos a isso. «Num jogo para a Taça de Portugal marquei cinco golos. Foi contra uma equipa dos distritais [Alhandra, 11-0 a 21 de dezembro de 1988]. O pior é que o treinador Pedro Rocha já estava no Uruguai, para as férias do Natal, e não viu nada», explica Eskilsson. «Ou seja, quando voltou, os adjuntos contaram-lhe o meu feito e ele não se acreditava. Ria-se e dizia que não. Era a brincar comigo, mas voltei para o banco. Estava em top forma», assegura o sueco, apresentado em Alvalade como o rei leão dos caracóis louros. A frustração apoderava-se dele e atingiria o máximo esplendor antes de um derby na Luz. «Tudo me corria bem e nos treinos as reservas, onde eu estava, ganharam 3-1 aos titulares. Fiz dois golos. No final o Carlos Xavier veio ter comigo: vou dizer ao mister que tens de ser titular contra o Benfica». Hans Eskilsson integraria a convocatória, mas nada mais. «No balneário soube que nem para o banco ia. Fiquei na bancada a ver o jogo, arrasado. Depois lesionei-me e só voltei a jogar na parte final da época».

[…] «Jogávamos em Faro, contra o Farense [4 de dezembro de 1988, derrota por 1-0]. Ia a isolar-me e sofri falta. Claramente penalty. Olho para o lado e vejo o bandeirinha a dizer que é fora da área. Fiquei doido. Pus a minha expressão mais dura, aproximei-me dele e tentei intimidá-lo». A reação do árbitro assistente foi «completamente inesperada». «Tocou-me no cabelo e começou a atirar-me beijos. E ria-se. Acho que a minha cabeleira, afinal, não metia medo a ninguém». […] Quais os colegas de equipa que mais impressionaram Eskilsson? «No Sporting, o Silas, o Oceano e o Vítor Damas. Era um gentleman, fiquei tristíssimo com a morte dele».
Antes do virar de página, o desabafo. «Sabe do que me arrependo? De não ter sido defesa central mais cedo». Perdão, Eskilsson? «Cheguei ao Estoril em 1991/92 (quatro jogos) e o Fernando Santos colocou-me, às vezes, a médio defensivo. Gostei e no ano seguinte voltei à Suécia decidido a ser central. Tive os melhores anos da minha carreira a jogar nessa posição até 2000».

Hoje, Eskilsson é jogador profissional de poker. E, embora ache que o melhor que ele tinha feito era nunca ter calçado umas chuteiras, sou obrigado a agradecer-lhe a oportunidade de recordar dois momentos que fazem parte do meu crescimento.

Os fundos que levam tudo ao fundo

«Desbaratar um plantel por meia dúzia de tostões vai acabar. Quem os quiser levar, vai ter aqui leões ferozes. Mas, na maioria dos casos, o Sporting não detém a totalidade do passe…», Augusto Inácio.

E eu continuo a defender a teoria de que, em alguns casos, o mais importante seria comprarmos a percentagem (ou parte dela) que não temos. É escolher a dedo quais os jogadores que valem mesmo a pena.

Em busca de um matador

«[…] Depois tínhamos outros jogadores importantes, como Beto Acosta, o nosso matador. Valeu-nos de muito, porque nos momentos complicados, quando estávamos aflitos e precisávamos de um golo, ele tinha sempre uma carta na manga. Pode haver excepções, mas ninguém se pode iludir: uma equipa que queira ser campeã nacional tem que ter um bom número nove. Sempre […]», Aldo Duscher, in O Jogo.

p.s. – gostei muito da notícia que coloca o Carlão a caminho das arábias.

É uma chatice estes gajos quererem cumprir promessas eleitorais

«[…] Estamos, também, a ultimar a auditoria de gestão. Ela já está definida nos seus termos gerais, mas, nos últimos dias, temos vindo a afinar pormenores dessa auditoria que vai abranger os últimos vinte anos da actividade do clube, incluindo todos os mandatos passados e incluindo os aspectos mais nevrálgicos da gestão dos últimos anos, tais como  património, aprovisionamento, fornecimento e contratações», Bacelar Gouveia, Presidente do Conselho Fiscal, em entrevista à Rádio Renascença.

 

Gosto de acordar assim!

boladia30

jogodia30

Não sei do que gosto mais, se da sensação de estar a empurrar o Bufas da tribuna de Alvalade, se da insistência no nome de um defesa central que me faria ter saudades do Carlos Jorge.