hoje escreves tu: Qual o limite?

A resposta ao desafio foi pronta e aqui temos o texto sobre a vitória de João Sousa.

“Qual o limite?”, by Talk Talk

Vi o João Sousa jogar pela primeira vez há alguns anos no Estoril Open! Percebi ali que tinha algo mais do que os outros jogadores portugueses que despontavam como profissionais. Tinha características físicas ideais (estatura e físico esguio), peso de bola, jogo de pés, garra, técnica e atitude, tudo características que nenhum dos outros possuía na totalidade.
Demorou o seu tempo a ascender no ranking. É preciso entender a dificuldade que há para ascender no ranking quando factores como a condição financeira para fazer determinados torneios podem impedir essa mesma ascensão. Com a mudança de treinador, Frederico Marques, um ex jogador que será pouco mais velho do que o próprio João, a ascensão tornou-se uma realidade permitindo a sua recente entrada no top 100 mundial, tornando-se ainda o número 1 nacional.

Bem, mas falando desta vitória. Tenho que começar por dizer que… apenas vi o terceiro e último set. Factores de força maior impediram-me de acompanhar o encontro desde o início: uma jogatana de pares com mais 3 artistas do ténis numa guerra sem tréguas que desta vez acabou estranhamente num empate (na prática ganhou o Sporting pois somos 3 leões em 4).
Do que vi notei um João Sousa confiante, a tentar impor o ritmo. Iniciou com um break (vitória num jogo a responder ao serviço o que é sempre óptimo porque quem serve tem geralmente vantagem), resistindo depois a varias bolas de break do adversário. No fim e após alguns pontos perdidos por nervosismo alcançou a glória tornando-se no primeiro português a vencer um torneio ATP!

Sem me alongar muito mais gostava de fazer uma analogia com o nosso Clube.
Começo pelo título: qual o limite?
Essa dúvida anda nas nossas cabeças em relação ao potencial da nossa equipa. Até onde podemos chegar? Qual o nosso limite? Em relação ao João a dúvida é basicamente a mesma, até onde poderá chegar o João?
Espero que a resposta para ambos os casos seja: “o céu!”

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70 thoughts on “hoje escreves tu: Qual o limite?

    • Por acaso, até fiquei com alguma pena do francês.
      Este senhor esteve na sua 9ªfinal de um torneio, sem nunca ter ganho nenhuma!
      E mais uma vez a historia repetiu-se, chegou a ter um Match-Point, mas na hora H, cedeu.
      Deve ser mesmo muito duro….

      • Sem duvida que é duro, não há nada mais lixado do que perderes depois de teres um match-Point (ou vários)! è como no futebol estares a ganhar e nos descontos comeres dois golos!

  1. Amo ténis quase tanto (ou mesmo tanto) como o futebol. Isto é dos dias desportivos mais felizes da minha vida. Confesso que não esperava que fosse o João a dar-nos o nosso primeiro título, mas sim o Gil (há uns anos atrás) ou o sportinguista Gastao (num futuro próximo).. Muito Menos em Indoor Hard. O que torna tudo mais épico.

    Se o Sporting tiver a força mental e a ética de trabalho do Sousa, entreguem-nos já o título.

  2. Eu fico muito contente por ver compatriotas nossos a imporem-se no estrangeiro.
    João Sousa e Rui Costa fizeram com que o nome Portugal fosse hoje mais falado e admirado. Obrigado, e Parabéns.

    E também fico muito contente por ver que os sportinguistas (como é seu apanágio) sabem reconhecer os grandes desportistas, ainda que não vistam as nossas cores.

  3. Já agora Cherba, ainda se mantém isso do enviar um texto sobre a vitória do João, ou este post anula isso? É que só vim ao Cacifo agora (hoje).

  4. Parabéns ao João, mas ontem o grande feito desportivo do dia só pode ser a vitória do Rui Costa no Mundial de ciclismo. Um feito comparável aos pódios do Agostinho, uma das mais vitórias da história do ciclismo português por parte de um atleta ainda jovem, que promete feitos ainda maiores.

  5. Grande João Sousa! Ascendeu ao #51 ATP o q é notável. Top50 está ao virar da esquina e o top40 deve acontecer durante o próximo ano, a partir daí é q começa a ser + difícil. Se continuar a progredir penso q tem potencial p/ um top20, máximo. Top15 já não acredito. No entanto se conseguisse um top20 seria absolutamente fantástico pq quereria dizer q terinamos um Português a avançar regularmente nos melhores torneios ATP.

    Mas ontem um destaque ainda maior foi sem dúvida Rui Costa!! Q ciclista de outro planeta! O melhor ciclista do Mundo ser Português é um feito q provavelmente não voltarei a ver enquanto fôr vivo. Q grande orgulho!

    • Se ele conseguisse um top 30 já era magnifico! Para o ano ele deve apostar em torneios ATP apenas, abandonando os chalengers (torneios menos cotados a nível de pontos e praze money) pelo que se as coisas lhe correrem de feição poderá chegar ao top 30.

  6. Eu tentei jogar ténis no Carcavelos quando era puto, entretanto, houve um mini torneio em que passei duas fases apenas devido á desistência dos adversários e calhou-me uma chavala nos quartos, metade do meu tamanho, e a táctica dela foi tentar agredir-me nos serviços.
    Ela reparou que servindo á figura, eu dava 3 passos para o lado….eu acho que um pino lhe daria mais luta. Não respondi bem a um único serviço, a um único serviço…
    Não fiz um único ponto, um único ponto…a certa altura, vi duas míudas de 5/6 anos a tentarem dar-me apoio moral.

    Fora este cenário, adoro o ténis!

    Quando houver um post sobre karaté, conto-vos uma ainda mais triste…

    :(

      • Talk Talk, realmente o ténis jogado a um nível mais elevado/comprometimento, torneios etc., não é para qualquer um, é um foco e um nervosismo ímpar, é um jogo completamente emocional.
        Jogado entre amigos, como o fiz tantas vezes nos courts de S. Amaro de Oeiras, a coisa muda de figura.

      • Competir em ténis é complicado sim. Porque tás ali e tudo depende de ti, não tens nada para te agarrar a não ser a ti próprio! Embora goste de competir, coisa que neste momento não faço porque não tenho mesmo tempo para isso, prefiro mil vezes ir bater umas bolas com amigos!
        Mas é curioso que me enerve (ou exteriorize os nervos) mais a treinar ou em lazer do que em competição!

  7. Parece que o João Sousa corre o risco de ser chamado á seleção pelo Paulo Bento!
    Consta que o Jorge Mendes está interessado em representar o rapaz!

  8. Vitória histórica para o tennis português. Um feito ímpar para o desporto nacional.

    Parabéns ao João Sousa, vi o jogo em directo e o francês quebrou perante a frieza do João. Aliás desde o inicio que o João agarrou o jogo.

    Parabéns ao Rui Costa em ciclismo. Também um feito ímpar no desporto português.

    Em alta competição a frieza, a calma e a concentração contam e muito. Pois qualquer erro faz com que tenham o bafo do vosso competidor na nuca e depois a pressão é enorme.

    Só no futebol português há clubes que não são atingidos pela pressão. Pois quando não corre bem lá vem uma mão amiga.

    SL

  9. Ontem foi um dia memorável para o desporto português, que só umas eleições de uns medíocres conseguem ofuscar… Passando á frente…

    De um forma estranha e absolutamente inusitada vivi as emoções deste jogo em directo com familiares e amigos do João, amigos de longa data da minha mais que tudo, e foi algo transcendental, único mesmo, só comparável quando ganhamos o título em Vidal Pinheiro!

    Da mesma forma que senti a vitória de Rui Costa que é um amigo pessoal e com quem já passei algumas aventuras no litoral minhoto… Aquilo que o Rui fez perdurara no tempo como um dos maiores feitos da história do desporto. Confesso que fiquei emocionado, mais ainda por não ter tido possibilidade de estar lá a apoia-lo. Em breve acertamos as contas :)

    No meio disto tudo lamento pelos portugueses que tiveram que levar com a charopada das eleições, em vez de passarem um magnífico domingo de emoções desportivas fortes!

    PS: quase 11:30h, da-lhe Cherba!

  10. O ténis faz parte da minha vida. Comecei a jogar com o meu pai e o meu irmao no jamor, dos 12 aos 18, mas nunca fui federado. fartei-me dos velhos pomposos e elitistas que tratavam o Jamor como se fosse a quinta privada deles e deixei de jogar por volta da minha entrada na faculdade. Só retomei o jogo aos 30 e picos em èvora, mas sempre numa ótica de treino. Agora, em Braga, com 41 anos, tento cotnraria uma puta duma tendinite crónica no meu pé direito e é completamente fodido aguentar treinso de 2 horas com um dos melhores treinadores que estão aí (Paulo Moroso) e jogar com miudos com idade para serem meus filhos.

    Ténis para mim é sair, na década de 80 com o meu Pai e irmão para ir ver o Lendl jogar com o Mcenroe num cafezinho que tinha tv a cores, quando eu ainda não tinha tv a cores. Ténis, para mim, é jogar à chuva nos enlameados courts do Jamor e estar 4 horas seguidas a bater bolas nas paredes quando não conseguia arranjar parceiro, até foder o meu joelho todo.Ténis é gastar 50 euros para ir ver um dos maiores prodigios da modalidade, Federer, e depois por causa da puta da chuva, acabar por ver o animal David Ferrer 5 metros à minha frente que batia na bola com uma pujança impressionante, Ténis é ver o gigante Thomas Muster a treinar no mesmo campo onde joguei dias antes e pensar que não há humano assim na terra, ténis é gritar um winner do benfiquista Gil como se fosse um golo do Sporting, ténis é aquilo que eu vou querer estar a fazer quando tiver 70 anos.

    Mas acima de tudo, Ténis é o que vimos ontem: um miudo que ninguem dava nada por ele há uns anos, quando todos falávamos do talento do Gastão, da tenacidade do Gil e da classe do Machado e tínhamos ali ao lado um puto que parece que estava a esticar o pescoço. Vi-o a treinar com o Gastão no Centralito, e achei que faltava no panorama do ténis Nacional um miudo destes com a estampa ideal para jogar ténis. O `tenis é porvavelmente o desporto mais exigente, solitário e ingrato que existe. Por isso, um feito destes é mais importante do que a importancia que se lhe dá.Ter um jogador portugues a ganhar um atp 250 é o equivalente a termos um Arouca a ganhar a Liga Europa, no mínimo!. Mas João Sousa, com 24 anos, já há muito que vinha ameaçando isto.Prá semana, Masters Xangai! E eu cada vez mais ansioso com este nosso puto.

    PS: menção honrosa, claro, para Rui Costa. É um campeonato do Mundo, é certo, mas o destaque não iguala o de Joao Sousa até porque o ciclismo tem muito mais tradição no desporto Português.

    • EU não sei que idade tens, converge… mas do pouco que via de ténis, eu sempre gostei de dois jogadores “underdogs” que eram para mim, um espectáculo dentro do próprio jogo:
      André Agassi (que me deixou triste no dia em que disse que já havia recorrido a drogas) e um outro “americano” que me “enchia as medidas”: Michael Chang! Então quando jogavam um contra o outro, tinha de ver de babete…

      • E outro, que agora me lembrei, que não me “encantava” mas que era um tenista do CACIFO! Soberbo Sampras…

      • Tenho 41 anos, Ricardo. e comecei a gostar de ténis muito por causa desse senhor Agassim. o Agassi não era um underdog, Ricardo. nem de perto nem de longe.
        Agassi foi um dos maiores responsáveis pela era dourada do tenis norte-americano, com a rivalidade que tinha com o Pete Sampras (para mim, o jogador mais perfeito da história do Ténis).o Andre Agassi ganhou todos os 4 grand slams, nao há muitos que se orgulhem disso.Alem disso, o Agassi teve um feito incrível que foi o de atravessar duas décadas , a de 90 e 2000´ em que o ténis nitidamente mudou muito a nivel fisico. Não havia ninguem no mundo do ténis que respondia ao serviço como ele, tinha um jogo aparentemente simples , é certo, sem grandes recortes técnicos, mas duma tenacidade e consistencias brutais. Além disso, há um factor que pôe Agassi no topo do ténis mundial e que faz dele tudo menos um underdog: foi, juntamente com o Rod Laver, o Federer e o Nadal um dos 4 jogadores da historia pós era-moderna do ténis a ganhar os 4 grand slams. Nem o maior jogador da modalidade, Pete Sampras (na minha opinião, claro) conseguiu ganhar todos, nunca ganhou Roland Garros, por exemplo.

        Portanto, Agassi não era underdog, ele era sim um alvo a abater.

        Quanto ao Michel Chang aí sim, foi um underdog, embora tenha sido o vencedor mais novo a ganhar o Roland Garros, mas depois perdeu-se com o tempo. gostava do estilo dele, pequenino, ia a todas as bolas e fazia coisas no inicio dos anos 90 estilo defender bolas a fazer a espargata, como faz hoje o Djokovic e o Monfils.

        Quanto ao Sampras, não há jogador mais perfeito do que ele. Fazia parecer o ténis um desporto fácil.

        Se quiseres um link para um dos maiores jogos de tenis da historia vê esta pérola
        brilhante! US OPEN 2001 quartos de final

        Pete Sampras – Andre Agassi 6-7 (7) 7-6 (2) 7-6 (2) 7-6 (5)

      • se não estou em erro, e alguem que me corriga por favor, este jogo agassi-sampras, foi o unico jogo da história dos grand slams integralmente jogado em tie-breaks. daí a genialidade do mesmo.

      • Pronto, ok… não seria um underdog para os da sua época… mas nunca lhe vi reconhecida a valia como outros eram, mesmo em relação ao Sampras, que era um “menino bonito”… E muito se devia ao estilo irreverente do Agassi em campo, que eu simplesmente… adorava! Não foi à toa que a minha primeira raquete era uma Donnay… Andre Agassi… roxa!!! ;)
        Agassi era “rock n’ roll” em campo, num jogo que sempre foi visto, à semelhança de outros, como sendo de elites e de “gente bem”…
        Hoje em dia não acompanho muito de ténis… mas o jogo será sempre um dos meus preferidos, junto com o futebol. A verdade é que não há um gajo antissistema que fuja ao estereotipo do jogador habitual… Se calhar, devido ao meu “mode figth & resist” estar demasiado à tona, não encontro nenhum que me puxe ao sentimento… Quem sabe não seja o João Sousa o meu próximo Agassi, ou Chang…

      • E sim, jogos, Sampras-Agassi eram qualquer coisa de soberbos… Lá está… o Sampras para mim perdia um pouco porque era uma espécie de “Ken” do Ténis, sempre muito arrumadinho… era o genro que qualquer senhora da “sociedade bem” queria… era um bocado queque… mas tinha ténis naquela raquete e naqueles pezinhos… ui, ui…
        Agassi, Chang e Sampras… jogadores do CACIFÃO!!!

      • Eh pá, ganda joga… e tudo corrido a tie-breaks!!!
        Não sei se te minto, mas creio que lá no fundo da minha memória tenho este jogo na cabeça…
        Repara que o ténis é um jogo do catano em que os pontos se acompanham sobretudo em silêncio (até onde se pode) e aquela malta a vibrar ruidosamente durante alguns pontos porque simplesmente… não dá para segurar a emoção!
        É o tal ambiente eletrizante… sente-se no ar! Até parece um jogo de bola…

      • Ricardo, a cena do modo rebelde acotneceu muito com o Mcenroe, curiosamente um jogador que nao era muito do meu agrado. Nessa altura o meu ídolo era o Ivan Lendl, frio e cerebral, os jogos entre ambos eram as maiores batalhas mentais. Mas com o tempo, venho reconhecendo cada vez mais a importancia para o jogo dos “rebeldes” Mcenroe, Connors, Agassi ou Nadal. Rebeldia num sentido mais estético do jogo. Acho importantíssima por exemplo a dimensaõ físcia que Nadal veio trazer ao jogo. Tambem nunca gostei do estilo certinho por exemplo do Stefan Edberg, mas quanto ao Sampras a história já é outra: Sampras veio trazer a perfeição e a precisão ao ténis. um exempllo: nao sendo nem de perto nem de longe o servidor mais rápido e raramente servia em potencia, tem o serviço mais perfeito da historia do ténis, porque colocava a bola onde queria. Federer “copiou-lhe” muito o estilo. Depois, nao tendo Sampras uma estampa física por ái além tinha pormenores galácticos como o smatch em suspensão: serviço, rede e smatch em suspensão. Era o estilo de jogador que pôs geraçoes a jogar ténis porque nós olhávamos para ele e pensávamos: epá se ele consegue eu tambem consigo!” :)

        Quanto à questão da rebeldia, tens um caso típico do Marat Safin, só que o problema é que às vezes essa rebeldia, esse jogar contrá os cânones do “gentlemen-sport”, vira-se conta o jogador, porque a frieza e “cinzentismo” é uma forma de ajudar à concentração e os jogadores com as emoções à flor da pele contribuem para a espetacularidade mas perdem depois em consitencia mental. vê o exemplo do Marat Safin ou do Marcelo Rios, por exemplo. Por isso, acho o caso do Nadal um paradigma interessante: é um jogador hiper-forte em termos de concentração, diria até um jogador pouco latino nesse sentido, mas depois dá uma dimensão estética e técnica ao ténis que os treinadores de míudos não gostam (não está segundo as regras básicas do jogo) mas, ao mesmo tempo, traz muitos míudos ao ténis.

        Mas,como muitos outros desportos (Fórmula 1 por exemplo) acho que o ténis perdeu um pouco o seu carisma, com a perda das grandes rivalidades, como Sampras- Agassi nos anos 70 e 80 era a rivalidade Bjorg-Mcenroe, Lendl- Mcenroe, Agfassi-Sampras ou Federer-Nadal. Mas isso não significa que esteja menos interessante. viemos uma epoca de transição no ténis e só espero que o João Sousa possa daqui a 3/4 anos fazer parte da galeria de rivalidades no ténis. ter um top10 no ténis portugues era fantástico. nao sei se joao sousa pode lá chegar mas se nao chegar ele, chegará o frederico silva e outros virão! :)

      • Agora falaste dum outro que também achava uma certa piada… o Marcelo Rios… lá está, outro underdog!
        A rebeldia a que me referia do Agassi é precisamente a que ele trazia para o campo, nada a ver com a sua atitude, que era sempre um senhor (ao contrário de outros, mais eriçados). Dou-te o exemplo das roupas… Não sei se antes dele havia quem jogasse com aquelas camisolas/calções largos e coloridos… Essa faceta mais “pop” penso que foi ele que a trouxe.. tornou o ténis mais “acessível” a aqueles que não eram “de bem” e como dizes, faz com que muitos o quisessem “imitar”…
        Realmente as rivalidades (sadias) no desporto tornam a coisa muito mais apetecível… falaste aí da formula 1… eh pá, o que eu vibrava com duelos Prost-Senna-Mansell… Nas motos… quem me dava a ver o texano Kevin Schwantz a correr como só ele sabia, dava-me tudo! O muito que ele amargou até começar a ganhar… mas dava show como mais nenhum! São estes gajos que ficam na memória… Digamos que eram os Balakovs dos seus desportos e para mim tá tudo dito! Quem são aqueles que se podem apelidar de “Balakovs”?! Pouquinhos… muito pouquinhos…

      • Converge em relação a esse dado que dás dos 5 sets em tie break tal também só era possível no US Open pois nos outros o quinto e ultimo set acaba com diferença de dois! Dai teres encontros que duram e duram e duram… atravessando dias!

      • fazemos um jogo de pares sporting-benfica, mas no jamor só aos fins de semana que eu estou para braga. e vamos lá a ver se a minha tendinite aguenta. pelo que estou a ver, voces são prós, pá! .)

      • vamos é para a nave do jamor:) não, terra batida é que é! úm sporting-benfica em pares. quem perder paga a rodada de mines!:)

        já agora, eu sou canhoto, cuidado! :)

      • Ricardo, para tu veres, eu deixei de acompanhar a formula 1 depois da morte do Senna e principalmente da saída do meu idolo, Nigel Mansell. é impressionante como eu vibrava todos os fins de semana, estava 2 horas ansioso e hoje já não acompanho. culpa da sportv mas tambem muito da falta de carsima que Villeneuve, Lauda, Senna, Prost, Mansell e Piquet, entre outros traziam.

        já agora, tenho que ver o Rush, um filme sobre a grande rivalidade entre o Lauda eo James Hunt. já não são muito do meu tempo, mas lembro-me de adorar os livros do Michel Vaillant em que eles apareciam sempre…!:=)

      • talk neste momento dos grans salms o único que não tem tie break no 5º set é o us open,( foi ai que aconteceu esse jogo do mahut com o isner que durou 3 dias e as vezes aconrtece é teres tie breaks a terminar nos 30 pontos

      • hum ok converge, então é Wimbledon que não tem tie break no 5º set?( é que sei que existe um dos torneios que isso acontece)

      • Riga como eu disse lá atrás o US open é o único Grand Slam que tem tie break no quinto set! A taça David, cujos jogos se disputam em 5 sets também, também não tem tie break no quinto.

    • Caro Converge,

      Tens uma relação com o tenis quase identica à minha. Incluindo na geografia. Apenas 3 diferenças, pouco significativas:
      . Tenho menos 5 anos.
      . Ainda tenho os dois joelhos inteiros jogo 2 a 3 vezes por semana.
      . Não tive de “emigrar” para Braga, voltei a jogar o ano passado, no Jamor, claro, e pareço um puto de 10 anos, completamente rendido a este excelente jogo!

      O teu comentario é muito certeiro e consigo identificar-me muito com as notas sobre Muster, mas sobretudo com a referencia sobre ter 70 anos e ainda jogar. Outro dia, no campo 2, muito perto do central, um jogo de pares com jovens sexagenarios, terminou abruptamente e em gritaria quando discutiam sobre um deles constantemente fazer batota sobre bolas duvidosas. Eu e o meu amigo, parceiro regular nas tenizadas, olhámos cumplices um para o outro e pensámos exactamente o mesmo: Espero bem que daqui a 30 anos possamos estar aqui aos gritos por causa de uma bola na linha, ou fora…

      Forte abraço de um sócio benfiquista, doido por tenis e que também está a explodir de alegria, mesmo sabendo que este resultado historico, pouco ou nada vai mudar no panorama de um dos meus desportos favoritos,
      PN

      • Feito! Mas no Jamor, que tem uma mistica unica. O meu adversario habitual é sportinguista e nao me dou mal!

        Alias, venham os 2! e eu tambem levo reforços! :)
        Se é para ir bem vestido levo uma encarnada dos anos 80 com patrocinio do Casino Estoril, uma maravilha! :)

        Abraço,
        PN

      • (agora no sítio certo)

        vamos é para a nave do jamor:) não, terra batida é que é! úm sporting-benfica em pares. quem perder paga a rodada de mines!:)

        já agora, eu sou canhoto, cuidado! :)

      • Jogamos em terra, claro! Então, os portugueses só sabem jogar em ter…ohh wait!
        Jamor, fim de semana, camisolas berrantes e não só.
        Mines, são no Kais ao Rio, o tasco mais ranhoso do dafundo, logo com mais mistica, em frente ao aquario, mas onde se almoça por 3,5€ e se apanha a cadela por mais uns 4 ou 5!!

      • eu diria, PN, que a unica maneira de termos um portugues no top 50 (e manter-se por lá!) é que o mesmo jogue tao bem ou melhor em court rapido, porque cada vez mais os torneios acima de 250 sao rápidos. e essa é uma vantagem que o joao sousa leva sobre os gil e companhia..

      • eh eh eh …opá talk , uma das coisam que mais prazer me dá é uma jogatana de tenis e depois uma cervejinha bem fresquinha! a cerveja é mais hidratante do que a água! :)

      • Converge,
        Claro que sim. Finalmente temos um jogador com potencial para isso. Alto, bem constituido, guerreiro e um ice-man (ver matchpoint salvo…).
        A sua vitoria foi em Hard, a sua 3a eliminatoria nos USA foi em Hard e continua a dizer que o seu territorio natural e onde treina diariamente, é terra, logo penso que podemos estar perante um futuro top 20/30 e consistentemente dentro do top 50. O proximo ano é decisivo, tem 24 anos e é sabido que o pico de um tenista, actualmente anda nos 24-30 anos, como os futebolistas, no fundo.
        E estamos tambem perante um jogador que pode vencer o torneio do nosso “bairro” que acompanho desde que nasceu. Mas bonito, bonito, era uma “facada” ali ao lado, em Barcelona! :)

      • Barcelona? Só depois de Nadal arrumar as raquetes! Ehehehe
        Converge: O problema é manter a concentração com as minis e o petisco na mente! Ehehehe.
        Mas claro que concordo que não era a mesma coisa sem petiscada depois!

      • Talk, se é para sonhar que seja em grande! :) De qq forma, o Nadal tem mais 3 anos que o Sousa, ou seja, o nosso deve terminar a carreira depois, não é por ai…
        Vão estranhar isto num fanático do Benfica e Eusébio, mas por acaso não sou grande fã de alcool depois do jogo lolol.
        Umas horas depois, venham elas!

  11. Obrigado Talk talk pelo excelente post, vê-se que sabes muito de ténis e que deves jogar bem, o teu treinador deve ser excelente!

    Vibrei ao ver o João ganhar e quando salvou o match-point com um passing impossível o momento do encontro mudou ali e nada o podia parar.

      • epa, isso já está ao nível dum guru do ténis!!
        foi um fim de semana perfeito, lampionagem empata em casa, ganhamos em braga e depois o João e o Rui fazem estas gracinhas.

        Só é pena não termos mais e melhores condições em Portugal para termos 4 ou 5 Sousas!!

      • Exacto… esão precisos alguns sousas para começarem a aparecer… berdychs e Wawrinkas… e depois alguns berdyshs para surgirem os Nadais!

      • Sim… daqui por vinte anos temos uma final em Wimbledon entre os irmaos Talk com um deles a derrotar o caçola na meia em quinto set!

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