Mexericos

Boek emprestado, com Cássio a chegar a custo zero para morder os calcanhares a Patrício. O Cássio é bom guarda-redes. Ponto. E, depois do que vi no Guadiana, o Boek é capaz de precisar de desenferrujar durante uma época. Só continua a levantar-me dúvidas o que se perde em termos de balneário e o número de anos que serão propostos a Cássio.

Labyad a treinar com a equipa B (que luxo, o gajo mais bem pago do plantel às ordens de Abel), Nuno Reis, Salomão e André Santos a treinar com a equipa principal. A propósito; renovar com o Salomão? Para quê?

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Eu é que jogo no lugar do Elias!

A frase poderá passar pela cabeça de André Santos, de Pereirinha e de Matías Fernandez. E passaria, seguramente, pela cabeça de Luis Aguiar, estivesse ele a, pelo menos, 70%. Mas o mais importante é saber o que passará pela cabeça de Domingos.

Para mim, Pereirinha não tem intensidade para o lugar, ainda por cima tendo que substituir um dos mais rotativos da equipa. O jogo de Zurique foi claro exemplo disso. Sobram André Santos e Matías e, caso fosse eu a optar, começava o jogo com o chileno. Está com pouco ritmo, é verdade. Não dos gajos que mais pressiona, pois que também é verdade. É fraco no choque, é sim senhor. Mas está aqui a oportunidade de entregar-lhe um papel semelhante ao que desempenha (e tão bem que o faz), na selecção, tendo oportunidade de partir mais atrasado, e com mais tempo para pensar, para encarar os médios defensivos e defesas contrários de frente.
Schaars e Rinaudo vão ter que pedalar ainda mais, até porque o meio-campo da Lázio tem valor inquestionável, mas Matías poderá dar aquele toque de magia que faz a diferença.

p.s. – quanto à situação de Rodriguez, cheira-me que a resolução do problema passa por ir buscar outro central, na reabertura de mercado. Até porque, parece-me, dos quatro que temos é o único talhado para jogar à esquerda.

Ponto de situação

Ainda não tinha tido oportunidade de despedir-me, condignamente, de Hélder Postiga e de Yannick Djaló. Nem de, fechado o mercado, comentar a forma como a dupla Freitas/Duque abordou o mesmo. Vamos por partes.

Não pude deixar de achar cómica, a reação de alguns Sportinguistas à saída de Postiga e de Djaló, lamentando a sua venda e considerando que perdemos dois bons jogadores.
De Postiga, só tenho a dizer o seguinte: marcou 12 golos em quatro épocas, uma média miserável. Aliás, contabilizando o número de minutos jogados, consegue ter uma média pior do que Purovic, do que Rodrigo Bonifácio Tiuí e do que… Koke. Estou-me completamente a cagar para o facto do gajo se julgar a “Paula Rego das quatro linhas”. Quero golos. Ele é avançado e não os marca (e ainda impede os colegas de fazê-lo). Põe-te nas putas que já vais tarde!
Quanto a Yannick, teve mais do que oportunidades para provar que era jogador para o Sporting. Como avançado, consegue disfarçar as suas deficiências técnicas com alguns golos, mas podemos ter num plantel um jogador que, em dez bolas, domina duas à primeira? Que como extremo não sabe ir à linha e cruzar? Ou partir para cima do adversário e fazer a diferença num 1×1? Não, não é jogador para o Sporting e não vamos tratá-lo como coitadinho só porque é oriundo da nossa formação. Nem vamos fazer dele um menino bem comportado, quando várias vezes o vimos não festejar golos porque estava amuado por terem gozado com o seu novo penteado. Ah, e muito menos vamos manter um jogador que nos dá motivos para aplaudir duas ou três vezes por época, só porque o gajo ainda vai parar ao Porto e ai ai ai (por favor, não me falem no Varela. Se os tripas não tivessem sido campeões o gajo já tinha sido apelidado de merdoso que, por época, passa dois ou três meses lesionado).

Quanto ao mercado, e depois de ter-se conseguido um treinador com competência, existiam várias lacunas no plantel a resolver:
– um concorrente para João Pereira
– defesas centrais que permitissem colocar um ponto final no calvário dos lances pelo ar
– um lateral esquerdo
– médios centro de qualidade
– extremos
– avançados que substituíssem Liedson (porra que ainda ontem vi o homem marcar dois ao Flamengo)

Para concorrer com João Pereira avançou-se para João Gonçalves, entretanto emprestado ao Olhanense. Ficou Pereirinha, que para mim apenas tem hipótese de jogar neste posição, e chegou Arias, que muito boas indicações deixou no mundial de sub-20. Creio que temos o problema resolvido.
No centro da defesa, um dos maiores problemas, optou-se por manter Anderson Polga e Carriço (que, por muito que me custe dizê-lo, já me pareceu bem melhor). Foi-se buscar Rodriguez, ao Braga, e chegou o gigante Onyewu, que de muito bom, contra a Juventus, passou a grande merda, contra o Valência. Bipolaridades à parte, para mim não tem muito que saber: é Rodriguez, à esquerda, e Onyewu, à direita. Não será uma dupla de sonho, pois não, mas ganhamos, força, ganhamos altura e, aposto, deixamos de sofrer golos patéticos. E, porra, duvido que não seja dupla para nos fazer lutar por títulos. Agora, é preciso é que consigam jogar juntos três ou quatro vezes para ganharem entrosamento.
Ainda na defesa, agora do lado esquerdo, penso que está mais do que visto que Evaldo é mediano. Pouco ataca e defende assim assim. Tem dias, no fundo. Mas como o Sporting precisa de alguém que tenha meses em vez de dias, foi-se buscar Insua. E era preciso o Grimi pegar-lhe a gripe para o homem não vir a transformar-se no nosso titular.

A meio-campo, onde sobravam André Santos, Matias e Izmailov da época passada, chegaram Rinaudo, Schaars, Luis Aguiar e Elias. Prefiro nem me alongar muito em comentários, deixando apenas a seguinte pergunta: olhando para estes sete gajos, e mesmo acreditando que possamos sentir a falta de um gajo que limpe tudo o que sejam bolas pelo ar, há quantos anos não tínhamos um meio-campo com esta qualidade e estas opções?  Inácio, por exemplo, foi campeão com uma rodela central onde cabiam Duscher, Vidigal, Bino, Toñito e Delfim. Temos piores opções? E o Sr. Boloni, pese o poder de fogo ao seu dispôr, tinha como médios centro Paulo Bento, Vidigal, Custódio, Bruno Caires, Diogo, Hugo Viana e o Afonso “nem pensem que me vou embora até terminar o meu contrato” Martins. Temos piores opções?

Já cheirava mal não termos extremos, não cheirava? O odor mudou radicalmente com a chegada de Capel, Jeffren e Carrillo. Há extremos, pois há, e de qualidade. Até o puto peruano, que parece ter vindo numa de estagiar durante a primeira época, mostra a cada pormenor ter imenso futebol naqueles pés.

Por último, havia que resolver um problema que se deixou arrastar: a dependência de Liedson. É inacreditável como se foi deixando passar os anos sem se antecipar a saída ou diminuição de rendimento do Levezinho. Pensar que Postiga podia ser o seu substituto não foi um acto de fé, antes de acefalia, que nos deixou entregues a um ataque sem golos. Chegaram, entretanto, Wolfswinkel, Rubio e Bojinov. Já nem discutindo qualidades e características, patético será algum deles fazer pior do que o dito artista. E dizer que qualquer um deles não presta, parece-me desonesto.

Posto isto, e muito resumidamente, há matéria prima para o Sporting estar, efectivamente, de volta. Que assim nos ajude a ausência de lesões e que, depois de ter andando a colocar jogadores a titulares para poder vendê-los, que seja capaz Domingos de se deixar de invenções parvas e de confirmar que o que de bom fez até hoje, enquanto treinador, não foi obra do acaso. A prova de fogo está marcada para amanhã, naquele que tem tudo para poder ser o primeiro jogo do resto da nossa época.

 

 

 

Olha lá, oh Paulo Sérgio

O que é preciso para tu deixares de colocar o Maniche a titular?
Para perceberes que a equipa não funciona com três médios de características idênticas?
Para assumires que o André Santos é o médio fisicamente mais disponível, logo, tem que jogar? (já para não dizer que tem sido o mais regular ao longo da época)
Para meteres na cabeça que isto é o Sporting Clube de Portugal e que jogar com dois médios de contenção (Mendes e Santos) é o máximo que os adeptos toleram?
Para te deixares de merdas e estabilizares a táctica num 4-2-3-1, onde a figura central do 3 seja sempre o Matías ou o Valdés?

No fundo, custa assim tanto dares uma imagem um bocadinho melhor da tua pessoa enquanto treinador de futebol?

Tótó, ranheta e facada

A imprensa desportiva. Esse fantástico ilhéu de irracionalidade, falta de critério, amadorismo e bílis. No passado, era uma companhia diária. Agora, é uma companhia sanitária. Nos sanitários. Os jornais desportivos – Bola e Record, porque o Jogo não é nada, na verdade – continuam a ser reis no cubículo mágico, onde os fracos fazem força e os fortes lêem qualquer coisa. E é lá que, nestes dias tristes de nevoeiro no mundo leonino, eu ainda vou para encontrar os bonecos que me ajudem a deitar cá para fora as coisas que já não pertencem cá dentro.

Não há alcunhas no plantel do Sporting. É o ponto mais relevante da entrevista (?) que os nossos melhores médios deram à Bola.

(a propósito do parêntesis acima, a ocasião para a entrevista aos nossos homens foi um evento promocional da Puma. Será que os senhores da Bola recebem “por fora” para promover isto… ou nem percebem que são instrumentalizados de forma violentamente vergonhosa…. percebem, claro que percebem. Eu é que não percebo como o alegado jornalismo deste pasquim ainda permite ser publicado sob essa designação…. Tirem-lhes a carteira profissional, digo eu!).

Bom, mas não há alcunhas no plantel do Sporting. Pela reacção do Pedro Mendes à pergunta, dá a impressão que nunca houve… hummm… acho estranho. Quem já viveu num balneário durante um ano inteiro (às vezes, basta a pré-época) sabe que as alcunhas são a coisa mais espontânea que pode haver a seguir às toalhas molhadas a estalar nas nádegas. “Ó zarolho, ó monga, ó mangalho, ó marreco, ó qualquermerda”. No futebol, então, o potencial de “Maradonas, Ronaldos, Messis, Zé Tós, Tó Marrecos, Pelés” é ilimitado. É instintivo.

Para mim, das duas, uma: ou o Costinha voltou a fazer das suas (e nesse caso, claro que há alcunhas, especialmente criativas para o Salazar da Costa, também conhecido como o Parvalhão)… ou o plantel não ri. O que é mais grave. Porque um plantel que não ri dele próprio, não se dá bem, não resolve as feridas e… não ganha. Basta lembrar as alcunhas que havia na época de 2000, de acordo com o que se foi percebendo em entrevistas de jogadores da altura.

Assim, o Cacifo resolve. E lança-se nessa recompensadora missão de criar alcunhas para os nossos heróis. Eu deixo três, para serem usadas à vez pelo Evaldo, o Postiga e o Maniche, os três jogadores que eu gostava de ver fora dali, os meus bodes respiratórios: os meus Tótó,  Ranheta e Facada.

PS: O Polga comprou uma nova casa na Expo, uma moradia, diz o CM (outra companhia sanitária de eleição). Porque pretende viver muitos anos em Lisboa. Tremam!

Começar de novo?

Pedro Mendes e André Santos fazem, hoje, capa de um dos desportivos, deixando uma mensagem de esperança e de confiança a todos os Sportinguistas dizendo, inclusivamente, que ainda acreditam no título.

Peço imensa desculpa por não acreditar minimamente nessa conquista, mas sou capaz de concordar que, efectivamente, há ainda muito ponto para ganhar. Começando por amanhã, claro, naquele que deveria ser o ponto de partida para uma segunda volta de acordo com o que ambicionamos para o nosso clube. Aliás, o Sporting que eu imagino ganharia os próximos quatro jogos (Paços, Marítimo, Naval e Olhanense) e receberia o Benfica embalado por 12 pontos conquistados.
Resta saber se somos capazes.