O que já foi, o que ainda está e o que há-de vir

Em declarações ao jornal do Sevilha, Daniel Carriço recordou o tempo em que vestiu de verde e branco e deixou uma nota elucidativa: «Os últimos anos foram complicados porque mudámos muitas vezes de presidente e treinador. Eu  era capitão, tinha apenas 21 ou 22 anos e tudo mudava. Éramos jogadores da casa, mas em dois anos chegaram 25 ou 26 jogadores novos e os que já lá estavam sentiam-se deslocados».

Entretanto, Labyad é uma estranha ausência na lista de convocados para o Torneio do Guadiana. Numa altura em que as opções começam a ser mais finais, será que está de saída?

Cardozo já deu a conhecer, através do seu empresário, que nem quer ouvir falar em jogar no Spartak de Moscovo. «Só se eu fosse estúpido é que voltava a equipar de encarnado e branco!», terá dito o paraguaio, segundo confidenciou, ao Cacifo, o seu irmão, Rámon Carodozo. Tacuarita, disse-nos, ainda, que Oscar Cardozo está «entusiasmado com a possibilidade de ir para o Sporting. Ele ainda hoje fala na noite em que, com o estádio da Luz cheio, só conseguia ouvir os adeptos do Sporting

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Cardozo perto de Alvalade e outras iguarias

– Eu acho que existem jogadores extraordinários em África e a Nigéria é um dos países responsáveis por isso (volta, Amunike, e traz-me um Yekini), mas não percebo esta insistência dos jornais em quererem vender-nos um médio defensivo. Primeiro Luiz Antônio (anTônio, foda-se…), agora Ogude. William Carvalho e Rinaudo. E ainda há Fokobo. Bah!

– Evaldo até 2015, com redução salarial para metade?!? Medo, muito medo… (já agora, o empresário do rapaz é louco e acha que ele foi pouco acarinhado em Alvalade. Uma espécie de patinho feio, portanto. Eu diria que, com uma casca de ovo na cabeça, o Evaldo parecia o Calimero. Mas mais feio. E com menos jeito para o futebol);

– Sporting recusa nova proposta do Marselha e pede 7 milhões para começar a negociar. É justo e espero que esse valor não chegue a ser oferecido;

– Afinal, William Manafá não é jogador de Catió Baldé. Portanto, este personagem tratou de mandar ficar em casa um jogador que não é dele. O castelo de cartas vai abanando cada vez mais e o Bobo Bruma, se houver justiça, vai ter um futuro mais triste que o de Djaló (que nunca nos fez mal, diga-se). Ah, e sem Luciana! (o que torna o futuro mais e menos triste, simultaneamente)

– Magrão deve estrear-se amanhã, frente ao West Ham. Espero que alimente uma interessante luta pela posição 10, com André Martins, Chaby e Labyad;

– Entretanto, a azia é tal com as renovações que vamos fazendo com os putos, que a crítica passou a ser: as cláusulas são um disparate, devem estar a pagar-lhes pouco, devem! Eu encolho os ombros, recosto-me e sorrio (com tanto disparate);

– Alexandre Guedes foi um dos melhores marcadores do europeu de sub-19, com o extra de ter sido o único a marcar durante a fase de grupos e nos jogos a eliminar. Mais um para renovar;

– a Luz voltou a receber o mercado do melão. Na rússia, Hulk espetou com o melão na tromba de um árbitro.

– o futuro de Oscar Cardozo pode passar por Alvalade. O Cacifo sabe que o Galatasaray está atento à situação do avançado paraguaio e na disposição de oferecer 14 milhões ao benfica. Posteriormente, os turcos colocarão Cardozo em Alvalade, durante dois anos, pagando 70% do seu ordenado e, em troca, recebendo o jogador Bruma. A ida de Bruma para o Gala permitirá ao Sporting encaixar 8 milhões a pronto, mais dois milhões por cada época em que o extremo vista a camisola turca. O Sporting fica, ainda, com direito a 25% de uma futura venda.

Brincar ao jornalismo (take 1262)

palhaçada recordA estratégia até pode passar por deixar os gajos continuarem a cavar a sua própria sepultura, acreditando que os sócios e adeptos têm inteligência suficiente para perceberem o que é notícia e o que não é (pese a existência de meninos Quartim (sem) Graça), mas espero que dentro dessa estratégia exista, pelo menos, a decisão de fechar a torneira a esta gente (adeus entrevistas, por exemplo).

Brincar ao jornalismo (take 1261)

«O nosso jornal sabe que Jesualdo Ferreira passou o dia fechado no seu gabinete, na Academia, apenas saindo para ministrar o treino. As fotos que publicámos e que mostram o encontro entre Bruno de Carvalho e Inácio deixaram-no triste, muito triste, por já ter dito ao presidente que também queria participar na prova do novo Compal Dióspiro. Ao que o nosso jornal conseguiu apurar, o treinador verde e branco terá, inclusivamente, publicado a foto do presidente e do director desportivo na sua página do Facebook, numa pasta intitulada «coisas que me magoam».
Até à hora do fecho desta edição, o nosso jornal foi incapaz de falar com alguém que confirmasse tudo isto, mas recebeu um telefonema de um vizinho, que não quis identificar-se, e que garante que “O Professor”, quando chegou a casa e ligou o computador, chorou ao ver a nossa notícia das 19h, onde avançámos que Celso Roth estaria bem colocado para ser o próximo treinador do Sporting e já teria encetado negociações com o clube de Alvalade. Valha a Jesualdo o facto de, na busca de um jornalismo sério, termos procurado, até de madrugada, perceber se a nossa notícia fazia sentido. Assim, à 1h24 do dia de hoje, conseguimos apurar que, afinal, o treinador afirmou «quem sabe não possamos encetar conversações?» e, às 3h01, o nosso jornal pode garantir que o técnico brasileiro afirmou «não tive contacto com o Sporting».
Face a tudo isto, o nosso jornal pode garantir que Jesualdo está na corda bamba».

Brincar ao jornalismo

Houve muita virgem (só de signo, claro) a mostrar-se ofendida com as palavras de Bruno de Carvalho proferidas há, precisamente, uma semana. Passados oito dias, eu mantenho a minha opinião:  o conteúdo fez todo o sentido, a embalagem em que foi apresentado é que podia ter sido mais bem escolhida. Ou, se preferirem, ao invés de ter desejado ser capaz de fazer o milagre de fazer com que todos os jornalistas fossem inteligentes, devia ter desejado, isso sim, que todos os jornalistas fossem profissionais e eticamente correctos.

E bastaria olhar para a capa de hoje, do Record, para perceber o quão patético se torna aquela espécie de “movimento de indignação” que levou vários jornalistas reconhecidos a condenarem a postura do presidente do Sporting. Temos uma capa feita a partir de uma foto, que tanto pode ter sido captada por um repórter do jornal em causa, como pode ter sido comprada a algum paparazzo de meia tigela, de smartphone em punho. Nessa capa, é-nos vendido que o Record testemunhou o encontro e, imagine-se, até sabe o que esteve em cima da mesa. Lá dentro, a manchete transforma-se em três quartos de página mal amanhados, num exercício que qualquer adepto poderia fazer. “O nosso jornal sabe”, dizem eles, mas a verdade é que o jornal deles não sabe a ponta de um corno. Limita-se a atirar ideias soltas, num artigo que torna o tema de capa num autêntico vazio e que nos conduz a uma simples conclusão: não é notícia. E o pobre do leitor que compra o jornal bem devia reclamar o seu dinheiro.

Isto, meus amigos, não é jornalismo. Temos o quem, o quando e o onde, mas o “o quê?”, o como e o porquê? são tão verídicos quanto o exercício que eu me diverti a fazer, em julho de 2012, quando escrevi que o Sporting tinha recusado 12 milhões pelo Rui Patrício, oferecidos pelo Galatasaray. Qual não foi o meu espanto, quando vi vários jornais a transformarem esse gozo… em notícia! É assim que, infelizmente, se alimenta e vive o nosso jornalismo desportivo: de nadas; de notícias onde nem existe o trabalho de confirmar a fonte; de capas que, várias vezes, conduzem a uma merda de uma caixa num qualquer rodapé. Mas, claro, “o nosso jornal sabe” e “o nosso jornal conseguiu apurar”. Tal como conseguiram apurar, há 13 anos, numa altura em que o Sporting se posicionava para conseguir atingir um título que lhe fugia há quase duas décadas, que o Parma (ou o Inter, não tenho a certeza) oferecia um ordenado milionário ao Duscher. Era capa, enorme, na Bola, num dia em que o Sporting jogava.

Sim, já lá vai o tempo em que eu lutava contra o vento, na praia, para conseguir virar as páginas de uma Bola de dimensões xxl. Agora vou à net, ou passo no quiosque, olho para as capas, e sorrio. Um sorriso azedo, de quem olha para o constante desacreditar de uma profissão que deveria prestar um serviço ao povo. E isso, caros donos de grupos de comunicação, caros directores, caros editores, não é culpa do(s) presidente(s) do Sporting.

 

Sporting recusa 12 milhões por Rui Patrício

Durante esta madrugada, o  Galatasaray fez um raide a Alvalade para levar o guarda-redes.
O campeão turco ofereceu 12 milhões de euros, garantindo o pagamento a pronto, mas os leões colocaram a fasquia nos 17 milhões.
Num acto desesperado, os turcos ofereceram 10 milhões mais o experiente avançado Milan Baros, mas a resposta manteve-se.
O nome de Rodriguez foi falado, mas também não houve acordo.