Antes que o dia termine

Despedi-me dele aqui e, hoje, passados quatro anos, é justo voltar a recordá-lo. Um abraço, Sir Robson (e obrigado pelo Cherba, pelo Jusko e pelo Roger Spry).

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53 thoughts on “Antes que o dia termine

      • E o Stan Valckx ? que veio com ele do PSV e era um baluarte daquela defesa

        O juskiwiak era muito fraqunho no início. Não sei se ele começou a jogar bem com Robson ou com Carlos Quéiros, pois o nosso ponto-fraco já eram os atacantes. Recordo-me que ele costumava apostar no Capucho e no Amaral (ainda muito jovens e pouco rodados) nos últimos 15-20 minutos de cada partida.

    • Desculpem lá recolocar algo que já aqui escrevi em tempos, mas não gosto que se tente reescrever a história…
      Não podemos misturar qualidade humana (Robson era um senhor) com qualidade para triunfar como treinador no futebol português.

      Posted by anti-sad’s on Dezembro 30, 2012 at 1:43 am

      O Robson era boa pessoa mas muito ingénuo para o nosso futebol, na sua primeira época ficámos em 3 lugar mas muito distantes do 1º lugar. Na segunda época tivémos um início interessante, andámos as primeiras jornadas no primeiro lugar, mas durou enquanto o Paulo Sousa teve pernas para aguentar sozinho o meio campo, porque o Robson jogava com 5 jogadores de características ofensivas e o Paulo Sousa era o único recuperador de bolas do meio campo. Uma coisa que ninguém fala é que neste início de época o Robson tinha colocado o Figo no banco e no seu lugar, a extremo direito, jogava o Capucho. Quer se goste ou não de Queirós temos de lhe dar o mérito de ter sido ele a recuperar o Figo e a transformá-lo no grande jogador que viria a ser.
      Depois, nos corruptos, foi curioso o Robson vir a Alvalade jogar com 3 trincos!!! Dá que pensar não dá?
      Quem no Sporting jogava com Lemajic; Nelson, Peixe, Valcx e Paulo Torres; Paulo Sousa; Capucho; Balakov e Pacheco; Cherbakov e Cadete.
      Lembro-me de um jogo que vi em Setúbal em que ganhámos por 4-3 numa grande exibição de Balakov, mas que podíamos ter saído de lá derrotados tantas foram as oportunidades perdidas pelo Yekini.

      Esqueçam essa questão do Robson, porque o Robson só ganhou no Porto, Porque aí qualquer um ganha, até o um tal Vitor Pereira, depois em barcelona, com as vedetas do barça, mais Figo, Fernando Couto, Baías, Ronaldo “O Fenómeno”, Stoichkov, Popescu, Giovanni, Guardiola, Luis Henrique, não conseguiu vencer o campeonato e foi despedido no final da época.

      Quer se goste ou não, na época 1993/1994, foi depois com a entrada do Queirós que a equipa se voltou a equilibrar com o Figo a titular, com a entrada de Vujacic no onze, um jogador internacional Jugoslavo, que com o Robson tinha jogado 0 minutos, e se não fosse a roubalheira no jogo das antas onde o lampião Carlos Valente no seu último ano de arbitragem quis dar um campeonato de bandeja o seu clube, expulsou 3 jogadores nas antas, 2 com vermelho directo Peixe e Juskowiak e Vujacic por acumulação de amarelos, o que impediu que dois deles podessem defrontar o Benfica 2 jornadas depois em Alvalade no famoso jogo dos 3-6 em que apanhei uma grande molha. Se o Peixe tivesse jogado, o JVP de certeza que não teria feito o que fez, como provou na época seguinte em que o Peixe na primeira jogada em que intervém com o JVP quase o mandou para o estaleiro.

      Desculpem lá este flash back, mas estou farto de ouvir falar do tal erro histórico do despedimento do Robson…

      • Quando o Robson foi despedido, o Sporting partilhava o 1 lugar com o Porto e Benfica, mas tinha desvantagem no confronto directo com o Porto e tinha acabado de perder a vantagem que trazia depois de nas últimas 3 jornadas ter perdido com dois opositores directos, no Bessa com o Boavista e em Alvalade com Porto, sem falar na eliminação com o Casino Salzburgo na forma como foi.

        A decisão do despedimento tem de ser analisada dentro do contexto da altura, o Robson foi contratado para ser campeão num prazo de dois anos com um plantel recheado de campeões do Mundo de Júniores por Portugal, reforçada com Cherbakov melhor marcador do campeonato de juniores e Juskowiak melhor marcador dos Jogos Olímpicos de 92 pela Polónia. havia ainda Valckx internacional Holandês, Balakov, Iordanov e Cadete. No primeiro ano 92/93 a equipa ficou a nove pontos do primeiro lugar (na altura as vitórias valiam 2 pontos), no segundo ano as expectativas estavam ainda mais elevadas depois de Sousa Cintra ter contratado Paulo Sousa e Pacheco ao Benfica.

        Eu considerei a decisão da rescisão acertada, Robson era muito bom na motivação dos jogadores, em criar mentalidade ofensiva, mas tinha muitas muitas deficiências na organização da equipa, tal como a maioria dos treinadores ingleses.
        Com o Queirós, só não fomos campeões porque fomos roubados na Luz 2-1, estive lá, ao intervalo ganhávamos com o golo de Figo dedicado ao Cherbakov, mas no início da segunda parte o Coroado (o tal da azia) inclinou o relvado, expulsando o Capucho por uma falta a meio-campo. Mesmo assim, com menos 1 jogador e o Cadete a jogar inferiorizado (ao pé cochinho) tivémos o empate na mão em duas ocasiões.
        A roubalheira nas antas a duas jornadas do Sporting-Benfica, já foi aqui explicada. O filha da puta do Carlos Valente no seu último ano de actividade tratou de levar a reforma antecipada para casa. Moro no Barreiro, tal como esse filho da Puta que tem uma Marisqueira na Verderena, e sempre que passo lá perto, lembro-me dessa merda.

  1. Cherba, se me permites, deixo aqui o mesmo comentário que deixei no post anterior:

    ___________________________________________________________________

    Permitam-me o OFF-TOPIC

    Honrando a memória de uma pessoa que admirei bastante (e que dá vida ao meu avatar), Robert William Robson (Bobby Robson) faleceu faz hoje precisamente 4 anos.

    Ele que, enquanto foi nosso treinador foi sempre um leão entre leões. Mesmo depois de sair manteve uma postura digna de um Sir, como ele merecidamente acabaria por ser.

    Fight and resist, também foi o lema dele durante a fase final da sua vida.

    Respect, Sir Bobby Robson.

  2. No dia em que Cintra o despediu chorei baba e ranho ao ponto do meu pai ter ficado em brasa comigo a dizer “Este gajo é maluco !”. Grandes saudades deste senhor e desse Sporting a quem a sorte voltou a pregar uma partida depois de uma eliminatória aziaga em Salzburgo. Nunca esquecerei esses tempos. Paz à sua alma Sir.

  3. Um dia na Amadora espetámos 4, mas todos os golos surgiram na segunda-parte. Nesta altura, o Capucho era o preferido, relegando o Figo para o banco, uma vez que, se bem me lembro, o Figo estava numa forma péssima. Seja como for, Figo, ajudado pelo inevitável Balakov, ajudou a desbloquear aquilo e saíamos de lá com 4 golos. Esta é a principal memória que tenho do Robson no Sporting. Talvez porque, no final deste mesmo jogo, enquanto os jogadores do Estrela estariam no balneário, ele, Robson, obrigou os nossos a treinar, aquecer e fazer alongamentos depois do jogo, talvez por um período superior a 15 minutos. Aliás, nesta altura, depois dos jogos, era costume fazê-lo. Não sei se na altura estava o Roger Spry ao comando, mas aquilo parecia ser terapia de choque e resultava.
    Tinha 7 ou 8 anos, não me lembro bem, quando o Robson foi despedido, mas lembro-me de perguntar a quem ajudou a construir o meu amor pelo Sporting, o que pensava daquilo, ao que a pessoa respondeu: “Acho mal. É terrível!”. Na altura não tinha grande capacidade para perceber as coisas, mas lembro-me bem destes dois episódios.

    • Não vivi esse tempo e por isso pergunto.. Mas alguém contestou o trabalho que vinha sendo feito pelo Robson? O Sousa Cintra depediu-o assim do nada? E não houve contestação dos adeptos?

      • O animal do Sousa Cintra queria o Carlos Queirós.
        Teve medo que ele fosse para o fcp, e numa “jogada de antecipação” desfez-se do Robson e contratou o Queirós.
        Como um mal nunca vem só, o Robson…foi para o fcp.

      • Sousa Cintra despediu-o (aproveitando o pretexto de o SCP ter sido eliminado das competições europeias pelo Casino Salzburb) porque surgiu a oportunidade de contratar Carlos Queirós, que tinha sido o treinador da Selecção Campeã Mundial, e como o Sporting tinha muitos titulares dessa equipa, julgo que o presidente achou que podia ser uma boa medida para trazer para o Clube o élan daquela Selecção vencedora. Mas infelizmente não resultou, e todos os sportinguistas lamentam que não tenha resultado. Incluindo Sousa Cintra, já o ouvi confessar isso.
        Enfim,dar tiros nos pés tem sido prática habitual no nosso Clube…

      • @Algarvio (jaa)

        A sua primeira temporada em Portugal não foi a melhor, o Sporting acabou em 3º lugar no Campeonato, e foi eliminado pelo Grasshoppers na 1ª ronda da Taça UEFA, mas Sousa Cintra parecia ter aprendido com os desfechos de despedimentos anteriores, e aguentou-o no comando da equipa.

        A época de 1993/94 começou da melhor maneira com seis vitórias consecutivas no Campeonato, e duas eliminatórias europeias superadas, mas com a proximidade do Natal o Sporting perde no Bessa e em Alvalade frente ao FCP, duas derrotas que antecipam o afastamento da Taça UEFA frente aos austríacos do Casino Salzburg, a gota de água que levou Sousa Cintra a despedir Sir Bobby Robson, substituindo-o por Carlos Queirós que tinha acabado de ser demitido do cargo de Seleccionador Nacional, e que tão bem conhecia muitos dos jovens do plantel leonino.

        Quem aproveitou de imediato foi Pinto da Costa contratando Robson, que no FC Porto ganhou uma Taça de Portugal, dois Campeonatos e duas Supertaças, e ainda levou consigo o jovem José Mourinho, que no Sporting era o seu intérprete.

  4. Um enorme respeito por este grande senhor!
    Talvez o maior exemplo das burrices e tiros no pé que o Sporting tem feito nas décadas recentes…a recordação que tenho do Robson apesar de ter 9/10 anos, foi do jogo em que foi anunciada a sua contratação – Sporting-Guimarães época 91/92, perdemos 1-0 com golo do Ziad, Cadete falhou um penalty, não jogámos um peido de uma puta, e o jornalista diz-lhe “O Sporting hoje jogou muito mal”, ao que Sir Bobby responde “Você nem sempre faz boas entrevistas”, um senhor!
    R.I.P.

    SL

    • Grande resposta.
      Podiam fazer até uma placa com esse diálogo, e afixá-la na bancada de imprensa do estádio, ou junto à entrada do Auditório Artur Agostinho, para que a “nobre classe” dos jornalistas portugueses aprendessem a filtrar melhor a verborreia.

  5. ” primeira part…segunda part, Balacov…Spectacular!”
    Era o melhor resumo do futebol que praticávamos naquela época.
    Um senhor.
    Para mim era, o Bobby Robson era apenas um cromo do Euro 88.
    Devia ter uns 13 anos e lembro-me perfeitamente de ir a correr comprar A Bola,
    para ler a entrevista com ele. Na altura, um treinador como ele em Portugal era uma coisa do outro mundo! Que classe. Outros tempos….

  6. Talvez a grande cagada que em vez de nos ” arrastar ” para águas calmas e navegáveis, nos arrastou ( sem aspas ) para águas turbulentas e cheias de tubarões … o despedimento deste grande Sr. !!
    Podíamos ter sido outro clube se tivéssemos mantido Sir Bobby Robson … começamos por ser outro, ao ir buscar a merda do Queiroz.
    As cagadas já vêm lá de trás … fazer o quê !???
    Valha-nos o que temos hoje … gente capaz e que sabe o que faz !!

    • O despedimento do Robson foi sem dúvida desses momentos que definem uma era num clube. Tenho exactamente essa sensação: ou aguentávamos os resultados menos bons do momento e nos agarrávamos a um grande treinador ou optávamos pela solução mais fácil e popular.

  7. Eu agradeço ao mister Robson o facto de ter trazido o verdadeiro Jusko para o nosso grande amor. Sem ele a minha alcunha desde a minha adolescência teria sido Cadete… Mesmo muito muito obrigado Sir Bobby!!

    • O Juskowiak veio para o Sporting na mesma época que o Robson entrou, mas o eleito do Robson era o Cadete, o Juskowiak só agarrou a titularidade depois da entrada do Queirós.

  8. O tempo não volta para trás. Na altura também lamentei o seu despedimento mas, verdade seja dita, não sei se teríamos sido campeões com ele. O campeonato 93/94 foi perdido não no jogo com o Benfica em Alvalade mas na jornada anterior nas Antas (where else?), num jogo com mais uma arbitragem “à maneira” do Carlos Valente (um árbitro que, tal era o descaramento à época, nem fazia muito para ocultar a sua “condição” de corrupto) que nos fez enfrentar o Benfica sem o Juskowiak, o Paulo Sousa e o Peixe. A falta destes dois últimos fez-se sentir muitíssimo contra o Benfica, em termos de organização de jogo (nas transições), de que o Paulo Sousa era o pêndulo da equipa, e de disponibilidade física e velocidade (sobretudo a defensiva), que o Peixe garantia. Fomos a jogo com o Benfica amputados de duas peças-chave. Fosse ainda o Bobby Robson nosso treinador, provavelmente algo semelhante teria acontecido.

    O ponto é que não é preciso endeusar Bobby Robson para nos curvarmos respeitosamente perante a sua memória. Faço-o também.

      • Jusko, tenho de confirmar isso. Eu poderia jurar que não jogou, mas admito que a memória me esteja a pregar uma partida. O Vujacic sei que jogou. É ele que é mal batido com uma simples simulação de corpo do João Pinto num dos primeiros golos do Benfas. Será que as ausências se limitarem ao Juskowiak e ao Peixe?

      • Carlos Valente expulsou Peixe, Juskowiak e Vujacic. O jogo com o Benfica era dali a 2 jornadas e tanto Peixe como Juskowiak apanharam 2 jogos de castigo

      • O Cherba a pôr as coisas em seu sítio. A precisão aviva a memória. Obrigado.

        Sim, maldita noite. Eu estive lá e fiquei até ao fim.

      • Eu cheguei ao estádio minutos antes de começar, depois de ter passado a tarde na esquadra de Oeiras, após uma batalha campal digna da época medieval, na estacão de Oeiras com os nngays que vinham de Cascais. Épico!

    • O carlos valente foi mesmo das maiores vergonhas do futebol Português… Nesse jogo nas antas, o jogo não era para ser transmitido e por isso ele julgou que poderia fazer o que bem entendesse, mas a RTP resolveu dar a segunda parte e toda a gente pôde ver a vergonha em directo.

      • a expulsão do Jusko é ridícula (apanhar dois jogos, então…), a do Peixe é uma daquelas entradas patéticas que o Emílio gostava de fazer. A questão, aqui, e como se vê no lance do Jusko, é a forma como o campo esteve sempre inclinado e a dualidade de critérios

      • Quando um tipo compara as entradas do Peixe com as do Paulinho Santos ou as do Secretário, aquilo não passa de “festinhas”. E mesmo as desse jogo têm muito que se lhe diga. O Peixe já estaria de cabeça perdida, com uma arbitragem asquerosa a “mandar no jogo”.

    • Já sei de onde veio a confusão. O Paulo Sousa não foi expulso nas Antas e jogou contra o Benfica. Acontece que, nas Antas, foi substituído ao intervalo na sequência de uma significativa altercação no balneário com o Carlos Queirós. As relações entre ambos ficaram presas por arames e o Paulo Sousa teve uma prestação bem abaixo do que nos habituara contra o Benfica.

      A memória não é só selectiva, também transforma.

      Desculpem qualquer coisinha.

      • O Queirós é um desastre nas relações humanas com “homens”. Só com “meninos”, que nem saberiam “virar-se a ele”, é que se dá bem.

      • Gregor,

        Não sabia dessa altercação Queiroz vs Paulo Sousa, em que acredito atendendo aos feitios de ambos.

        Mas na semana anterior ao 3-6 o Paulo Sousa jogou contra o Beira-Mar em Aveiro, aliás marcou o 1.º dos 4 golos com que brindámos os aveirenses.

    • Foda-se, os 6-3 nao levamos com eles por ausencia de nenhum jogador!
      Levamos com eles porque o Queiroz fez uma jesusite, abrindo o corredor!

    • No sCP sempre falou em inglês. E quando foi para o FCP já falava em português. Mas por vezes o problema (complexo de inferioridade ?) é dos jornalistas

  9. Grande Sir. Paz a sua alma! Quanto aquele fatidico Porcos – Sporting. A expulsão do Jusko é justa, não toca no jogador mas tem uma atitude anti desportiva. E Peixe teve uma paragem cerebral naquela entrada! Enfim até o Amaral estava em campo. Saudades do futebol da decada de 90. Arbitragens á parte, era bonito ver quase sempre os estádios cheios. Existia mistica q se foi perdendo nesta decada no futebol português. Saudades de craques como Balakov, Figo, Jusko, Rui Costa, JVP, Yekini, Kostadinov, Acacio, Marlon, Tavares, Nelo, Ricky, Artur, Isaias, Donizete, Preud´Homme, Ivkovic…

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