Hoje escreves tu: Os cabrões do apito, os filhos da puta dos assobios e a cultura de exigência


«Os cabrões do apito, os filhos da puta dos assobios e a cultura de exigência», by Leão de Trafalgar

(AVISO: a seguinte mensagem contem vocabulário que poderá ofender certas sensibilidades mais susceptíveis da bancada central… ah, já vem tarde o aviso?! opá olha que se foda!…)

Ponto prévio: é um facto que o Sporting é e tem sido, dos três históricos, o mais prejudicado pela arbitragem. Não é uma questão de facciosismo. É um facto! Portanto, qualquer benefício que possamos vir a ter como consequência de erros de arbitragem fica por conta do saldo dos últimos 20/30 anos, do qual somos indiscutivelmente credores. Descomplexem-se pois os que vivem tolhidos pela culpa de marcarmos dois golos em fora de jogo… Temos crédito para isso e muito mais: golos com a mão que decidem campeonatos, expulsões injustas, adversários que deviam ter sido expulsos, grandes-penalidades contra inventadas, outras a favor que ficam por marcar… Temos apanhado com tudo isso e, provavelmente, vamos continuar a apanhar.

Mas não nos temos que esconder atrás dos infortúnios do passado. Somos muito superiores a isso. Como verdadeiros Leões, é pela audácia que deverá ser pautada a nossa actuação, e não pela pedinchice. Se jogarmos sempre para ganhar, pelo menos, por dois de diferença, a influência dos bois de negro/cabrões do apito tenderá naturalmente a não surtir efeitos práticos. Quanto mais não seja porque, para anular a nossa vantagem, estariam obrigados no mínimo a cometer dois “erros” clamorosos por jogo. Mesmo no nosso país, isso é “bandeira” a mais e o suficiente para qualquer boi de negro pensar duas vezes antes de levar o apito às beiças.

Isto para dizer que admiro muito a postura correcta e vertical com que o nosso treinador tem encarado este assunto das arbitragens. Todos têm direito a errar, como homens (ou bois…) que são. Mas antes do mais está o nosso valor e o objectivo de demonstrá-lo sem sombra de dúvidas. Espero que essa postura do nosso treinador se mantenha, assenta-lhe muito bem a sobranceria moral sobre cabrões de apitos e gente sem nível que vive de tentar influenciar os ditos cabrões. É uma postura que já hoje lhe dá uma vantagem muito mais valiosa do que qualquer influência neste ou naquele resultado: dos actuais treinadores dos três históricos, é sem dúvida o que revela mais classe, sendo também por isso fiel à imagem do Clube que representa (e ama!) e dos seus Sócios e adeptos. E em articulação — e total sintonia — com esta forma de estar, a Direcção revela por um lado respeito institucional pela classe, e por outro, sem hesitações, age em conformidade quando o Clube não é respeitado.

Dar-se ao respeito e respeitar para em troca ser respeitado (enfim, com mais probabilidade…). No que toca aos cabrões do apito, parece-me a melhor forma de actuação.

Mas como agir quando aquele sinalzinho sonoro de alta frequência que adverte: “filha-da-putice em curso!” não vem do relvado mas sim de onde menos se deveria esperar, das bancadas, dos adeptos?!? O que fazer em relação aos filhos da puta dos assobios??

O nosso treinador, com a sua já referida classe, tenta a abordagem pedagógica: “esta é a equipa que empatou com o rio ave”. Portanto, não embandeirem em arco, só porque fizemos um resultado normalíssimo frente a uns cromos com ilusões de grandeza. E, consequentemente, não venham assobiar quando a vossa auto-propulsionada expectativa ficar longe da dura realidade: que esta é a primeira época depois da pior de que há memória, que temos uma equipa que é fantástica mas que está ainda a crescer, que temos ainda em resolução graves problemas extra-futebol mas que naturalmente condicionam aquilo que é feito em campo.

Eu, numa abordagem mais “vão-se foder”, digo: os filhos da puta dos assobios, nesta fase da vida do nosso clube, têm o potencial de ser tão ou mais prejudiciais do que os cabrões do apito. O apito, na pior das hipóteses, fode-nos os três pontos daquele jogo em particular. A merda dos assobios fica lá, de um jogo para o outro, a ressoar na cabeça de todos, a condicionar a alegria com que o jogo deve e tem que ser jogado e seguido.

“Mas então agora não é suposto sermos exigentes? E não será exactamente isso que significam os nossos assobios: uma expressão da exigência máxima dirigida aos nossos jogadores?” Este é sem dúvida um ponto de vista sobre o que é “exigência”… da perspectiva de quem assentou a peidola nas almofadinhas fofas da bancada central e está à espera que lhes sirvam uma boa dose de bola, com um resultado previsível, e que no fim os deixe de sorriso nos lábios e a pensar nas larachas que vão mandar aos amigos lampiões. Esquecem-se que esta cultura de exigência, tal como enunciada pela nova Direcção, tem um pressuposto muito simples mas fundamental: antes do mais, temos que ser exigentes connosco próprios. Só então estaremos em condições de exigir a outros.

“Então mas eu tenho as quotas em dia, já comprei as gameboxes, já comprei as camisolas, até tenho acções da SAD! Não terei já ganho, ou melhor, comprado o direito de assobiar?!”

Não. Porque há um contributo que tem que ser feito e que fica para lá de todo o dinheiro que possamos ter e gastar. Há uma dívida de sofrimento que temos que honrar antes de poder exigir seja o que for. Devemo-la a quem se propôs restaurar a dignidade e a glória ao nosso grande clube. Essa dignidade e essa glória já foram nossas por direito — e serão novamente, não tenho dúvidas. Mas, entretanto, optámos por aliená-las, com o mesmo desprendimento com que alienámos o património do Clube. Consciente ou inconscientemente, mas sem dúvida no exercício dos nossos direitos como Sócios e adeptos, escolhemos de livre e espontânea vontade cair naquilo que o caro consócio José Manuel Nobre designou de “logro”. E assim permitimos que o nosso grande amor pudesse ser dominado pelas “lutas do negócio”.

Não foi o godinho, não foi o bettencas, não foi o franco, não foi o roquette. Fomos nós, e só nós!!

Queremos muito ganhar, sempre! Mas estamos preparados e sabemos que também vamos empatar, e que também vamos perder. Que vamos fazer exibições menos conseguidas. Que vamos falhar golos. Que vamos fazer passes errados. Que vamos dar grandes casas lá atrás. Só que, como disse outro consócio, vamos aguentar tudo isso, em nome do Sporting! Porque em primeiro lugar a responsabilidade é nossa se passados 20 anos o Sporting passou de temível a inconsequente. E além disso — apesar disso! — temos agora a grande sorte de poder contar com as pessoas certas no lugar certo para inverter esse rumo dos acontecimentos, para corrigir a nossa falta de visão e discernimento colectivos. Mas temos que lhes dar o tempo e o espaço que necessitam para levar a cabo essa tarefa colossal.

Portanto, sejam exigentes, comecem convosco. Por favor façam-se sócios, comprem as gameboxes e as camisolas. Vão ao estádio. Apoiem, saltem, cantem, gritem. Quando for tempo das coisas correrem mal — sendo que, tal como nos diz Eclesiastes “para tudo há um tempo debaixo dos céus”, haverá com certeza um tempo para as coisas correrem mal — nessa altura, se puderem, apoiem mais, saltem mais, cantem mais, gritem ainda mais! Senão, fiquem calados. Joguem no telemóvel, bebam uma ‘jola, comam um magnum, vão bater um papo com o Jubas… Mas por amor de Fito calem-se com a merda dos assobios!!

Se não forem capazes disso, então façam o grande favor de apanhar o 50 e sair umas paragens mais abaixo, vão ver que aí é que estão bem…

Se formos fieis aos nossos princípios — sem dúvida aquilo que mais nos distingue dos nossos rivais — seremos sempre maiores do que qualquer obstáculo, nem os cabrões do apito nos conseguirão travar. Temos o nosso caminho pela frente, há que percorre-lo, sem pressas nem ansiedades, mas deliberadamente e teimosamente. E sempre com a certeza que cada passo que damos nos leva mais próximo dos nossos objectivos e que a única coisa que temos que temer é o próprio medo.

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68 thoughts on “Hoje escreves tu: Os cabrões do apito, os filhos da puta dos assobios e a cultura de exigência

    • Concordo com quase tudo mas gostava que se acabasse com a onda de sportinguistas de merda e filhos da puta epa isso não somos nos agora gostava de ver ser criada uma onda para ajudar a equipa quando esta mais presisa numa de criar um grito de guerra do tudo ou nada talvez isso acabasse com os assobios e incentivasse mais a equipa um abraço e sl de Amsterdão

      • Repara que “filhos da puta” são os assobios. Tenho a certeza que quem assobia é capaz de muito melhor.

      • Compreendo o que dizes mas… quando de facto há Sportinguistas que são uns filhas da puta que querem que o Sporting perca, para recuperar um estatuto recentemente perdido, não os vamos apelidar de filhosdaputa porquê?

        De resto concordo com excelente artigo do Leão de Trafalgar, que é um dos cacifeiros que mais admiro, que resume muito daquilo que eu penso e sinto. Quanto ao gang do assobio, esqueçam… é uma forma de viver as coisas, que se reflecte até noutros sectores da sociedade, e que eu temo bem que seja muito complicado de resolver.

  1. Raramente comento por aqui mas ao ler este texto tenho que te agradecer pelas palavras, é mesmo isto tudo que acabaste de escrever…tenhamos fé e façamos a nossa parte e não há medo que nos faça parar de atingir os nossos objectivos.

    Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!

    SL

  2. Caralho, uma coisa que me irrita é irmos na conversa dos lampiões. Dois golos em fora de jogo onde? Marcámos um golo em fora de jogo, contra o Olhanense. Contra o Benfica marcámos um golo LEGAL, cuja jogada começou com um fora de jogo que não foi assinalado, o que é bem diferente. Assim como o golo do benfica nasceu de um lançamento lateral mal efectuado, que deveria ter sido mandado repetir.

    • Deixa la isso….
      Se tudo correr bem, esses foras de jogo serão muitas vezes cuspidos, mastigados e engolidos…por vários paneleiros… Mas contarão lá dentro.
      Só espero que o monti se várias adaptando,pois já lhos começam a marcar, esses foras de jogo.

      • Obrigado por postares.
        Os teus posts são importantes pois relembram um tempo nada distante em que arrastaram o leao pela lama.
        O facto de vires cá comentar só atesta a grandeza deste clube , a qual se está novamente a fazer notar bem como a pequenez do teu.

        Volta sempre.
        Um pinheiro no teu cú.

        Agradeço antecipadamente quaisquer ofertas de fornicares quer a minha mulher quer a minha filha, só demonstra o prazer que há em ser subserviente ao leão bem como aos seus.
        De qqr modo por várias razões declino já a oferta em nome da mulher pois, as habituadas a sportinguistas gostam de serem bem fodidas
        Escusas tb de te referir a qqr sportinguista como filho da puta, pois o facto de ser sportinguista automaticamente exclui essa característica, pois a mesma foi requisitada pelo vosso capitão

      • Ah, pelo conhecimento, precioso sobre o goucha, imagino que o teu pilar da comunicação é essa instituição de entretenimento correio da manhã

  3. Subscrevo! os assobios dos “sportenguenses” é 1000 vezes pior que os apitos dourados dos bois pretos. o exemplo mais acabado é o Patrício – não tivesse ele aos 20 anos o estofo mental que já tinha… e tinham certos merdas arruinado a carreira do melhor guarda-redes pós-Damas!

  4. Em Braga, em Coimbra e em Faro não se ouviram assobios Sportinguistas á nossa equipa.
    Alvalade talvez seja mais “pertinho” para os assobiadores profissionais. Não penso que sejam muitos, mas são os suficientes para realçar negativamente, a soberba acústica de Alvalade.
    Temos perdido muitos, imensos, vastíssimos pontos em Alvalade nos últimos anos…
    Não sou contra os assobios no fim do jogo, se tal hora e meia, tenha mostrado bastante falta de empenho, mas….tal como o Leão de Trafalgar realçou há uns posts atrás, ele no fim do jogo contra o Rio Ave, resolveu aplaudir de pé, a Equipa, motivado pelo passado recente da mesma.
    Eu se tivesse ido ao jogo, não sei se teria tal gesto, já o tive em outras ocasiões…sim, aplaudiria a equipa, pelos mesmos motivos, porque se vou a Alvalade, é porque quero, a emoção move-me para ir, deixo o calculismo e a memória selectiva dentro do carro.
    No presente, está-se a CRIAR uma FASE que se quer POSITIVA.
    Os assobiadores dos 10′, dos 20′ e dos 5′ são uma minoria. A emoção e a adrenalina que nos “rege” é brutal. Acumulámos tantos dissabores nestes últimos anos, mas continuamos a acreditar.
    Esta é mais uma fase da História do Clube, “estamos aí prás curvas”…

    Os putos que assobiam, serão lembrados apenas como…os putos que assobiam.

    A nossa força é brutal!

    Ninguém está a dormir na estrutura do Clube.
    Temos que nos recordar, especialmente nesta 1ª fase, de como estava o Clube, de como estavam construídas as bases administrativas e desportivas do Sporting…

    A 1ª derrota aparecerá, talvez virá uma 2ª logo a seguir….e então !?

    Deixamos cair o nosso Amor á 1ª ou á 2ª ?!

    Alguma vez?!

    Se até hoje, nunca aconteceu, porque raio, acontecerá no futuro ?

  5. inteiramente de acordo com o post.
    Só acrescento que muitas vezes os treinadores, das equipas que nos visitam para conquistar o pontinho, admitem que basta aguentar do início do jogo até começarem os assobios e a partir daí fica tudo mais fácil…
    Talk about shooting yourself in the foot

      • E que tál começar o estádio TODO sem excepção a aplaudir de pé… quando eles estiverem a jogar menos bem?!!!

        E guardarem TODOS os assobio para a outra equipa… cada vez que queima tempo ou anda a engonhar?!!

  6. Oh pá é simples ganhem os jogos, joguem à bola e caguem nos assobios- próprios das sociedades democráticas, que os fascistas sempre temem. Não percebo a razão de ser do post, quem assobia assobia, quem aplaude aplaude, porra isso é DEMOCRACIA. Desculpem que vos diga mas o bandido do Godinho é que tinha este tipo de discurso diabolizador dos sportinguistas, dividindo-os em duas classes, os que apoiam e os que assobiam, e completamente odioso. Tipo há uns bons e os maus sportinguistas, presumindo-se que os bons apoiam, os maus assobiam. Fomos nós os adeptos que ora aplaudem ora assobiam, mas que não somos mentecaptos que andam atrás do que o primeiro bandalho fascista lhes diz que acabámos com o regime do roquettismo, se fosse pelas claques que apoiam tudo acéfalamente, o clube teria morrido por entre estrondosas salvas de palmas. Ah mas nessa altura os que agora se queixam dos assobios( não os das claques porque esses não usam a cabeça para pensar), assobiaram e muito- e ainda bem caraças!

  7. Total off-topic…

    Muito me ri ontem quando passei pelo jogo do porto no momento de um livre perigoso a seu favor… Então foi assim:

    “Quintero… vai bater…. … … GOOOOOLOOOOOO!!!!… AHHHHHAHHHH… Que perigo!”

    Comparar isto com o relato do golo do Montero em Braga só nos pode fazer rir!!!

    Z

    • o Pedro sousa tem um estilo de narração na TV que é um estilo rádio em que ele narra o jogo de forma semelhante como se o fizesse na radio( já o Fernando Correia, quando a época passada narrava os jogos fazia da mesma forma).

      são formas dos jornalistas narrarem os jogos, cada um tem a sua maneira e estilo

      • Claro… cada um tem… Estou ansioso por vê-lo num jogo do Sporting para poder comparar o “estilo”…

        Há sempre uma explicação para tudo. Fiquei mais descansado…

        Z

      • o Pedro Sousa é sportinguista nunca escondeu isso, e ele já fez o mesmo nos jogos do Sporting, alias quando ele estava na RR, era ele que relatava os jogos do Sporting em Alvalade.

    • às vezes imagino que os comentadores têm 3 ou 4 elementos afectos ao FCP dentro da cabina, a afagar tacos de basebol enquanto exibem um sorriso encorajador… é a única explicação possível para tal entusiasmo…
      nem acho este comportamento assim tão inverosímil, quem sustenta que é só 6 meses mais velho que Liverpool FC, sem corar de vergonha, é capaz de tudo…

    • Z, neste casto estás a ser injusto. Ouve o relato RR do golo do Caneira ao Inter. Brutal.

      “Abel dá para Tonel… Tonel varia na frente para Caneira, vai pelas costa do adversário, joga bem Caneira, vem para a zona central, ATIRAAAAAAAAAAAAAAA… GOLOOOOOO JÁ ESTÁAAA! GOLOOO! JÁ ESTÁÁÁÁ!!”

      É, eu sei de cor…

      • Eu não sabia que fez ou deixou de fazer o relato… A questão está a ser vista ao contrário… A leitura a fazer é que na televisão são raros os comentadores Sportinguistas a fazer os jogos do nosso clube…

        Z

      • Sim, mas desde que há comentadores decentes na TV (considerando o Fernando Correia um comentador decente) o Sporting não tem estado nessas andanças…

        Quem nos dera ter tido o Pedro Sousa na caminhada para a meia-final da Liga Europa.

      • e Z os comentadores não têm de ser Sportinguistas, quando estão a narrar jogos têm de ser é profissionais e colocar o clubismo de lado

        alias quando se vê comentários como o teu a dizer que x é portista, mas depois ves adeptos portistas a criticar o mesmo jornalista a dizer que ele é benfiquista e um benfiquista a dizer que ele é sportinguista, é bom sinal, no mundo do jornalismo significa que fez um bom trabalho, até porque quando se está em trabalho não existem clubismos, embora normalmente nas competições europeias estiquem um pouco a coisa para o lado dos clubes portugueses.

      • A não ser que os outros adeptos sejam apenas estúpidos. Como os lampiões são ao queixarem-se dos comentadores de futsal.

        O Catita é inenarrável.

    • Zando, percebi perfeitamente onde queres chegar, e subscrevo, espero que isso te reconforte porque não, NAAAÃAO vou entrar em discussões que já foram enviesadas de forma absurda.

  8. não percebo o problema dos assobios……..se forem feitos no final do jogo, caso a equipa mereça por não mostrar atitude, porque podem perder, ou empatar os jogos, mas pelos menos esforçaram-se para tentar ganhar.

    durante o jogo, é simplesmente ignorância, por não muitas vezes confundirem apatia com gestão de jogo.

    de resto porque não repetir aquele ambiente do jogo com a Lazio há 2 ou 3 épocas atras? em que a partir do momento em que ficamos com 10, o assobiar o adversário perturbou-o em contraste com o apoio frenético sempre a equipa tinha a bola ou ganhava um lance a motivava.

  9. Muito se fala de alguns assobios em Alvalade no jogo contra o Rio Ave. Se são ou não são legítimos, cada um terá a sua opinião.

    O que é certo é que em Alvalade se assobia a atitude, nunca o resultado. Os adeptos estão sempre com a equipa, desde que os jogadores suem a camisola e deixem tudo em campo.

    Isso não é o que se passa noutros estádios. Não foi o que se passou ontem, no dragão.

    Quando cheguei a casa, já o Porto ganhava, ouvi o comentador dizer: “os adeptos e a equipa estão sincronizados. O Porto entrou bem e os Portistas vieram para apoiar e ainda não pararam de cantar.”

    Mais tarde percebeu-se que o comentador tinha, afinal, cometido uma gaffe. Os adeptos do Porto não foram ao estádio para apoiar. Nunca vão. Foram para ganhar. Se tudo lhes correr de feição, aplaudem, saltam e entoam cânticos que imitam das claques Sportinguistas.

    Caso contrário, assobiam. Como ontem. Porque depois de cantarem enquanto estavam na frente do marcador, com a derrota, ofereceram à equipa uma sonora assobiadela.

    Se os Sportinguistas fossem adeptos da vitória hoje, provavelmente, o clube já não existia. E o Porto não vai ganhar para sempre…

  10. Grande texto!

    Assobiar em Alvalade só o boi preto e os jogadores da equipa adversária. São eles os nossos inimigos. São eles que precisam de ficar nervosos.

    E quando alguns assobiarem os nossos, responderemos com palmas. Estou certo que a proporção será altamente desfasada.

  11. Só li a primeira frase ainda: “… vocabulário que poderá ofender certas sensibilidades mais susceptíveis da bancada central..”

    Isto é “xenofobismo”, podias ter evitado escrever bancada central. “… ofender certas sensibilidades mais susceptíveis…” chegava perfeitamente. :-)

    Mais tarde comento o resto…

    SL

    • Pouco a dizer sobre o texto, concordo contigo em quase tudo, excepto em parte da frase inicial como referi em cima.

      Mas acho que ao dizermos que já beneficiamos de 2/3 golos em fora de jogo é descontextualizar as situações em que aconteceram. Dois deles foram em situações milimétricas, em que um até não é um fora de jogo directo (benfica) , mas sim o início de uma jogada, e este lance é o unico que poderia ter afectado o resultado final; mas se pensarmos que o golo do benfica é no seguimento de uma falta marcada que não era falta, podemos considerar que uma situação anula a outra. O segundo caso não influenciou minimamente o resultado. Quanto a terceiro caso, que nem referes e que foi considerado pela generalidade dos comentadores como uma situação legal também entra na contabilidade dos detractores.

      Isto tudo para dizer que se analisarmos bem as situações o Sporting ainda não teve um benefício real dos “senhores de preto”.

      Quanto ao assunto central do post, se alguém quer assobiar está no seu direito, e o dever de quem não gosta é fazer precisamente o contrário e tentar calá-los/abafá-los de todas as formas possíveis.

      SL

  12. O texto está brutalíssimo. Começo a minha opinião dando-te desde já os meus parabéns.
    Não concordo com um porradão de coisas, concordo com outras mas acima de tudo compreendo o teu ponto de vista. E isso sim é o que interessa. Passaste a tua mensagem na perfeição. E sim, é um ponto de vista (bastante) valido.
    Aproveito a oportunidade para, e certamente saberás isto com tantos ou mais exemplos de jogos passados, que a ‘cultura do assobio’ não é uma cultura que se tenha enraizado numa bancada em particular, tal como, e convém deixar isto bem claro, não só das superiores se faz o apoio à equipa.
    Nem todos os que assobiam tem razão, muitos deles não tem razão absolutamente nenhuma, mas eu, ou melhor nós, como ‘fanáticos’ desta causa que tem tanto de inconsciente, como podemos nós julgar a razão do quer que seja?
    Agora podíamos era falar do descontentamento, do demonstrar descontentamento, do querer mais, do sentir que somos capazes de ir mais além.
    Podíamos, mas não vou conseguir acrescentar nada ao que o nosso presidente e o nosso treinador comunicaram na altura.
    Eles, disseram tudo. Eles viveram tudo, tal como nós adeptos. E tal como nós, eles também ficaram desagradados com a exibição da equipa frente ao Rio Ave.
    Mas agora vem o setúbal. Alvalade está unida, está forte, está com a equipa, como sempre esteve. E torno a dizer, Alvalade, é , sem sombra de duvidas, o campo mais justo em Portugal.
    Ninguém premeia o esforço, a dedicação e a devoção como nós premiamos. Ninguém acredita mais no seu símbolo do que nós.
    E o assobio faz falta. Tal como faz falta o mais enervado que grita pelo nome para algum jogador em particular, como faz falta o velhote que sabe onde o arbitro trabalha em part-time, ou o puto mais novo que em vez do jogo se dedica a tentar descobrir o Jubas nas bancadas. Mais que não seja para virar atenções e nervosismos.. Somos todos nós, com as nossas diferenças, que fazemos do Sporting um clube diferente. Não é do Sporting quem quer.

    • Sim, nasce-se Sporting. Não tenho a mínima dúvida.
      A maioria dos clubes grandes, sobretudo os c/ história e q não se fizeram à custa apenas da história relativamente recente de milionários a fazerem lavagem de dinheiro através da indústria do futebol, esses clubes históricos, dizia eu, representam todos algo, aqui em Portugal e no resto do Mundo (Reino-Unido, Argentina, Espanha, etc).
      O SCP, c/ o seu ecletismo, olimpismo, aposta na formação, luta contra o sistema pela verdade desportiva e fair-play, por tudo o q é nobre no desporto, etc, etc é sem dúvida um dos clubes no Mundo inteiro cuja base de valores é mais sólida, pelo menos é a minha opinião.

      Por isso adoro o Sporting. Por isso tantos Sportinguistas gostam de clubes como o Liverpool ou o Celtic, mais recentemente o B.Dortmund, etc.
      É inegável: Os clubes históricos têm uma identidade! E os adeptos de futebol q se identificam a 100% c/ a identidade de um clube, como é o meu caso c/ o Sporting, serão sempre fiéis a esse clube idependentemente das contigências de bolas na barra ou erros de arbitragem mais ou menos inocentes.

      Por isso: “SPORTING TU NUNCA VAIS ACABAR”!

      A força q a identidade tão vincada do nosso clube lhe tráz há muito q foi entendida pelo PdC, q pode ter muitos defeitos mas não é burro e percebe mais disto a dormir q nós todos juntos acordados. Daí a constante preocupação c/ o Sporting mesmo qd o nosso clube não está na sua máxima força como tem sido o caso nos últimos anos.
      É q mesmo a meio-gás “A NOSSA FORÇA É BRUTAL”!

      Costumamos dizer q o SPORTING SOMOS NÓS!, mas normalmente esquecemo-nos q nós somos Sporting porque partilhamos a mesma identidade, os mesmos valores. Quando de há 6 meses p/ cá dizemos q o “SPORTING É NOSSO OUTRA VEZ”, no fundo o q estamos a dizer é q o Sporting re-adoptou os nossos valores, ou seja recuperou a sua identidade. Nós recuperamos a identidade q nos une em torno do Sporting. E meus amigos, sem identidade não somos nada e por isso a nossa identidade não tem preço!

      BdC é um dos nossos pq sente isto! Porque perante as negociações mais difíceis q se podem imaginar com os credores do Sporting recusou vender a identidade do clube. Aceitou cortar, e bem, o secundário mas manteve intacta a alma do clube.

      Muitos de nós talvez não percebam isto mas sentem-no. Sentem que o Sporting está vivo, sentem um enorme orgulho no clube actual porque no fundo sentem q o clube é de novo fiel aos seus valores, aos nossos valores.

      É o clube q nos escolhe qd nós escolhemos a sua identidade, e partilhamos os seus valores. Por isso nasce-se Sporting! E como é impossível não sermos fiéis à nossa própria identidade e ao q de mais puro há dentro de nós, dizemos:

      SPORTING SEMPRE!!!

  13. Excelente post. Quando ouço sócios do Sporting queixarem-se do estado em que o clube ficou após anos de roquettismo, quando eles próprios votaram para que isso acontecesse, não posso deixar de pensar na esmagadora maioria dos portugueses que, ou se abstêem quando há eleições ou votam nos partidos que nos levaram a este estado.

    A exigência começa connosco próprios!

  14. Parabéns por esta demonstração do que é ser Sportinguista.
    Não é ser otário, não é ser pouco exigente ou mero sofredor, é ter um orgulho inexplicável por ser do Sporting, e uma paixão brutal, que nenhuma derrota ou época catastrófica consegue diminuir.
    Vi o Sporting ser campeão pela 1a vez tinha 18 anos, tal como muitos de vocês. Antes disso, o máximo que tinha visto fora uma Taça de Portugal (ao vivo) ganha ao Maritimo em 95, e a Supertaça ganha ao Porto, no Parque dos Principes, em Paris.
    Muito pouco para 18 anos, dirão muitos. Momentos únicos e inesqueciveis na minha vida, digo eu!
    Ser do Sporting e ir a Alvalade é algo mágico e apaixonante, que só um verdadeiro sportinguista (e há muitos,mesmo muitos) pode “tentar” descrever.
    Nunca assobiei uma unica vez na vida um jogador do Sporting,nunca! Por menos qualidade que pudesse ter.
    O nosso clube e a nossa camisola não são para assobiar… jogamos mal,perdemos,mais uma desilusão??? Lá estarei no proximo jogo,na próxima epóca, a apoiar o máximo que puder o clube do meu coração.
    SL

  15. Leão de Trafalgar,

    Foi lendo o post com um sorriso, porque estava a concordar com tudo o que estava a ser dito, até ao momento que disseste bosta… (estou a evitar usar outra expressão)

    Concordo em pleno com o que foi dito sobre os assobios, e que não venham com a treta da democracia. Não há qualquer justificação para nos momentos em que o jogo está a correr mal à equipa, ajudar a enterrar ainda mais a situação. Assobiar num jogo que esteja a correr mal é contribuir para o problema, e penso que todos os sportinguistas deveriam ambicionar fazer parte da solução. No limite, se o assobio é assim tão inevitável e incontrolável, que o façam depois do apito final. Nunca durante o jogo…

    Dito isto, outra coisa que me irrita é essa mania que os verdadeiros sportinguistas estão na curva. Que os sportiguistas da bancada central são a malta do croquete, ou, como dizes, é “(…) quem assentou a peidola nas almofadinhas fofas da bancada central e está à espera que lhes sirvam uma boa dose de bola, com um resultado previsível, e que no fim os deixe de sorriso nos lábios e a pensar nas larachas que vão mandar aos amigos lampiões.”

    Que quem está a curva tem o seu mérito, que verdadeiramente apoiam a equipa, e que o sporting e os sportinguistas muito devem às claques pelo seu apoio, é inconstestável (fica aqui a minha vénia a quem apoia incondicionamente a equipa, muitas vezes à chuva, nos jogos fora, com o custo que essa entrega tem para as suas vidas, seja financeriamente ou na ausência de tempo com a familia). Agora, sentimentos de superioridade face a quem se senta noutras bancadas, muito errado…

    O estádio é grande, cabem lá muitos (tipos) de sportinguistas… Não vale a pena querer separar o que deve ser unido.

    PS: Vale a pena lembrar, que o nosso Presidente que tem feito um excelente trabalho a vários níveis, entre os quais, na união dos sportinguistas e a dar algumas lições de sportinguismo a muito boa gente, sempre se sentou na central… e depois? E depois nada, é uma cadeira como as outras…

  16. Linguagem um bocadinho pesada e exagerada (em algumas partes do texto) mas…a mensagem contida tem muita importância!!!
    No meu caso espero NUNCA ASSOBIAR a nossa equipa mas também compreendo aqueles que o fazem no fim do jogo. Por exemplo no Sporting vs marítimo a época passada fiz um esforço enorme para ir ver o jogo e depois foi o que se viu…compreendo que outras pessoas exteriorizem a sua indignação!!!
    Ps: Era escusado falares em bancadas específicas!!!

    • Obrigado pelo comentário.

      Sobre bancadas, e respondendo também a outros comentários, tenho a dizer que, por norma, quando vou ao estádio sento-me na bancada central. Portanto sei perfeitamente que o simples facto de alguém se sentar nesta ou naquela bancada não faz dessa pessoa um bom ou mau Sportinguista.

      Mas também sei, porque estou lá a assistir, que há Sportinguistas na central que assumem a atitude de exigência desproporcionada que tentei caricaturar. Talvez porque pagaram não sei quantos mil euros há não sei quantos anos para ter o nome escrito num papelinho debaixo do “assenta-peidolas”. Como se isso lhes desse direito a alguma coisa.

      Não é normal passar um jogo, por exemplo vs. rio ave, a ouvir: “não gosto do André Martins”, “este Carrillo é sempre a mesma coisa”, “hoje o Adrien não dá uma para a caixa”, “ai que isto vai pelo mesmo caminho do ano passado”… Ainda na 1ª parte!, praticamente desde que se sentam e depois com 1-0 no resultado. Para já não falar, outra vez, da merda dos assobios…

      Tenho a certeza que a carapuça servirá a muita gente na central, porque estou lá a vê-los (e ouvi-los). Mas provavelmente também servirá a outros, noutras bancadas, infelizmente. Mas a atitude de “sou dono desta merda, entretenham-me caralho!” atrevo-me a dizer que é exclusiva da central.

      Sobre os assobios, acho que já deu para entender que não concordo, seja em que circunstância for. Assobiar para mim é sempre uma atitude de pura estupidez. E não digo isso este ano por ser este o Presidente. Sempre me meteu nojo. Assobiem os presidentes à vontade, mas quem vestir o manto sagrado será sempre perfeito e merecerá sempre o nosso apoio, ou quando muito o nosso silêncio, que por si só será com certeza esclarecedor.

  17. A solução para acabar com os assobios à equipa vindos da bancada é muito simples, basta que sempre que alguém começar a assobiar a equipa ou algum jogador, que todos os que estão à volta se levantem a puxar pela equipa gritando Sporting bem alto para abafar esses ruidinhos vindos frustrados que vão ao estádio com a postura como se estivessem em casa.
    Se somos sportinguistas e queremos que a nossa equipa vença, devemos ter uma postura activa motivando os nossos jogadores, criando-lhes estímulos positivos, e ao mesmo tempo assobiar, apupar, quando a equipa adversária (Quer seja o Barcelona ou o Cascalheira) tem a bola para os inibir de jogar o seu normal. Os bois pretos também devem ter sempre os abanos quentinhos, para mostrarmos que estamos atentos.

  18. Boa tarde a todos os cacifeiros:
    A propósito da bancada central…
    Talvez não seja ‘bonito’ referir especificamente os sportinguistas da bancada central, mas o que é facto é que os assobios vêm de lá.
    Todos assobiam, claro que não, mas vamos ser sinceros, ás vezes o ambiente chega a ser desesperante. Eu sei o que digo dado que muitas vezes vou para a bancada central. E ,acreditem ,não é bom.

  19. Primeiro foi a Madalena, depois foi o CACIQUE DO CACIFO, agora foi a vez do Leão de Trafalgar a carregar sobre alguma escumalha.

    HUM, HAN, HUM, HAN, HUM, HAN, HUM, HAN, TOMA, TOMA, TOMA, TOMA, TOMA, TOMA, TOMA, FDXXXXXXXXXXXXXXXXX, VIOLENTA PIRILADA.

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