No caso PP, o C faz toda a diferença

Com o país dos seis milhões atormentado pelo esfreganço de segunda-feira à noite, há quem procure resolver o problema da cabeça inchada com um sorriso estúpido. E estúpido porquê? Porque esse sorriso resulta de ouvir dizer que o circo Cardinal pegou fogo e vir a correr para a rua gritar que o Sporting está envolvido num caso de corrupção.
O problema, minhas repimpadas bestas, é que nem o Sporting está acusado de nada, nem o cê deste caso corresponde a corrupção. Denúncia caluniosa  (olha o cê, olha o cê) qualificada, talvez seja termo que ultrapasse os limites do vosso léxico, mas como eu sou um gajo porreiro até vos dou novo motivo de conversa: dizem que alguém depositou dinheiro na conta do Jorge Sousa para ele dizer que estava com o dedo mindinho inchado, permitindo assim que o Gil Vicente – Sporting fosse apitado pelo Bruno Paixão.
O resto da história, creio que vocês já conhecem. Eu, agora, vou aceder ao youtube para ouvir umas escutas telefónicas enquanto lavo os dentes.

p.s. – até para evitar estas imbecis e tendenciosas interpretações, Godinho Lopes devia tomar uma decisão: ou defende PPC abertamente, ou tem que demiti-lo.

Mete gelo que isso passa!

Não deixa de ser curioso que, quase 72 horas após o final do derby, ainda existam lampiões com a cabeça tão inchada que não conseguem mover-se sem mandar uma tolada no que (ou em quem) lhes estiver mais perto (a própria madame Pinão, aquele exemplo de feminilidade, parece que foi incapaz de controlar o inchaço no artigo de opinião que o jornal não oficial do clube lhe permite escrever).

Eu percebo, meus caros lampiões, que seja muito complicado engolirem a perda do campeonato aos pés do Sporting. Mais, percebo que seja ainda mais complicado engolir esse cenário através de um jogo que não deixou margem para dúvidas. Claro que é imensamente mais fácil gritar “penalti!”, do que reconhecer um banho de bola, as novas argoladas do Jesus ou o facto de a vossa arma secreta para o jogo do título ser o Djaló. E, claro, também é mais fácil acreditar que o penalti seria convertido e que os restantes 90 minutos de jogo apenas servissem para confirmar essa vitória inquestionável.

A tudo isto, só me apetece responder de forma irónica. Primeiro, porque aposto os meus dois bilhetes para o Bilbao em como o Rui Patrício defendia. Segundo, porque os paladinos da verdade que acusam os outros de andarem sempre a choramingar, não têm feito outra coisa senão lamentar-se das decisões dos árbitros, incluindo a expulsão do palhaço depois de um movimento karateca. Terceiro, porque não deixa de ser curioso que este penalti valha mais do que o que foi sonegado ao Braga, na Luz.

E, por último, deixem-me dizer-vos que até deviam ter acontecido mais lances esquisitos (e não estou a falar para o nosso lado, porque penso que chega a agressão do Javi, o penalti do Garay sobre o Wolfs ou o inacreditável número de faltas marcadas nas imediações da nossa área durante a segunda parte, permitindo que tentassem criar perigo da única forma que vos seria possível). Não vos vi, e só para dar um exemplo, minimamente incomodados, quando ganharam um título com uma falta do Luisão sobre o nosso guarda-redes. Ou quando ganharam a Taça da Liga através de um penalti marcado por bola no peito fora da área. Aliás, até estranhei, e à imagem do que sucedeu na altura, não terem convocado uma linda conferência de imprensa onde brilharia o tal do Gabriel, exibindo as luvas do Artur (também estranhei nenhum jornal falar do São Artur).
Resumindo e concluindo, resta-vos ficar a torcer para que o Sporting ganhe no Dragão e vos devolva alguma esperança. Até lá, e se continuarem com a cabeça inchada ou com o cu dorido, sigam o conselho da sabedoria popular: «mete gelo que isso passa!».

p.s. – não deixa, igualmente, de ser curioso, que uma artimanha para apanhar um dos assistentes dourados, que teve lugar em novembro, só agora dê que falar. Não sei o que dá mais jeito, se afastar os holofotes da miséria lampiã, se tentar bombardear o crescimento e união do Sporting.

Restos de um fim-de-semana

Não sei o que esperavam vocês, mas eu esperava um pouco mais, frente ao Feirense. Sim, acredito que a motivação não fosse das maiores e foi notória a desaceleração no segundo tempo mas, porra, sabe sempre a pouco ganhar 1-0, ainda para frente ao último. E pior sabe ficar com a sensação que se, por algum acaso, sofrêssemos um golo, ia ser uma valente merda para conseguir os três pontos.

A minha primeira nota de destaque mais para o público. Cerca de 30 mil, num sábado à noite (sempre este merda de horário), frente ao último, com a equipa a jogar pelo mínimo dos mínimos (4º lugar), é uma assistência digna de registo e uma excelente base para, espero, os números da próxima quinta-feira.
Depois, o bom jogo de João Pereira, a par de Capel o mais capaz de dar alguma velocidade ao jogo. E se ao espanhol por vezes falta cabeça por tê-la demasiado em baixo, ao lateral direito falta cabeça por ter um cérebro que dá para jogar ao berlinde (até me admiro como é que não foi expulso ou fez um penalti).  Rui Patrício, claro, porque nem só de grandes defesas vive um guarda-redes e quando a inspiração é pouca ao menos que se tenha alguém atrás a dar segurança. Uma boa primeira parte de Renato Neto (ainda assim, e peço desculpa ao rapaz, não me parece jogador para o Sporting), boa entrada do André Martins e um pormenor que acho que não escapou a ninguém: a exibição estava tão morna, que Sá Pinto se viu obrigado a deixar Izmailov em campo até ao final, até porque o russo se mostrava o mais clarividente entre todos os escolhidos. E por falar em clarividência, espero que, frente ao Metelist, o Wolfswinkel marque os golos que falhou sábado à noite.

E se a equipa principal cumpriu com os serviços mínimos, os juniores mostraram estar de regresso com a vitória, por 3-4, em Guimarães. Depois de terem estado a perder por 3-0, os pequenos Leões rugiram bem alto numa reviravolta que os coloca perante a possibilidade de irem ao Seixal conquistar o primeiro lugar. Resta saber se terão que enfrentar algum artista como o do jogo que abriu a fase final do campeonato.

A propósito de artistas, tem contornos patéticos a intervenção daquela personagem  chamada João Gabriel. Diz ele, à 24ª jornada, que «os árbitros não podem aldrabar a classificação e, nesta altura, a classificação está aldrabada por influência directa dos árbitros». Eu diria que a classificação está aldrabada desde que o Xistra meteu o apito à boca, em Alvalade, o João Ferreira repetiu o gesto, em Barcelos, e o Olegário deu um ar da sua graça, em Guimarães. Estávamos na primeira jornada, oh lampiãozeco.

 

O Leão e o cabrão do cavalinho

Esperei. Esperei. E voltei a esperar. Nada. Zero. Nem presidente, nem director desportivo, nem o director de comunicação. Não ouvi uma palavra sequer, sobre o jogo de sábado e o respectivo apitador, com nome de passaroco, que fez de nós estúpidos durante mais de hora e meia.
Se estou surpreendido? Não, não estou. Aliás, o mote tinha sido dado por Vicente Moura, ao pedir contenção verbal a Sá Pinto, sugerindo que o nosso treinador fosse capaz de manter o coração afastado da boca. Sá Pinto parece ter ouvido e, pior do que segurar os batimentos cardíacos, surgiu na sala de imprensa… sem coração.

Fiquei estupefacto perante aquela conferência de imprensa mas, mais a frio, até sou capaz de entendê-la. Basta pensar na forma como o quarto árbitro fez o papel de segurança junto ao nosso banco de suplentes, para perceber-se que está montado o circo para, à primeira hipótese, fazerem de nós (uma vez mais) palhaços. E é por isso que ainda menos entendo (e mais me revolta) o silêncio de quem se chegou à frente e afirmou estar mais do que preparado para gerir e defender o nosso clube.

Então se os outros dizem o que querem, se o mafioso de pacotilha até já ameaça directores da Liga na praça pública, nós ficamos calados?!? Porquê? Então rotulam o Rinaudo de violento, ao ponto de expulsá-lo ao fim de dez minutos, nós temos que deixá-lo de fora depois de uma sessão de porrada pacense e, agora, levamos nas pernas que nem gente grande e ficamos calados?!? Porquê?

Meus caros dirigentes, o futebol português está, novamente, no seu melhor. E se os senhores acham que cerrar os punhos e, a murro, tentar atravessar a merda em que assenta este nosso futebolinho não condiz com as vossas camisas do cavalinho, ponham-se nas putas! Nós queremos (e precisamos) de gente que sinta o Leão ao peito!

Serviço público

«Quando Dias da Cunha foi eleito presidente do Sporting, depressa se apercebeu da falcatrua que era o nosso futebol. Não sabia para que lado se havia de virar. Fui então contactado pelo seu assessor, Carlos Severino, para ver que disponibilidade tinha para trabalhar directamente com o presidente com a função de o alertar dos perigos que o clube corria. Inicialmente não me mostrei muito interessado, mas por outro lado pensei que poderia lutar por dentro e combater a corrupção, até porque a Polícia Judiciária já me tinha como consultor e não me pagava nada. Aceitei, mediante um bom vencimento e com a condição, por mim proposta, de que se não gostassem do meu trabalho despedia-me sem qualquer tipo de indemnização. Fiquei por lá seis anos, mas no meu segundo ano fomos campeões nacionais, principalmente porque o Sporting sabia com 15 dias de antecedência as armadilhas que lhes estavam a preparar. Um exemplo: 15 dias antes avisei o presidente que no jogo X que antecipava um jogo com o Porto, o árbitro da partida seria fulano e que Beto e Rui Jorge iriam ser espicaçados por esse árbitro durante o encontro para este encontrar motivos para os expulsar. No dia do jogo confirmou-se a minha informação. Num outro caso, num jogo decisivo para a conquista do campeonato, frente ao Boavista, soube que o árbitro da partida tinha ido almoçar com Valentim Loureiro, que era presidente da Liga. Avisei o presidente e todos ficaram em pânico. Não sabiam o que fazer porque não havia provas. Disse-lhes que a única coisa a fazer era Manolo Vidal, antes do jogo, quando fosse entregar as fichas aos árbitros, deveria dizer: “Então o almoço de terça-feira foi bom?” Mais nada. Quando o árbitro ouviu aquela pergunta associou de imediato a intenção do delegado ao jogo e ficou em pânico, contou-me depois Manolo Vidal. Durante esse jogo o árbitro até beneficiou o Sporting e fomos campeões. O árbitro não sabia que provas tínhamos e como era internacional, não colocou a sua carreira em risco. Mas a conquista do campeonato desencadeou uma série de invejas dentro do próprio clube e quando dei por ela estava a lutar contra gente que estava a ser paga pelo clube, mas que queria que este perdesse para conquistarem o poder e poderem fazer os seus negócios. Cheguei mesmo ao ponto de saber que os meus relatórios semanais eram entregues, por gente do Sporting, aos nosso principais inimigos, Porto e Boavista. Não sou nem nunca fui sportinguista e nunca escondi isso. Era apenas o meu trabalho»
[…]
«A primeira coisa que fiz, foi convencer Dias da Cunha de que devia fazer uma aliança com o Benfica se queriam conquistar o poder. Sempre disse que o inimigo do Sporting não era o Benfica, mas o Porto e o Boavista da altura. Consegui. Dias da Cunha fez uma aliança com Luís Filipe Vieira e foi à televisão dizer que as cabeças do sistema eram Pinto da Costa e Valentim Loureiro. Forneci documentos que provavam isso mesmo. O Porto e o Boavista começaram a sentir-se ameaçados e começaram a minar o Sporting por dentro utilizando alguns elementos que hoje continuam no clube. Dias da Cunha não aguentou a pressão e demitiu-se. Pedi a demissão com ele
[…]
«O Porto está zangado com o Sporting e Benfica e a época deles tem sido um desastre, imaginem o que seria se Sporting e Benfica fossem aliados. Tem sido assim ao longos dos 20 anos e os clubes de Lisboa não aprendem. Pinto da Costa é um mestre na acção de dividir para reinar»

Excertos de uma entrevista a Marinho neves, que me parece deveras importante e que merece o meu aplauso ao Cabelo do Aimar.

Unhas encravadas

Elias e Matías são compatíveis?
Domingos tem gerido com mestria os vários estados de alma do balneário. Basta recuar ao último jogo e recordar a entrega da braçadeira a Daniel Carriço, numa forma de motivar ainda mais um jogador que vinha de marcar no regresso à titularidade. E, a bem dessa gestão, Matías, motivado pelo bom jogo na Liga Europa, manteve a titularidade nos jogos da Liga, ocupando o lado direito do meio-campo a meias com Elias e com João Pereira. Ganhámos, é verdade, mas parece-me que ficamos sempre a perder. Matías será compatível com Elias num meio-campo onde ambos joguem no centro, mas a equipa e o próprio jogador ficam a perder quando o chileno é encostado à linha direita. O que Capel faz à esquerda, alguém terá que fazer à direita. Carrillo ou Jeffrén, com Pereirinha à espreita, são donos do lugar e ponto final.

Jeffrén
O cabrão do 7 voltou a afzer das suas pelas bandas de Alvalade. Agora que parecíamos estar a renovar o brilho dessa camisola através da recuperação de Bojinov, somos surpreendidos pelo calvário do número 17. E surpreendidos será um tanto ou quanto subjectivo, pois ao que parece os problemas musculares não são de agora. Estou-me a cagar se o rapaz precisa de acompanhamento psicológico, se tem uma formação muscular de atleta de velocidade, se isto se aquilo. Sei que o departamento médico não ficou lá muito bem na fotografia e que a equipa está a ser prejudicada pela ausência de um talento inegável. Há que resolver esta questão o mais depressa possível e, tanto por nós como por um jogador muito acima da média com apenas 23 anos, quando Jeffren voltar a jogar é para fazê-lo várias semanas seguidas.

Rodriguez
Mais um jogador com um historial de lesões que explica o porquê de passar mais tempo de fora do que a jogar. Domingos confia nele, por isso o trouxe de Braga, e é um jogador que, para além da experiência e de ser dos quatro centrais o mais talhado para jogar à esquerda, nos torna mais fortes no jogo aéreo. A novela das idas à selecção, onde as lesões parecem desaparecer por obra e graça dos espíritos de Machu Picchu, só servem para que os adeptos o olhem de lado e, cada vez mais, se questione a necessidade de, em Janeiro, trazer outro central (para mim isto nem se questionava. Era trazer um que pegasse de estaca ao lado do Onyewu).

Rinaudo
É vergonhosa a perseguição de que está a ser alvo. Os dois últimos amarelos só são aceitáveis à luz de uma campanha que visa deixá-lo de fora do derby, e deixam Domingos com uma dúvida por resolver: colocá-lo, ou não , frente ao Leiria? Eu confesso que o deixava de fora e até era capaz de experimentar colocar Elias ou Schaars a trinco, recuperando Matías para o meio. É que a teoria de que, vendo um amarelo, pode forçar o segundo e ser expulso (cumprindo o castigo contra o Braga, para a Taça) é muito bonita se pensarmos que vamos ter um jogo que permita ficarmos com menos um de propósito. Para além de que, à partida, será mais complicado receber o Braga do que o Leiria.

A razão de uns, o proveito dos outros

Curioso que, agora que o Sporting completou uma série de sete vitórias, nos venham dar razão sobre os erros de arbitragem que nos atrasaram na(s) primeira(s) jornada(s) e se preparem para castigar os árbitros que se recusaram a apitar-nos, em Aveiro.
A questão é: de que vale, agora, darem-nos razão? Nada, ou melhor, apenas vem confirmar que, em vez de estarmos a três pontos do primeiro, estaríamos a liderar o campeonato.

Ainda assim, considero ser esta uma excelente oportunidade para a nossa direcção, apontando detalhadamente todas as situações, reforçar a sua posição perante os erros flagrantes que, no arranque da Liga, nos prejudicaram a nós e beneficiaram os principais rivais.

Recordar e repetir

Agora que despachámos a Lazio, comecemos a centrar atenções no jogo de Domingo. Ora eu lembro-me bem do que aconteceu da última vez que nos quiseram “enrabar com Paixão, no castelo de Guimarães”. Depois de termos feito uma bela primeira parte, anulou-se um golo limpo ao Carriço, em cima do intervalo, momento supremo de numa arbitragem enervante deste cabrão que, de cada vez que sorri, só dá vontade de partir o focinho. A segunda parte foi sofrível, mas Derlei e Liedson deram a volta ao resultado ( http://videos.sapo.pt/AODnPyDUuikp56tCl9U3 ).
Repetir a conquista dos três pontos é a única resposta que podemos dar a mais esta provocação dos senhores do apito.