Jogo de apresentação

Nunca a definição de um jogo terá feito tanto sentido: o fcporto apresenta-se e nós ficamos com a certeza do que podemos esperar. Golos em fora de jogo grosseiro; quatro agressões seguidas que nem a amarelo têm direito. Aposto que vamos ouvir falar bastante do apitador Hugo Pacheco.

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O meu sincero obrigado a um tal de Adelino Caldeira

Caro Adelino Caldeira,
venho por este meio agradecer-lhe, da forma mais sincera possível, o facto de ter-se recusado a cumprimentar o presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, antes do início da final da Taça, em andebol. A sua atitude não só confirma o género de pessoa com que lidamos, como mostra que a frase «no Sporting não somos muito dados a fruta, mas também não somos bananas» se enterrou na cabeça da direcção azul e branca como uma carapuça feita à medida. Melhor, ainda, é dar-nos a possibilidade de não ter que continuar a sujar as nossas mãos nas vossas e de não ter que partilhar tribunas com corruptos peidorrentos.

 p.s. – creio que o episódio explica o porquê do discurso inflamado e dos recados deixados por Bruno de Carvalho, no final.

Para a azia existe remédio. E para a hipocrisia?

Vamos ser sinceros: a reacção lampiã a tudo o que se passou no domingo à noite, não foi surpresa. A mim surpreendeu-me, isso sim, (e entristeceu-me, confesso) ver e ouvir alguns amigos meus, enveredarem pela mesma linha de argumentação, da qual constam os seguintes pontos:

 
– levaram dois grandes golos e os golos foram limpinhos (mas alguém questionou os golos ou a genialidade do segundo?)
– mas como é que vocês queriam ganhar se nem criaram jogadas de perigo? (eu pensei que, aos oito minutos de jogo, já podíamos estar a ganhar 2-0. Mas fui eu que vi mal, peço desculpa)
– não te queixaste quando o Polga fez penalti sobre o Gaitan, no ano passado! (eu gostava de falar sobre este jogo. Podemos?)
– mas tu gostaste do Capela quando expulsou o Cardozo! (eu gostava de falar sobre este jogo. Podemos?)
– roubaram-nos o título quando não anularam o golo ao Maicon! Isto é futebol! (ah, pronto, isto é futebol. eu gostava de falar sobre este jogo. Podemos?)
– queres ver que a culpa de estares a quase quarenta pontos do primeiro é nossa e do Capela? (mas alguém disse isso? eu gostava de falar sobre este jogo. Podemos?)
– preocupa-te mas é com a merda de época que o Sporting está a fazer! (mais?!? eu gostava de falar sobre este jogo. Podemos?)
– estão em oitavo e queriam vir roubar o título ao Benfica! Inchem! (em campo, ninguém deu pela diferença pontual. E, pronto, percebi, é proibido colocar o título em causa)
– vai tomar rennie para te passar a azia! (isso é mais para o Coroado. Mas… eu gostava de falar sobre este jogo. Podemos?)
– penaltis?!? mas quais penaltis?!? (…)
– agora a entrada do Matic e as entradas do Maxi, opá, deixem de ser choramingas (…)
– jogaste muito bem? nós é que marcámos e quem marca merece ganhar (…)

 

 

Resumidamente, falar, com franqueza, do jogo… não interessa. Assobia-se para o lado, agita-se as asas para lançar a confusão, misturam-se alhos com caralhos, recorre-se à memória selectiva, faz-se o que for necessário para não abordar algo que é factual, mas que interessa desvalorizar. Nada de novo, num clube que, por exemplo, decidiu antecipar em quatro anos a data da sua fundação. Num clube que afirma querer ser a tocha olímpica na luta pela verdade desportiva e que se mostra incapaz de festejar uma conquista sem que a mesma esteja envolta em fedor a pneu queimado. Felizmente, por entre a fumarada negra e os gritos dos orcs que festejam o que houver para festejar, há muito Leão capaz de perceber que o que está aqui em causa e de virar as costas a uma patética “parceria a sul”, proposta pelos vizinhos hipócritas, a quem a única coisa que importa é continuar a luta por conquistar o lugar no trono de quem gere o lodaçal que inquina o futebol de que tanto gosto.

Que seja o princípio do fim desta maldita ligação

«O clássico entre Sporting e F.C. Porto, deste sábado, terminou com ânimos exaltados na tribuna VIP do Estádio José Alvalade. Isso mesmo foi confirmado ao Maisfutebol por Paulo de Abreu, um dos envolvidos. «Houve uma troca de palavras que levou a que se instalasse um sururu, mas não foi nada de mais. Não houve agressões físicas», explicou. Ao que foi possível apurar, Pinto da Costa não terá gostado de algumas «bocas» que o antigo vice-presidente do Sporting, e agora membro do Conselho Leonino, foi deixando na segunda parte, visando a arbitragem de Paulo Baptista. No final do encontro, acompanhado por Adelino Caldeira e Reinaldo Teles, o presidente portista terá confrontado Paulo de Abreu, e foi aí que se gerou um «sururu» que motivou a intervenção de outros dirigentes leoninos, incluindo o presidente Godinho Lopes, mas também Ricardo Tomás e João Pedro Varandas, evitando que o desentendimento adquirisse outras proporções.»