Dentro do mesmo grupo, dois exemplos.
Enquanto o Jornal de Negócios nos oferece uma excelente entrevista, com perguntas que proporcionam as respostas que interessam (é espreitar os vídeos aqui, aqui, aqui, aqui ou aqui), o Correio da Manhã dá mais um triste exemplo do seu conceito de jornalismo. Segundo o CM, «Bruno de Carvalho repreendeu Leonardo Jardim, após o empate (1-1) do Sporting diante do Rio Ave, em Alvalade, na última jornada da Liga. Segundo apurou o CM, o presidente leonino, além de não ter gostado da exibição da equipa, ficou surpreendido com o facto de o treinador ter abordado a questão dos árbitros no final da partida frente aos vila-condenses».
Obviamente que não chegamos a saber como é que o CM apurou, ou será que sabemos? Hum, espera. «Segundo as fontes contactadas, Bruno de Carvalho não gostou que o técnico tivesse falado das arbitragens e disse-lhe isso mesmo após o jogo com o Rio Ave. Tal como afirmou na 2ª feira à noite, na cerimónia do 103º aniversário da AF Lisboa, o dirigente fez ver ao treinador que a obrigação dele é treinar e não falar de arbitragens». Aaaaaaaaaaaaaaa, fontes contactadas! Então está bem. Chato, no meio disto, é o facto das fontes não terem percebido que o recado de segunda à noite tinham um destinatário que não Leonardo Jardim.
Bom jornalismo, mau jornalismo
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