As caldeiradas do costume

Digamos que me estou completamente nas tintas para se o presidente da AF de Lisboa leva, ou deixa de levar, nas trombas. Para mim, ficou apresentado depois disto. Seja como for, estou muito curioso para ver como é que os srs que dirigem o nosso futebol vão resolver as acusações de agressão, física e verbal, de que são alvo Pinto da Costa e sus muchachos, incluindo, claro, aquele merdas do Caldeira que, felizmente, deu o mote para que cortássemos relações com este clube de corruptos.

p.s. – também estou curioso para saber o que acontece a Jesus, depois de se ter armado em street fighter. Diz que, a nível desportivo, o castigo seria no mínimo de sete meses, mas quase aposto que isso se resolve com uns dias em casa por altura do Natal.

Hipocrisias

Começo por deixar algo que fica para a posteridade: espero nunca ter que ver Jorge Jesus como treinador do Sporting. Aborrecem-me pessoas com pouca personalidade e, a julgar pelo que vou vendo e ouvindo, Jesus já aprendeu que neste futebol português vale de tudo. O homem que, enquanto treinador do Braga, apontava o dedo ao sistema, é hoje o homem que, depois do «limpinho, limpinho», choraminga favores e que, depois de ter tido que engolir Cardozo, volta a ficar célebre por se envolver em cenas lamentáveis no final de um jogo (eu percebo que ele queira que os lampiões gostem dele, mas tudo tem limites).

Mas Jesus é um homem feliz, pois os seus lamentos foram ouvidos. Não é de hoje que se sabe que há várias formas de influenciar um jogo. O amordaçar de uma equipa com cartões amarelos é uma delas. Que o diga o Guimarães, ontem, que se viu reduzido a dez fruto desse critério apertadinho do árbitro (ao contrário da largueza de outros), e que não só perde o jogo às três pancadas como ainda fica com um jogador castigado para, imagine-se, a visita ao Dragão.

É, é verdade, o jovem Fonseca veio queixar-se e, arregalem os olhos, até disse que o Sporting tinha sido prejudicado no dia anterior. Ora, para além de eu querer que o jovem Fonseca vá levar no sítio onde levam algumas das amigas do seu presidente, aproveito para dizer-lhe que, curiosamente, o seu fcporto tem apanhado equipas com jogadores castigados. É coincidência, claro, tal como o é o surgimento de um penalti ou de uma decisão salvadora sempre que a vitória está mais tremida. Ontem, caro Fonseca, antes do penalti que, efectivamente não foi, Otamendi devia ter sido expulso. E, já agora, não me parece que o segundo golo seja fora de jogo.

No meio desta salganhada, há quem vá cantando e rindo. Caladinho, o Braga foi escolhido como o moço de recados neste arranque de campeonato. Jogava com os adversários que, de seguida, apanhavam o fcporto. Expulsões, decisões manhosa, com a cereja no topo do bolo a ser servida neste fim-de-semana, com um penalti claro a ficar por marcar, a favor do Arouca. Arouca que, e a maldita conjugação dos astros tem muito que se lhe diga, é treinado por Pedro Emanuel. Agora, imaginem o que o bom do Pedro não diria se este lance tivesse acontecido num jogo frente ao Sporting. Alguém o viu espumar?

Espumar espumámos nós, no sábado, e peço desculpa pelo meu português: endereço um sentido «vai pró caralho!» a todo o Sportinguista que me vier dizer que, como jogámos mal, não devemos falar da arbitragem. Mas que merda é esta, foda-se?!? Então só se marcam penaltis quando uma equipa está a jogar bem?!? Foi penalti e tínhamos uma enorme oportunidade de fazer o 2-1. Ponto.
Ao meu português de há pouco, acrescento um «foda-se!», dirigido aos Sportinguistas que ainda me digam que não podemos falar muito porque já tivemos dois golos em fora de jogo. Ponto um, achar que se foi favorecido no jogo contra o benfica é patético. Entre a não expulsão do maxi e o golo do ic que nasce de uma falta inexistentes, escolham vocês o resto de asneiras do trio de arbitragem.
Ponto dois, sim, o golo em Faro foi em fora-de-jogo e desbloqueou o jogo. Mas isso significa o quê? Que temos que ser prejudicados para compensar? É que, se assim for, isso são excelentes notícias: neste deve e neste haver de arbitragens, vamos ser compensados nos próximos dez campeonatos pela vergonha que têm sido estas três últimas décadas (a propósito, o tal ronny da mão que nos lixou um título faz parte do plantel do rio ave).

Leonardo Jardim acabou por resumir tudo numa frase: «É uma hipocrisia os três grandes falarem de arbitragem quando são os mais beneficiados».
O que Leonardo Jardim depressa vai aprender, é que maior hipocrisia do que essa só a de fazer crer que o Sporting é menos prejudicados dos que os outros dois. Maior hipocrisia do que essa, só a de não querer ver que ao Sporting  não basta jogar melhor do que o adversário. Tem que jogar muito melhor. Porque, imagine-se, até alguns dos seus adeptos acham que um árbitro não marcar um penalti escandaloso, é castigo merecido quando se está a jogar mal.

xistra

A merda do nosso futebol

Decidi ver o início da segunda parte do jogo do Sporting B.
Depois de dois lances para penalti, na área portimonense, o árbitro inventa um penalti contra o Sporting. E expulsa o Esgaio, por segundo amarelo.
Tudo normal se… tudo normal de esta foto não mostrasse, imagine-se, o presidente do Portimonense a assistir ao jogo do Porto B vs Moreirense, como braço direito do rei bufas.

É contra esta merda que lutamos. Diariamente!
O Sporting precisa de nós!

merda

Já que vai ser um dos assuntos do dia…

… vale mais despachá-lo logo de manhã.
Diz que o Sambú e o Cassamá decidiram tentar ter uma carreira como o Castro e o Ivanildo.
Diz que o Diogo Viana encolheu os ombros.
Diz que o Baldé disse adeus à casa onde dava de comer aos gaiatos que traz da Guiné.
Diz que o copo continua meio cheio. E que sábado estou em Alvalade.

O polvo e a impunidade

Leonardo Jardim passou a mensagem e, ao que parece, só alguns quiseram entendê-la na plenitude: o nosso treinador não criticou a ida de jogadores às selecções; criticou, isso sim, o facto de terem sido convocados para não saírem do banco. E essa é uma questão que já tinha sido levantada aqui no Cacifo: quem é que beneficiou com a não utilização de Adrien e André Martins, ainda para mais tendo em conta que um dos jogos era amigável?

A isto chama-se sistema, que eu gosto mais de chamar polvo (mais não seja por ter crescido a ver uma belíssima série com o mesmo nome), e que vai fazendo das suas por todo o lado onde os tentáculos chegam (no caso da selecção, basta recordar a não convocatória de Moutinho para o mundial).

Mas o polvo mexeu-se mais esta semana. Tanto, que acabou por deixar a descoberto a careca escorregadia. Primeiro, tivemos Vítor Pereira, ex-treinador do fcp, a dar uma entrevista onde, para lá de se ter feito ao lugar de treinado do benfica, deixou a descoberto a forma como se vai controlando a nossa primeira liga:  «Agora já posso dizer que, quando o FC Porto me pediu para eu ir para lá como adjunto tinha tudo acertado para ser treinador do Paços de Ferreira. Sabia que dali ia para uma equipa maior, um SC Braga, talvez, e chegaria a um dos grandes como o FC Porto».

Não falou de jogadores emprestados, é verdade, nem do facto do fcp jogar consecutivamente com equipas que defrontam os seus principais adversários (e que ficam como beneficiados das expulsões que, regra geral, ocorrem, mas que basta ver quem apanha o Gil depois de uma expulsão para perceber), mas Vítor Pereira confirmou toda esta táctica da escadinha que é utilizada ao tempo. Este ano o Arouca, com Pedro Emanuel, juntou-se aos clássicos braga, nacional, rio ave ou paços de ferreira, parecendo terem ficado fora da roda académica e guimarães.

Mas há mais, neste caso a forma como se fazem negociatas lá para cima. Deparei-me com um óptimo post, na Tasca do Canto, onde são revelados os números de contorcionismo associados às contratações de Mangala e Defour. É clicar aqui e seguir com atenção o trabalho que, por cá, nem cmvm nem jornalistas parecem querer fazer.

Fight & resist? Sim! Luta e resiste, Sporting! (e podes contar connosco)